terça-feira, 31 de março de 2020

A história do fim do mundo que nunca contarei aos meus filhos!


Epah, até estava tudo mais ou menos bem. Não era tão bom como os anos 90, que para mim foram anos sem preocupações nenhumas, e os teus avós sempre me disseram que foi a melhor década da vida deles, e correspondeu à década dos 20 anos deles, por isso não me admira que tenha sido espectacular. Toda a gente merecia ter uma boa década para passar os seus vintes.


Ora bem, no início dos meus 20 anos foi a crise em Portugal. Uma merda, só se ouvia falar nisso, e na Troika, e na austeridade, e nos sacrifícios, foram tempos fodidos. Tirei o curso com a ideia (e o desejo de emigrar). E emigrei. 


Depois, tive ali 5 aninhos de emigração mais-ou-menos, era feliz, mas podia ter sido melhor sabem? Tinha uma doença mental para tratar. A ansiedade, já ouviram falar? No início vivi aquilo tudo com bastante ansiedade mas a coisa lá foi melhorando, uma pessoa até ia ouvindo falar de fome no mundo, da poluição, havia ali uma tipa, a Greta, que era marada dos cornos, mas até tinha razão numas cenas... Falava-se de guerras em países distantes, mas nada de especial, nada que nos afectasse muito enquanto europeus. Ah, quase me esquecia, houve aquela situação dos refugiados que partiram a Grécia toda e fizeram mais umas cenas noutros países, mais uns quantos naufrágios no mar Mediterrâneo, mas nada de especial, uma pessoa ouvia isso nas notícias mas depois voltava tudo ao normal, sabem como é, futebol, Eurovisão, jogos Olímpicos, a Carolina Deslandes que fez uma música a falar de racismo, umas estátuas que aparecerem com lágrimas azuis no Porto, uns cidadãos de Lisboa que reclamaram das rendas demasiado altas. Nada de mais, a vida corria como sempre a conhecemos.


Tranquilo. 


Mas escutem, no ano em que decidi que ia deixar de ter ansiedade e arriscar mais, mudar radicalmente de vida, pumbas, um chinês decidiu fazer uma sandes de Pangolim e apanhou um vírus que infectou o mundo todo. 


E foi assim que toda aquela merda que vocês aprenderam nos livros de história começou.



 


coronavirus_fim_do_mundo.jpg


 


 



 

A história do fim do mundo que nunca contarei aos meus filhos!


Epah, até estava tudo mais ou menos bem. Não era tão bom como os anos 90, que para mim foram anos sem preocupações nenhumas, e os teus avós sempre me disseram que foi a melhor década da vida deles, e correspondeu à década dos 20 anos deles, por isso não me admira que tenha sido espectacular. Toda a gente merecia ter uma boa década para passar os seus vintes.


Ora bem, no início dos meus 20 anos foi a crise em Portugal. Uma merda, só se ouvia falar nisso, e na Troika, e na austeridade, e nos sacrifícios, foram tempos fodidos. Tirei o curso com a ideia (e o desejo de emigrar). E emigrei. 


Depois, tive ali 5 aninhos de emigração mais-ou-menos, era feliz, mas podia ter sido melhor sabem? Tinha uma doença mental para tratar. A ansiedade, já ouviram falar? No início vivi aquilo tudo com bastante ansiedade mas a coisa lá foi melhorando, uma pessoa até ia ouvindo falar de fome no mundo, da poluição, havia ali uma tipa, a Greta, que era marada dos cornos, mas até tinha razão numas cenas... Falava-se de guerras em países distantes, mas nada de especial, nada que nos afectasse muito enquanto europeus. Ah, quase me esquecia, houve aquela situação dos refugiados que partiram a Grécia toda e fizeram mais umas cenas noutros países, mais uns quantos naufrágios no mar Mediterrâneo, mas nada de especial, uma pessoa ouvia isso nas notícias mas depois voltava tudo ao normal, sabem como é, futebol, Eurovisão, jogos Olímpicos, a Carolina Deslandes que fez uma música a falar de racismo, umas estátuas que aparecerem com lágrimas azuis no Porto, uns cidadãos de Lisboa que reclamaram das rendas demasiado altas. Nada de mais, a vida corria como sempre a conhecemos.


Tranquilo. 


Mas escutem, no ano em que decidi que ia deixar de ter ansiedade e arriscar mais, mudar radicalmente de vida, pumbas, um chinês decidiu fazer uma sandes de Pangolim e apanhou um vírus que infectou o mundo todo. 


E foi assim que toda aquela merda que vocês aprenderam nos livros de história começou.



 


coronavirus_fim_do_mundo.jpg


 


 



 

segunda-feira, 30 de março de 2020

Aprendi.

Aprendi que quando estou na semana antes do período tenho que ter mais compaixão por mim própria. Aprendi que a produtividade baixa e está tudo bem. Aprendi que é uma altura de olhar para dentro. Aprendi que às vezes ficar a ver um filme é muito mais produtivo do que tentar trabalhar ou estudar. E apesar de neste momento não estar tudo bem lá fora - e no mundo em geral - dentro de mim estou cada vez mais em paz.

Aprendi.

Aprendi que quando estou na semana antes do período tenho que ter mais compaixão por mim própria. Aprendi que a produtividade baixa e está tudo bem. Aprendi que é uma altura de olhar para dentro. Aprendi que às vezes ficar a ver um filme é muito mais produtivo do que tentar trabalhar ou estudar. E apesar de neste momento não estar tudo bem lá fora - e no mundo em geral - dentro de mim estou cada vez mais em paz.

domingo, 29 de março de 2020

Decisões das 2h da manhã.

Ando-me a deitar extremamente tarde, e o meu cérebro já começa a acusar a falta de contacto humano e com o exterior. Por isso, vou partilhar aqui uma decisão que tomei, mas com um grande disclaimer, posso vir a mudar de ideias no fim do isolamento social: Quero participar na meia maratona de Paris. Em Setembro. Possível ou não?

Decisões das 2h da manhã.

Ando-me a deitar extremamente tarde, e o meu cérebro já começa a acusar a falta de contacto humano e com o exterior. Por isso, vou partilhar aqui uma decisão que tomei, mas com um grande disclaimer, posso vir a mudar de ideias no fim do isolamento social: Quero participar na meia maratona de Paris. Em Setembro. Possível ou não?

sábado, 28 de março de 2020

Sono. Tanto sono.

Com o isolamento social passei de dormir 5h por noite a dormir 10h todos os dias.... Pareço uma ursa em hibernação.... Gorda, peluda e roncadora. 

Sono. Tanto sono.

Com o isolamento social passei de dormir 5h por noite a dormir 10h todos os dias.... Pareço uma ursa em hibernação.... Gorda, peluda e roncadora. 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Isolamento social dia 10.

IMG_20200326_170159.jpg


 


Tinha tanto para dizer, mas a imagem fala por si. Sem vida sexual... Deixemos os pêlos viver! Não é mesmo? 


 


Contem-me... Quem por aí também está a dar liberdade total à sua pelugem natural?

Isolamento social dia 10.

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Tinha tanto para dizer, mas a imagem fala por si. Sem vida sexual... Deixemos os pêlos viver! Não é mesmo? 


 


Contem-me... Quem por aí também está a dar liberdade total à sua pelugem natural?

quinta-feira, 26 de março de 2020

40 fãs estão loucos.

Hey, já temos oficialmente 40 desvairados a seguir a dESarrumada no email. Props para eles! 


 


Eu moro ao lado de Pigalle, o bairro das sex shops de Paris, não tarda nada começo a fazer giveaways de sex toys, fiquem atentos!


 


😁😁😁

40 fãs estão loucos.

Hey, já temos oficialmente 40 desvairados a seguir a dESarrumada no email. Props para eles! 


 


Eu moro ao lado de Pigalle, o bairro das sex shops de Paris, não tarda nada começo a fazer giveaways de sex toys, fiquem atentos!


 


😁😁😁

Antigamente...

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

Antigamente...

... só de meter algo no rabo ficava logo com aquela sensação de "quero fazer cocó", depois entretanto fui trabalhando isso sozinha, com o meu dildo ventosa e dedos, e acho que fiquei pro naquilo... agora basta meter um pouco de saliva e é sempre a aviar, mas sempre sozinha... e nem sequer fica a doer no fim... desde o Motoqueiro que não levo no rabo, e antes dele já estava quase a fazer dois anos, se não me engano. Que saudades de ter uma pila verdadeira no rabo.


Admito, a sensação de sentir uma pila a entrar pelo cu a dentro é tão boa... fiquei com vontade de mais e mais. E desde o verão do ano passado que me masturbo quase sempre com dupla penetração...


Ainda não tive coragem de pedir nada disto ao Titi... apesar de as nossas noites juntos estarem a ficar cada vez mais escaldantes... no início armei-me em anjinha.... e sinto que ele fez o mesmo, porque a primeira vez que me comeu por trás quase que me agarrava pelos ombros mas desistiu à última da hora, e senti que ele queria dar-me umas palmadas no rabo, mas não deu... houve ali muito controlo... e nas vezes seguintes não houve tanto controlo... sinto que há ali muito potencial para dominar! E eu cheia de vontade de ser dominada  mas entretanto com o confinamento as coisas ficaram em águas de bacalhau e nunca mais estivemos juntos fisicamente!


Só temos falado pelo whatsapp e sido super fofos um para o outro... imaginem, hoje ele disse-me que sou uma mulher linda e que tem saudades de me abraçar e dançar comigo! Contei-vos que no nosso primeiro encontro dançámos ao som de uma música inexistente, que só nós conseguíamos ouvir, entenda-se, no Boulevard de  Rochechouart  em frente ao Moulin Rouge? Por isso é que o primeiro post em que falo dele se chama Lalaland... porque me fez pensar nesse filme, que adorei.


 


Eu disse-lhe o mesmo, que tinha saudades de o abraçar. Mas, admito, nem só de abraços com roupa é feita uma mulher...


 


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Uma parte de mim quer voltar a senti-lo dentro de mim, com aqueles olhos azuis a olhar para mim intensamente enquanto me venho no colo dele.


 


 


*se gostam deste tipo de post e querem ver mais disto no blog não se esqueçam de o dizer nos comentários!!.. sou alguém com tendência a desmotivar e a deixar de postar se não tiver feedback positivo. Vá, mexam esse cu e comentem faxavor.

quarta-feira, 25 de março de 2020

O que se esconde em cada um de nós?

Tenho recebido vários comentários vossos após o post do Motoqueiro, e cheguei à conclusão que em cada um de nós se esconde alguém que só deseja uma foda inesquecível.


Em cada um de nós se esconde alguém que só deseja esquecer tudo por um momento e deixar-se cair numa noite de perdição e paixão louca.


Em cada um de nós se esconde alguém que só quer deixar-se levar pelo desejo mais carnal e ceder à tentação.


Quantas de nós não queriam ser tratadas como uma cadela de vez em quando mas têm medo de assumir isso para o seu namorado/marido, com medo do que ele vai pensar sobre nós?


Quantos de vós homens não queriam fazer da vossa namorada/mulher gato sapato por uma noite, mas não têm coragem de pedir ou sabem que isso ia ser interpretado como "mais uma daquelas invenções que foste buscar à pornografia?"...


Pois é... é tão difícil assumir certos desejos quando se está numa relação mais séria... admito, o melhor sexo que tive foi sempre com homens que sabia que não ia voltar a ver...


Quem é que aqui tem coragem de pedir aquilo que realmente quer na cama, à pessoa com quem está numa relação séria?


 


Ah, pois...

O que se esconde em cada um de nós?

Tenho recebido vários comentários vossos após o post do Motoqueiro, e cheguei à conclusão que em cada um de nós se esconde alguém que só deseja uma foda inesquecível.


Em cada um de nós se esconde alguém que só deseja esquecer tudo por um momento e deixar-se cair numa noite de perdição e paixão louca.


Em cada um de nós se esconde alguém que só quer deixar-se levar pelo desejo mais carnal e ceder à tentação.


Quantas de nós não queriam ser tratadas como uma cadela de vez em quando mas têm medo de assumir isso para o seu namorado/marido, com medo do que ele vai pensar sobre nós?


Quantos de vós homens não queriam fazer da vossa namorada/mulher gato sapato por uma noite, mas não têm coragem de pedir ou sabem que isso ia ser interpretado como "mais uma daquelas invenções que foste buscar à pornografia?"...


Pois é... é tão difícil assumir certos desejos quando se está numa relação mais séria... admito, o melhor sexo que tive foi sempre com homens que sabia que não ia voltar a ver...


Quem é que aqui tem coragem de pedir aquilo que realmente quer na cama, à pessoa com quem está numa relação séria?


 


Ah, pois...

terça-feira, 24 de março de 2020

Próstata e desejos.

Desde aquela vez no ano passado em que lambi o rabo de um gajo que ando com vontade de fazer mais coisas malandras a um homem... acreditem, sou muito passiva, mesmo muuuuuuito submissa, mas adorava, nem que seja só uma vez, assumir o controlo e foder um gajo com um strap-on. Gostava de lhe lamber os tomates, metê-los na boca, sentir aquele cheiro a virilha super excitante a entrar-me pelas narinas, e depois lambê-lo e penetrá-lo com um dedo, depois dois, ou três ... adorava deixá-lo maluco de prazer quase a vir, e depois fodê-lo com o dildo do strap-on. A sério, ia delirar ficar ali a ver a cara de um gajo enquanto sente o rabo a ficar cada vez mais aberto, e a explodir de prazer com a estimulação da próstata que eu lhe ia provocar... por enquanto vou sonhando... espero que um dia aconteça 

Próstata e desejos.

Desde aquela vez no ano passado em que lambi o rabo de um gajo que ando com vontade de fazer mais coisas malandras a um homem... acreditem, sou muito passiva, mesmo muuuuuuito submissa, mas adorava, nem que seja só uma vez, assumir o controlo e foder um gajo com um strap-on. Gostava de lhe lamber os tomates, metê-los na boca, sentir aquele cheiro a virilha super excitante a entrar-me pelas narinas, e depois lambê-lo e penetrá-lo com um dedo, depois dois, ou três ... adorava deixá-lo maluco de prazer quase a vir, e depois fodê-lo com o dildo do strap-on. A sério, ia delirar ficar ali a ver a cara de um gajo enquanto sente o rabo a ficar cada vez mais aberto, e a explodir de prazer com a estimulação da próstata que eu lhe ia provocar... por enquanto vou sonhando... espero que um dia aconteça 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Diário de bordo 24.03.2020

já há muito que não fazia um diário de bordo, e tenho tantas saudades de usar este blog com o objectivo para o qual o criei: ser um diário. da minha vida. descobri há um ano o conceito de journalling, é escrever, escrever, escrever, SEM questionar o porquê do que estamos a escrever. mas às vezes tenho receio, receio de abrir o coração aqui, como fazia antigamente... mas não sei de onde vem este medo, antes era tão fácil tão natural... e depois foi-se... comecei a medir as palavras, a pensar duas vezes antes de publicar "devia falar sobre isto ou aquilo? como será que as pessoas vão reagir?"... medo... insegurança... mas hoje só quero escrever, só quero deitar cá para fora... voltar às origens deste blog, e às minhas. meditar é uma forma de voltar para si, através de si. li isto hoje, e esta frase disse-me tanto, mas tanto. tenho meditado. muito. já o fazia antes, mas o isolamento social veio na altura exacta na minha vida. numa altura em que me andava a perder. deixei de lado, sem querer, sem saber como, muitos objectivos profissionais e pessoais. andei em piloto automático, quase um ano, desde que vim morar para aqui. desleixei certos aspectos da minha vida. antes morava no campo e tinha demasiado tempo para pensar e sonhar, idealizar uma vida que eu pensava ser a certa. depois mudei para a cidade grande, e deixei de ter tempo para pensar. é correr. correr. ou somos o leão que começa o dia a correr para caçar, ou somos a porra da gazela que vai ser comida se não correr suficientemtente rápido. rápido. já se faz tarde. se não apanhas este metro, o outro chega daqui a 2 minutos, sem stress... mas então porque raio corres tu???


 


ando a sair com um rapaz espectacular. já falei dele aqui. chamemos-lhe Titi, para efeitos de anonimato. mas no fundo, ele é francês, por isso mesmo que encontre este blog, nunca vai perceber o que aqui está e ainda bem. assim posso falar dele à vontade. conheci-o numa aplicação, andava a voltar a sair à toa. saí com 3 rapazes numa semana, mas desta vez o objectivo não era sexo, era apenas fazer um exercício que a minha psicóloga me mandou. devido à história do rosé com o half-french ela queria que eu trabalhasse mais a minha capacidade de dizer não e de me fazer respeitar pelos homens. ela disse-me para apontar de cada vez que um rapaz me faltasse ao respeito, mas que para isso tinha que voltar a sair com homens, e eu nessa altura andava a fechar-me a essas vidas... ela incentivou-me a ter dates, encontros, e 15 minutos antes do encontro, meter-me em frente ao espelho e pensar "je suis belle, je suis irresistible, je suis la femme que n'importe quel homme veut avoir"... e foi o que fiz. imaginei-me uma mulher fatal, a mulher mais desejada do mundo. e nessa semana, 3 dates e todos correram bem, nem uma falta de respeito para apontar na lista. e o Titi ficou, desde o dia que saímos pela primeira vez, que temos falado sempre... aliás, houve ali um dia que eu trabalhei bué e nem me apetecia falar com ninguém, e ele mandou mensagem, simplesmente a desejar boa noite. soube que estava ali alguém que queria fazer parte da minha vida, e nunca mais falei com outro homem. apaguei as apps e, surpreendentemente, tenho-me concentrado mais em mim. pela primeira vez na vida não ando a correr atrás de um homem. e ele ficou. e nunca me faltou ao respeito. irónico não? quando comecei a relaxar, apareceu alguém que não quis ir embora... engraçado, mas foi preciso encontrar alguém "do bem" para me voltar a concentrar em mim própria... como se houvesse uma espécie de missão que consegui completar, e que só depois disso me conseguisse dedicar a outras coisas... tipo eu própria... yah, sou uma feminista um bocado fracota, precisei de encontrar um homem decente para me voltar a centrar em mim... mas também não quero chegar ao ponto de dizer "não preciso de ninguém, estou bem sozinha", não quero essa vida para mim. quero estar sempre rodeada de pessoas. e ter uma vida amorosa satisfatória, com a pessoa que tiver que ser. e ainda bem que decidi isto a tempo.... cabe-me a mim fazer por isso, por ter essa vida rodeada de gente. e não quero de todo convencer-me que o Titi vai ficar para sempre, pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que seja só durante um bocadinho e depois cada um vá à sua vida... mas só peço algo, que seja bom enquanto dure.

Diário de bordo 24.03.2020

já há muito que não fazia um diário de bordo, e tenho tantas saudades de usar este blog com o objectivo para o qual o criei: ser um diário. da minha vida. descobri há um ano o conceito de journalling, é escrever, escrever, escrever, SEM questionar o porquê do que estamos a escrever. mas às vezes tenho receio, receio de abrir o coração aqui, como fazia antigamente... mas não sei de onde vem este medo, antes era tão fácil tão natural... e depois foi-se... comecei a medir as palavras, a pensar duas vezes antes de publicar "devia falar sobre isto ou aquilo? como será que as pessoas vão reagir?"... medo... insegurança... mas hoje só quero escrever, só quero deitar cá para fora... voltar às origens deste blog, e às minhas. meditar é uma forma de voltar para si, através de si. li isto hoje, e esta frase disse-me tanto, mas tanto. tenho meditado. muito. já o fazia antes, mas o isolamento social veio na altura exacta na minha vida. numa altura em que me andava a perder. deixei de lado, sem querer, sem saber como, muitos objectivos profissionais e pessoais. andei em piloto automático, quase um ano, desde que vim morar para aqui. desleixei certos aspectos da minha vida. antes morava no campo e tinha demasiado tempo para pensar e sonhar, idealizar uma vida que eu pensava ser a certa. depois mudei para a cidade grande, e deixei de ter tempo para pensar. é correr. correr. ou somos o leão que começa o dia a correr para caçar, ou somos a porra da gazela que vai ser comida se não correr suficientemtente rápido. rápido. já se faz tarde. se não apanhas este metro, o outro chega daqui a 2 minutos, sem stress... mas então porque raio corres tu???


 


ando a sair com um rapaz espectacular. já falei dele aqui. chamemos-lhe Titi, para efeitos de anonimato. mas no fundo, ele é francês, por isso mesmo que encontre este blog, nunca vai perceber o que aqui está e ainda bem. assim posso falar dele à vontade. conheci-o numa aplicação, andava a voltar a sair à toa. saí com 3 rapazes numa semana, mas desta vez o objectivo não era sexo, era apenas fazer um exercício que a minha psicóloga me mandou. devido à história do rosé com o half-french ela queria que eu trabalhasse mais a minha capacidade de dizer não e de me fazer respeitar pelos homens. ela disse-me para apontar de cada vez que um rapaz me faltasse ao respeito, mas que para isso tinha que voltar a sair com homens, e eu nessa altura andava a fechar-me a essas vidas... ela incentivou-me a ter dates, encontros, e 15 minutos antes do encontro, meter-me em frente ao espelho e pensar "je suis belle, je suis irresistible, je suis la femme que n'importe quel homme veut avoir"... e foi o que fiz. imaginei-me uma mulher fatal, a mulher mais desejada do mundo. e nessa semana, 3 dates e todos correram bem, nem uma falta de respeito para apontar na lista. e o Titi ficou, desde o dia que saímos pela primeira vez, que temos falado sempre... aliás, houve ali um dia que eu trabalhei bué e nem me apetecia falar com ninguém, e ele mandou mensagem, simplesmente a desejar boa noite. soube que estava ali alguém que queria fazer parte da minha vida, e nunca mais falei com outro homem. apaguei as apps e, surpreendentemente, tenho-me concentrado mais em mim. pela primeira vez na vida não ando a correr atrás de um homem. e ele ficou. e nunca me faltou ao respeito. irónico não? quando comecei a relaxar, apareceu alguém que não quis ir embora... engraçado, mas foi preciso encontrar alguém "do bem" para me voltar a concentrar em mim própria... como se houvesse uma espécie de missão que consegui completar, e que só depois disso me conseguisse dedicar a outras coisas... tipo eu própria... yah, sou uma feminista um bocado fracota, precisei de encontrar um homem decente para me voltar a centrar em mim... mas também não quero chegar ao ponto de dizer "não preciso de ninguém, estou bem sozinha", não quero essa vida para mim. quero estar sempre rodeada de pessoas. e ter uma vida amorosa satisfatória, com a pessoa que tiver que ser. e ainda bem que decidi isto a tempo.... cabe-me a mim fazer por isso, por ter essa vida rodeada de gente. e não quero de todo convencer-me que o Titi vai ficar para sempre, pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que seja só durante um bocadinho e depois cada um vá à sua vida... mas só peço algo, que seja bom enquanto dure.

domingo, 22 de março de 2020

Cúmulo do isolamento social num 12m2.

O cúmulo do isolamento social nos estúdios minúsculos dos sótãos de Paris, é que passamos o dia todo fechados num cubículo minúsculo sem quase ver a luz do sol, para depois podermos ser infectados na mesma quando usamos as casas de banho partilhadas no corredor. 


 


🙈 


 


 

Cúmulo do isolamento social num 12m2.

O cúmulo do isolamento social nos estúdios minúsculos dos sótãos de Paris, é que passamos o dia todo fechados num cubículo minúsculo sem quase ver a luz do sol, para depois podermos ser infectados na mesma quando usamos as casas de banho partilhadas no corredor. 


 


🙈 


 


 

Vontade.

Tenho tido imensa vontade de ser mãe... uma vontade que é mais forte do que eu. Como se de repente o meu útero tivesse acordado para a vida, e percebido que tem mais funções disponíveis do que apenas sangrar como um desalmado, uma vez por mês. Vejo um bebé e derreto-me toda. Até já dei por mim a  perguntar às minhas amigas com filhos, como estão as crias delas. Algo inédito em mim, eu que nunca queria saber dos filhos dos outros, e que sempre achei que ter filhos deve ser uma chatice do pior. Adoro dormir até tarde, adoro fazer o que me dá na real gana, adoro este lado egoísta e egocêntrico de quem não tem filhos nem quer ter... sou desorganizada, desarrumada, desleixada... uma desgraça total a gerir a minha própria vida, entregar-me uma criança era razão para ser vigiada pela protecção de menores... mas porra, às vezes gostava de ser diferente, imagino-me, nem que seja só por uns instantes, a ser alguém organizada e capaz, uma super-mulher, uma mãe. Abdicava disto tudo a que chamo liberdade só por um sorriso de um bebé, meu...

Vontade.

Tenho tido imensa vontade de ser mãe... uma vontade que é mais forte do que eu. Como se de repente o meu útero tivesse acordado para a vida, e percebido que tem mais funções disponíveis do que apenas sangrar como um desalmado, uma vez por mês. Vejo um bebé e derreto-me toda. Até já dei por mim a  perguntar às minhas amigas com filhos, como estão as crias delas. Algo inédito em mim, eu que nunca queria saber dos filhos dos outros, e que sempre achei que ter filhos deve ser uma chatice do pior. Adoro dormir até tarde, adoro fazer o que me dá na real gana, adoro este lado egoísta e egocêntrico de quem não tem filhos nem quer ter... sou desorganizada, desarrumada, desleixada... uma desgraça total a gerir a minha própria vida, entregar-me uma criança era razão para ser vigiada pela protecção de menores... mas porra, às vezes gostava de ser diferente, imagino-me, nem que seja só por uns instantes, a ser alguém organizada e capaz, uma super-mulher, uma mãe. Abdicava disto tudo a que chamo liberdade só por um sorriso de um bebé, meu...

sábado, 21 de março de 2020

Falhei enquanto portuguesa.

Uma das minhas melhores amigas francesas, que já conheço há mais de 4 anos, não sabia o que quer dizer CR7. Falhei. Mea culpa. Agora vou só ali castigar-me com um chicote no lombo. 

Falhei enquanto portuguesa.

Uma das minhas melhores amigas francesas, que já conheço há mais de 4 anos, não sabia o que quer dizer CR7. Falhei. Mea culpa. Agora vou só ali castigar-me com um chicote no lombo. 

O Motoqueiro.

NSFW: se estás no trabalho, não leias o post que se segue, obrigada. Mas estou a postar isto num sábado, durante um isolamento social, por isso as probabilidades de estarem no trabalho são mínimas... no entanto, se estiverem com os vossos filhos, digam-lhes para saírem da divisão. Não digam que não avisei.


 


Como prometido, aqui está a história do Motoqueiro mais velho. Um aventura que guardo carinhosamente na memória como uma das minhas melhores fodas de sempre. Não vou chamar a isto fazer amor, porque não foi, foi mesmo foder, com F grande, e talvez por isso seja a aventura que guardo com mais carinho, e a que mais custou a contar aqui. Porque queria ter tempo para escrever os detalhes todos, e queria que o post ficasse especial. Entretanto esqueci-me de alguns detalhes, por isso peço desculpa, mas penso que o essencial tenha ficado guardado e vá ficar aqui registado.


 


Verão 2019, em Paris. Só me lembro que a cidade estava bastante vazia e que estávamos numa das duas grandes vagas de calor que houve nesse Verão. Talvez fosse a vaga de calor de fim de agosto. 


 


Andava pelo Tinder literalmente à procura de alguém para me foder. Era o meu desejo da época, tinha decidido que 2019 ia ser o ano do foda-se, o ano da minha libertação sexual. Foi também o ano em que fiz 28 anos. E fodi muito. Talvez sem pensar nas consequências negativas disso, mas de certeza que não pensei nas positivas. E ainda foram algumas. Ao todo foram 10 homens, num só ano. Se me arrependo? Nunca. Se voltarei a repetir a experiência? Não sei.


 


Não sei se sabem, mas no Tinder dá para meter um limite de idade para a as pessoas que queremos conhecer, e acho que na altura tinha metido 32 ou 35, não me lembro bem. Fiquei espantada quando fiz match com um gajo que não tinha a idade visível no perfil dele... Pareceu-me mais velho, o que normalmente não me iria atrair, mas tinha ali um olhar penetrante que me dizia qualquer coisa...


 


Olhos verdes são paixão, ou perdição, ou pecado. Não me lembro da letra da música. Mas ele tinha olhos verdes, barba preta, cabelos pretos encaracolados a cair pelos ombros, que ele atava em cima da nuca, em modo man bun. Que eu descobri nessa altura que adorava... atentem neste detalhe do man bun, porque isto vai voltar a  ser falado no blog...


 


Disse-me que tinha 42 anos, divorciado, vivia com o filho de 19 anos, mas este tinha ido passar o fim-de-semana com a mãe, por isso tinha o apartamento só para ele. Disse-me que morava no 16º arrondissement de Paris. Para quem não sabe é um dos bairros mais luxuosos. Na altura andava com sonhos de riqueza e luxo e pareceu-me bem estar a falar com um homem que parecia estar bem na vida. Perguntou-me se queria ir jantar com ele, a casa dele, disse-lhe que sim.


 


Vesti um top de alças cor-de-rosa, meti saltos altos, batom vermelho, e enfiei-me no metro. Na altura não conhecia assim tão bem Paris como agora, perdi-me ligeiramente no metro, e andar por aqueles túneis todos de saltos altos não foi fácil. Mas 40 minutos depois cheguei ao destino. Não estava lá ninguém, pensei que se tinha esquecido de mim... mandei sms... eis que ele chega, ao longe, montado na mota e com um capacete preto... pára ao pé de mim, e tira o capacete, com os cabelos encaracolados e pretos a cair-lhe pelos ombros, aqueles olhos verdes a dizer-me para subir para a mota... dá-me um capacete para as mãos que eu não sabia meter, ele meteu-mo, e só o facto de ele me apertar a fita do capacete e me dizer para o segurar pela cintura enquanto ligava a mota, eu já fiquei molhada... ele acelerou entre a paragem do metro e a casa dele, que não era assim tão longe... mas nunca pensei que ir sentada na parte de trás de uma mota agarrada a um homem com um casaco de cabedal me fosse excitar tanto. Não sabia ainda o que me esperava, mas já estava com o pressentimento de que ia ser bom. Mal eu sabia que vinha dali a melhor noite de sexo cru da minha vida.


 


Chegámos a casa dele. Subimos desde a garagem para o andar onde ele morava, no elevador apertadinho. Entrei no apartamento dele e era espectacular, grande sala com abertura para o quarto, e quase enfartei, uma varanda enoooorme com vista para a torre Eiffel! Com sofázinhos e uma mesa branca, na varanda, janela envidraçada aberta, estava mesmo muito calor.


 


torreeiffel.jpg


 


Ele preparou-me o jantar. Lembro-me que era uma cena panada com ketchup, mas who cares? Serviu-me uma flûte de champanhe e fomos para a varanda com vista para a torre Eiffel beber. Já estava tão excitada com aquele ambiente.... é que vocês nem imaginam.... e o gajo ainda nem me tinha tocado... estávamos lado a lado no sofa, ele tira-me o copo da mão para o meter na mesa e começa a inclinar-se para cima de mim, mete-me uma mão firme na anca, e inclina-se mais, para me beijar na boca, beijava bem, tinha uma língua áspera, mas agradável. O toque era forte e masculino... tira-me os sapatos... tira-me as calças... e eu tão quente, tão húmida... tinha metido um fio dental, que ele puxou para o lado, e quando dei conta só senti dois dedos a penetrar-me, assim, sem aviso.... e ele fez aqueles movimentos loucos para cima e para baixo, e vim-me na mão dele. Ali, no sofá da varanda.... a olhar para a Torre Eiffel.


 


Ele pegou em mim ao colo, eu nua da parte de baixo, e ele ainda vestido, e levou-me para a cama. Despiu-me toda, lambeu-me de cima abaixo, num passe de mágica meteu um preservativo, e agarrando-me pelo pescoço, meteu-o todo em mim, e começou a foder-me toda, enquanto me agarrava com força, o pescoço e os cabelos.... não sei como é que ele fez tudo tão rápido, mas notava-se que era experiente e muito seguro de si... sabe mesmo bem estar nas mãos de alguém que sabe o que está a fazer, e admito, gosto quando não tenho que pensar em nada e é o homem que toma conta do recado... no sexo prefiro ser submissa, e este homem tinha tudo que eu preciso de um dominador.


 


Entretanto comeu-me de frente, por trás, eu vim-me muito... e quando estava de quatro cuspiu-me no rabo e meteu-me dois dedos ... enquanto me fodia... nunca tinha feito uma dupla penetração com alguém, só sozinha com os meus brinquedos, e apesar de ter sido só com os dedos, gostei mesmo muito e fiquei com o desejo secreto de, um dia, quando voltar a ter um ataque de loucura e decidir oferecer-me outro ano do foda-se, de ter uma experiência com dois homens... quem sabe um dia!


 


Depois de me foder de costas com pila e dedos, deitou-me de lado, meteu a pila dele na  minha boca e fodeu-me com as duas mãos, uma na cona, outra no cu, eu estava com todos os buracos do corpo extremamente preenchidos.... e quando eu pensava que ele se ia vir, ele pega em mim e leva-me outra vez para a varanda, toda nua, e empurra-me contra o balcão, virada para a estrada e para a torre Eiffel. Estava de pé apoiada com os cotovelos no muro, e fodeu-me mesmo ali, de pé, com força, muita força, com uma mão na minha boca para eu não gritar e outra a puxar-me os cabelos... lembro-me que até vi estrelas, e senti vertigens, porque de cada vez que olhava para baixo só via carros, muito pequeninos, em duas filas em movimento, uma amarela e outra vermelha. Devíamos estar praí no 10º andar ou algo do género.... eu devia estar drogada de prazer só pode, com as vertigens que tenho, nunca na vida, em estado normal, eu teria aceite foder naquele sítio e naquela posição... 


 


Mas foi bom, muito bom... tive o maior comboio de orgasmos da minha vida. Até lhes perdi a conta. Depois deitou-me no chão da varanda, não de quatro, mas deitada mesmo, só com o rabo para o ar, e penetrou-me no cu... eu já só sentia prazer, nada me doía, ele podia fazer de mim o que quisesse, e sabia-o, abusou de mim e do meu corpo, porque sabia que era isso que eu queria naquela noite, e que eu precisava na altura. Senti-o vir-se dentro de mim, e colapsar nas minhas costas, a respiração dele contra a minha orelha.


 


"T'as aimé?" - perguntou. Não respondi, só esbocei um sorriso de alguém que tinha acabado de correr uma maratona, e que acaba em primeiro lugar, cansada, mas feliz.


 


Levou-me para o banho, e lavou-me, eu pouco ou nada falei, só sentia a água e a espuma a deslizar no meu corpo enquanto ele me esfregava com a flor de duche. Estava em estado de êxtase, para lá das estrelas. Só queria dormir. 


 


Vesti-me e ele trouxe-me a casa na mota dele. Já passava da meia noite, estava mais perto da 1h da manhã. Lembro-me de ele me perguntar se queria ir ver a torre Eiffel, disse que sim, estivemos na base da torre, na mota dele, a alta velocidade, lembro-me de sentir o vento quente da noite de verão na cara e de pensar que em breve as luzes da torre iam desligar-se para fazer ó-ó. Lembro-me de dizer "foda-se, estou a morar em Paris!". Ele olhou para trás enquanto conduzia a mota e sorriu.


 


Deixou-me à porta de casa, desejou-me boa noite e foi-se embora. Subi para o estúdio, caí na cama ainda vestida e adormeci como uma pedra. Nunca mais o vi. No entanto, nunca mais esqueci aquela noite.


 


 

O Motoqueiro.

NSFW: se estás no trabalho, não leias o post que se segue, obrigada. Mas estou a postar isto num sábado, durante um isolamento social, por isso as probabilidades de estarem no trabalho são mínimas... no entanto, se estiverem com os vossos filhos, digam-lhes para saírem da divisão. Não digam que não avisei.


 


Como prometido, aqui está a história do Motoqueiro mais velho. Um aventura que guardo carinhosamente na memória como uma das minhas melhores fodas de sempre. Não vou chamar a isto fazer amor, porque não foi, foi mesmo foder, com F grande, e talvez por isso seja a aventura que guardo com mais carinho, e a que mais custou a contar aqui. Porque queria ter tempo para escrever os detalhes todos, e queria que o post ficasse especial. Entretanto esqueci-me de alguns detalhes, por isso peço desculpa, mas penso que o essencial tenha ficado guardado e vá ficar aqui registado.


 


Verão 2019, em Paris. Só me lembro que a cidade estava bastante vazia e que estávamos numa das duas grandes vagas de calor que houve nesse Verão. Talvez fosse a vaga de calor de fim de agosto. 


 


Andava pelo Tinder literalmente à procura de alguém para me foder. Era o meu desejo da época, tinha decidido que 2019 ia ser o ano do foda-se, o ano da minha libertação sexual. Foi também o ano em que fiz 28 anos. E fodi muito. Talvez sem pensar nas consequências negativas disso, mas de certeza que não pensei nas positivas. E ainda foram algumas. Ao todo foram 10 homens, num só ano. Se me arrependo? Nunca. Se voltarei a repetir a experiência? Não sei.


 


Não sei se sabem, mas no Tinder dá para meter um limite de idade para a as pessoas que queremos conhecer, e acho que na altura tinha metido 32 ou 35, não me lembro bem. Fiquei espantada quando fiz match com um gajo que não tinha a idade visível no perfil dele... Pareceu-me mais velho, o que normalmente não me iria atrair, mas tinha ali um olhar penetrante que me dizia qualquer coisa...


 


Olhos verdes são paixão, ou perdição, ou pecado. Não me lembro da letra da música. Mas ele tinha olhos verdes, barba preta, cabelos pretos encaracolados a cair pelos ombros, que ele atava em cima da nuca, em modo man bun. Que eu descobri nessa altura que adorava... atentem neste detalhe do man bun, porque isto vai voltar a  ser falado no blog...


 


Disse-me que tinha 42 anos, divorciado, vivia com o filho de 19 anos, mas este tinha ido passar o fim-de-semana com a mãe, por isso tinha o apartamento só para ele. Disse-me que morava no 16º arrondissement de Paris. Para quem não sabe é um dos bairros mais luxuosos. Na altura andava com sonhos de riqueza e luxo e pareceu-me bem estar a falar com um homem que parecia estar bem na vida. Perguntou-me se queria ir jantar com ele, a casa dele, disse-lhe que sim.


 


Vesti um top de alças cor-de-rosa, meti saltos altos, batom vermelho, e enfiei-me no metro. Na altura não conhecia assim tão bem Paris como agora, perdi-me ligeiramente no metro, e andar por aqueles túneis todos de saltos altos não foi fácil. Mas 40 minutos depois cheguei ao destino. Não estava lá ninguém, pensei que se tinha esquecido de mim... mandei sms... eis que ele chega, ao longe, montado na mota e com um capacete preto... pára ao pé de mim, e tira o capacete, com os cabelos encaracolados e pretos a cair-lhe pelos ombros, aqueles olhos verdes a dizer-me para subir para a mota... dá-me um capacete para as mãos que eu não sabia meter, ele meteu-mo, e só o facto de ele me apertar a fita do capacete e me dizer para o segurar pela cintura enquanto ligava a mota, eu já fiquei molhada... ele acelerou entre a paragem do metro e a casa dele, que não era assim tão longe... mas nunca pensei que ir sentada na parte de trás de uma mota agarrada a um homem com um casaco de cabedal me fosse excitar tanto. Não sabia ainda o que me esperava, mas já estava com o pressentimento de que ia ser bom. Mal eu sabia que vinha dali a melhor noite de sexo cru da minha vida.


 


Chegámos a casa dele. Subimos desde a garagem para o andar onde ele morava, no elevador apertadinho. Entrei no apartamento dele e era espectacular, grande sala com abertura para o quarto, e quase enfartei, uma varanda enoooorme com vista para a torre Eiffel! Com sofázinhos e uma mesa branca, na varanda, janela envidraçada aberta, estava mesmo muito calor.


 


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Ele preparou-me o jantar. Lembro-me que era uma cena panada com ketchup, mas who cares? Serviu-me uma flûte de champanhe e fomos para a varanda com vista para a torre Eiffel beber. Já estava tão excitada com aquele ambiente.... é que vocês nem imaginam.... e o gajo ainda nem me tinha tocado... estávamos lado a lado no sofa, ele tira-me o copo da mão para o meter na mesa e começa a inclinar-se para cima de mim, mete-me uma mão firme na anca, e inclina-se mais, para me beijar na boca, beijava bem, tinha uma língua áspera, mas agradável. O toque era forte e masculino... tira-me os sapatos... tira-me as calças... e eu tão quente, tão húmida... tinha metido um fio dental, que ele puxou para o lado, e quando dei conta só senti dois dedos a penetrar-me, assim, sem aviso.... e ele fez aqueles movimentos loucos para cima e para baixo, e vim-me na mão dele. Ali, no sofá da varanda.... a olhar para a Torre Eiffel.


 


Ele pegou em mim ao colo, eu nua da parte de baixo, e ele ainda vestido, e levou-me para a cama. Despiu-me toda, lambeu-me de cima abaixo, num passe de mágica meteu um preservativo, e agarrando-me pelo pescoço, meteu-o todo em mim, e começou a foder-me toda, enquanto me agarrava com força, o pescoço e os cabelos.... não sei como é que ele fez tudo tão rápido, mas notava-se que era experiente e muito seguro de si... sabe mesmo bem estar nas mãos de alguém que sabe o que está a fazer, e admito, gosto quando não tenho que pensar em nada e é o homem que toma conta do recado... no sexo prefiro ser submissa, e este homem tinha tudo que eu preciso de um dominador.


 


Entretanto comeu-me de frente, por trás, eu vim-me muito... e quando estava de quatro cuspiu-me no rabo e meteu-me dois dedos ... enquanto me fodia... nunca tinha feito uma dupla penetração com alguém, só sozinha com os meus brinquedos, e apesar de ter sido só com os dedos, gostei mesmo muito e fiquei com o desejo secreto de, um dia, quando voltar a ter um ataque de loucura e decidir oferecer-me outro ano do foda-se, de ter uma experiência com dois homens... quem sabe um dia!


 


Depois de me foder de costas com pila e dedos, deitou-me de lado, meteu a pila dele na  minha boca e fodeu-me com as duas mãos, uma na cona, outra no cu, eu estava com todos os buracos do corpo extremamente preenchidos.... e quando eu pensava que ele se ia vir, ele pega em mim e leva-me outra vez para a varanda, toda nua, e empurra-me contra o balcão, virada para a estrada e para a torre Eiffel. Estava de pé apoiada com os cotovelos no muro, e fodeu-me mesmo ali, de pé, com força, muita força, com uma mão na minha boca para eu não gritar e outra a puxar-me os cabelos... lembro-me que até vi estrelas, e senti vertigens, porque de cada vez que olhava para baixo só via carros, muito pequeninos, em duas filas em movimento, uma amarela e outra vermelha. Devíamos estar praí no 10º andar ou algo do género.... eu devia estar drogada de prazer só pode, com as vertigens que tenho, nunca na vida, em estado normal, eu teria aceite foder naquele sítio e naquela posição... 


 


Mas foi bom, muito bom... tive o maior comboio de orgasmos da minha vida. Até lhes perdi a conta. Depois deitou-me no chão da varanda, não de quatro, mas deitada mesmo, só com o rabo para o ar, e penetrou-me no cu... eu já só sentia prazer, nada me doía, ele podia fazer de mim o que quisesse, e sabia-o, abusou de mim e do meu corpo, porque sabia que era isso que eu queria naquela noite, e que eu precisava na altura. Senti-o vir-se dentro de mim, e colapsar nas minhas costas, a respiração dele contra a minha orelha.


 


"T'as aimé?" - perguntou. Não respondi, só esbocei um sorriso de alguém que tinha acabado de correr uma maratona, e que acaba em primeiro lugar, cansada, mas feliz.


 


Levou-me para o banho, e lavou-me, eu pouco ou nada falei, só sentia a água e a espuma a deslizar no meu corpo enquanto ele me esfregava com a flor de duche. Estava em estado de êxtase, para lá das estrelas. Só queria dormir. 


 


Vesti-me e ele trouxe-me a casa na mota dele. Já passava da meia noite, estava mais perto da 1h da manhã. Lembro-me de ele me perguntar se queria ir ver a torre Eiffel, disse que sim, estivemos na base da torre, na mota dele, a alta velocidade, lembro-me de sentir o vento quente da noite de verão na cara e de pensar que em breve as luzes da torre iam desligar-se para fazer ó-ó. Lembro-me de dizer "foda-se, estou a morar em Paris!". Ele olhou para trás enquanto conduzia a mota e sorriu.


 


Deixou-me à porta de casa, desejou-me boa noite e foi-se embora. Subi para o estúdio, caí na cama ainda vestida e adormeci como uma pedra. Nunca mais o vi. No entanto, nunca mais esqueci aquela noite.


 


 

Ode ao isolamento social. Ou como ficar maluco em 5 dias.

Já não faço uma ode desde 2015, ano prolífero em inspiração, em que não só fiz uma ode ao kebab, como fiz outra ode aos tomates.


 


Vejam lá, que hoje acordei inspirada da minha vida, com aquela luz divina a cair-me nos cornos em modo angelical com direito a música de coro, e decidi escrever umas merdas no meu blog, à boa moda da dESarrumada, que aquela bitch nem sempre cá vem, mas quando vem parte a barraca toda.


 


Vamos lá?


 


Vamos pois.


 


 


Ode ao isolamento social


 


Tudo começou de um dia para o outro


O que era só uma simples gripe, segundo Emmanuel Macron,


Tranformou-se numa guerra sanitária,


E veio acabar com o famoso papel higiénico para limpar o bujon.


 


Já estou aqui que nem posso, de dormir mais de 10h por dia,


O sol esse, a trabalhar que nem um cão, já nem o via,


Mas agora ainda vejo menos, porque o velux do estúdio,


Uma limpeza já merecia.


 


Para sair, é preciso uma autorização,


Antes dava para preencher online e mostrar no telemóvel,


Mas um hacker decidiu que era a altura ideal para roubar informação,


E agora temos que copiar aquela merda toda à mão.


 


Já não escrevia tanto à mão desde a primária.


 


É a oportunidade ideal para ver séries, filmes e pornografia até cair,


O Pornhub aqui em França até já ofereceu uma conta premium gratuita.


Ok, esta quadra não vai rimar,


Mas com tanto porno em HD disponível até a patareca vai ficar aflita.


 


Se sempre quiseram testar os limites sebáceos do vosso cabelo,


esta é oportunidade perfeita.


Ver quanto tempo aguentam sem um banho.


Saber quanto é que crescem os vossos pêlos púbicos,


Podem testar aquele desodorizante zero waste, que tresanda, mas que sempre tiveram medo que os vossos colegas do work conseguissem cheirar.


 


Deixar o buço crescer até ao pescoço,


E apará-lo com o facalhão da cozinha.


Ok não se metam com o facalhão. Isso vai correr mal.


 


Qual cozinha? Não tenho. Estava só a brincar.


Já acumulei tanta tralha no estúdio que tenho que saltar obstáculos para chegar à cama.


Qual cama? Também não tenho.


É um sofá com um colchão mais fino que a pila do cachalote.


 


Não deixou saudades. Mas a experiência de quase morte que tive com ele, é tipo a experiência de morte eminente que o sistema de saúde público francês vai viver, brevemente, num hospital público perto de si. Porque entretanto os privados já deram à sola. Como em Portugal.


 


Mas isso já são outros quinhentos, como dizia a Avó Maria.


 


Pronto, isto no início rimava, já valeu pelo esforço,


Agora vou só dizer umas tretas soltas que me vierem à cabeça.


 


A minha vida tem sido:


Masturbação


Yoga


Meditação


Journalling


Visualização


Afirmações positivas


Ir comprar comida


Descer as escadas


Voltar para cima porque me esqueci da autorização


Copiar a autorização


Reparar que me enganei na data do decreto-lei


Recomeçar do zero


Escrever tudo outra vez


Tentar alegar que só tinha uma folha de papel em casa e deixar tudo entregue nas mãos de Deus


Ir às compras


Comer moelas pela terceira vez em dois dias porque é a única merda que sobra no corredor das carnes


Chegar à conclusão que o peixe aqui, para além de ser escasso, é nojento


E caro. Muito caro. Mas ainda não tão caro como o papel higiénico.


Esta gente pensa que o mundo vai acabar se não tiverem o rabo limpo?


Ou foi porque o Pornhub ofereceu um mês de premium grátis?


Não me digam que o papel higiénico é para se limparem depois?


 


Ok, foda-se, esta ode já descambou.


 


Vou só ali dormir a quarta sesta do dia.


 


E rezar para que a minha saúde mental aguente este isolamento em 12 metros quadrados.


 


Ontem bebi alcool sozinha, pela primeira vez na vida.


 


E ainda só vamos no 5º dia.


 


Arre foda-se.


 


Rogai por nós, irmões.


 


Beijo na bunda! 



 


 

Ode ao isolamento social. Ou como ficar maluco em 5 dias.

Já não faço uma ode desde 2015, ano prolífero em inspiração, em que não só fiz uma ode ao kebab, como fiz outra ode aos tomates.


 


Vejam lá, que hoje acordei inspirada da minha vida, com aquela luz divina a cair-me nos cornos em modo angelical com direito a música de coro, e decidi escrever umas merdas no meu blog, à boa moda da dESarrumada, que aquela bitch nem sempre cá vem, mas quando vem parte a barraca toda.


 


Vamos lá?


 


Vamos pois.


 


 


Ode ao isolamento social


 


Tudo começou de um dia para o outro


O que era só uma simples gripe, segundo Emmanuel Macron,


Tranformou-se numa guerra sanitária,


E veio acabar com o famoso papel higiénico para limpar o bujon.


 


Já estou aqui que nem posso, de dormir mais de 10h por dia,


O sol esse, a trabalhar que nem um cão, já nem o via,


Mas agora ainda vejo menos, porque o velux do estúdio,


Uma limpeza já merecia.


 


Para sair, é preciso uma autorização,


Antes dava para preencher online e mostrar no telemóvel,


Mas um hacker decidiu que era a altura ideal para roubar informação,


E agora temos que copiar aquela merda toda à mão.


 


Já não escrevia tanto à mão desde a primária.


 


É a oportunidade ideal para ver séries, filmes e pornografia até cair,


O Pornhub aqui em França até já ofereceu uma conta premium gratuita.


Ok, esta quadra não vai rimar,


Mas com tanto porno em HD disponível até a patareca vai ficar aflita.


 


Se sempre quiseram testar os limites sebáceos do vosso cabelo,


esta é oportunidade perfeita.


Ver quanto tempo aguentam sem um banho.


Saber quanto é que crescem os vossos pêlos púbicos,


Podem testar aquele desodorizante zero waste, que tresanda, mas que sempre tiveram medo que os vossos colegas do work conseguissem cheirar.


 


Deixar o buço crescer até ao pescoço,


E apará-lo com o facalhão da cozinha.


Ok não se metam com o facalhão. Isso vai correr mal.


 


Qual cozinha? Não tenho. Estava só a brincar.


Já acumulei tanta tralha no estúdio que tenho que saltar obstáculos para chegar à cama.


Qual cama? Também não tenho.


É um sofá com um colchão mais fino que a pila do cachalote.


 


Não deixou saudades. Mas a experiência de quase morte que tive com ele, é tipo a experiência de morte eminente que o sistema de saúde público francês vai viver, brevemente, num hospital público perto de si. Porque entretanto os privados já deram à sola. Como em Portugal.


 


Mas isso já são outros quinhentos, como dizia a Avó Maria.


 


Pronto, isto no início rimava, já valeu pelo esforço,


Agora vou só dizer umas tretas soltas que me vierem à cabeça.


 


A minha vida tem sido:


Masturbação


Yoga


Meditação


Journalling


Visualização


Afirmações positivas


Ir comprar comida


Descer as escadas


Voltar para cima porque me esqueci da autorização


Copiar a autorização


Reparar que me enganei na data do decreto-lei


Recomeçar do zero


Escrever tudo outra vez


Tentar alegar que só tinha uma folha de papel em casa e deixar tudo entregue nas mãos de Deus


Ir às compras


Comer moelas pela terceira vez em dois dias porque é a única merda que sobra no corredor das carnes


Chegar à conclusão que o peixe aqui, para além de ser escasso, é nojento


E caro. Muito caro. Mas ainda não tão caro como o papel higiénico.


Esta gente pensa que o mundo vai acabar se não tiverem o rabo limpo?


Ou foi porque o Pornhub ofereceu um mês de premium grátis?


Não me digam que o papel higiénico é para se limparem depois?


 


Ok, foda-se, esta ode já descambou.


 


Vou só ali dormir a quarta sesta do dia.


 


E rezar para que a minha saúde mental aguente este isolamento em 12 metros quadrados.


 


Ontem bebi alcool sozinha, pela primeira vez na vida.


 


E ainda só vamos no 5º dia.


 


Arre foda-se.


 


Rogai por nós, irmões.


 


Beijo na bunda! 



 


 

sexta-feira, 20 de março de 2020

Ausência e isolamento social.

Tenho andado muito ausente do blog... sim, e desta vez não é por falta de tempo, porque disso tenho tido imenso. Estou desde segunda-feira em Paris, fechada no meu estúdio... e não tenho feito nada mais nada menos do que tudo que sempre quis fazer, dormir, ler, ver séries e trabalhar no meu futuro projecto online. Que nada terá a ver com este blog, apesar da minha essência continuar a ser a mesma, por lá.


 


Esta quarentena ou isolamento social, como lhe queiram chamar.... só veio confirmar na minha cabeça, algo que já sabia: precisamos todos uns dos outros. Precisamos dos pequenos prazeres da vida, tanto ou mais, do que dos grandes prazeres da vida. Deixo ao critério de cada um escolher um pequeno e um grande prazer para a sua vida. Eu já escolhi os meus.


 


Beijo na bunda! 

Ausência e isolamento social.

Tenho andado muito ausente do blog... sim, e desta vez não é por falta de tempo, porque disso tenho tido imenso. Estou desde segunda-feira em Paris, fechada no meu estúdio... e não tenho feito nada mais nada menos do que tudo que sempre quis fazer, dormir, ler, ver séries e trabalhar no meu futuro projecto online. Que nada terá a ver com este blog, apesar da minha essência continuar a ser a mesma, por lá.


 


Esta quarentena ou isolamento social, como lhe queiram chamar.... só veio confirmar na minha cabeça, algo que já sabia: precisamos todos uns dos outros. Precisamos dos pequenos prazeres da vida, tanto ou mais, do que dos grandes prazeres da vida. Deixo ao critério de cada um escolher um pequeno e um grande prazer para a sua vida. Eu já escolhi os meus.


 


Beijo na bunda! 

domingo, 8 de março de 2020

Cantinho dos haters #4

 


Screenshot_20200308_002234.jpg


Não sei quem és, apesar de desconfiar, mas espero que consigas resolver esse sofrimento que guardas dentro de ti.


 


Um namaste 🙏🏻


 


Os beijos estão proibidos #coronavirusnatuabunda

Cantinho dos haters #4

 


Screenshot_20200308_002234.jpg


Não sei quem és, apesar de desconfiar, mas espero que consigas resolver esse sofrimento que guardas dentro de ti.


 


Um namaste 🙏🏻


 


Os beijos estão proibidos #coronavirusnatuabunda

sábado, 7 de março de 2020

Quarto date.

Quarto date com o Ti... E a gostar tanto de sair com ele.


Ontem fomos passear ali para os lados de République e comemos num restaurante top... O date acabou em casa dele... Numa noite de sexo tórrido... Uma vez... Duas vezes... Très vezes já de manhã. Sabe tão bem estar com um homem que não nos tira as mãos de cima. E que gosta de dormir agarradinho, e dar as mãos, e olhar olhos nos olhos... Ai, opah... Com vontade que esta sensação dure para sempre. 

Quarto date.

Quarto date com o Ti... E a gostar tanto de sair com ele.


Ontem fomos passear ali para os lados de République e comemos num restaurante top... O date acabou em casa dele... Numa noite de sexo tórrido... Uma vez... Duas vezes... Très vezes já de manhã. Sabe tão bem estar com um homem que não nos tira as mãos de cima. E que gosta de dormir agarradinho, e dar as mãos, e olhar olhos nos olhos... Ai, opah... Com vontade que esta sensação dure para sempre. 

sexta-feira, 6 de março de 2020

quarta-feira, 4 de março de 2020

La la land.

Já vos falei imensas vezes no comboio de orgasmos pelo qual sou abençoada quando me masturbo ou faço amor. Hoje vou falar do meu comboio de dates.


 


A psicóloga aconselhou-me a ver vários rapazes ao mesmo tempo, para não me focar só num. Num dos meus comboios de dates, sai com o Manu, com o Ti e com o Ed na mesma semana. Mas o Tu foi o que mais me marcou... Voltei a tentar sair com o Manu, mas não senti nada. Entretanto no segundo date com o Ti fomos lanchar numa Coffee Shop, depois fomos ao cinema, jantámos no Burger King e depois fomos para casa dele.


 


Não vou entrar em detalhes porque estou com muito sono... Mas este rapaz é especial, sinto-o, temos muito pouco em comum a nível de gostos, mas os valores essenciais parecem estar lá. Hoje vim do terceiro date com ele, fomos comer fondue em Montmartre. E adorei, enfardámos bastante e divertimo-nos imenso. Acompanhei-o ao metro e pelo caminho ele só me dava abraços e beijos, é um beijoqueiro este rapaz, e eu gosto.


 


Entretanto fiquei sem vontade de continuar o comboio de dates e ver o que é que isto pode dar com ele... Vamos lá ver...


 


 

La la land.

Já vos falei imensas vezes no comboio de orgasmos pelo qual sou abençoada quando me masturbo ou faço amor. Hoje vou falar do meu comboio de dates.


 


A psicóloga aconselhou-me a ver vários rapazes ao mesmo tempo, para não me focar só num. Num dos meus comboios de dates, sai com o Manu, com o Ti e com o Ed na mesma semana. Mas o Tu foi o que mais me marcou... Voltei a tentar sair com o Manu, mas não senti nada. Entretanto no segundo date com o Ti fomos lanchar numa Coffee Shop, depois fomos ao cinema, jantámos no Burger King e depois fomos para casa dele.


 


Não vou entrar em detalhes porque estou com muito sono... Mas este rapaz é especial, sinto-o, temos muito pouco em comum a nível de gostos, mas os valores essenciais parecem estar lá. Hoje vim do terceiro date com ele, fomos comer fondue em Montmartre. E adorei, enfardámos bastante e divertimo-nos imenso. Acompanhei-o ao metro e pelo caminho ele só me dava abraços e beijos, é um beijoqueiro este rapaz, e eu gosto.


 


Entretanto fiquei sem vontade de continuar o comboio de dates e ver o que é que isto pode dar com ele... Vamos lá ver...


 


 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...