quarta-feira, 30 de maio de 2018

Notas para mim própria sobre as consultas com a psicóloga...

Hoje tive a minha segunda consulta na psicóloga. Vou apontar aqui algumas coisas sobre as quais falámos para não me esquecer e para vir ler nos momentos em que a ansiedade bater mais forte. Ela é muito simpática, e acho-a muito terra a terra, não é daquelas pessoas de meter paninhos quentes e gosto disso. Vou começar pelo que eu disse, e ao lado a resposta dela.


 


"Não consigo tomar decisões, fico com medo de me arrepender e penso nos caminhos todos que podia ter escolhido" - "Decidir implica renunciar algo, qualquer que seja a escolha que faça, vai sempre perder algo. O que vamos trabalhar aqui,é você ter essa noção e isso não a afectar".


 


"Sinto que a minha cabeça é uma sopa de ideias, e que não me consigo organizar" - "Você tem boas ideias e já teve coragem de realizar muitas. É só arrumar a sopa e vai voltar a ser como era antes".


 


"Não sou corajosa o suficiente para sair desta cidade e da zona de conforto que criei aqui" - "Já olhou para si? Veio sozinha para outro país, largou a maior zona de conforto que alguma vez teve na vida, onde tinha a sua família e amigos. E agora, o que a faz pensar que não conseguiria largar uma cidade onde não tem nada que a prenda?".


 


"Acho que uma vida inteira não é suficiente para fazer tudo que quero fazer" - "Para pessoas como você, nem que lhe dessemos mais 100 anos de vida, 200 anos ao todo, até isso não acharia suficiente para fazer tudo o que quer fazer".


 


 


E para já foi isto... para o mês que vem volto cá com os insights da próxima consulta...

Notas para mim própria sobre as consultas com a psicóloga...

Hoje tive a minha segunda consulta na psicóloga. Vou apontar aqui algumas coisas sobre as quais falámos para não me esquecer e para vir ler nos momentos em que a ansiedade bater mais forte. Ela é muito simpática, e acho-a muito terra a terra, não é daquelas pessoas de meter paninhos quentes e gosto disso. Vou começar pelo que eu disse, e ao lado a resposta dela.


 


"Não consigo tomar decisões, fico com medo de me arrepender e penso nos caminhos todos que podia ter escolhido" - "Decidir implica renunciar algo, qualquer que seja a escolha que faça, vai sempre perder algo. O que vamos trabalhar aqui,é você ter essa noção e isso não a afectar".


 


"Sinto que a minha cabeça é uma sopa de ideias, e que não me consigo organizar" - "Você tem boas ideias e já teve coragem de realizar muitas. É só arrumar a sopa e vai voltar a ser como era antes".


 


"Não sou corajosa o suficiente para sair desta cidade e da zona de conforto que criei aqui" - "Já olhou para si? Veio sozinha para outro país, largou a maior zona de conforto que alguma vez teve na vida, onde tinha a sua família e amigos. E agora, o que a faz pensar que não conseguiria largar uma cidade onde não tem nada que a prenda?".


 


"Acho que uma vida inteira não é suficiente para fazer tudo que quero fazer" - "Para pessoas como você, nem que lhe dessemos mais 100 anos de vida, 200 anos ao todo, até isso não acharia suficiente para fazer tudo o que quer fazer".


 


 


E para já foi isto... para o mês que vem volto cá com os insights da próxima consulta...

O meu avô é o mais forte #2

Nem acredito que já passaram quase dois meses desde que falei aqui sobre o AVC do meu avô. O tempo passa a correr.


 


Tem recuperado aos pouquinhos, já mexe um bocadinho o lado direito do corpo, mas falar, não fala nada. E não conseguimos ter noção daquilo que ele percebe ou não. Lido com casos destes todos os dias, mas quando é um membro da minha família a coisa pia mais fininho. 4 anos de licenciatura mais, o que já vai sendo uma catrefada de anos de experiência em neurologia, não servem de nada. É o meu avô, porra. Uma pessoa volta a ter 5 anos. Só queria ter uma varinha mágica e ajudá-lo a ficar melhor, com pózinhos de perlim-pim-pim.


 


Entretanto, fui a Portugal no final do mês de Abril festejar os meus anos com a minha família. E entre visitas no hospital, receber notícias da minha avó que vai vê-lo todos os dias com vários membros da família - o hospital ainda fica longe de onde os meus pais e avós moram, e as pessoas revezam-se para ir lá vê-lo - não foi fácil. Nada disto foi fácil. Ainda fizemos um jantar pelo meu aniversário, mas ver o lugar dele à cabeceira da mesa vazio... Fogo, que aperto no peito. Que medo de que as coisas não estabilizem ou que volte a acontecer.


 


Entretanto começaram as questões familiares e económicas. Para onde vai? Quem vai tomar conta do senhor? Quem vai pagar? Aquelas perguntas que acontecem nas famílias todas, acabam por ser naturais quando há alguém doente/muito idoso, mas que deixam sempre aquele gosto amargo na boca. Nunca ninguém se imagina numa situação destas, nunca ninguém quer lá chegar. A idade e a doença deviam ficar sempre longe.


 


Ontem soube que foi para o lar da nossa terrinha, está em lista de espera para uma Unidade de Cuidados Continuados. Já está mais perto. A minha avó, a avó Maria, já pode ir vê-lo a pé, com a bengalita a ajudar. E ele chora quando vê toda a gente ali, chora quando lhe dizem que está a 5 minutos de casa, faz um gesto com a mão como que a dizer "levem-me com vocês" quando as visitas estão a ir embora.  Estar longe e não poder ajudar só dificulta mais as coisas. Nada disto é fácil, mas levemos um dia de cada vez.


 

O meu avô é o mais forte #2

Nem acredito que já passaram quase dois meses desde que falei aqui sobre o AVC do meu avô. O tempo passa a correr.


 


Tem recuperado aos pouquinhos, já mexe um bocadinho o lado direito do corpo, mas falar, não fala nada. E não conseguimos ter noção daquilo que ele percebe ou não. Lido com casos destes todos os dias, mas quando é um membro da minha família a coisa pia mais fininho. 4 anos de licenciatura mais, o que já vai sendo uma catrefada de anos de experiência em neurologia, não servem de nada. É o meu avô, porra. Uma pessoa volta a ter 5 anos. Só queria ter uma varinha mágica e ajudá-lo a ficar melhor, com pózinhos de perlim-pim-pim.


 


Entretanto, fui a Portugal no final do mês de Abril festejar os meus anos com a minha família. E entre visitas no hospital, receber notícias da minha avó que vai vê-lo todos os dias com vários membros da família - o hospital ainda fica longe de onde os meus pais e avós moram, e as pessoas revezam-se para ir lá vê-lo - não foi fácil. Nada disto foi fácil. Ainda fizemos um jantar pelo meu aniversário, mas ver o lugar dele à cabeceira da mesa vazio... Fogo, que aperto no peito. Que medo de que as coisas não estabilizem ou que volte a acontecer.


 


Entretanto começaram as questões familiares e económicas. Para onde vai? Quem vai tomar conta do senhor? Quem vai pagar? Aquelas perguntas que acontecem nas famílias todas, acabam por ser naturais quando há alguém doente/muito idoso, mas que deixam sempre aquele gosto amargo na boca. Nunca ninguém se imagina numa situação destas, nunca ninguém quer lá chegar. A idade e a doença deviam ficar sempre longe.


 


Ontem soube que foi para o lar da nossa terrinha, está em lista de espera para uma Unidade de Cuidados Continuados. Já está mais perto. A minha avó, a avó Maria, já pode ir vê-lo a pé, com a bengalita a ajudar. E ele chora quando vê toda a gente ali, chora quando lhe dizem que está a 5 minutos de casa, faz um gesto com a mão como que a dizer "levem-me com vocês" quando as visitas estão a ir embora.  Estar longe e não poder ajudar só dificulta mais as coisas. Nada disto é fácil, mas levemos um dia de cada vez.


 

terça-feira, 29 de maio de 2018

Eu a ficar rica.

Se eu fosse tão poupada nas duas primeiras semanas do mês como sou durante as duas últimas, por esta altura já estaria a caminho da riqueza. Como não tem sido o caso, vou ficar por aqui a esgravatar as prateleiras do frigorífico à procura de algo para comer hoje ao jantar. Por enquanto encontrei dois ovos, um tomate e uma cenoura assim metade mole, metade podre. Podia ser pior. Que seja então uma omelete de legumes para o jantar. 


 


ficar_rico.jpg


 

Eu a ficar rica.

Se eu fosse tão poupada nas duas primeiras semanas do mês como sou durante as duas últimas, por esta altura já estaria a caminho da riqueza. Como não tem sido o caso, vou ficar por aqui a esgravatar as prateleiras do frigorífico à procura de algo para comer hoje ao jantar. Por enquanto encontrei dois ovos, um tomate e uma cenoura assim metade mole, metade podre. Podia ser pior. Que seja então uma omelete de legumes para o jantar. 


 


ficar_rico.jpg


 

sábado, 26 de maio de 2018

Bonequinha.

Ela vestiu-se toda como já há muito tempo não vestia. Calças de ganga justinhas e com cintura baixa, um top de alças azul, com rendas brancas na zona do decote em V. Meteu um perfume que tinha lá por casa, até pensou que já tivesse perdido o cheiro, mas estava na mesma, Mango temptation da Victoria's Secret, uma aposta vencedora, pois sabia que ele gostava de cheiros doces. "És o meu docinho" dizia-lhe ele com uma voz paternalista, do alto dos seus mais de 20 anos de diferença. Naquele fim-de-semana a mensagem não chegou à hora prevista, costumava ser à sexta-feira por volta das 21 horas, "Encontro na rua X, às 23 horas". Já era meia noite, ela estava a ficar ansiosa e com receio. "Deve ter tido algum imprevisto com a mulher ou o filho, só pode." Ou então não queria vê-la, queria acabar com tudo. O aperto no peito começou e durou a noite toda. Era a primeira vez que ele se atrasava assim. A ânsia foi aumentando, o sábado, esse passou-o a olhar para o telemóvel de 5 em 5 minutos . Às 15 horas masturbou-se a pensar nele e em todas as coisas que lhe fizera no fim-de-semana anterior. Ele excitava-a. Talvez pelo facto de ser mais velho e experiente, melhor na cama do que qualquer rapaz que já tivera na sua vida. Todos uns meninos comparados com ele. Nenhum a fazia sentir-se tão especial como ele. Afinal, era a única rapariga da sua turma que podia gabar-se de andar a dormir com o professor de Cálculo II. A mensagem chegou pelas 20 horas. "Hoje vou foder-te no hotel da Avenida, espera-me às 23h junto ao banco." E com impaciência ela esperou, aperaltando-se toda para agradar a este homem que quase perdeu. Estava com medo de já não ser a única, e por isso hoje ia, mais uma vez, ser a bonequinha dele, deixá-lo fazer-lhe tudo que ele quisesse.


 

Bonequinha.

Ela vestiu-se toda como já há muito tempo não vestia. Calças de ganga justinhas e com cintura baixa, um top de alças azul, com rendas brancas na zona do decote em V. Meteu um perfume que tinha lá por casa, até pensou que já tivesse perdido o cheiro, mas estava na mesma, Mango temptation da Victoria's Secret, uma aposta vencedora, pois sabia que ele gostava de cheiros doces. "És o meu docinho" dizia-lhe ele com uma voz paternalista, do alto dos seus mais de 20 anos de diferença. Naquele fim-de-semana a mensagem não chegou à hora prevista, costumava ser à sexta-feira por volta das 21 horas, "Encontro na rua X, às 23 horas". Já era meia noite, ela estava a ficar ansiosa e com receio. "Deve ter tido algum imprevisto com a mulher ou o filho, só pode." Ou então não queria vê-la, queria acabar com tudo. O aperto no peito começou e durou a noite toda. Era a primeira vez que ele se atrasava assim. A ânsia foi aumentando, o sábado, esse passou-o a olhar para o telemóvel de 5 em 5 minutos . Às 15 horas masturbou-se a pensar nele e em todas as coisas que lhe fizera no fim-de-semana anterior. Ele excitava-a. Talvez pelo facto de ser mais velho e experiente, melhor na cama do que qualquer rapaz que já tivera na sua vida. Todos uns meninos comparados com ele. Nenhum a fazia sentir-se tão especial como ele. Afinal, era a única rapariga da sua turma que podia gabar-se de andar a dormir com o professor de Cálculo II. A mensagem chegou pelas 20 horas. "Hoje vou foder-te no hotel da Avenida, espera-me às 23h junto ao banco." E com impaciência ela esperou, aperaltando-se toda para agradar a este homem que quase perdeu. Estava com medo de já não ser a única, e por isso hoje ia, mais uma vez, ser a bonequinha dele, deixá-lo fazer-lhe tudo que ele quisesse.


 

E se o universo tiver algo melhor preparado para ti?

Quem me vai seguindo regularmente sabe que sofro bastante com ansiedade e que ando a tentar controlar melhor esse aspecto da minha vida.


 


Fisicamente tenho andado melhor, sinto menos aquele aperto no peito, falta de ar e reviravolta na barriga. Mas os pensamentos em loop, esses ainda não consegui livrar-me deles. Começa com uma coisinha parva do dia-a-dia, e vai aumentando qual bola de neve, até estar a questionar-me sobre todas as minhas decisões de vida e achar que decidi tudo mal e a minha vida vai de mal a pior.


 


O que me tem ajudado é dizer "basta" antes que os pensamentos saiam do campo "o que aconteceu hoje" e passem para o campo "o que aconteceu ou vai acontecer a minha vida toda".


 


Isto tem ajudado. Como faço para sair do loop? Vou ver vídeos, ver uma serie, fazer desporto, ligar à minha mãe, ler um livro alegre. Tudo vale nesses momentos em que o mais importante é "quebrar" o ciclo e levar o pensamento para o "agora". Cheguei também à conclusão de que muita da minha frustração é porque a vida não tem correspondido às expectativas e ideais que criei para ela... mas... e se a vida tem algo de muito melhor planeado para mim? E se, ao querer tanto "aquela" coisa, não estou a deixar que a vida me traga "outra" coisa, que até me poderia deixar mais feliz?


 


Dou um exemplo parvo, mas que já me aconteceu. Às vezes, antes de irmos a um restaurante, passamos o dia todo a pensar na pizza quatro queijos que vamos pedir. Porque achamos que naquele dia é mesmo aquilo que nos vai cair bem. Chegamos lá, pedimos o raio da pizza sem nem sequer olhar para o menu e ver as outras opções. Depois, já com o pedido feito, olhamos para a sugestão do dia e vemos que, nesse dia, havia pizza com ananás disponível, o que não costuma haver. Ora bem, a pizza quatro queijos passa de repente a saber menos bem... estávamos tão convencidos que era aquilo que queríamos que nem deixámos a porta aberta para o ananás refrescar a nossa vida.


 


O que acontece na vida é que muitas das vezes nem chegamos a saber que a pizza com ananás poderia ter existido. Estávamos tão focados à procura da pizza com queijo que nem olhámos à nossa volta. Não sei se consegui explicar bem o exemplo, mas isto na minha cabeça fez muito sentido, juro.


 


No outro dia, estava a ver um vídeo da  Paula Abreuyoutuber brasileira que aborda muito o tema da lei da atracção - e ela falava sobre a especificidade dos nossos pedidos. Afinal, ser específico nos nossos desejos ajuda ou atrapalha?


 


Podia fazer um resumo do vídeo. Mas acho que deixar aqui o vídeo para vocês verem com os vossos próprios olhos vai ajudar mais. Fiquei cansada com aquele raciocínio rebuscado para o exemplo da pizza e, para além disso, esta conversa toda deu-me fome. 


 



 

E se o universo tiver algo melhor preparado para ti?

Quem me vai seguindo regularmente sabe que sofro bastante com ansiedade e que ando a tentar controlar melhor esse aspecto da minha vida.


 


Fisicamente tenho andado melhor, sinto menos aquele aperto no peito, falta de ar e reviravolta na barriga. Mas os pensamentos em loop, esses ainda não consegui livrar-me deles. Começa com uma coisinha parva do dia-a-dia, e vai aumentando qual bola de neve, até estar a questionar-me sobre todas as minhas decisões de vida e achar que decidi tudo mal e a minha vida vai de mal a pior.


 


O que me tem ajudado é dizer "basta" antes que os pensamentos saiam do campo "o que aconteceu hoje" e passem para o campo "o que aconteceu ou vai acontecer a minha vida toda".


 


Isto tem ajudado. Como faço para sair do loop? Vou ver vídeos, ver uma serie, fazer desporto, ligar à minha mãe, ler um livro alegre. Tudo vale nesses momentos em que o mais importante é "quebrar" o ciclo e levar o pensamento para o "agora". Cheguei também à conclusão de que muita da minha frustração é porque a vida não tem correspondido às expectativas e ideais que criei para ela... mas... e se a vida tem algo de muito melhor planeado para mim? E se, ao querer tanto "aquela" coisa, não estou a deixar que a vida me traga "outra" coisa, que até me poderia deixar mais feliz?


 


Dou um exemplo parvo, mas que já me aconteceu. Às vezes, antes de irmos a um restaurante, passamos o dia todo a pensar na pizza quatro queijos que vamos pedir. Porque achamos que naquele dia é mesmo aquilo que nos vai cair bem. Chegamos lá, pedimos o raio da pizza sem nem sequer olhar para o menu e ver as outras opções. Depois, já com o pedido feito, olhamos para a sugestão do dia e vemos que, nesse dia, havia pizza com ananás disponível, o que não costuma haver. Ora bem, a pizza quatro queijos passa de repente a saber menos bem... estávamos tão convencidos que era aquilo que queríamos que nem deixámos a porta aberta para o ananás refrescar a nossa vida.


 


O que acontece na vida é que muitas das vezes nem chegamos a saber que a pizza com ananás poderia ter existido. Estávamos tão focados à procura da pizza com queijo que nem olhámos à nossa volta. Não sei se consegui explicar bem o exemplo, mas isto na minha cabeça fez muito sentido, juro.


 


No outro dia, estava a ver um vídeo da  Paula Abreuyoutuber brasileira que aborda muito o tema da lei da atracção - e ela falava sobre a especificidade dos nossos pedidos. Afinal, ser específico nos nossos desejos ajuda ou atrapalha?


 


Podia fazer um resumo do vídeo. Mas acho que deixar aqui o vídeo para vocês verem com os vossos próprios olhos vai ajudar mais. Fiquei cansada com aquele raciocínio rebuscado para o exemplo da pizza e, para além disso, esta conversa toda deu-me fome. 


 



 

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Férias em Faro: outra vez!

Daqui a exactamente 29 dias o meu corpinho vai estar estendido numa praia qualquer no Algarve.


Vou voltar a visitar Faro, desta vez sozinha, porque adorei a cidade e fiquei cheia de vontade de lá voltar. Adoro sentir-me uma turista no meu próprio país e conhecer sítios novos. Ainda não decidi o roteiro todo, só sei que estou a pensar passar o dia sempre numa praia diferente. E conhecer aqueles spots mesmo giros no meio da natureza. 


Por isso, quem conhecer o Algarve e souber de sítios porreiros facilmente acessíveis em transportes públicos a partir de Faro ou Lagos (também vou fazer uma paragem por lá) digam alguma coisa. 


Engraçado, que mesmo quando se repetem destinos de férias, há sempre tanta coisa nova para fazer e ver. Nunca se fazem duas viagens exactamente iguais. E isso reconforta-me, porque adoro voltar onde já fui feliz.


 


Beijos na bunda! 


 

Férias em Faro: outra vez!

Daqui a exactamente 29 dias o meu corpinho vai estar estendido numa praia qualquer no Algarve.


Vou voltar a visitar Faro, desta vez sozinha, porque adorei a cidade e fiquei cheia de vontade de lá voltar. Adoro sentir-me uma turista no meu próprio país e conhecer sítios novos. Ainda não decidi o roteiro todo, só sei que estou a pensar passar o dia sempre numa praia diferente. E conhecer aqueles spots mesmo giros no meio da natureza. 


Por isso, quem conhecer o Algarve e souber de sítios porreiros facilmente acessíveis em transportes públicos a partir de Faro ou Lagos (também vou fazer uma paragem por lá) digam alguma coisa. 


Engraçado, que mesmo quando se repetem destinos de férias, há sempre tanta coisa nova para fazer e ver. Nunca se fazem duas viagens exactamente iguais. E isso reconforta-me, porque adoro voltar onde já fui feliz.


 


Beijos na bunda! 


 

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Está oficialmente aberta a época do escaldão.

Eu lembro-me que isto também acontecia em Portugal assim que começam os dias de sol, mas não me lembro de ser um fenómeno tão marcado como aqui. Ou então estou com amnésia selectiva e já me esqueci de como era antes. De qualquer forma, aposto que toda a gente conhece um ou vários maluquinhos do bronze e que se vão identificar com este texto.


 


Hoje vou falar-vos de um fenómeno que observo aqui por França mal começam os dias de sol: a seguir ao primeiro fim-de-semana de sol, TODA a gente (ou quase vá), parece ter apanhado o maior escaldão das suas vidas.


 


Este fim-de-semana foi prolongado (na segunda foi feriado) e esteve sol. Ora aí está a combinação perfeita para a ideia de génio "vamos lá apanhar um escaldão rapidinho, para ver se o bronze começa a florescer e a ver se perco esta cor de lula deslavada".


 


Aquilo foi ver pessoas em modo lagosta no trabalho, nas compras, na rua. Toda a gente decidiu queimar os coiratos este fim-de-semana. E este fenómeno acontece todos os santos anos. Há pessoas muito mais branquelas que eu (com um tipo de pele que não bronzeia com tanta facilidade) e já estão vermelhos que nem tomates. Já tive direito a ouvir comentários "ah e tal, estou mais morena que a portuguesa". Esta é outra crença comum por aqui, para muita gente que conheço, ser português é o equivalente a estar bronzeado o ano todo.


 


Minha gente, ir para a o rio/quintal/esplanada/parque/jardim, apanhar sol encharcados com aqueles óleos de bronzear não é, de todo, saudável. Qual é a pressa para apanhar sol à maluca só para "começar o bronze"? O que é que se ganha com isto?


 


Depois é passar o inverno a ouvir as pessoas queixarem-se de que estão a ficar com rugas. Ah e tal tu és portuguesa tiveste mais sorte na pele que tens. Não, eu meto protector 50+ sempre que estou ao sol. Evito estar ao sol nas horas de maior calor e ficar ali a tostar como se não houvesse amanhã. E já liguei muito mais ao facto de andar bronzeada (apercebi-me de que o bronze anual é temporário, mas chegar aos 50 com uma cara de 40 só depende de cada um).


 


Sim, eu sei que há muito de genética no meio disto tudo, mas ter alguém com 23 anos a dizer-me que está a ficar com rugas por causa da genética, quando eu sei que é daquelas que apanha o seu escaldão todos os santos verões, não admito. Vá, este é daqueles assuntos que me deixam com o pêlo eriçado. E olhem que tenho muitos.


 


Já dizia o outro "cada um é responsável pela cara que tem aos 50 anos". E eu cá digo ámen.


 

Está oficialmente aberta a época do escaldão.

Eu lembro-me que isto também acontecia em Portugal assim que começam os dias de sol, mas não me lembro de ser um fenómeno tão marcado como aqui. Ou então estou com amnésia selectiva e já me esqueci de como era antes. De qualquer forma, aposto que toda a gente conhece um ou vários maluquinhos do bronze e que se vão identificar com este texto.


 


Hoje vou falar-vos de um fenómeno que observo aqui por França mal começam os dias de sol: a seguir ao primeiro fim-de-semana de sol, TODA a gente (ou quase vá), parece ter apanhado o maior escaldão das suas vidas.


 


Este fim-de-semana foi prolongado (na segunda foi feriado) e esteve sol. Ora aí está a combinação perfeita para a ideia de génio "vamos lá apanhar um escaldão rapidinho, para ver se o bronze começa a florescer e a ver se perco esta cor de lula deslavada".


 


Aquilo foi ver pessoas em modo lagosta no trabalho, nas compras, na rua. Toda a gente decidiu queimar os coiratos este fim-de-semana. E este fenómeno acontece todos os santos anos. Há pessoas muito mais branquelas que eu (com um tipo de pele que não bronzeia com tanta facilidade) e já estão vermelhos que nem tomates. Já tive direito a ouvir comentários "ah e tal, estou mais morena que a portuguesa". Esta é outra crença comum por aqui, para muita gente que conheço, ser português é o equivalente a estar bronzeado o ano todo.


 


Minha gente, ir para a o rio/quintal/esplanada/parque/jardim, apanhar sol encharcados com aqueles óleos de bronzear não é, de todo, saudável. Qual é a pressa para apanhar sol à maluca só para "começar o bronze"? O que é que se ganha com isto?


 


Depois é passar o inverno a ouvir as pessoas queixarem-se de que estão a ficar com rugas. Ah e tal tu és portuguesa tiveste mais sorte na pele que tens. Não, eu meto protector 50+ sempre que estou ao sol. Evito estar ao sol nas horas de maior calor e ficar ali a tostar como se não houvesse amanhã. E já liguei muito mais ao facto de andar bronzeada (apercebi-me de que o bronze anual é temporário, mas chegar aos 50 com uma cara de 40 só depende de cada um).


 


Sim, eu sei que há muito de genética no meio disto tudo, mas ter alguém com 23 anos a dizer-me que está a ficar com rugas por causa da genética, quando eu sei que é daquelas que apanha o seu escaldão todos os santos verões, não admito. Vá, este é daqueles assuntos que me deixam com o pêlo eriçado. E olhem que tenho muitos.


 


Já dizia o outro "cada um é responsável pela cara que tem aos 50 anos". E eu cá digo ámen.


 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

10 coisas parvas que me dão uma vontade de procrastinar inexplicável

1. Ralar cenoura. Quase que prefiro cortá-la aos cubos e meter assim na salada do que ir buscar o ralador.


2. Lavar e cortar alface. Acho uma seca estar ali a lavar folha por folha.


3. Tirar os cabelos do ralo da banheira depois do banho. Esta não tem explicação.


4. Limpar aquele pedaço de pasta dos dentes que caiu no lavatório. Esta também não tem explicação.


5. Atar o saco do lixo antes de o levar à rua (curiosamente, se alguém o atar por mim, não me custa nada levá-lo).


6. Lavar aquele coiso da cozinha que serve para esmagar alho (sim, o coiso que tem aqueles buraquinhos todos e parece um quebra-nozes).


7. Arrumar o saco das compras depois de tirar as compras. Fica ali a falecer no chão da cozinha até às próximas compras.


8. Deitar fora os recibos das compras que ficam a ganhar teias de aranha na carteira. "O que? Gastei isto tudo em chocolate no dia 19 de Fevereiro de 2016???"


9. Desligar o candeeiro da mesinha de cabeceira se já estiver quase a adormecer virada para o outro lado da cama. Sim, já adormeci com a luz ligada por causa desta preguiça.


10. Responder a um email que ache que me vai demorar mais tempo a escrever do que o normal. Até no trabalho isto me acontece.


 


 


Se alguém tiver uma explicação ou se identificar com estes factos estranhos sobre a minha pessoa, não hesite em deixar aqui um comentário. A quem resolver estes problemas, ficar-vos-ei eternamente grata. Não que isto afecte demasiado a minha vida, mas como costuma dizer a minha avó Maria "elas não matam, mas moem!"


 


 


Beijo na bunda! 

10 coisas parvas que me dão uma vontade de procrastinar inexplicável

1. Ralar cenoura. Quase que prefiro cortá-la aos cubos e meter assim na salada do que ir buscar o ralador.


2. Lavar e cortar alface. Acho uma seca estar ali a lavar folha por folha.


3. Tirar os cabelos do ralo da banheira depois do banho. Esta não tem explicação.


4. Limpar aquele pedaço de pasta dos dentes que caiu no lavatório. Esta também não tem explicação.


5. Atar o saco do lixo antes de o levar à rua (curiosamente, se alguém o atar por mim, não me custa nada levá-lo).


6. Lavar aquele coiso da cozinha que serve para esmagar alho (sim, o coiso que tem aqueles buraquinhos todos e parece um quebra-nozes).


7. Arrumar o saco das compras depois de tirar as compras. Fica ali a falecer no chão da cozinha até às próximas compras.


8. Deitar fora os recibos das compras que ficam a ganhar teias de aranha na carteira. "O que? Gastei isto tudo em chocolate no dia 19 de Fevereiro de 2016???"


9. Desligar o candeeiro da mesinha de cabeceira se já estiver quase a adormecer virada para o outro lado da cama. Sim, já adormeci com a luz ligada por causa desta preguiça.


10. Responder a um email que ache que me vai demorar mais tempo a escrever do que o normal. Até no trabalho isto me acontece.


 


 


Se alguém tiver uma explicação ou se identificar com estes factos estranhos sobre a minha pessoa, não hesite em deixar aqui um comentário. A quem resolver estes problemas, ficar-vos-ei eternamente grata. Não que isto afecte demasiado a minha vida, mas como costuma dizer a minha avó Maria "elas não matam, mas moem!"


 


 


Beijo na bunda! 

terça-feira, 22 de maio de 2018

Os hits da rádio aqui na France #4

Estou chocada comigo própria por ainda não ter metido aqui no blog esta pérola franco-brasileira!


 


Minha gentxe, o Brasiuuuuu chegou à France e isto foi o resultado! 


 


Só tenho a dizer que curti milhões ao som desta música na discoteca, há duas semanas, com umas amigas francesas. Por isso acho que o efeito de música de verão/festa foi bem conseguido 


 



 


 

Os hits da rádio aqui na France #4

Estou chocada comigo própria por ainda não ter metido aqui no blog esta pérola franco-brasileira!


 


Minha gentxe, o Brasiuuuuu chegou à France e isto foi o resultado! 


 


Só tenho a dizer que curti milhões ao som desta música na discoteca, há duas semanas, com umas amigas francesas. Por isso acho que o efeito de música de verão/festa foi bem conseguido 


 



 


 

Diário de bordo 22.05.2018

Vou despejar para aqui umas coisas.


 


Hoje estava no trabalho e estava sol. De repente começámos a ouvir trovões por todo o lado. E logo a seguir chuva, muita chuva a cair. Mas estava calor na mesma e continuava sol. Foi uma visão estranha ver tanta chuva a cair num dia de sol lindo como hoje. De manhã senti muita humidade e levei guarda-chuva. Sempre com aquela ideia na cabeça "deixa de ser parva que hoje não chove". Precisei de dar boleia de guarda-chuva a vários colegas meus para chegarem aos carros no estacionamento.


 


Estava aqui a vaguear no Insta e vi que o Kiko is hot tinha metido uma foto no dia 6 de Maio com um dildo na mão em frente à cara. Há quem diga que o gajo não tem tomates (piadas sobre o seu lado mais efeminado), mas eu cá acho que tem, e muito grandes por sinal. É preciso ter uns valentes tomates para meter uma foto com um dildo em frente à cara num país como Portugal, em que tudo que acontece é logo um escândalo nas redes sociais. Ainda por cima com a legenda "mostra isto ao teu pai". Damn. O gajo não quer saber. Se às vezes roça o ridículo e exagera um bocado? Talvez. Mas ele vive a vida dele e samba na cara das inimigas. Gostava de ser mais assim, de ter aquele músculo do "I don't give a fuck" mais hipertrofiado.


 


Às vezes acho que este blog não vai fazer muito sentido para mim a longo prazo. Acho que devia ter uma coisinha mais profissional e séria. Já tentei, juro que tentei, mas não consegui. Volto sempre para aqui. Acho que a minha vida neste momento precisa disto, deste avacalhanço. Ainda não senti aquele "chamamento" para fazer outra coisa. Aliás, sentir a chamada até senti, ter a vontade até tenho. Mas ir buscar a motivação para ser regular noutro projecto online, isso é que é mais complicado. Vamos indo e vendo. Sem pressão. Mas um dia, um dia apago tudo que tenho online, faço uma pausa de uns bons meses, e depois começo tudo de novo. Fresh start. Lá está o meu lado sério outra vez a falar. Tenho que pedir conselhos ao Kiko sobre como levar uma vida mais divertida.


 


Tinha voltado a tomar a pílula quando conheci o S. e porque tenho uma menstruação extremamente abundante que dura 7 dias e um ciclo pequeno (24 dias no total se não me engano). Ou seja, são muitos os meses em que chego a ter 2 períodos no mesmo mês. Uma seca. E pensei que esta pílula fosse resolver esta merda. Nada. Estive duas semanas a sangrar e entretanto parou. Estou no final da segunda caixa e já estou mais do que arrependida de ter começado isto. Queda de cabelo. Secura vaginal. Falta de libido. Acumulação de líquidos. Dores de cabeça e visão turva (será da pílula?). Ansiedade, muita. Só para verem como isto da secura é grave, até masturbar me dói. Nem um dedo consigo meter. O horror. A desgraça. Uma merda. Nunca tinha chegado a este ponto. Se a menopausa for isto então estou fodida quando chegar aos 50 anos. Num quero. Se fizer birra será que ela não vem para mim??


 


Para já é tudo. Vou digerir isto tudo e comer uma cena paleo. Acho que hoje são bifinhos de perú com alho e salada.


 


O corrector corrigiu-me a palavra perú e meteu sem acento. Fogo, eu aprendi a escrever perú com acento e vou deixar, (apesar de ter visto agora no google que o nome da ave não leva acento, sendo peru o mais correcto). Mas decidi ser teimosa e deixar com acento, era o que faltava o corrector do blog mandar em mim. 

Diário de bordo 22.05.2018

Vou despejar para aqui umas coisas.


 


Hoje estava no trabalho e estava sol. De repente começámos a ouvir trovões por todo o lado. E logo a seguir chuva, muita chuva a cair. Mas estava calor na mesma e continuava sol. Foi uma visão estranha ver tanta chuva a cair num dia de sol lindo como hoje. De manhã senti muita humidade e levei guarda-chuva. Sempre com aquela ideia na cabeça "deixa de ser parva que hoje não chove". Precisei de dar boleia de guarda-chuva a vários colegas meus para chegarem aos carros no estacionamento.


 


Estava aqui a vaguear no Insta e vi que o Kiko is hot tinha metido uma foto no dia 6 de Maio com um dildo na mão em frente à cara. Há quem diga que o gajo não tem tomates (piadas sobre o seu lado mais efeminado), mas eu cá acho que tem, e muito grandes por sinal. É preciso ter uns valentes tomates para meter uma foto com um dildo em frente à cara num país como Portugal, em que tudo que acontece é logo um escândalo nas redes sociais. Ainda por cima com a legenda "mostra isto ao teu pai". Damn. O gajo não quer saber. Se às vezes roça o ridículo e exagera um bocado? Talvez. Mas ele vive a vida dele e samba na cara das inimigas. Gostava de ser mais assim, de ter aquele músculo do "I don't give a fuck" mais hipertrofiado.


 


Às vezes acho que este blog não vai fazer muito sentido para mim a longo prazo. Acho que devia ter uma coisinha mais profissional e séria. Já tentei, juro que tentei, mas não consegui. Volto sempre para aqui. Acho que a minha vida neste momento precisa disto, deste avacalhanço. Ainda não senti aquele "chamamento" para fazer outra coisa. Aliás, sentir a chamada até senti, ter a vontade até tenho. Mas ir buscar a motivação para ser regular noutro projecto online, isso é que é mais complicado. Vamos indo e vendo. Sem pressão. Mas um dia, um dia apago tudo que tenho online, faço uma pausa de uns bons meses, e depois começo tudo de novo. Fresh start. Lá está o meu lado sério outra vez a falar. Tenho que pedir conselhos ao Kiko sobre como levar uma vida mais divertida.


 


Tinha voltado a tomar a pílula quando conheci o S. e porque tenho uma menstruação extremamente abundante que dura 7 dias e um ciclo pequeno (24 dias no total se não me engano). Ou seja, são muitos os meses em que chego a ter 2 períodos no mesmo mês. Uma seca. E pensei que esta pílula fosse resolver esta merda. Nada. Estive duas semanas a sangrar e entretanto parou. Estou no final da segunda caixa e já estou mais do que arrependida de ter começado isto. Queda de cabelo. Secura vaginal. Falta de libido. Acumulação de líquidos. Dores de cabeça e visão turva (será da pílula?). Ansiedade, muita. Só para verem como isto da secura é grave, até masturbar me dói. Nem um dedo consigo meter. O horror. A desgraça. Uma merda. Nunca tinha chegado a este ponto. Se a menopausa for isto então estou fodida quando chegar aos 50 anos. Num quero. Se fizer birra será que ela não vem para mim??


 


Para já é tudo. Vou digerir isto tudo e comer uma cena paleo. Acho que hoje são bifinhos de perú com alho e salada.


 


O corrector corrigiu-me a palavra perú e meteu sem acento. Fogo, eu aprendi a escrever perú com acento e vou deixar, (apesar de ter visto agora no google que o nome da ave não leva acento, sendo peru o mais correcto). Mas decidi ser teimosa e deixar com acento, era o que faltava o corrector do blog mandar em mim. 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Como vejo hoje a emigração.

Conheço vários casais de emigrantes que estão na Suíça. E, apesar de não falar regularmente com eles, sigo o que vão fazendo por lá nas redes sociais. Admito que é um país que me desperta alguma curiosidade e que gostava de conhecer. Então lá vou eu toda contente ver o que postam, na esperança de que mostrem coisas giras desse país.


 


Efectivamente eles vão passeando e fazendo as suas visitas como qualquer pessoa.



Mas comem onde? Restaurantes portugueses.
Comem o quê? Bacalhau e leitão.
Saem com quem? Amigos portugueses. 
Vão a que tipo de bares? Bares portugueses. 
Bebem o quê nesses bares? Super Bock ou Licor Beirão. 
A que tipo de festas vão? Vão àqueles encontros de portugueses em que há Toy, Tony Carreira e fadistas.
Quando vão a algum lado diferente tipo bowling, kart, etc. São sítios em que a gestão é feita por portugueses.


 


Fico sempre naquela dúvida se na Suíça não há actividades, bares, restaurantes, geridas por suíços e/ou outras nacionalidades, ou se é mesmo a malta portuguesa que prefere andar em manada e não se quer misturar. Ou se são só estas pessoas que sigo que são assim, e que há outros portugueses por lá que se misturam mais. Quero acreditar que sim.


 


Pessoalmente não vejo a emigração dessa forma. Se decidi mudar de país, não é para viver como se ainda estivesse em Portugal. Vejo isto como uma oportunidade de expandir horizontes, conhecer outras culturas e formas de estar na vida. Aliás, até houve bastantes hábitos que trouxe de Portugal que decidi abandonar, por já não me servirem, e que não tenciono voltar a ter, mesmo que um dia regresse para Portugal. 


 


Para mim ir embora é isto, é crescer. É alargar o coração para outras tradições, comidas, bebidas, lugares, poderem entrar e ganhar casa. É criar um cantinho para todas as coisas que gosto nos dois países. É sentir-me um bocadinho dos dois países. É ter saudades de França quando estou em Portugal e de Portugal quando estou em França.


 


É saber que isto vai ser um "problema" no sentido em que vou adiar, adiar e adiar a decisão de voltar. Porque também me sinto bem aqui. E a minha família dizer que já não volto. E eu não sei se isso é verdade ou não, se tivesse um emprego que goste em Portugal, com alguma dignidade, costumo dizer que voltava já amanhã. Mas será verdade? Será que voltava mesmo? No fundo de mim, sei que nada sei. Só quero sentir-me bem, e neste momento sinto-me bem aqui. E o tal emprego de sonho em Portugal ainda não apareceu. E vou adiando.


3 anos e 6 meses.


 

Como vejo hoje a emigração.

Conheço vários casais de emigrantes que estão na Suíça. E, apesar de não falar regularmente com eles, sigo o que vão fazendo por lá nas redes sociais. Admito que é um país que me desperta alguma curiosidade e que gostava de conhecer. Então lá vou eu toda contente ver o que postam, na esperança de que mostrem coisas giras desse país.


 


Efectivamente eles vão passeando e fazendo as suas visitas como qualquer pessoa.



Mas comem onde? Restaurantes portugueses.
Comem o quê? Bacalhau e leitão.
Saem com quem? Amigos portugueses. 
Vão a que tipo de bares? Bares portugueses. 
Bebem o quê nesses bares? Super Bock ou Licor Beirão. 
A que tipo de festas vão? Vão àqueles encontros de portugueses em que há Toy, Tony Carreira e fadistas.
Quando vão a algum lado diferente tipo bowling, kart, etc. São sítios em que a gestão é feita por portugueses.


 


Fico sempre naquela dúvida se na Suíça não há actividades, bares, restaurantes, geridas por suíços e/ou outras nacionalidades, ou se é mesmo a malta portuguesa que prefere andar em manada e não se quer misturar. Ou se são só estas pessoas que sigo que são assim, e que há outros portugueses por lá que se misturam mais. Quero acreditar que sim.


 


Pessoalmente não vejo a emigração dessa forma. Se decidi mudar de país, não é para viver como se ainda estivesse em Portugal. Vejo isto como uma oportunidade de expandir horizontes, conhecer outras culturas e formas de estar na vida. Aliás, até houve bastantes hábitos que trouxe de Portugal que decidi abandonar, por já não me servirem, e que não tenciono voltar a ter, mesmo que um dia regresse para Portugal. 


 


Para mim ir embora é isto, é crescer. É alargar o coração para outras tradições, comidas, bebidas, lugares, poderem entrar e ganhar casa. É criar um cantinho para todas as coisas que gosto nos dois países. É sentir-me um bocadinho dos dois países. É ter saudades de França quando estou em Portugal e de Portugal quando estou em França.


 


É saber que isto vai ser um "problema" no sentido em que vou adiar, adiar e adiar a decisão de voltar. Porque também me sinto bem aqui. E a minha família dizer que já não volto. E eu não sei se isso é verdade ou não, se tivesse um emprego que goste em Portugal, com alguma dignidade, costumo dizer que voltava já amanhã. Mas será verdade? Será que voltava mesmo? No fundo de mim, sei que nada sei. Só quero sentir-me bem, e neste momento sinto-me bem aqui. E o tal emprego de sonho em Portugal ainda não apareceu. E vou adiando.


3 anos e 6 meses.


 

domingo, 20 de maio de 2018

Toda a gente a falar sobre o vestido da Meghan...

... e eu só consigo pensar numa coisa.


 


Se ela com 36 anos ainda conseguiu sacar um príncipe, então eu com 27 anos ainda vou muuuuuito a tempo de sacar um para mim.

Vamos lá, ajudem aqui a vossa dESarrumada que nunca vos pediu nada. Quantos príncipes solteiros entre os 22 e os 35 anos conhecem??


 


Estou a receber moradas, números de telefone e coordenadas GPS no mail 


 


adesarrumada@sapo.pt


 


Vá, não se atrasem que já não vou para nova! Mas também não se apressem muito, tem de dar tempo de eu perder os 6 kg que me faltam para entrar num vestido branco daqueles sem passar vergonhas na imprensa internacional.


 



Beijos na bunda! 


 


 

Toda a gente a falar sobre o vestido da Meghan...

... e eu só consigo pensar numa coisa.


 


Se ela com 36 anos ainda conseguiu sacar um príncipe, então eu com 27 anos ainda vou muuuuuito a tempo de sacar um para mim.

Vamos lá, ajudem aqui a vossa dESarrumada que nunca vos pediu nada. Quantos príncipes solteiros entre os 22 e os 35 anos conhecem??


 


Estou a receber moradas, números de telefone e coordenadas GPS no mail 


 


adesarrumada@sapo.pt


 


Vá, não se atrasem que já não vou para nova! Mas também não se apressem muito, tem de dar tempo de eu perder os 6 kg que me faltam para entrar num vestido branco daqueles sem passar vergonhas na imprensa internacional.


 



Beijos na bunda! 


 


 

sábado, 19 de maio de 2018

Pergunta só para meninas...!

Há uma situação que me constrange um bocado nisto de ser uma gaja peluda.


 


Pêlos na região peri-aréolar (aréola, zona circular à volta do mamilo)


 


Vamos falar sobre isto?


 


Quem aí desse lado tem pêlos nesta zona? Eu tenho. Mais na mama direita que na esquerda, que também é mais pequena... estará relacionado? Não faço ideia. Não são daqueles pêlos tipo penugem, são pêlos a sério, daqueles que ficam longos, pretos e que começam a encaracolar (basicamente como os pêlos que os homens têm no peito, mas todos concentrados à volta da aréola mamária). 


 


Costumo tirar com pinça. Às vezes com as mesmas bandas de cera do buço, mas isso deixa-os encravados, tive um que infectou de forma grave (tive que meter uma pomada antibiótica para o pus ir todo embora) então parei de arrancar com cera.


 


Esta situação torna-se bastante constrangedora quando tenho algum namorado que vejo frequentemente. Porque tenho que estar seeeempre a tirar. Os pêlos das pernas e virilhas uma pessoas ainda deixa ficar mais um bocado, naquela de "ups, esqueci-me de depilar isto", mas os das mamas... morro de medo que o gajo com quem estou descubra que tenho pêlos nas mamas e fuja a correr! É algo que me aflige mesmo... 


 


Mas este drama não vem só!... se um dia tiver que dar de mamar a um bebé, fico com suores frios só de pensar que não me vou conseguir depilar e alguém vai ter que ver as minhas mamas felpudas, ou o bebé ainda se engasga com um pêlo, ou vai puxá-los com a boca a magoar-me. Credo.


 


Digam-me que não sou a única com esta paranóia, por favor. 


 


Beijos na bunda! 


 


 

Pergunta só para meninas...!

Há uma situação que me constrange um bocado nisto de ser uma gaja peluda.


 


Pêlos na região peri-aréolar (aréola, zona circular à volta do mamilo)


 


Vamos falar sobre isto?


 


Quem aí desse lado tem pêlos nesta zona? Eu tenho. Mais na mama direita que na esquerda, que também é mais pequena... estará relacionado? Não faço ideia. Não são daqueles pêlos tipo penugem, são pêlos a sério, daqueles que ficam longos, pretos e que começam a encaracolar (basicamente como os pêlos que os homens têm no peito, mas todos concentrados à volta da aréola mamária). 


 


Costumo tirar com pinça. Às vezes com as mesmas bandas de cera do buço, mas isso deixa-os encravados, tive um que infectou de forma grave (tive que meter uma pomada antibiótica para o pus ir todo embora) então parei de arrancar com cera.


 


Esta situação torna-se bastante constrangedora quando tenho algum namorado que vejo frequentemente. Porque tenho que estar seeeempre a tirar. Os pêlos das pernas e virilhas uma pessoas ainda deixa ficar mais um bocado, naquela de "ups, esqueci-me de depilar isto", mas os das mamas... morro de medo que o gajo com quem estou descubra que tenho pêlos nas mamas e fuja a correr! É algo que me aflige mesmo... 


 


Mas este drama não vem só!... se um dia tiver que dar de mamar a um bebé, fico com suores frios só de pensar que não me vou conseguir depilar e alguém vai ter que ver as minhas mamas felpudas, ou o bebé ainda se engasga com um pêlo, ou vai puxá-los com a boca a magoar-me. Credo.


 


Digam-me que não sou a única com esta paranóia, por favor. 


 


Beijos na bunda! 


 


 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Memórias de África.

Nasci no coração de África.


 


Voltámos para Portugal quando eu tinha 7 anos.


 


Quando era mais nova cheguei a guardar rancor aos meus pais por termos voltado. Afinal, criança que cresceu noutro continente, com valores completamente diferentes, ia ser vítima de bullying. E fui.


 


Recordo hoje com carinho aquele cheiro, um cheiro que só África tem. Curiosamente pensei que só ia voltar a senti-lo se voltasse ao sítio onde nasci, no entanto, voltei a sentir aquele cheiro em Fevereiro, na viagem a Marrocos. Deve ser um cheiro que impregna o continente inteiro. Um dia hei-de descobrir se isto é verdade.


 


Recordo aquela terra cor-de-laranja,  barro, que eu e o meu irmão usávamos para construir bolos de terra. Que grandes cozinheiros que nós éramos. Esparramados no chão, tardes e tardes a fio, só tínhamos escola de manhã. E que bom que era ter tempo para brincar.


 


Recordo os meus coleguinhas de escola. Tinham a pele muito mais escura do que a minha. O Ivandro e a Violeta, os dois com belos cabelos encaracolados que eu secretamente invejava. Os meus pais dizem que o Ivandro foi o meu primeiro namoradito, eu acho que foi eleele e ele. Nunca dei nenhum beijinho ao Ivandro, pelo menos que me lembre. Mas sei que demos as mãos, e aos 5 anos dar as mãos era muita coisa, era tudo. Hoje é o equivalente a nada.


 


Recordo aquelas pedras douradas preciosas que apanhava quando íamos ao rio. A minha mãe dizia que as pessoas faziam a "apanha" do ouro ali, e por isso havia muitas pedras que tinham ouro misturado na sua composição. Mas não valiam nada. Eu não acreditei nela, para mim valiam tudo. Ainda cheguei a ver algumas pessoas, brancas, a passar as pedras do fundo do rio em peneiras, à procura do famoso mineral, deitavam todas fora. Eu levava os bolsos cheios delas para casa. Eram preciosas que baste para ficarem a brilhar nas prateleiras do meu quarto..


 


Recordo o pôr do sol enorme, com o sol bem perto da terra característico de uma região equatorial. Pensava eu que um dia poderia tocar o sol e sentir de que matéria ele é feito. Sonhava muito, passava muito tempo sozinha perdida nas minhas imaginações e ilusões. Até o meu irmão vir brincar comigo, e aí voltávamos a ir brincar para o meio da terra.


 


Não havia muitos brinquedos. No Natal não havia muitos presentes para desembrulhar e era tão feliz. Porque já tinha tudo. Naquela altura não era preciso muito para deixar uma criança feliz. Com nada se fazia muito, e com muito pouco se fazia o suficiente.


 


Recordo os sonhos que tinha na altura. Desde pequena que tenho o sonho recorrente de que estou a voar. Começo a pairar em cima de um relvado verde, e pouco a pouco, vou ganhando velocidade e altura, quando dou por mim estou a voar por cima dos telhados e dos mercados da fruta. Parei de ter este sonho algures durante a licenciatura. Talvez quando comecei a acreditar que voar era impossível, que nunca iria ganhar asas, tal como nunca iria receber a carta para Hogwarts. 


 


Nunca encontrei ouro. Mas estas memórias valem muito ouro. Hoje partilho-as convosco. Guardem-nas bem porque tenho medo de perdê-las. Tenho medo que me escorram por entre os dedos, qual areia cor-de-laranja entre os dedos de uma criança.


 


Se pudesse voltaria a voar e a procurar ouro naqueles rios de água límpida. Voltaria a sonhar e a tentar tocar no sol. Afinal, de que matéria é ele feito? Será que é da mesma matéria de que são feitos os sonhos?


 

Memórias de África.

Nasci no coração de África.


 


Voltámos para Portugal quando eu tinha 7 anos.


 


Quando era mais nova cheguei a guardar rancor aos meus pais por termos voltado. Afinal, criança que cresceu noutro continente, com valores completamente diferentes, ia ser vítima de bullying. E fui.


 


Recordo hoje com carinho aquele cheiro, um cheiro que só África tem. Curiosamente pensei que só ia voltar a senti-lo se voltasse ao sítio onde nasci, no entanto, voltei a sentir aquele cheiro em Fevereiro, na viagem a Marrocos. Deve ser um cheiro que impregna o continente inteiro. Um dia hei-de descobrir se isto é verdade.


 


Recordo aquela terra cor-de-laranja,  barro, que eu e o meu irmão usávamos para construir bolos de terra. Que grandes cozinheiros que nós éramos. Esparramados no chão, tardes e tardes a fio, só tínhamos escola de manhã. E que bom que era ter tempo para brincar.


 


Recordo os meus coleguinhas de escola. Tinham a pele muito mais escura do que a minha. O Ivandro e a Violeta, os dois com belos cabelos encaracolados que eu secretamente invejava. Os meus pais dizem que o Ivandro foi o meu primeiro namoradito, eu acho que foi eleele e ele. Nunca dei nenhum beijinho ao Ivandro, pelo menos que me lembre. Mas sei que demos as mãos, e aos 5 anos dar as mãos era muita coisa, era tudo. Hoje é o equivalente a nada.


 


Recordo aquelas pedras douradas preciosas que apanhava quando íamos ao rio. A minha mãe dizia que as pessoas faziam a "apanha" do ouro ali, e por isso havia muitas pedras que tinham ouro misturado na sua composição. Mas não valiam nada. Eu não acreditei nela, para mim valiam tudo. Ainda cheguei a ver algumas pessoas, brancas, a passar as pedras do fundo do rio em peneiras, à procura do famoso mineral, deitavam todas fora. Eu levava os bolsos cheios delas para casa. Eram preciosas que baste para ficarem a brilhar nas prateleiras do meu quarto..


 


Recordo o pôr do sol enorme, com o sol bem perto da terra característico de uma região equatorial. Pensava eu que um dia poderia tocar o sol e sentir de que matéria ele é feito. Sonhava muito, passava muito tempo sozinha perdida nas minhas imaginações e ilusões. Até o meu irmão vir brincar comigo, e aí voltávamos a ir brincar para o meio da terra.


 


Não havia muitos brinquedos. No Natal não havia muitos presentes para desembrulhar e era tão feliz. Porque já tinha tudo. Naquela altura não era preciso muito para deixar uma criança feliz. Com nada se fazia muito, e com muito pouco se fazia o suficiente.


 


Recordo os sonhos que tinha na altura. Desde pequena que tenho o sonho recorrente de que estou a voar. Começo a pairar em cima de um relvado verde, e pouco a pouco, vou ganhando velocidade e altura, quando dou por mim estou a voar por cima dos telhados e dos mercados da fruta. Parei de ter este sonho algures durante a licenciatura. Talvez quando comecei a acreditar que voar era impossível, que nunca iria ganhar asas, tal como nunca iria receber a carta para Hogwarts. 


 


Nunca encontrei ouro. Mas estas memórias valem muito ouro. Hoje partilho-as convosco. Guardem-nas bem porque tenho medo de perdê-las. Tenho medo que me escorram por entre os dedos, qual areia cor-de-laranja entre os dedos de uma criança.


 


Se pudesse voltaria a voar e a procurar ouro naqueles rios de água límpida. Voltaria a sonhar e a tentar tocar no sol. Afinal, de que matéria é ele feito? Será que é da mesma matéria de que são feitos os sonhos?


 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Ok, e agora?

Hoje dormi quatro horas e meia. Apanhei um comboio TGV em Paris às 6h da manhã para estar a horas no trabalho. Mais uma vez a SNCF (CP francesa) conseguiu desiludir-me. Não tive greve no meu comboio (yupiiii, escapei à greve que já dura há bastantes meses) mas, sabe-se lá como,o comboio conseguiu atrasar 23 minutos, e perdi a ligação que só podia fazer em 18 minutos. Puta que pariu a todos, enfiem a vossa pontualidade no cu!


 


Pronto, agora que já estou mais calma... Vou contar-vos para já que a reunião com a ONG foi muito interessante. Recebi informação sobre as diferentes missões nas quais poderei estar interessada e se antes já tinha dúvidas, agora penso que ficaram quase todas respondidas, mas... isto sem um mas não tinha piada, estou com uma crise de confiança em mim própria. Uma vozinha pequenina na minha cabeça diz-me que este tipo de "aventuras" não são para pessoas como eu, que os outros são melhores e mais corajosos, que eu vou ser mal sucedida e que eles se vão arrepender se me chamarem. Claro que nada está decidido e isto ainda é muito embrionário, mas o meu cérebro nem era ele mesmo se não começasse a fazer o filme todo sozinho.


 


Ser como eu é muito cansativo. Gostava de trocar de cérebro só um bocadinho, talvez 2 ou 3 vezes por semana, ser daquelas pessoas que nunca se questionam sobre nada e vão em frente. Isto é o meu diário, mas mais parece a porra de um muro das lamentações sobre ansiedade e dramas existenciais. Antes isso do que um hate blog para falar mal de outros blogs, deus me livre. Mas mesmo assim, a ver se acordo para a vida antes que se faça tarde. Ansiedade, insegurança, dúvidas, ide à vossa vida suas putéfiazitas.

Ok, e agora?

Hoje dormi quatro horas e meia. Apanhei um comboio TGV em Paris às 6h da manhã para estar a horas no trabalho. Mais uma vez a SNCF (CP francesa) conseguiu desiludir-me. Não tive greve no meu comboio (yupiiii, escapei à greve que já dura há bastantes meses) mas, sabe-se lá como,o comboio conseguiu atrasar 23 minutos, e perdi a ligação que só podia fazer em 18 minutos. Puta que pariu a todos, enfiem a vossa pontualidade no cu!


 


Pronto, agora que já estou mais calma... Vou contar-vos para já que a reunião com a ONG foi muito interessante. Recebi informação sobre as diferentes missões nas quais poderei estar interessada e se antes já tinha dúvidas, agora penso que ficaram quase todas respondidas, mas... isto sem um mas não tinha piada, estou com uma crise de confiança em mim própria. Uma vozinha pequenina na minha cabeça diz-me que este tipo de "aventuras" não são para pessoas como eu, que os outros são melhores e mais corajosos, que eu vou ser mal sucedida e que eles se vão arrepender se me chamarem. Claro que nada está decidido e isto ainda é muito embrionário, mas o meu cérebro nem era ele mesmo se não começasse a fazer o filme todo sozinho.


 


Ser como eu é muito cansativo. Gostava de trocar de cérebro só um bocadinho, talvez 2 ou 3 vezes por semana, ser daquelas pessoas que nunca se questionam sobre nada e vão em frente. Isto é o meu diário, mas mais parece a porra de um muro das lamentações sobre ansiedade e dramas existenciais. Antes isso do que um hate blog para falar mal de outros blogs, deus me livre. Mas mesmo assim, a ver se acordo para a vida antes que se faça tarde. Ansiedade, insegurança, dúvidas, ide à vossa vida suas putéfiazitas.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Para quem disse que a Catarina Furtado fala mal inglês...

... gostava que um dos próximos festivais fosse em França para vocês verem o que é um sotaque inglês vergonhoso. 


 


Engoliam cada palavrinha uma-a-uma, qual pato a levar com comida pela goela abaixo para fazer foie gras.


 


E orgulho no esforço nacional? E no facto de sermos um dos povos que mais facilmente se adapta às outras línguas estrangeiras? 


 


Um dos poucos países que fala na língua dos turistas, seja ela qual for? Muitas vezes em detrimento da sua própria língua... (ainda não fiquei em nenhum hostel em Lisboa onde falassem português comigo...)


 


Poupem-me as vossas merdas. Aposto que quem criticou deve ter um sotaque à Jorge Jesus.


 


Fuck!


 


 

Para quem disse que a Catarina Furtado fala mal inglês...

... gostava que um dos próximos festivais fosse em França para vocês verem o que é um sotaque inglês vergonhoso. 


 


Engoliam cada palavrinha uma-a-uma, qual pato a levar com comida pela goela abaixo para fazer foie gras.


 


E orgulho no esforço nacional? E no facto de sermos um dos povos que mais facilmente se adapta às outras línguas estrangeiras? 


 


Um dos poucos países que fala na língua dos turistas, seja ela qual for? Muitas vezes em detrimento da sua própria língua... (ainda não fiquei em nenhum hostel em Lisboa onde falassem português comigo...)


 


Poupem-me as vossas merdas. Aposto que quem criticou deve ter um sotaque à Jorge Jesus.


 


Fuck!


 


 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Um dos meus desafios para 2018 [ actualização ]

Tenho novidades, malta!


 


No dia 4 de Janeiro de 2018 fiz um post onde resumi os meus 12 desafios para 2018. 


 


Não venho aqui falar de todos. Até porque, vergonhosamente, ainda só li um livro inteiro este ano, mas comprei mais 10 novos. Não tenho cura, sou uma compradora compulsiva de livros, confesso. E acho que só emagreci uns 3 kg relativamente aos que tinha em Janeiro. Mas pronto, ando a correr, cuidar mais de mim (roupa, maquilhagem, esfoliação, cremes e cenas), e decidi o que não queria para a minha vida sentimental (ainda não sei o que quero, mas saber o que não se quer já é um avanço, certo?).


 


Mas prontos, a modos que não venho aqui falar sobre os objectivos de curto-prazo. Hoje falo sobre um dos objectivos a médio-longo prazo:


 


11. Fazer voluntariado internacional 


 


Se tudo correr bem, amanhã vou dar um grande passo na realização deste sonho. Ainda não é nada de concreto, por isso não vou dar mais detalhes (prometo que se a coisa avançar vos conto tudo, tudinho) mas para mim, a reunião que vou ter amanhã em Paris, já é um grande avanço. E sinal de que saí da inércia em que andava metida. Estou convencida de que, se avançar com os meus projetos pasito a pasito, vou conseguir sair do buraco negro. Eu acredito.


 


Admito que ter ficado solteira foi o pontapé na bunda que estava a precisar para fazer avançar alguns projectos pessoais que tenho na minha vida. Sei que se não os realizar antes de estar mais "estável" (diga-se numa relação, casada e com bebés, ou num trabalho que goste mesmo muito e que não me veja a abandonar), posso nunca os chegar a realizar. Porque sou daquelas pessoas com muitos "e se...?". E o facto de estar num trabalho que não me apaixona, sozinha, sem dependentes e sem ninguém a quem prestar contas me ajuda a arriscar mais.


 


A procura de trabalho vai esperar. Até porque já trabalho aqui há mais de 3 anos, e nesse caso, tenho a possibilidade de pedir uma licença para trabalho humanitário (se a minha entidade empregadora aceitar, claro está).


 


Desejem-me sorte! Mesmo! Quero tanto que isto corra bem!


 


Amanhã rumo a Paris.


 


Inspira fundo. 


 


Expira.


 


Vai!





 


 


 

Um dos meus desafios para 2018 [ actualização ]

Tenho novidades, malta!


 


No dia 4 de Janeiro de 2018 fiz um post onde resumi os meus 12 desafios para 2018. 


 


Não venho aqui falar de todos. Até porque, vergonhosamente, ainda só li um livro inteiro este ano, mas comprei mais 10 novos. Não tenho cura, sou uma compradora compulsiva de livros, confesso. E acho que só emagreci uns 3 kg relativamente aos que tinha em Janeiro. Mas pronto, ando a correr, cuidar mais de mim (roupa, maquilhagem, esfoliação, cremes e cenas), e decidi o que não queria para a minha vida sentimental (ainda não sei o que quero, mas saber o que não se quer já é um avanço, certo?).


 


Mas prontos, a modos que não venho aqui falar sobre os objectivos de curto-prazo. Hoje falo sobre um dos objectivos a médio-longo prazo:


 


11. Fazer voluntariado internacional 


 


Se tudo correr bem, amanhã vou dar um grande passo na realização deste sonho. Ainda não é nada de concreto, por isso não vou dar mais detalhes (prometo que se a coisa avançar vos conto tudo, tudinho) mas para mim, a reunião que vou ter amanhã em Paris, já é um grande avanço. E sinal de que saí da inércia em que andava metida. Estou convencida de que, se avançar com os meus projetos pasito a pasito, vou conseguir sair do buraco negro. Eu acredito.


 


Admito que ter ficado solteira foi o pontapé na bunda que estava a precisar para fazer avançar alguns projectos pessoais que tenho na minha vida. Sei que se não os realizar antes de estar mais "estável" (diga-se numa relação, casada e com bebés, ou num trabalho que goste mesmo muito e que não me veja a abandonar), posso nunca os chegar a realizar. Porque sou daquelas pessoas com muitos "e se...?". E o facto de estar num trabalho que não me apaixona, sozinha, sem dependentes e sem ninguém a quem prestar contas me ajuda a arriscar mais.


 


A procura de trabalho vai esperar. Até porque já trabalho aqui há mais de 3 anos, e nesse caso, tenho a possibilidade de pedir uma licença para trabalho humanitário (se a minha entidade empregadora aceitar, claro está).


 


Desejem-me sorte! Mesmo! Quero tanto que isto corra bem!


 


Amanhã rumo a Paris.


 


Inspira fundo. 


 


Expira.


 


Vai!





 


 


 

domingo, 13 de maio de 2018

Custa muito ler o nome antes de comentar?

Estava a responder às mensagens de aniversário do Facebook... uma pessoa neste dia leva com uma enchente de mensagens de pessoas com quem mal fala e depois sente-se um pouco na obrigação de responder ao pessoal um por um. Pelo menos eu faço isso.


 


Mas há algo que acontece todos os anos, sem falhar. 30% das pessoas escreve mal o meu nome. Mas tens algum apelido no Facebook, perguntam vocês?


 


NÃO! 


 


O meu nome está inteirinho, os dois apelidos de família e tudo! E mesmo assim, a malta escreve mal o meu primeiro nome. Metem um "Z" em vez de um "S"... mas que bosta? Custa muito ler antes de escrever? God! 27 anos a viver este drama.


Malta que também tem um nome com "S/Z", também sofrem deste problema!?!?

Custa muito ler o nome antes de comentar?

Estava a responder às mensagens de aniversário do Facebook... uma pessoa neste dia leva com uma enchente de mensagens de pessoas com quem mal fala e depois sente-se um pouco na obrigação de responder ao pessoal um por um. Pelo menos eu faço isso.


 


Mas há algo que acontece todos os anos, sem falhar. 30% das pessoas escreve mal o meu nome. Mas tens algum apelido no Facebook, perguntam vocês?


 


NÃO! 


 


O meu nome está inteirinho, os dois apelidos de família e tudo! E mesmo assim, a malta escreve mal o meu primeiro nome. Metem um "Z" em vez de um "S"... mas que bosta? Custa muito ler antes de escrever? God! 27 anos a viver este drama.


Malta que também tem um nome com "S/Z", também sofrem deste problema!?!?

Prometo que mais tarde venho cá falar da Eurovisão com mais tempo...

... tenho tanto para dizer sobre a canção vencedora. Mas primeiro, quero deixar-vos com esta pérola de sabedoria:


"12 POINTS FROM DesARRUMADA GO TO THIS BOY'S ASS!"


 


 


Jasus!... olhem para os rabos destes moços (êxtase máximo aos 2:03min )! Comia com uma colher de sobremesa e tudo, para saborear durante mais tempo.


 



 


Beijo na bunda!  E que bunda! 


 

Prometo que mais tarde venho cá falar da Eurovisão com mais tempo...

... tenho tanto para dizer sobre a canção vencedora. Mas primeiro, quero deixar-vos com esta pérola de sabedoria:


"12 POINTS FROM DesARRUMADA GO TO THIS BOY'S ASS!"


 


 


Jasus!... olhem para os rabos destes moços (êxtase máximo aos 2:03min )! Comia com uma colher de sobremesa e tudo, para saborear durante mais tempo.


 



 


Beijo na bunda!  E que bunda! 


 

sábado, 12 de maio de 2018

Tesourinhos ridículos #6

Ter uma vontade de fazer cocó daquelas, pensar "elahhh, este vai ser dos bons!" e depois aperceber-me de que acabei de meter o telemóvel a carregar no quarto.


 


#souumasemvergonha
#telemovelnoWCquemnunca?

Tesourinhos ridículos #6

Ter uma vontade de fazer cocó daquelas, pensar "elahhh, este vai ser dos bons!" e depois aperceber-me de que acabei de meter o telemóvel a carregar no quarto.


 


#souumasemvergonha
#telemovelnoWCquemnunca?

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Feriado.

Esta semana tivemos dois feriados aqui em França. Um na terça e outro hoje. 


 


Hoje de manhã fui trabalhar. Nada de mais, fico sempre com aquela sensação de não ter feito nada de extraordinário nas poucas horas que estive pelo Centro, mas um dia vi esta frase na internet e ficou-me na cabeça, guardo-a para quando acho que o meu trabalho não serve para muita coisa "se as minhas acções ajudarem, nem que seja uma pessoa, a respirar melhor, então tudo valeu a pena". Hoje ajudei 3 pessoas a respirar melhor, literalmente, por isso devo estar no bom caminho para a realização profissional, e acima de tudo, pessoal. Espero.


 


Ontem foi uma noite boa. Fomos ao kebab entre amigos e colegas de trabalho - já aprendi a diferenciar uma coisa da outra, estou mesmo a ficar crescida, dizem - e senti-me muito bem. Não culpabilizei por causa daquelas batatas fritas cheias de óleo e aproveitei bem o momento. Tenho-me sentido bem no momento presente, não sempre, mas mais frequentemente do que há uns dias atrás.


 


No entanto, ontem estava lá a minha antiga colega de trabalho - aquela das mamas grandes que me fazia a vida num inferno e que eu tão carinhosamente chamava de vaca - e não pude deixar de comparar a minha vida actual com a dela, uma vez que só temos um ano de diferença e temos a mesma profissão. Sei que prometi que me deixava de comparações, porque não levam a lado nenhum, mas não consegui impedir, e ao chegar a casa senti-me bastante mal. Acho que em muitos aspectos estou a ficar para trás. Ela conseguiu despedir-se e procurar um outro trabalho que lhe agrade mais, tem um namorado e parece ter imenso tempo para tudo. Apesar de ter um trabalho com uma carga horária maior que o meu parece estar mais próxima de realizar os seus sonhos e ter mais tempo para fazer o que gosta. Um exemplo de algo que me frustrou, eu andava super contente por ter um tomateiro-cereja a crescer na varanda, já ela tem vários tomateiros, e morangueiros e até alfaces, na varanda dela. Como é que alguns conseguem ter tempo para tanto, e outros não? Absurdo, eu sei.


 


Não invejo de todo a vida dela, não sonho com as mesmas coisas que ela, nem temos os mesmos objectivos de vida. Sei também que a vida de um dia para o outro dá uma volta de 180º, que estou todos os dias a uma decisão de mudar TUDO, e que se quisesse daqui a um ano não iria reconhecer nada na minha vida. Mas também sei que às vezes precisamos de fases mais "rotineiras", para parar, olhar e atravessar. Quem sabe ganhar balanço para outros voos maiores.


 


Sim, a comparação não leva a lado nenhum. E sei que se este post tivesse sido escrito ontem à noite quando cheguei a casa lavada em lágrimas, não teria, de todo, tido o mesmo conteúdo. Agora vendo as coisas a frio sei que não estou assim tão mal. Se efectivamente podia ser mais pró-activa na procura de algo melhor? Podia. Se podia contactar mais pessoas e tentar fazer mais networking? Podia. Se tenho um medo sufocante de acordar "tarde de mais" e achar que já sou demasiado velha para realizar os meus sonhos? Ó se tenho, todos os dias.


 


Mas isto é a ansiedade a falar. E não posso dar-lhe ouvidos. Caladinha. Hoje quem manda sou eu.

Feriado.

Esta semana tivemos dois feriados aqui em França. Um na terça e outro hoje. 


 


Hoje de manhã fui trabalhar. Nada de mais, fico sempre com aquela sensação de não ter feito nada de extraordinário nas poucas horas que estive pelo Centro, mas um dia vi esta frase na internet e ficou-me na cabeça, guardo-a para quando acho que o meu trabalho não serve para muita coisa "se as minhas acções ajudarem, nem que seja uma pessoa, a respirar melhor, então tudo valeu a pena". Hoje ajudei 3 pessoas a respirar melhor, literalmente, por isso devo estar no bom caminho para a realização profissional, e acima de tudo, pessoal. Espero.


 


Ontem foi uma noite boa. Fomos ao kebab entre amigos e colegas de trabalho - já aprendi a diferenciar uma coisa da outra, estou mesmo a ficar crescida, dizem - e senti-me muito bem. Não culpabilizei por causa daquelas batatas fritas cheias de óleo e aproveitei bem o momento. Tenho-me sentido bem no momento presente, não sempre, mas mais frequentemente do que há uns dias atrás.


 


No entanto, ontem estava lá a minha antiga colega de trabalho - aquela das mamas grandes que me fazia a vida num inferno e que eu tão carinhosamente chamava de vaca - e não pude deixar de comparar a minha vida actual com a dela, uma vez que só temos um ano de diferença e temos a mesma profissão. Sei que prometi que me deixava de comparações, porque não levam a lado nenhum, mas não consegui impedir, e ao chegar a casa senti-me bastante mal. Acho que em muitos aspectos estou a ficar para trás. Ela conseguiu despedir-se e procurar um outro trabalho que lhe agrade mais, tem um namorado e parece ter imenso tempo para tudo. Apesar de ter um trabalho com uma carga horária maior que o meu parece estar mais próxima de realizar os seus sonhos e ter mais tempo para fazer o que gosta. Um exemplo de algo que me frustrou, eu andava super contente por ter um tomateiro-cereja a crescer na varanda, já ela tem vários tomateiros, e morangueiros e até alfaces, na varanda dela. Como é que alguns conseguem ter tempo para tanto, e outros não? Absurdo, eu sei.


 


Não invejo de todo a vida dela, não sonho com as mesmas coisas que ela, nem temos os mesmos objectivos de vida. Sei também que a vida de um dia para o outro dá uma volta de 180º, que estou todos os dias a uma decisão de mudar TUDO, e que se quisesse daqui a um ano não iria reconhecer nada na minha vida. Mas também sei que às vezes precisamos de fases mais "rotineiras", para parar, olhar e atravessar. Quem sabe ganhar balanço para outros voos maiores.


 


Sim, a comparação não leva a lado nenhum. E sei que se este post tivesse sido escrito ontem à noite quando cheguei a casa lavada em lágrimas, não teria, de todo, tido o mesmo conteúdo. Agora vendo as coisas a frio sei que não estou assim tão mal. Se efectivamente podia ser mais pró-activa na procura de algo melhor? Podia. Se podia contactar mais pessoas e tentar fazer mais networking? Podia. Se tenho um medo sufocante de acordar "tarde de mais" e achar que já sou demasiado velha para realizar os meus sonhos? Ó se tenho, todos os dias.


 


Mas isto é a ansiedade a falar. E não posso dar-lhe ouvidos. Caladinha. Hoje quem manda sou eu.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Já se sabe que a malta gosta é de ver desgraças...

... é parar em plena auto-estrada para ver um acidente de carro;


... é fazer um aglomerado de gente à volta da vítima se por acaso alguém tem o azar de desmaiar num concerto;


... é ir ver um incêndio, de longe, muito longe, para se poder dizer quão mal aquilo estava (ao menos levem água aos bombeiros);


... é ficar a olhar para uma pessoa em cadeira de rodas na rua e fazer a questão mental "o que lhe terá acontecido?";


... é parar de jantar só para ver aquela notícia na televisão sobre outro atentado.


 


 


Todos gostam de ver desgraças, mesmo que não queiram admitir. Ainda que esse momento não proporcione prazer nenhum, ainda que haja aquela sensação de peso na barriga e garganta apertada, a malta pára e fica a olhar.


 


Por isso é que este post aqui do barraco foi destacado pelo SAPO. 


 


Porque a minha vida amorosa neste momento parece um acidente em que dois comboios colidiram de frente um com o outro. Já há 3 anos que assim é, e os posts das minhas breakups estiveram sempre entre os mais lidos. A malta fica especada a olhar, quer seja na vida real ou num blog! E vai voltando para ver as outras desgraças que vão acontecendo.


 


Mas eu gosto de vocês na mesma. E faço este post para dizer que são sempre bem-vindos a este cantinho desarrumado. 


Tirem os sapatos e instalem-se confortavelmente que isto ainda agora começou!


 


Beijo na bunda! 


 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...