Eu pensava que ele já não vinha. Estávamos em Novembro e faziam 12º, óptimo, óptimo, pensei. E eis que esta semana, num dia de manhã, todos os telhados estavam branquinhos e os vidros dos carros congelados. Querida, querias batatinhas era? Toma lá com a puta do Inverno nas trombas que é para aprenderes!
Quase trinta (e cinco). Quase engraçada. Quase famosa no mundo dos blogs. Quase feliz.
sábado, 11 de novembro de 2017
Querias batatinhas??
Eu pensava que ele já não vinha. Estávamos em Novembro e faziam 12º, óptimo, óptimo, pensei. E eis que esta semana, num dia de manhã, todos os telhados estavam branquinhos e os vidros dos carros congelados. Querida, querias batatinhas era? Toma lá com a puta do Inverno nas trombas que é para aprenderes!
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Coisitas parvas #4
Ir a conduzir toda inclinada e numa posição super estranha tal e qual uma verdadeira contorcionista do circo, só porque estou extremamente atrasada para o trabalho e o vidro ainda não teve tempo de descongelar completamente. Quem nunca?
Coisitas parvas #4
Ir a conduzir toda inclinada e numa posição super estranha tal e qual uma verdadeira contorcionista do circo, só porque estou extremamente atrasada para o trabalho e o vidro ainda não teve tempo de descongelar completamente. Quem nunca?
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
O inverno.
Chega o dia em que chove pela primeira vez depois de alguns meses de calor, abres a janela e a casa é invadida por aquele cheiro bom de terra molhada. Recordações de infância pululam na tua mente.
Sabes que sentirás para sempre esta sensação, quer tenhas 30, 40, 50 ou 80 anos. E agradeces teres sentido o cheiro da terra quando eras pequena. Agradeces ter brincado no meio dela, teres feito castelos e bolos de terra. Teres chegado a casa suja vezes e vezes sem conta. Teres brincado com o teu irmão no meio da terra. Teres tido o teu primeiro amor de infância na aldeia dos teus avós, e o teu primeiro beijo ter sido atrás de um arbusto, precisamente num dia de final de verão em que cheirava a terra molhada. Agradeces teres essa recordação. Teres tido a oportunidade de viver nesses tempos em que a vida era vivida um dia de cada vez.
Tens saudades, tu sabes que sim, é inevitável. As tuas amigas dizem que é isso que faz de ti alguém com coração. Tu respondes que sim, concordas, mas no fundo sabes que o teu coração já não está no teu peito, ele ficou lá, naquele tempo em que o cheiro a terra molhada era só o marco do final do verão.
Como será a vida sem coração? - pensas. Sabes que estás a viver os primeiros anos do resto da tua vida. Sabes que tudo que virá agora vai roubar-te essas recordações. Em breve esquecerás o nome do padeiro, como jogar à cabra cega, o calor da lareira acendida pelo teu avô, o caminho para o jardim secreto da tua infância, como foi aquele primeiro beijo e a cor dos olhos da tua avó.
Se antes o cheiro de terra molhada significava o final do verão, agora significa o início do inverno. Já não sabes o que é o outono e a primavera, porque só o verão faz sentido para ti. O resto é frio, distância, saudade. É o inverno no teu coração.
O inverno.
Chega o dia em que chove pela primeira vez depois de alguns meses de calor, abres a janela e a casa é invadida por aquele cheiro bom de terra molhada. Recordações de infância pululam na tua mente.
Sabes que sentirás para sempre esta sensação, quer tenhas 30, 40, 50 ou 80 anos. E agradeces teres sentido o cheiro da terra quando eras pequena. Agradeces ter brincado no meio dela, teres feito castelos e bolos de terra. Teres chegado a casa suja vezes e vezes sem conta. Teres brincado com o teu irmão no meio da terra. Teres tido o teu primeiro amor de infância na aldeia dos teus avós, e o teu primeiro beijo ter sido atrás de um arbusto, precisamente num dia de final de verão em que cheirava a terra molhada. Agradeces teres essa recordação. Teres tido a oportunidade de viver nesses tempos em que a vida era vivida um dia de cada vez.
Tens saudades, tu sabes que sim, é inevitável. As tuas amigas dizem que é isso que faz de ti alguém com coração. Tu respondes que sim, concordas, mas no fundo sabes que o teu coração já não está no teu peito, ele ficou lá, naquele tempo em que o cheiro a terra molhada era só o marco do final do verão.
Como será a vida sem coração? - pensas. Sabes que estás a viver os primeiros anos do resto da tua vida. Sabes que tudo que virá agora vai roubar-te essas recordações. Em breve esquecerás o nome do padeiro, como jogar à cabra cega, o calor da lareira acendida pelo teu avô, o caminho para o jardim secreto da tua infância, como foi aquele primeiro beijo e a cor dos olhos da tua avó.
Se antes o cheiro de terra molhada significava o final do verão, agora significa o início do inverno. Já não sabes o que é o outono e a primavera, porque só o verão faz sentido para ti. O resto é frio, distância, saudade. É o inverno no teu coração.
Hoje estou positiva
Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...
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Meus desarrumados mais lindos, Tenho-me sentido inspirada para escrever, adoro a interface deste novo "charco", e isso tem-me insp...
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Quem me segue desde o início sabe que antes era uma fresca do pior, não ligava muito aos sentimentos e queria era aproveitar a vida... depoi...
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Como eu compreendo o Fernando Pessoa. Nesta coisa dos blogs nem sempre tenho vontade de ser a dESarrumada a tempo inteiro. Há dias em q...