Hoje fomos ver o City Hall com a sua belíssima Golden Hall e fomos a outra ilha, com umas vistas magníficas. Esta viagem foi brutal! Para repetir sem dúvida. Uma pessoa quer aproveitar ao máximo e acaba por almoçar às 16h30 sabendo que tem reserva num restaurante Viking da cidade às 20h. Escusado será dizer que comi que nem uma alarve hoje! Aquilo foi hambúrguer com molho guacamole mais um milkshake de Oreo à sobremesa, aquilo foi bife muito mal passado com um gratinado de batata e panacota à sobremesa. Salve-nos a santa padroeira das viagens que costuma dizer: "calorias ingeridas em viagem não contam".
Quase trinta (e cinco). Quase engraçada. Quase famosa no mundo dos blogs. Quase feliz.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, encher a pança.
Hoje fomos ver o City Hall com a sua belíssima Golden Hall e fomos a outra ilha, com umas vistas magníficas. Esta viagem foi brutal! Para repetir sem dúvida. Uma pessoa quer aproveitar ao máximo e acaba por almoçar às 16h30 sabendo que tem reserva num restaurante Viking da cidade às 20h. Escusado será dizer que comi que nem uma alarve hoje! Aquilo foi hambúrguer com molho guacamole mais um milkshake de Oreo à sobremesa, aquilo foi bife muito mal passado com um gratinado de batata e panacota à sobremesa. Salve-nos a santa padroeira das viagens que costuma dizer: "calorias ingeridas em viagem não contam".
sábado, 28 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, primeiro dia.
Estou estafada, andámos 22km hoje, vimos uma grande parte da ilha de Gamla Stan. Almocei um bagel com salmão fumado divinal. Caro mas bom. Fomos à biblioteca municipal e descobri que ela é redonda, muito bonita. Acabámos a noite num bar gay com boa música. Paguei 16€ por um cocktail de gin e grenadine que veio servido num copo do Ikea de vidro falso. Um gajo com o cabelo louro platinado disse-me que eu podia usar o urinol dos gajos porque as mulheres mijam para trás (whaaaaat???). Amanhã há mais.
Sobre Estocolmo, primeiro dia.
Estou estafada, andámos 22km hoje, vimos uma grande parte da ilha de Gamla Stan. Almocei um bagel com salmão fumado divinal. Caro mas bom. Fomos à biblioteca municipal e descobri que ela é redonda, muito bonita. Acabámos a noite num bar gay com boa música. Paguei 16€ por um cocktail de gin e grenadine que veio servido num copo do Ikea de vidro falso. Um gajo com o cabelo louro platinado disse-me que eu podia usar o urinol dos gajos porque as mulheres mijam para trás (whaaaaat???). Amanhã há mais.
Como vim parar a França.
Estou com vontade de divagar sobre algo que ainda não tinha falado neste blog (falei no meu antigo, mas quando passei para este blog não trouxe os posts comigo)...
Este post é programado, por isso quando ele sair espero estar a curtir milhões as belas vistas do arquipélago de Estocolmo e a beber um cafezão daqueles num momento bem hygge.
O porquê de estar a morar numa cidade em França que me agrada mais ou menos, mas com um trabalho que já não consigo suportar. Porquê? Pergunto eu todas as manhãs.
Na vida podemos escolher tudo, e quando digo tudo, parto do pressuposto que com a escolha da forma como me quero sentir também posso, de alguma maneira, modificar a minha realidade.
Sobre mim, vim para aqui através de uma proposta que vi na Internet... na altura pareceu-me bem começar por uma vila pequena, não sabia muito da língua, e estando o meu local de trabalho muito necessitado de profissionais com a minha formação, a forma para obter a autorização de trabalho seria facilitada. E foi o que aconteceu, foi muito fácil, num mês estava a decidir sair de Portugal e no outro mês já cá estava. Limpinho, limpinho.
Até aí tudo bem, já havia portugueses cá, vim com outra colega portuguesa, por isso, no primeiro ano em França digamos que não senti muito os efeitos de estar longe, era tudo novo, havia tanto para aprender, tinha muitas saudades, mas quando ia a Portugal sentia que estava tudo na mesma, os amigos estavam iguais, a família estava igual, nada tinha mudado.
Ao fim de um ano fiquei a morar sozinha. Fiz várias amigas francesas do trabalho e 2 delas aproximaram-se mais, dou graças a Deus elas serem as melhores pessoas que o destino podia ter metido no meu caminho nesta fase da minha vida. Elas são espectaculares e são de uma paciência infinita, é engraçado como temos as 3 os mesmos problemas, e frequentemente damos por nós a desabafar sobre coisas que todas sentimos. Muita empatia, gosto mesmo delas. Foi com elas que vim viajar by the way...
Entretanto neste trabalho, descontente com algum abuso de poder que o meu chefe exercia sobre nós na altura, início de 2016, e, claramente, com a sua falta de competência, comecei a dar sinais de me querer ir embora. Foi então que o chefe de serviço, sabendo que eu gosto muito de uma determinada área na minha profissão, veio fazer-me a proposta de fazer uma formação de um ano paga por eles, com a possibilidade (na altura era certeza) de poder desenvolver essa área aqui. A contrapartida era que tinha que assinar um contrato de 2 anos com eles, em que nesses 2 anos não podia despedir-me, ou então tinha que pagar o valor integral da formação.
Até aqui tudo bem, pareceu-me uma boa ideia, fazer uma formação à pala e ainda por cima poder aplicá-la de seguida, escolhi ficar, escolhi assinar. No entanto, quando chegaram com o contrato para eu assinar, o valor que estava lá era de quase o triplo do verdadeiro valor da formação. Fiquei muito chateada com eles, basicamente senti que me estavam a obrigar à força a ficar aqui os 2 anos, sem hipótese de sair, porque fazê-lo faz-me perder mais dinheiro do que aquele que teria gasto se tivesse pago a formação do meu bolso. A única "forma de escapar" que ainda vejo nisto é o valor ser regressivo, ou seja, se ficar aqui um ano pago 50% do tal valor, se ficar 1 ano e meio só pago 75% do valor.
Entretanto a situação no trabalho mudou, o meu chefe directo, tem exercido ainda mais abuso de poder sobre mim, sabendo que estou "obrigada" a ficar aqui 2 anos, tem falado comigo de forma super agressiva, exigente e desrespeitosa. Quando uma pessoa reclama ainda leva com bocas do género "fecha a boca" e acusações constantes sobre o tipo de trabalho que eu e os meus colegas efectuamos, nunca nada está suficientement bem feito. Já não o aguento, estes últimos 4 meses de trabalho têm sido um inferno, chego a casa e só quero chorar... Estou desiludida com isto tudo, é que para além de me terem enganado no valor a pagar se quiser sair, já fiz a formação em Junho e para já ainda nada de novidades sobre desenvolver um projecto na área.
Pois bem, decidi que hei-de sair daqui um dia, não aguento trabalhar com esta pessoa... já para não falar que quando se fazem promessas, e estas não são cumpridas, o trabalhador acaba por perder a motivação e a lealdade que o ligavam a determinada empresa. Admito, não me sinto de todo motivada para começar um projecto aqui, não me imagino a viver nesta cidade mais 1 ano e 8 meses... e essa situação tem andando a deixar-me triste. Mesmo muito. É uma fase da minha vida pela qual nunca imaginei passar, ainda por cima sabendo que é relativamente fácil arranjar trabalho em França na minha área...
Gostava de ser daquelas pessoas que assumem as suas decisões até ao fim, que seja para o que "der e vier", mas sinto-me enganada, e quando me sinto enganada perco-me. Deixo de querer o que antes pensava ser algo de bom. Resumindo, esta é a minha situação actual em França. Apesar de gostar do trabalho que efectuo por si só, detesto as pessoas com quem trabalho. Vão haver mentirosos em todo o lado, eu sei, mas com estes não me vejo a trabalhar mais.
Juntando a isto há o facto de ter um um namorado em Portugal, de a cada vez que vou lá sentir que estou a ficar "esquecida" pelos meus conhecidos, que já não me reconheço no "meu" país, que já perdi 70% dos "amigos" que tinha quando me vim embora por afastamento progressivo e falta de pontos em comum... por todas estas razões a ideia de voltar para Portugal não me sai da cabeça nos últimos meses... está quase a tornar-se obsessivo, todas as noites vejo as ofertas de trabalho. Mas... há sempre um mas... também sei que antes de sair daqui, tenho que tentar noutro sítio, só para "ter a certeza" e diferenciar se é a França que não me corresponde ou se foi este "azar" no trabalho que, de alguma forma, estragou a minha experiência laboral no estrangeiro. Não sou de "desistir" facilmente... meti desistir entre aspas porque no fundo não considero que voltar para o seu país seja desistir, tudo na vida são experiências, aprendizagens, temos é que reconhecer quando não vale a pena insistir mais numa determinada aprendizagem... e com certeza estes 3 anos aqui já me ensinaram muito, sobre mim e sobre os outros.
A verdade é que a emigração trouxe-me muito a nível pessoal, já vivi experiências que não trocava por nada... e a nível de perspectivas de carreira e aprendizagem trouxe-me muito nos primeiros 2 anos, mas de há um ano para cá sinto que ando a "fazer tempo" para outra coisa... e não gosto desta sensação de estar a perder tempo... tenho pressa, quero tudo e já... o problema é que não sei bem o quê...
Desculpem lá o testamento, mas isto tinha de sair cá para fora. Estou mais leve depois de ter escrito sobre isto... agora vamos lá ver se decido alguma coisa ou se a minha vida "desbloqueia" de alguma forma milagrosa...
Como vim parar a França.
Estou com vontade de divagar sobre algo que ainda não tinha falado neste blog (falei no meu antigo, mas quando passei para este blog não trouxe os posts comigo)...
Este post é programado, por isso quando ele sair espero estar a curtir milhões as belas vistas do arquipélago de Estocolmo e a beber um cafezão daqueles num momento bem hygge.
O porquê de estar a morar numa cidade em França que me agrada mais ou menos, mas com um trabalho que já não consigo suportar. Porquê? Pergunto eu todas as manhãs.
Na vida podemos escolher tudo, e quando digo tudo, parto do pressuposto que com a escolha da forma como me quero sentir também posso, de alguma maneira, modificar a minha realidade.
Sobre mim, vim para aqui através de uma proposta que vi na Internet... na altura pareceu-me bem começar por uma vila pequena, não sabia muito da língua, e estando o meu local de trabalho muito necessitado de profissionais com a minha formação, a forma para obter a autorização de trabalho seria facilitada. E foi o que aconteceu, foi muito fácil, num mês estava a decidir sair de Portugal e no outro mês já cá estava. Limpinho, limpinho.
Até aí tudo bem, já havia portugueses cá, vim com outra colega portuguesa, por isso, no primeiro ano em França digamos que não senti muito os efeitos de estar longe, era tudo novo, havia tanto para aprender, tinha muitas saudades, mas quando ia a Portugal sentia que estava tudo na mesma, os amigos estavam iguais, a família estava igual, nada tinha mudado.
Ao fim de um ano fiquei a morar sozinha. Fiz várias amigas francesas do trabalho e 2 delas aproximaram-se mais, dou graças a Deus elas serem as melhores pessoas que o destino podia ter metido no meu caminho nesta fase da minha vida. Elas são espectaculares e são de uma paciência infinita, é engraçado como temos as 3 os mesmos problemas, e frequentemente damos por nós a desabafar sobre coisas que todas sentimos. Muita empatia, gosto mesmo delas. Foi com elas que vim viajar by the way...
Entretanto neste trabalho, descontente com algum abuso de poder que o meu chefe exercia sobre nós na altura, início de 2016, e, claramente, com a sua falta de competência, comecei a dar sinais de me querer ir embora. Foi então que o chefe de serviço, sabendo que eu gosto muito de uma determinada área na minha profissão, veio fazer-me a proposta de fazer uma formação de um ano paga por eles, com a possibilidade (na altura era certeza) de poder desenvolver essa área aqui. A contrapartida era que tinha que assinar um contrato de 2 anos com eles, em que nesses 2 anos não podia despedir-me, ou então tinha que pagar o valor integral da formação.
Até aqui tudo bem, pareceu-me uma boa ideia, fazer uma formação à pala e ainda por cima poder aplicá-la de seguida, escolhi ficar, escolhi assinar. No entanto, quando chegaram com o contrato para eu assinar, o valor que estava lá era de quase o triplo do verdadeiro valor da formação. Fiquei muito chateada com eles, basicamente senti que me estavam a obrigar à força a ficar aqui os 2 anos, sem hipótese de sair, porque fazê-lo faz-me perder mais dinheiro do que aquele que teria gasto se tivesse pago a formação do meu bolso. A única "forma de escapar" que ainda vejo nisto é o valor ser regressivo, ou seja, se ficar aqui um ano pago 50% do tal valor, se ficar 1 ano e meio só pago 75% do valor.
Entretanto a situação no trabalho mudou, o meu chefe directo, tem exercido ainda mais abuso de poder sobre mim, sabendo que estou "obrigada" a ficar aqui 2 anos, tem falado comigo de forma super agressiva, exigente e desrespeitosa. Quando uma pessoa reclama ainda leva com bocas do género "fecha a boca" e acusações constantes sobre o tipo de trabalho que eu e os meus colegas efectuamos, nunca nada está suficientement bem feito. Já não o aguento, estes últimos 4 meses de trabalho têm sido um inferno, chego a casa e só quero chorar... Estou desiludida com isto tudo, é que para além de me terem enganado no valor a pagar se quiser sair, já fiz a formação em Junho e para já ainda nada de novidades sobre desenvolver um projecto na área.
Pois bem, decidi que hei-de sair daqui um dia, não aguento trabalhar com esta pessoa... já para não falar que quando se fazem promessas, e estas não são cumpridas, o trabalhador acaba por perder a motivação e a lealdade que o ligavam a determinada empresa. Admito, não me sinto de todo motivada para começar um projecto aqui, não me imagino a viver nesta cidade mais 1 ano e 8 meses... e essa situação tem andando a deixar-me triste. Mesmo muito. É uma fase da minha vida pela qual nunca imaginei passar, ainda por cima sabendo que é relativamente fácil arranjar trabalho em França na minha área...
Gostava de ser daquelas pessoas que assumem as suas decisões até ao fim, que seja para o que "der e vier", mas sinto-me enganada, e quando me sinto enganada perco-me. Deixo de querer o que antes pensava ser algo de bom. Resumindo, esta é a minha situação actual em França. Apesar de gostar do trabalho que efectuo por si só, detesto as pessoas com quem trabalho. Vão haver mentirosos em todo o lado, eu sei, mas com estes não me vejo a trabalhar mais.
Juntando a isto há o facto de ter um um namorado em Portugal, de a cada vez que vou lá sentir que estou a ficar "esquecida" pelos meus conhecidos, que já não me reconheço no "meu" país, que já perdi 70% dos "amigos" que tinha quando me vim embora por afastamento progressivo e falta de pontos em comum... por todas estas razões a ideia de voltar para Portugal não me sai da cabeça nos últimos meses... está quase a tornar-se obsessivo, todas as noites vejo as ofertas de trabalho. Mas... há sempre um mas... também sei que antes de sair daqui, tenho que tentar noutro sítio, só para "ter a certeza" e diferenciar se é a França que não me corresponde ou se foi este "azar" no trabalho que, de alguma forma, estragou a minha experiência laboral no estrangeiro. Não sou de "desistir" facilmente... meti desistir entre aspas porque no fundo não considero que voltar para o seu país seja desistir, tudo na vida são experiências, aprendizagens, temos é que reconhecer quando não vale a pena insistir mais numa determinada aprendizagem... e com certeza estes 3 anos aqui já me ensinaram muito, sobre mim e sobre os outros.
A verdade é que a emigração trouxe-me muito a nível pessoal, já vivi experiências que não trocava por nada... e a nível de perspectivas de carreira e aprendizagem trouxe-me muito nos primeiros 2 anos, mas de há um ano para cá sinto que ando a "fazer tempo" para outra coisa... e não gosto desta sensação de estar a perder tempo... tenho pressa, quero tudo e já... o problema é que não sei bem o quê...
Desculpem lá o testamento, mas isto tinha de sair cá para fora. Estou mais leve depois de ter escrito sobre isto... agora vamos lá ver se decido alguma coisa ou se a minha vida "desbloqueia" de alguma forma milagrosa...
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, primeiras impressões.
Querido diário, estou nesta cidade há 2h36m. O aeroporto é muito bonito, não percebo nada da língua deles mas algumas palavras parecem uma mistura de português e inglês com bolinhas em cima de algumas letras, o hostel está decorado com móveis do Ikea (quem diria!) e está frio, muito frio. Até amanhã.
Sobre Estocolmo, primeiras impressões.
Querido diário, estou nesta cidade há 2h36m. O aeroporto é muito bonito, não percebo nada da língua deles mas algumas palavras parecem uma mistura de português e inglês com bolinhas em cima de algumas letras, o hostel está decorado com móveis do Ikea (quem diria!) e está frio, muito frio. Até amanhã.
Outono e bixos.
É impressão minha ou ando a ver teias de aranhas por todo o lado?? É no carro entre o retrovisor e o vidro, é nas escadas para chegar ao meu andar, é uma teia de aranha em cada canto (e são 4!) da minha sala, é no caminho do trabalho para casa, elas atravessam-se à minha frente e entram-me na boca sem eu estar à espera... fogo, de onde é que veio esta bixeza toda???
Outono e bixos.
É impressão minha ou ando a ver teias de aranhas por todo o lado?? É no carro entre o retrovisor e o vidro, é nas escadas para chegar ao meu andar, é uma teia de aranha em cada canto (e são 4!) da minha sala, é no caminho do trabalho para casa, elas atravessam-se à minha frente e entram-me na boca sem eu estar à espera... fogo, de onde é que veio esta bixeza toda???
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, a fazer as malas.
Querido diário, estou a fazer a mala para o fim-de-semana. Vamos embora amanhã, estou admirada comigo mesma por estar a fazer a mala no dia anterior à viagem e não antes de sair de casa como já vem sendo hábito. A J. e a H. já fizeram as malas delas. Sou sempre a mesma atrasada, mas estou a evoluir.
Por agora tenho uma constatação a fazer:
- Em Agosto consegui aguentar-me 3 semanas em Portugal com uma mala de cabine, mas para ir 5 dias de Outubro a Estocolmo estou a aperceber-me de que com apenas 3 camisolas de malha já enchi a mala. Onde vou enfiar o casaco, o gorro, as luvas e os 200 pares de meias que queria levar???
Sobre Estocolmo, a fazer as malas.
Querido diário, estou a fazer a mala para o fim-de-semana. Vamos embora amanhã, estou admirada comigo mesma por estar a fazer a mala no dia anterior à viagem e não antes de sair de casa como já vem sendo hábito. A J. e a H. já fizeram as malas delas. Sou sempre a mesma atrasada, mas estou a evoluir.
Por agora tenho uma constatação a fazer:
- Em Agosto consegui aguentar-me 3 semanas em Portugal com uma mala de cabine, mas para ir 5 dias de Outubro a Estocolmo estou a aperceber-me de que com apenas 3 camisolas de malha já enchi a mala. Onde vou enfiar o casaco, o gorro, as luvas e os 200 pares de meias que queria levar???
domingo, 22 de outubro de 2017
A sentir uma espécie de cansaço.
Pensei que já não vinha aqui mais hoje, mas tinha que desabafar isto antes de me deitar, e já são quase 2h da manhã, por isso vamos lá. Hoje passei o dia em casa a arrumar e a destralhar. Admito que ainda não acabei, mas já estava a ficar cansada. Cansada de ver tanta tralha, cansada de me aperceber que ao longo de 3 anos aqui gastei dinheiro em produtos que nunca acabei, que hoje deitei fora, em roupa que usei mas pela qual nunca fui verdadeiramente apaixonada. E não é só o dinheiro que gastei que me dá pena, podia ter sido utilizado de muitas maneiras melhores, eu sei, mas é a carga mental que todas estas coisas adicionam na minha vida. Por exemplo, hoje deitei fora 3 frascos de creme que nunca acabei e ainda deixei ali uns quantos para "ver se acabo", camisolas de má qualidade que comprei em ataques de loucura nas compras e que agora nem gosto nem correspondem ao meu estilo, calças nem se fala, para além das que deixaram de me servir quando engordei, das que comprei quando estava mais cheinha e que agora já não servem porque emagreci, isto está uma confusão, estar entre dois tamanhos é tramado. Aliás, acabo sempre por comprar roupa por impulso mais cara, porque não reflecti bem, ou mais barata só porque está em promoção, e isto faz com que não tenha nenhum estilo definido. Mas ás vezes acho que me estou a cagar para isso de ter um estilo, ou ser fashion, ou ser fit, ou estar bem penteada, bem maquilhada, bem parecida... mas meto-me uma pressão enorme para seguir determinadas tendências ou ser como determinadas pessoas. Estou farta de ser assim. Estou farta de querer ser alguém que não sou. Só sei que quero ser leve, leve de preocupações, leve de objectos que só ocupam espaço, leve de expectativas... quero viver uma vida frugal, sem medo do futuro, dar menos importância ao dinheiro, mas mesmo assim utilizá-lo bem e para meu benefício. Epah, muito provavelmente este post não vai fazer sentido nenhum, são 2:13 da manhã, mas foi o que se arranjou. Boa noite.
A sentir uma espécie de cansaço.
Pensei que já não vinha aqui mais hoje, mas tinha que desabafar isto antes de me deitar, e já são quase 2h da manhã, por isso vamos lá. Hoje passei o dia em casa a arrumar e a destralhar. Admito que ainda não acabei, mas já estava a ficar cansada. Cansada de ver tanta tralha, cansada de me aperceber que ao longo de 3 anos aqui gastei dinheiro em produtos que nunca acabei, que hoje deitei fora, em roupa que usei mas pela qual nunca fui verdadeiramente apaixonada. E não é só o dinheiro que gastei que me dá pena, podia ter sido utilizado de muitas maneiras melhores, eu sei, mas é a carga mental que todas estas coisas adicionam na minha vida. Por exemplo, hoje deitei fora 3 frascos de creme que nunca acabei e ainda deixei ali uns quantos para "ver se acabo", camisolas de má qualidade que comprei em ataques de loucura nas compras e que agora nem gosto nem correspondem ao meu estilo, calças nem se fala, para além das que deixaram de me servir quando engordei, das que comprei quando estava mais cheinha e que agora já não servem porque emagreci, isto está uma confusão, estar entre dois tamanhos é tramado. Aliás, acabo sempre por comprar roupa por impulso mais cara, porque não reflecti bem, ou mais barata só porque está em promoção, e isto faz com que não tenha nenhum estilo definido. Mas ás vezes acho que me estou a cagar para isso de ter um estilo, ou ser fashion, ou ser fit, ou estar bem penteada, bem maquilhada, bem parecida... mas meto-me uma pressão enorme para seguir determinadas tendências ou ser como determinadas pessoas. Estou farta de ser assim. Estou farta de querer ser alguém que não sou. Só sei que quero ser leve, leve de preocupações, leve de objectos que só ocupam espaço, leve de expectativas... quero viver uma vida frugal, sem medo do futuro, dar menos importância ao dinheiro, mas mesmo assim utilizá-lo bem e para meu benefício. Epah, muito provavelmente este post não vai fazer sentido nenhum, são 2:13 da manhã, mas foi o que se arranjou. Boa noite.
sábado, 21 de outubro de 2017
Só para avisar. Estocolmo e outras coisas.
Com as semanas que se avizinham, estou a ver pouco tempo para o blog no horizonte. O que é que vou fazer perguntam vocês? Acho que ninguém perguntou, mas eu digo na mesma. Vou concentrar-me mais na organização da minha vida e vou viajar para Estocolmo durante 5 dias no próximo fim-de-semana. Por isso não estranhem se agora ficar algumas semanas sem dizer nada. Mas prometo que vou tentar escrever umas parvoíces curtas com o telemóvel só para alegrar a malta. Vão vendo o Instagram do blog, pode ser que também meta lá umas bacoradas.
Na organização está a casa e a compra de um sofá como prioridade. Mais o resto das consultas na ginecologista e dermatologista (esta conto depois). Mais organizar o computador que está a arrastar de tanta tralha e isso também prejudica a rapidez com que consigo editar posts neste e noutro blog que tenho.
Relativamente a Estocolmo, vou fazer o contrário daquilo que a avó Maria diz, em vez de ficar em casa e poupar dinheiro como uma boa emigrante, vou passear e estourar uns quantos euros... mas viajar vale a pena, vale muito a pena! Sobre a escolha do destino eu, a J, e a H, pegámos no Skyscanner, metemos um voo a sair de Paris com destino para toda a Europa, nas datas que queríamos, e escolhemos o voo que estava mais em conta com aeroporto mais perto da cidade.
Como podem ver, esta viagem não foi nada de muito planeado. Dizem que são as melhores viagens. Faltam 6 dias e ainda não fazemos ideia do que vamos fazer por lá... por isso se alguém já lá foi digam-me o que mais gostaram e aquilo que é mesmo, mesmo, imperdível!
Beijinhos da vossa dESarrumada!
Só para avisar. Estocolmo e outras coisas.
Com as semanas que se avizinham, estou a ver pouco tempo para o blog no horizonte. O que é que vou fazer perguntam vocês? Acho que ninguém perguntou, mas eu digo na mesma. Vou concentrar-me mais na organização da minha vida e vou viajar para Estocolmo durante 5 dias no próximo fim-de-semana. Por isso não estranhem se agora ficar algumas semanas sem dizer nada. Mas prometo que vou tentar escrever umas parvoíces curtas com o telemóvel só para alegrar a malta. Vão vendo o Instagram do blog, pode ser que também meta lá umas bacoradas.
Na organização está a casa e a compra de um sofá como prioridade. Mais o resto das consultas na ginecologista e dermatologista (esta conto depois). Mais organizar o computador que está a arrastar de tanta tralha e isso também prejudica a rapidez com que consigo editar posts neste e noutro blog que tenho.
Relativamente a Estocolmo, vou fazer o contrário daquilo que a avó Maria diz, em vez de ficar em casa e poupar dinheiro como uma boa emigrante, vou passear e estourar uns quantos euros... mas viajar vale a pena, vale muito a pena! Sobre a escolha do destino eu, a J, e a H, pegámos no Skyscanner, metemos um voo a sair de Paris com destino para toda a Europa, nas datas que queríamos, e escolhemos o voo que estava mais em conta com aeroporto mais perto da cidade.
Como podem ver, esta viagem não foi nada de muito planeado. Dizem que são as melhores viagens. Faltam 6 dias e ainda não fazemos ideia do que vamos fazer por lá... por isso se alguém já lá foi digam-me o que mais gostaram e aquilo que é mesmo, mesmo, imperdível!
Beijinhos da vossa dESarrumada!
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Tesourinhos ridículos #3
Estão a ver aquelas embalagens de abacates que já trazem uns 4 lá dentro? Comprei uma dessas. O que estava indicado na caixa é "abacates no ponto", mas eu gostava de saber onde esta gente foi buscar o conceito de maduro??? É que entre os 4, havia 3 que estavam podres. E quando digo podres, minha gente, não estou a exagerar, não era ligeiramente mais maduros do que o normal, nem sequer era mais pretos do que o normal, eles estavam podrinhos da silva! Eu abria a casca e ela amolava-se toda qual papel, e depois saia de lá uma gosma nojenta com bolor. O maduro deles deve ser o equivalente à juventude da Betty Grafstein do Castelo Branco, aquilo por fora até escapa, mas por dentro uma pessoa nem sequer sonha o que para ali vai.
Tesourinhos ridículos #3
Estão a ver aquelas embalagens de abacates que já trazem uns 4 lá dentro? Comprei uma dessas. O que estava indicado na caixa é "abacates no ponto", mas eu gostava de saber onde esta gente foi buscar o conceito de maduro??? É que entre os 4, havia 3 que estavam podres. E quando digo podres, minha gente, não estou a exagerar, não era ligeiramente mais maduros do que o normal, nem sequer era mais pretos do que o normal, eles estavam podrinhos da silva! Eu abria a casca e ela amolava-se toda qual papel, e depois saia de lá uma gosma nojenta com bolor. O maduro deles deve ser o equivalente à juventude da Betty Grafstein do Castelo Branco, aquilo por fora até escapa, mas por dentro uma pessoa nem sequer sonha o que para ali vai.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Missão #em2018ficoboa | 2
Esta semana quase que voltava a entrar no ritmo errado. Explico, tenho andado a tentar prestar atenção ao meu corpo, introduzi mais hidratos de carbono e tenho feito afirmações para diminuir os meus binges (tentar cenas mais psicológicas não custa nada, comigo tem resultado!). No entanto, nesta última sexta tive o período, e como sempre, uma FOME ENORME a acompanhar o maldito.
Nestes dias não é fácil dizer ao corpo que ele tem tudo o que precisa e que está tudo controlado, é stress e mais stress, por isso permito-me sempre umas quantas asneiras nesta altura do mês... um chocolate, umas batatas fritas, algo do género. Mas este desleixo, mesmo que temporário e sem consequências no peso, traz um problema - tinha que haver um problema se não isto de ser super saudável na sociedade actual seria fácil - é que quando se dá mais açúcar ao corpo ele "gosta" (através de mecanismos de picos glicémicos, proliferação de certas bactérias intestinais "viciadas" em açúcar) e vai pedir mais e mais açúcar para se manter neste novo "equilíbrio" fictício... Relativamente a isto gostava só de também deixar aqui uma pequena achega ao "vício" cerebral que o açúcar provoca através de reacções de libertação de dopamina e da activação do sistema de recompensa... Por isso, entre intestinos, cérebro, equilíbrio glicémico, há muitas razões para estarmos todos - ou quase todos, vá - viciados em açúcar!
Ora bem, o facto de saber isto tudo ajudou-me esta semana... porque basicamente desde sexta que ando a comer uma ou várias porcarias por dia. Hoje foi o dia todo a comer chocolates de caixa porque um estagiário lá no trabalho vai embora e trouxe umas quantas caixinhas (Parece que está oficialmente aberta a época das caixas de chocolates de Natal lá no sítio onde trabalho!) e quando saí do trabalho ia, como já vem sendo hábito há alguns dias e o foi constantemente há uns meses atrás, ao supermercado aqui do lado comprar um daqueles pacotes de bolachas com pepitas que tem a bandeira dos EUA na embalagem e mais um pacote de batatas fritas. Ia lançada na minha asneira até que passo pela secção de legumes e vejo os abacates, pensei, ora que raios, quando andei na minha fase de tentar ser 100% Paleo andava sempre a comer disto, agora mal lhes toco, alguma coisa mudou. E tive o click, "tens de acordar para a vida moça!". Ando a comer menos legumes do que antes, apesar de continuar a perder peso, a dieta Paleo ajudava a que eu me esforçasse para meter sempre legumes variados no prato, e esse aspecto do Paleo faz-me falta. Por isso bota, comprei uns quantos legumes, nomeadamente cenouras, abacates, tomates e uma alface, mais umas pernas de frango (já tinha outras coisas em casa). Hoje o jantar é Paleo e não se fala mais nisso.
Fiz este post para mostrar que a ignorância dos mecanismos do nosso corpo às vezes leva-nos a cair nas ratoeiras do cérebro... "olha, olha, só mais um pain au chocolat não vai matar ninguém", diz ele, "pois, mas já ontem comi um pacote de bolachas inteiro, vai lá com calma que aqui a je respeita muito a sua saúde." Amo-me e não posso andar sempre a ingerir porcarias, entretanto vou experimentando coisas novas e vendo qual o tipo de alimentação que resulta melhor para mim.
Hoje o jantar é clean, porque o dia todo não o foi (maldita caixa de chocolates de Natal) e logo já meto foto da janta no Insta.
E vocês, também têm uma missão relativamente à vossa saúde? Como anda a correr?
Missão #em2018ficoboa | 2
Esta semana quase que voltava a entrar no ritmo errado. Explico, tenho andado a tentar prestar atenção ao meu corpo, introduzi mais hidratos de carbono e tenho feito afirmações para diminuir os meus binges (tentar cenas mais psicológicas não custa nada, comigo tem resultado!). No entanto, nesta última sexta tive o período, e como sempre, uma FOME ENORME a acompanhar o maldito.
Nestes dias não é fácil dizer ao corpo que ele tem tudo o que precisa e que está tudo controlado, é stress e mais stress, por isso permito-me sempre umas quantas asneiras nesta altura do mês... um chocolate, umas batatas fritas, algo do género. Mas este desleixo, mesmo que temporário e sem consequências no peso, traz um problema - tinha que haver um problema se não isto de ser super saudável na sociedade actual seria fácil - é que quando se dá mais açúcar ao corpo ele "gosta" (através de mecanismos de picos glicémicos, proliferação de certas bactérias intestinais "viciadas" em açúcar) e vai pedir mais e mais açúcar para se manter neste novo "equilíbrio" fictício... Relativamente a isto gostava só de também deixar aqui uma pequena achega ao "vício" cerebral que o açúcar provoca através de reacções de libertação de dopamina e da activação do sistema de recompensa... Por isso, entre intestinos, cérebro, equilíbrio glicémico, há muitas razões para estarmos todos - ou quase todos, vá - viciados em açúcar!
Ora bem, o facto de saber isto tudo ajudou-me esta semana... porque basicamente desde sexta que ando a comer uma ou várias porcarias por dia. Hoje foi o dia todo a comer chocolates de caixa porque um estagiário lá no trabalho vai embora e trouxe umas quantas caixinhas (Parece que está oficialmente aberta a época das caixas de chocolates de Natal lá no sítio onde trabalho!) e quando saí do trabalho ia, como já vem sendo hábito há alguns dias e o foi constantemente há uns meses atrás, ao supermercado aqui do lado comprar um daqueles pacotes de bolachas com pepitas que tem a bandeira dos EUA na embalagem e mais um pacote de batatas fritas. Ia lançada na minha asneira até que passo pela secção de legumes e vejo os abacates, pensei, ora que raios, quando andei na minha fase de tentar ser 100% Paleo andava sempre a comer disto, agora mal lhes toco, alguma coisa mudou. E tive o click, "tens de acordar para a vida moça!". Ando a comer menos legumes do que antes, apesar de continuar a perder peso, a dieta Paleo ajudava a que eu me esforçasse para meter sempre legumes variados no prato, e esse aspecto do Paleo faz-me falta. Por isso bota, comprei uns quantos legumes, nomeadamente cenouras, abacates, tomates e uma alface, mais umas pernas de frango (já tinha outras coisas em casa). Hoje o jantar é Paleo e não se fala mais nisso.
Fiz este post para mostrar que a ignorância dos mecanismos do nosso corpo às vezes leva-nos a cair nas ratoeiras do cérebro... "olha, olha, só mais um pain au chocolat não vai matar ninguém", diz ele, "pois, mas já ontem comi um pacote de bolachas inteiro, vai lá com calma que aqui a je respeita muito a sua saúde." Amo-me e não posso andar sempre a ingerir porcarias, entretanto vou experimentando coisas novas e vendo qual o tipo de alimentação que resulta melhor para mim.
Hoje o jantar é clean, porque o dia todo não o foi (maldita caixa de chocolates de Natal) e logo já meto foto da janta no Insta.
E vocês, também têm uma missão relativamente à vossa saúde? Como anda a correr?
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Afinal...
... os meus pais estão bem. As comunicações foram cortadas em todo o concelho e nos concelhos vizinhos. De vez em quando não havia luz, o fumo entra quando se abre a janela, há pessoas a usar máscara e crianças a desenvolver problemas respiratórios. O cenário é negro, há cinzas por todo o lado, os telhados estão pretos e os muros estão cheios de fuligem. Foi assim que a minha mãe me descreveu o que estão a viver.
Algumas casas do concelho arderam, uns quantos negócios nos concelhos vizinhos foram ao ar. E assim se perde tudo pelo qual se lutou uma vida, pessoas resilientes que apostaram no interior do país encontram-se hoje sem nada. O meu pai não teve um único cliente ontem no negócio dele, e hoje ia pelo mesmo caminho. O meu avô materno perdeu um pinhal inteiro e o meu avô paterno perdeu a vinha. E assim se perdem negócios e sonhos. Os incêndios matam, os incêndios levam com eles a esperança em dias melhores, os incêndios estão a dar cabo das pequenas vilas e aldeias do país. Fala-se em desertificação, numa Serra da Estrela cada vez mais vazia, mas ninguém ajuda quem lá fica. Depois as pessoas vão embora para as cidades ou estrangeiro. Já ninguém consegue ficar na aldeia que os viu crescer. Por outro lado, os da cidade gritam aos sete ventos que a "sua" cidade não dá para todos, e têm razão, não vamos conseguir caber todos nas cidades, um dia a bolha rebenta. O meu pai tem quase 50 anos e já fala em voltar a sair do país ou mudar-se para uma cidade. Ninguém aguenta viver no campo com condições assim. Há zonas do país abandonadas, sem escolas com a centralização em cidades, sem hospitais com a centralização em cidades, com postos de bombeiros desprovidos de meios, obrigados a esperar que os "maiores" da cidade cheguem.
Meus caros, o que vou dizer é muito triste, eu não sei onde quero morar no futuro, se em Portugal ou no estrangeiro, visto que mudo de ideias como quem muda de cuecas, mas sei muito bem onde não quero voltar a morar nunca, numa aldeia qualquer perdida no meio de Portugal. Com muita pena minha, se algum dia tiver filhos, eles nunca vão respirar um ar tão puro como o que eu respirei durante a minha infância na Serra.
Afinal...
... os meus pais estão bem. As comunicações foram cortadas em todo o concelho e nos concelhos vizinhos. De vez em quando não havia luz, o fumo entra quando se abre a janela, há pessoas a usar máscara e crianças a desenvolver problemas respiratórios. O cenário é negro, há cinzas por todo o lado, os telhados estão pretos e os muros estão cheios de fuligem. Foi assim que a minha mãe me descreveu o que estão a viver.
Algumas casas do concelho arderam, uns quantos negócios nos concelhos vizinhos foram ao ar. E assim se perde tudo pelo qual se lutou uma vida, pessoas resilientes que apostaram no interior do país encontram-se hoje sem nada. O meu pai não teve um único cliente ontem no negócio dele, e hoje ia pelo mesmo caminho. O meu avô materno perdeu um pinhal inteiro e o meu avô paterno perdeu a vinha. E assim se perdem negócios e sonhos. Os incêndios matam, os incêndios levam com eles a esperança em dias melhores, os incêndios estão a dar cabo das pequenas vilas e aldeias do país. Fala-se em desertificação, numa Serra da Estrela cada vez mais vazia, mas ninguém ajuda quem lá fica. Depois as pessoas vão embora para as cidades ou estrangeiro. Já ninguém consegue ficar na aldeia que os viu crescer. Por outro lado, os da cidade gritam aos sete ventos que a "sua" cidade não dá para todos, e têm razão, não vamos conseguir caber todos nas cidades, um dia a bolha rebenta. O meu pai tem quase 50 anos e já fala em voltar a sair do país ou mudar-se para uma cidade. Ninguém aguenta viver no campo com condições assim. Há zonas do país abandonadas, sem escolas com a centralização em cidades, sem hospitais com a centralização em cidades, com postos de bombeiros desprovidos de meios, obrigados a esperar que os "maiores" da cidade cheguem.
Meus caros, o que vou dizer é muito triste, eu não sei onde quero morar no futuro, se em Portugal ou no estrangeiro, visto que mudo de ideias como quem muda de cuecas, mas sei muito bem onde não quero voltar a morar nunca, numa aldeia qualquer perdida no meio de Portugal. Com muita pena minha, se algum dia tiver filhos, eles nunca vão respirar um ar tão puro como o que eu respirei durante a minha infância na Serra.
domingo, 15 de outubro de 2017
Acabem com os incêndios, já mete nojo.
Quando toda a tua família ficou incontactável por causa dos incêndios e começas feita doida à procura de quem te consiga dar informações sobre eles... mas todos os teus amigos são emigrantes que também não estão a conseguir falar com a família deles... já ando nisto há horas. Já soube por outras pessoas que toda a região ficou sem electricidade. Está bonito está... espera-me uma noite longa...
Acabem com os incêndios, já mete nojo.
Quando toda a tua família ficou incontactável por causa dos incêndios e começas feita doida à procura de quem te consiga dar informações sobre eles... mas todos os teus amigos são emigrantes que também não estão a conseguir falar com a família deles... já ando nisto há horas. Já soube por outras pessoas que toda a região ficou sem electricidade. Está bonito está... espera-me uma noite longa...
Diagnósticos.
Acordei há pouco, ontem cheguei a casa às 4h da manhã de uma noite muito boa, jantar em casa de uma amiga, correu tudo muito bem, gostei muito, e deu para espairecer da semana de bosta que tive... mas queria desabafar sobre um assunto, algo que ainda só contei a 2 ou 3 pessoas. Demorei um pouco até decidir falar disto aqui no blog, não queria meter aqui algo do género, visto que prometi que ia tentar ser mais positiva, mas porra, isto chama-se diário, e um diário é algo de todos os dias, mesmo que a vida esteja uma merda. Mas vá, vou tentar fazer um post engraçado sobre um assunto merdoso, considerem isto o meu desafio de final de ano.
Desde há algumas semanas para cá que ando a ser seguida na ginecologista. Até à última quinta-feira tudo ok, só umas respostas mais evasivas da médica... "ah e tal, não posso saber se dá para curar o que tem sem saber o que tem". Pois, bota uma prescrição de ecografia e outras cenas. Dizem que os srs doutores sabem tudo, mas olha, esta é só um ser humano normal, que precisa de investigar mais. Normal, no panic.
Ecografia, útero, ok. Ovário direito onde costumo ter mais dor, nada, sr da ecografia mostra ecrã, faz umas piadas e tal, eu rio, ele ri. Muito simpático, explica tudo muito bem. Tinha uns quantos quistos de alguns milímetros mas nada de especial. Ovário esquerdo, uma bola gigante preta aparece no ecrã, sr da ecografia para de falar e aproxima o olhar do ecrã. Começa a medir, a desenhar linhas no ecrã. Eu tento rir, mas não consigo, tento fazer perguntas, mas não consigo. Porra, quem é que puxou o tapete que estava aqui debaixo dos meus pés?
Depois de um silêncio que pareceu uma hora...
"Ah e tal está aqui um quisto de uns quantos centímetros, mas nada de preocupante, a ginecologista depois analisa o relatório e dir-lhe-á o que vamos fazer a seguir". "Mas é grave dr?", "Não me parece grave, tem contornos regulares, agora tem que vigiar e fazer ecografias de rotina. E muito provavelmente terá alguns problemas de fertilidade facilmente contornáveis." "Ah bom, se só vou ter uns problemazitos de fertilidade então é coisa pouca..." - penso eu, de forma irónica, caso não tivessem percebido.
E eis que saímos da zona de exames e passamos para a secretária, ele começa a escrever no computador, eu olho para ele com um olhar vazio. Só consegui perguntar se ia ter uma menopausa precoce (tenho ciclos muito curtos) e o sr começa ali num discurso sobre o que devo fazer se quiser ter filhos, coisa que eu não perguntei, mas que ele deve ter subentendido pela minha questão... só me lembro que a minha cabeça nesse momento desligou, eu só penso: "rai's te partam homem, tenho um quisto que é preciso controlar, há o risco de ter mais, e tu p'raí a falares de bebés? deixa-me respirar um pouco..." Explico, tenho 26 anos, ando sempre com o dilema se deva ser mãe ou não, porque ter filhos eu sei que gostaria, mas ser mãe é algo que me assusta muito... com a minha pergunta só queria saber quanto tempo ainda posso andar indecisa...
E pronto, foi assim que soube que tinha uma cena nos ovários chamada "quisto hemorrágico". Pelas minhas pesquisas na net este tipo de quistos podem ou desaparecer sozinhos ou aumentar de tamanho, por isso precisam de ser controlados com ecografia. Mas o tamanho do meu está na categoria dos benignos com uma boa margem, por isso dígamos que estou descansada. Mas foi lixado, ver ali aquela "bola" preta no ecrã da ecografia... e se fosse maior? E se fosse mais grave? E se o silêncio do médico tivesse sido mais longo? E se da próxima vez o quisto tiver aumentado? E se tiver outros? E se algum deles tiver uma ruptura e tiver de ser internada de urgência?... E se... e se...
Afinal não consegui fazer um post engraçado, não cumpri o desafio. Fica para a próxima.
À espero do resultado dos outros exames que fiz. Desejem-me sorte.
Alguém conhece isto? Digam-me coisas... ainda estou na fase de pesquisa... não me parece ser muito grave, mas posso estar a negligenciar alguma informação...
Diagnósticos.
Acordei há pouco, ontem cheguei a casa às 4h da manhã de uma noite muito boa, jantar em casa de uma amiga, correu tudo muito bem, gostei muito, e deu para espairecer da semana de bosta que tive... mas queria desabafar sobre um assunto, algo que ainda só contei a 2 ou 3 pessoas. Demorei um pouco até decidir falar disto aqui no blog, não queria meter aqui algo do género, visto que prometi que ia tentar ser mais positiva, mas porra, isto chama-se diário, e um diário é algo de todos os dias, mesmo que a vida esteja uma merda. Mas vá, vou tentar fazer um post engraçado sobre um assunto merdoso, considerem isto o meu desafio de final de ano.
Desde há algumas semanas para cá que ando a ser seguida na ginecologista. Até à última quinta-feira tudo ok, só umas respostas mais evasivas da médica... "ah e tal, não posso saber se dá para curar o que tem sem saber o que tem". Pois, bota uma prescrição de ecografia e outras cenas. Dizem que os srs doutores sabem tudo, mas olha, esta é só um ser humano normal, que precisa de investigar mais. Normal, no panic.
Ecografia, útero, ok. Ovário direito onde costumo ter mais dor, nada, sr da ecografia mostra ecrã, faz umas piadas e tal, eu rio, ele ri. Muito simpático, explica tudo muito bem. Tinha uns quantos quistos de alguns milímetros mas nada de especial. Ovário esquerdo, uma bola gigante preta aparece no ecrã, sr da ecografia para de falar e aproxima o olhar do ecrã. Começa a medir, a desenhar linhas no ecrã. Eu tento rir, mas não consigo, tento fazer perguntas, mas não consigo. Porra, quem é que puxou o tapete que estava aqui debaixo dos meus pés?
Depois de um silêncio que pareceu uma hora...
"Ah e tal está aqui um quisto de uns quantos centímetros, mas nada de preocupante, a ginecologista depois analisa o relatório e dir-lhe-á o que vamos fazer a seguir". "Mas é grave dr?", "Não me parece grave, tem contornos regulares, agora tem que vigiar e fazer ecografias de rotina. E muito provavelmente terá alguns problemas de fertilidade facilmente contornáveis." "Ah bom, se só vou ter uns problemazitos de fertilidade então é coisa pouca..." - penso eu, de forma irónica, caso não tivessem percebido.
E eis que saímos da zona de exames e passamos para a secretária, ele começa a escrever no computador, eu olho para ele com um olhar vazio. Só consegui perguntar se ia ter uma menopausa precoce (tenho ciclos muito curtos) e o sr começa ali num discurso sobre o que devo fazer se quiser ter filhos, coisa que eu não perguntei, mas que ele deve ter subentendido pela minha questão... só me lembro que a minha cabeça nesse momento desligou, eu só penso: "rai's te partam homem, tenho um quisto que é preciso controlar, há o risco de ter mais, e tu p'raí a falares de bebés? deixa-me respirar um pouco..." Explico, tenho 26 anos, ando sempre com o dilema se deva ser mãe ou não, porque ter filhos eu sei que gostaria, mas ser mãe é algo que me assusta muito... com a minha pergunta só queria saber quanto tempo ainda posso andar indecisa...
E pronto, foi assim que soube que tinha uma cena nos ovários chamada "quisto hemorrágico". Pelas minhas pesquisas na net este tipo de quistos podem ou desaparecer sozinhos ou aumentar de tamanho, por isso precisam de ser controlados com ecografia. Mas o tamanho do meu está na categoria dos benignos com uma boa margem, por isso dígamos que estou descansada. Mas foi lixado, ver ali aquela "bola" preta no ecrã da ecografia... e se fosse maior? E se fosse mais grave? E se o silêncio do médico tivesse sido mais longo? E se da próxima vez o quisto tiver aumentado? E se tiver outros? E se algum deles tiver uma ruptura e tiver de ser internada de urgência?... E se... e se...
Afinal não consegui fazer um post engraçado, não cumpri o desafio. Fica para a próxima.
À espero do resultado dos outros exames que fiz. Desejem-me sorte.
Alguém conhece isto? Digam-me coisas... ainda estou na fase de pesquisa... não me parece ser muito grave, mas posso estar a negligenciar alguma informação...
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Desejo.
A ouvir Joni Mitchell e a beber uma taça de vinho penso em todos os momentos que tenho vivido contigo, na minha imaginação. Sabes que gosto de conforto, meu querido. Eu e tu, no México ou noutro sítio idílico, um paraíso na terra só para nós. Um sítio onde nos pudéssemos perder de amor, águas azuis quase transparentes, tesão garantido, meu caro. Se tu soubesses quantas vezes já te olhei nos olhos e disse desejar-te para sempre.
Já me perdi na tua voz, já fui à lua e voltei, tudo sem tu saberes meu amor. Já estivemos juntos em lençóis de seda, brancos. Os teus pés a deslizar nas minhas pernas perfeitamente depiladas, os teus dedos a passarem ao de leve na parte lateral da minha barriga, aquela zona que me faz arrepiar. Ah, e os beijos, aqueles beijos no pescoço e naquele cantinho atrás do lóbulo da orelha. Se tu soubesses quantas vezes já te amei, quantos orgasmos já tive contigo, quantas vezes já me levaste ao céu. Quero-te, intensamente, perdidamente, como só eu sei querer. Sabes, não sei amar pouco, nunca soube. E hoje eu dir-te-ia tudo, se somente pudesse tocar-te, sentir a tua presença, esvaziar a minha alma.
Meu amor, eu e tu, numa cama king size, pétalas de rosa cor de veludo, champanhe fresco servido com carinho. Sabes que sou do signo touro e a minha gente ama a luxúria de uma noite bem passada. Não estou a pedir muito, nunca peço muito, só peço que seja bom e intenso. Porque só assim sei amar-te.
Desejo.
A ouvir Joni Mitchell e a beber uma taça de vinho penso em todos os momentos que tenho vivido contigo, na minha imaginação. Sabes que gosto de conforto, meu querido. Eu e tu, no México ou noutro sítio idílico, um paraíso na terra só para nós. Um sítio onde nos pudéssemos perder de amor, águas azuis quase transparentes, tesão garantido, meu caro. Se tu soubesses quantas vezes já te olhei nos olhos e disse desejar-te para sempre.
Já me perdi na tua voz, já fui à lua e voltei, tudo sem tu saberes meu amor. Já estivemos juntos em lençóis de seda, brancos. Os teus pés a deslizar nas minhas pernas perfeitamente depiladas, os teus dedos a passarem ao de leve na parte lateral da minha barriga, aquela zona que me faz arrepiar. Ah, e os beijos, aqueles beijos no pescoço e naquele cantinho atrás do lóbulo da orelha. Se tu soubesses quantas vezes já te amei, quantos orgasmos já tive contigo, quantas vezes já me levaste ao céu. Quero-te, intensamente, perdidamente, como só eu sei querer. Sabes, não sei amar pouco, nunca soube. E hoje eu dir-te-ia tudo, se somente pudesse tocar-te, sentir a tua presença, esvaziar a minha alma.
Meu amor, eu e tu, numa cama king size, pétalas de rosa cor de veludo, champanhe fresco servido com carinho. Sabes que sou do signo touro e a minha gente ama a luxúria de uma noite bem passada. Não estou a pedir muito, nunca peço muito, só peço que seja bom e intenso. Porque só assim sei amar-te.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
S'ank you!
Queria aproveitar para dizer obrigada ao Sapo pelos destaques de Setembro (aqui e aqui) e Outubro (aqui)! Estou muito agradecida pelo tempo de antena concedido - parecendo que não as estatísticas do blog fazem um pico do Everest cada vez que há um destaque. Thank you very much to my father, minha mãe e a Deus por me dar tanta inspiração parva para continuar a ser este ser-vivo iluminado que vos acompanha algumas vezes por semana.
Apesar de não me achar merecedora de tamanha honra agradeço do fundo do coração a atenção e todas as passagens aqui pelo pedaço! Estou numa fase um pouco complicada (psicologicamente e no trabalho), mas o vosso apoio tem sido inestimável!
Acrescento também que dei conta que tenho andado especialmente desnaturada com vocês... e por isso peço perdão! A ver se brevemente tenho um fim-de-semana por casa para responder a toda a gente!
Beijo na bunda!
S'ank you!
Queria aproveitar para dizer obrigada ao Sapo pelos destaques de Setembro (aqui e aqui) e Outubro (aqui)! Estou muito agradecida pelo tempo de antena concedido - parecendo que não as estatísticas do blog fazem um pico do Everest cada vez que há um destaque. Thank you very much to my father, minha mãe e a Deus por me dar tanta inspiração parva para continuar a ser este ser-vivo iluminado que vos acompanha algumas vezes por semana.
Apesar de não me achar merecedora de tamanha honra agradeço do fundo do coração a atenção e todas as passagens aqui pelo pedaço! Estou numa fase um pouco complicada (psicologicamente e no trabalho), mas o vosso apoio tem sido inestimável!
Acrescento também que dei conta que tenho andado especialmente desnaturada com vocês... e por isso peço perdão! A ver se brevemente tenho um fim-de-semana por casa para responder a toda a gente!
Beijo na bunda!
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Uma ida ao ginásio.
Quem já me segue há algum tempo sabe que as minhas idas ao ginásio se resumem muito facilmente: gases, muitos gases! É um peidinho a subir para a bicicleta, é outro peidinho nas máquinas e mais umas quantas farpas durante os abdominais. Posso não sair de lá a ser a rainha-fitness-quinoadependente do pedaço, mas que saio de lá mais leve, lá isso saio!
Uma ida ao ginásio.
Quem já me segue há algum tempo sabe que as minhas idas ao ginásio se resumem muito facilmente: gases, muitos gases! É um peidinho a subir para a bicicleta, é outro peidinho nas máquinas e mais umas quantas farpas durante os abdominais. Posso não sair de lá a ser a rainha-fitness-quinoadependente do pedaço, mas que saio de lá mais leve, lá isso saio!
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Não há paciência.
Se há coisa que me enerva, que me tira o juízo e que dá cabo de mim, são aquelas pessoas que escrevem "HAHAH".
Porra, mas será que ninguém vê que falta o último A??? Para mim, isto é como se estivéssemos a rir e sustivéssemos a respiração a meio de uma gargalhada... 'da-se!
Não há paciência.
Se há coisa que me enerva, que me tira o juízo e que dá cabo de mim, são aquelas pessoas que escrevem "HAHAH".
Porra, mas será que ninguém vê que falta o último A??? Para mim, isto é como se estivéssemos a rir e sustivéssemos a respiração a meio de uma gargalhada... 'da-se!
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Ontem vi as notícias...
Ontem apeteceu-me e passados 3 meses da última vez, meti a RTP internacional no computador a bombar as notícias.
Voltaram a falar da Madonna. Mas what the... qual é a cena com esta mulher que sempre que vejo televisão portuguesa alguém fala nela? Seremos um país assim tão pequenino que basta um famoso qualquer decidir viver no nosso belo rectângulo e ficamos logo todos excitados? Já foram ao Algarve contar o número de ingleses e franceses (alguns bastante conhecidos) que compraram casa lá? Porquê esta obsessão com a Madonna!?!
Ontem vi as notícias...
Ontem apeteceu-me e passados 3 meses da última vez, meti a RTP internacional no computador a bombar as notícias.
Voltaram a falar da Madonna. Mas what the... qual é a cena com esta mulher que sempre que vejo televisão portuguesa alguém fala nela? Seremos um país assim tão pequenino que basta um famoso qualquer decidir viver no nosso belo rectângulo e ficamos logo todos excitados? Já foram ao Algarve contar o número de ingleses e franceses (alguns bastante conhecidos) que compraram casa lá? Porquê esta obsessão com a Madonna!?!
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
A dESarrumada experimenta o minimalismo #2
Só para completar esta minha saga do minimalismo... até Junho de 2018 pretendo ter feito uma purga, daquelas monumentais, à minha vida online e tudo que sejam documentos digitais.
Ou seja, vou fazer uma escolha e apagar muitas coisas nos tópicos seguintes:
- Facebook, gostos, amigos e fotos antigas;
- Instagram, follows e algumas fotos mais antigas, na conta pessoal. A conta do blog consegui mantê-la sem tralha desnecessária;
- Contas de e-mail, tenho 3 e-mails, 2 pessoais e 1 profissional (mais um 4º do Sapo que uso para o blog, mas esse vai ser abordado noutro ponto). Em todos tenho entre 500 a 3000 e-mails por ler, o que faz mais de 10 mil e-mails que nunca vou abrir. Está na hora de cancelar algumas newsletters, inscrições em sites e outras coisas com as quais já não me identifico;
- Twitter, quase nunca lá vou, por isso a ver se apago aquilo;
- Linkedin, adoro ir lá e quero mantê-lo activo, mas estou a seguir pessoas que só fazem flood, e com as quais não me identifico, também vão fora;
- Disco externo, mais de 500gb de coisas da faculdade, filmes, e-books, fotos, etc. Admito que tenho medo de "tocar" neste disco e tenho andado a adiar ao máximo... acho que para este ponto preciso de tempo até Junho de 2019
- E-mail do blog, fazer uma limpeza nos e-mails não lidos, e ver se descubro uma forma de diminuir as publicidades todas que recebo. Se souberem de alguma forma milagrosa digam, já estou farta de ver publicidades a sistemas de alarmes que não me interessam e carros que não pretendo comprar. Também quero ver se dou uma volta nas minhas subscrições do blog, algumas estão lá desde 2015, tenho que aceitar que quem não escreveu durante 2 anos, das duas uma, ou não volta, ou vai voltar com um estilo diferente. Se for para ser, hei-de voltar a ir parar sem querer aos blogs em questão.
Voilà, para já é "só" isto!
E vocês como organizam a vossa vida digital? São super certinhos ou é um deixa-andar igual ao meu?
A dESarrumada experimenta o minimalismo #2
Só para completar esta minha saga do minimalismo... até Junho de 2018 pretendo ter feito uma purga, daquelas monumentais, à minha vida online e tudo que sejam documentos digitais.
Ou seja, vou fazer uma escolha e apagar muitas coisas nos tópicos seguintes:
- Facebook, gostos, amigos e fotos antigas;
- Instagram, follows e algumas fotos mais antigas, na conta pessoal. A conta do blog consegui mantê-la sem tralha desnecessária;
- Contas de e-mail, tenho 3 e-mails, 2 pessoais e 1 profissional (mais um 4º do Sapo que uso para o blog, mas esse vai ser abordado noutro ponto). Em todos tenho entre 500 a 3000 e-mails por ler, o que faz mais de 10 mil e-mails que nunca vou abrir. Está na hora de cancelar algumas newsletters, inscrições em sites e outras coisas com as quais já não me identifico;
- Twitter, quase nunca lá vou, por isso a ver se apago aquilo;
- Linkedin, adoro ir lá e quero mantê-lo activo, mas estou a seguir pessoas que só fazem flood, e com as quais não me identifico, também vão fora;
- Disco externo, mais de 500gb de coisas da faculdade, filmes, e-books, fotos, etc. Admito que tenho medo de "tocar" neste disco e tenho andado a adiar ao máximo... acho que para este ponto preciso de tempo até Junho de 2019
- E-mail do blog, fazer uma limpeza nos e-mails não lidos, e ver se descubro uma forma de diminuir as publicidades todas que recebo. Se souberem de alguma forma milagrosa digam, já estou farta de ver publicidades a sistemas de alarmes que não me interessam e carros que não pretendo comprar. Também quero ver se dou uma volta nas minhas subscrições do blog, algumas estão lá desde 2015, tenho que aceitar que quem não escreveu durante 2 anos, das duas uma, ou não volta, ou vai voltar com um estilo diferente. Se for para ser, hei-de voltar a ir parar sem querer aos blogs em questão.
Voilà, para já é "só" isto!
E vocês como organizam a vossa vida digital? São super certinhos ou é um deixa-andar igual ao meu?
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Sobre ele.
Mesmo quando estou em pânico, uma conversa com ele, por muito simples que seja, chega para me acalmar e trazer à vida real, saindo do cenário catastrófico que teimo em construir na minha cabeça vezes e vezes sem conta.
Ele é tão calmo, tão racional, é o tipo de pessoa que mesmo em situações de stress consegue ficar zen e olhar para o futuro com otimismo.
Este rapaz é um anjo que caiu do céu directamente na minha vida. Não podia pedir melhor namorado. Um lado de mim acha que não o mereço, o outro lado de mim tem a certeza que se não for ele "o tal" não haverá mais nenhum.
"E se não for contigo,
Então eu desisto."
10 meses de ti...
Sobre ele.
Mesmo quando estou em pânico, uma conversa com ele, por muito simples que seja, chega para me acalmar e trazer à vida real, saindo do cenário catastrófico que teimo em construir na minha cabeça vezes e vezes sem conta.
Ele é tão calmo, tão racional, é o tipo de pessoa que mesmo em situações de stress consegue ficar zen e olhar para o futuro com otimismo.
Este rapaz é um anjo que caiu do céu directamente na minha vida. Não podia pedir melhor namorado. Um lado de mim acha que não o mereço, o outro lado de mim tem a certeza que se não for ele "o tal" não haverá mais nenhum.
"E se não for contigo,
Então eu desisto."
10 meses de ti...
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Qual é a diferença entre visitas e visualizações?
É que se ganhasse 1€ por cada visualização deste barraco já era menina para largar tudo e dedicar-me a isto. Mas se ganhasse 1€ por cada visita aqui, mais valia dedicar-me à pesca... porquê tanta discrepância? Alguma alma caridosa me explica isto?
Qual é a diferença entre visitas e visualizações?
É que se ganhasse 1€ por cada visualização deste barraco já era menina para largar tudo e dedicar-me a isto. Mas se ganhasse 1€ por cada visita aqui, mais valia dedicar-me à pesca... porquê tanta discrepância? Alguma alma caridosa me explica isto?
domingo, 1 de outubro de 2017
Notas soltas às quais preciso de me agarrar.
Este fim de semana fui dar mais uma voltinha em formação a Paris. Eu sei, não consigo estar quieta!
Quando estava a voltar de TGV para a terrinha decidi largar o telemóvel num canto e seguir os conselhos dos especialistas. Eles dizem que devemos reservar alguns minutos por dia à contemplação e permitir à nossa mente vaguear, deixando assim, espaço para a criatividade fluir. Foi o que fiz.
Mentira. Não tinha rede para dados e o wi-fi da SNCF * é quase tão mítico como o da CP. Quase que vos enganava maltinha.
Nesta pausa forçada a minha mente vagueou. Vagueou bastante até. Após falar com algumas colegas da formação cheguei à conclusão de que a área em que quero trabalhar não está suficientemente desenvolvida em lado nenhum, e chego também à conclusão de que o conceito em que quero trabalhar simplesmente não existe. Existem variações, mas aquilo que quero fazer e desenvolver não há. Tenho procurado incansavelmente por uma oferta de trabalho na internet, que simplesmente não vai cair do céu, porque não há ninguém a fazer o que quero fazer, da forma como o imagino. Resumindo, tive um daqueles momentos flash "se não existe o que queres, não vale a pena procurares mais a tua oportunidade, cria-a".
Eu sei que não é nenhuma novidade a criação de negócio próprio, mas hoje isto fez ainda mais sentido para mim. Este pensamento validou a decisão que tenho andado a tomar ao longo destes últimos 3 anos, mas que tenho medo de levar para a frente. Há algo a bloquear-me e tenho que trabalhar nisso, com urgência. Será medo de falhar, será medo do desconhecido...? Pois, acho que ando a fazer demasiadas perguntas às quais nunca vou ter resposta. E sinto que se não me mexer nos próximos 5 anos posso passar ao lado de um grande desafio de vida.
* Sociedade nacional dos caminhos de ferro em França
Notas soltas às quais preciso de me agarrar.
Este fim de semana fui dar mais uma voltinha em formação a Paris. Eu sei, não consigo estar quieta!
Quando estava a voltar de TGV para a terrinha decidi largar o telemóvel num canto e seguir os conselhos dos especialistas. Eles dizem que devemos reservar alguns minutos por dia à contemplação e permitir à nossa mente vaguear, deixando assim, espaço para a criatividade fluir. Foi o que fiz.
Mentira. Não tinha rede para dados e o wi-fi da SNCF * é quase tão mítico como o da CP. Quase que vos enganava maltinha.
Nesta pausa forçada a minha mente vagueou. Vagueou bastante até. Após falar com algumas colegas da formação cheguei à conclusão de que a área em que quero trabalhar não está suficientemente desenvolvida em lado nenhum, e chego também à conclusão de que o conceito em que quero trabalhar simplesmente não existe. Existem variações, mas aquilo que quero fazer e desenvolver não há. Tenho procurado incansavelmente por uma oferta de trabalho na internet, que simplesmente não vai cair do céu, porque não há ninguém a fazer o que quero fazer, da forma como o imagino. Resumindo, tive um daqueles momentos flash "se não existe o que queres, não vale a pena procurares mais a tua oportunidade, cria-a".
Eu sei que não é nenhuma novidade a criação de negócio próprio, mas hoje isto fez ainda mais sentido para mim. Este pensamento validou a decisão que tenho andado a tomar ao longo destes últimos 3 anos, mas que tenho medo de levar para a frente. Há algo a bloquear-me e tenho que trabalhar nisso, com urgência. Será medo de falhar, será medo do desconhecido...? Pois, acho que ando a fazer demasiadas perguntas às quais nunca vou ter resposta. E sinto que se não me mexer nos próximos 5 anos posso passar ao lado de um grande desafio de vida.
* Sociedade nacional dos caminhos de ferro em França
Tesourinhos ridículos #2
Quando vais lavar a louça às 23h30 da noite e fazes tudo muito devagarinho para não fazer barulho. O pior acontece quando ao meteres a louça seca no armário cai uma avalanche de panelas e frigideiras no chão, fazendo o maior estardalhaço que alguma vez tiveste na cozinha.
Tesourinhos ridículos #2
Quando vais lavar a louça às 23h30 da noite e fazes tudo muito devagarinho para não fazer barulho. O pior acontece quando ao meteres a louça seca no armário cai uma avalanche de panelas e frigideiras no chão, fazendo o maior estardalhaço que alguma vez tiveste na cozinha.
Hoje estou positiva
Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...
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Meus desarrumados mais lindos, Tenho-me sentido inspirada para escrever, adoro a interface deste novo "charco", e isso tem-me insp...
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Ora, sejam bem-vindos a este novo quarto desarrumado - novo, não é bem assim, que eu já levo quase 11 anos desta vida de blogs! 🐸 Criei o m...
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Aiiiii meus desarrumados... nem sei que vos diga, preciso urgentemente de voltar a escrever nalgum sítio, os cadernos funcionam. mas tenho q...