quinta-feira, 28 de junho de 2018

Um ano.

Este blog faz um ano hoje. E apesar de não ser o meu primeiro, foi aquele que conseguiu deixar-me apaixonada por esta vida de partilhas. Gosto de vos ter por cá. Sei que nem sempre respondo às mensagens, emails e comentários. Quando criei o blog tomei a decisão de não deixar que ele me tire muito tempo de vida lá fora. E essa é a única explicação para o meu aparente "desleixo". No entanto, tudo que tenho ganho com ele valeu muito a pena. Sigo muitos de vocês (a maior parte das vezes sem comentar) como se fossem família próxima. Se vocês sofrem eu fico a pensar "será que a pessoa do blog X já está melhor?". E por aí adiante. Esta comunidade Sapo é excelente. Obrigada por tudo. A mais um ano! Depois? Logo se vê...

Um ano.

Este blog faz um ano hoje. E apesar de não ser o meu primeiro, foi aquele que conseguiu deixar-me apaixonada por esta vida de partilhas. Gosto de vos ter por cá. Sei que nem sempre respondo às mensagens, emails e comentários. Quando criei o blog tomei a decisão de não deixar que ele me tire muito tempo de vida lá fora. E essa é a única explicação para o meu aparente "desleixo". No entanto, tudo que tenho ganho com ele valeu muito a pena. Sigo muitos de vocês (a maior parte das vezes sem comentar) como se fossem família próxima. Se vocês sofrem eu fico a pensar "será que a pessoa do blog X já está melhor?". E por aí adiante. Esta comunidade Sapo é excelente. Obrigada por tudo. A mais um ano! Depois? Logo se vê...

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Em Évora, o clichê é real!

Sabem aquele clichê que diz que os alentejanos são lentos e (ligeiramente) preguiçosos? 


Pois bem, ainda não conheceram o homem que está a gerir o hostel onde eu fiquei em estadia.


Tão a ver aquelas preguiças do filme "Zootopia"? O homem é igualzinho, fotocópia autêntica! Dá vontade de lhe dar um safanão nas costas para se mexer mais rápido!!!


 

Em Évora, o clichê é real!

Sabem aquele clichê que diz que os alentejanos são lentos e (ligeiramente) preguiçosos? 


Pois bem, ainda não conheceram o homem que está a gerir o hostel onde eu fiquei em estadia.


Tão a ver aquelas preguiças do filme "Zootopia"? O homem é igualzinho, fotocópia autêntica! Dá vontade de lhe dar um safanão nas costas para se mexer mais rápido!!!


 

sábado, 23 de junho de 2018

Devia fazer uma lista de todos os hosteis em que já fiquei...

Este aqui tem uns cubículos de casa-de-banho tão mas tão pequenos que uma pessoa nem consegue sentar-se na sanita como deve ser. Eu tenho 1,68m e tive que fazer cocó sentade de esguelha na sanita. Nem quero imaginar como fazem os senhores de 2m.

Devia fazer uma lista de todos os hosteis em que já fiquei...

Este aqui tem uns cubículos de casa-de-banho tão mas tão pequenos que uma pessoa nem consegue sentar-se na sanita como deve ser. Eu tenho 1,68m e tive que fazer cocó sentade de esguelha na sanita. Nem quero imaginar como fazem os senhores de 2m.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Preciso da ajuda do público!

Tenho 27 anos, estou a morar no estrangeiro e a minha mãe liga-me todos os dias. Quando não posso falar um ou vários dias, na chamada seguinte tenho que ouvir o "discurso da culpa"... aquele em que ela diz que já não lhe ligo, que já não gosto dela, que fica preocupada quando não falo com ela e que durante X dias não dormiu nada, etc. Esta situação tem sido stressante para mim, sinto que nos últimos anos passou a ser uma obrigatoriedade falar com ela, não porque eu sinta vontade, mas porque se não o fizer ela vai passar-se e fazer-me sentir culpada. Já tentei de tudo para só falarmos de 2 em 2 dias e nem isso consigo, para ela tem de ser todos os dias se não a mulher nem fica bem... mas eu, não me imagino a fazer isto todas as noites durante os próximos anos, ainda por cima sabendo que cada chamada são pelo menos 40 minutos e que gostava de ter serões livres sem estas chamadas em que muitas vezes ela só se queixa de tudo e de nada, do meu pai, do dinheiro, da vida que está mal...


 


Que acham desta situação? Todas as mães são assim? Isto é normal e eu é que estou a implicar sem motivo ou a minha mãe tem algum "problema" em deixar os filhos sair do ninho e isto é preocupante? Começo a ficar desesperada e às vezes acabo por falar mal com ela quando não é isso que quero... aí a culpa vem para ficar e em dose dupla.

Preciso da ajuda do público!

Tenho 27 anos, estou a morar no estrangeiro e a minha mãe liga-me todos os dias. Quando não posso falar um ou vários dias, na chamada seguinte tenho que ouvir o "discurso da culpa"... aquele em que ela diz que já não lhe ligo, que já não gosto dela, que fica preocupada quando não falo com ela e que durante X dias não dormiu nada, etc. Esta situação tem sido stressante para mim, sinto que nos últimos anos passou a ser uma obrigatoriedade falar com ela, não porque eu sinta vontade, mas porque se não o fizer ela vai passar-se e fazer-me sentir culpada. Já tentei de tudo para só falarmos de 2 em 2 dias e nem isso consigo, para ela tem de ser todos os dias se não a mulher nem fica bem... mas eu, não me imagino a fazer isto todas as noites durante os próximos anos, ainda por cima sabendo que cada chamada são pelo menos 40 minutos e que gostava de ter serões livres sem estas chamadas em que muitas vezes ela só se queixa de tudo e de nada, do meu pai, do dinheiro, da vida que está mal...


 


Que acham desta situação? Todas as mães são assim? Isto é normal e eu é que estou a implicar sem motivo ou a minha mãe tem algum "problema" em deixar os filhos sair do ninho e isto é preocupante? Começo a ficar desesperada e às vezes acabo por falar mal com ela quando não é isso que quero... aí a culpa vem para ficar e em dose dupla.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Aiiii....

... meus caros, tenho tanto para vos contar!


 


Mas vou de férias este sábado e tenho tanto para fazer aqui por casa e fora dela! 


 


Fazer mala...


Ir ao banco...


Ir à farmácia...


Consulta na psicóloga...


Terceiro date com o moço...


Ir jantar a casa de amigos...


Ir comprar umas sandálias...


Preparar os dias de férias em Faro (ainda não sei 100% o que vou fazer)...


 


E o que tenho para vos dizer não é algo que se faça em cima do joelho.


Portanto...


Assim que tiver um tempinho ainda esta semana venho cá, se não conseguir, vemo-nos daqui a uns dias quando estiver em Faro num hostel manhoso qualquer e tiver um tempinho para vos escrever com calma.


 


Com muito amor e muitos beijos na bunda 


 


A vossa querida dESarrumada! 

Aiiii....

... meus caros, tenho tanto para vos contar!


 


Mas vou de férias este sábado e tenho tanto para fazer aqui por casa e fora dela! 


 


Fazer mala...


Ir ao banco...


Ir à farmácia...


Consulta na psicóloga...


Terceiro date com o moço...


Ir jantar a casa de amigos...


Ir comprar umas sandálias...


Preparar os dias de férias em Faro (ainda não sei 100% o que vou fazer)...


 


E o que tenho para vos dizer não é algo que se faça em cima do joelho.


Portanto...


Assim que tiver um tempinho ainda esta semana venho cá, se não conseguir, vemo-nos daqui a uns dias quando estiver em Faro num hostel manhoso qualquer e tiver um tempinho para vos escrever com calma.


 


Com muito amor e muitos beijos na bunda 


 


A vossa querida dESarrumada! 

domingo, 17 de junho de 2018

Aleatoriedades da vida.

Às vezes estamos tão concentrados em sair do poço que nem nos apercebemos que estivemos o tempo todo no poço errado. E quando dizem que as coisas negativas que nos acontecem só vão fazer sentido mais tarde? Cada vez mais acredito nisto. Apesar de ainda não ter ideia nenhuma de para onde a minha vida caminha, sinto-me muito mais em paz com as decisões que tomei e continuo a tomar. E grande parte da minha ansiedade vem desta ideia de "e se tivesse escolhido diferente?". Guardo sempre esta sensação cá dentro de mim de que devia ter optado por outro caminho, e que nunca saberei o resultado de todas as minhas outras escolhas. Talvez por influências externas, medo de arriscar ou de perder o conforto conquistado. Mas, sinto-me melhor, começo a acreditar que estamos sempre onde devemos estar. Se hoje ainda estou aqui é porque é aqui que está a minha maior aprendizagem. Às vezes o facto de esperar, e aprender a fazê-lo, só por si já é a maior lição.


E falando de escolhas, no fundo, bem lá no fundo, ninguém quer saber das nossas decisões, as opiniões dos outros não são tão importantes como pensamos quando somos adolescentes e jovens adultos. A opinião dos nossos pais e amigos deixa de importar tanto, ou mesmo nada. Se sou bem sucedida ou não, isso cabe-me a mim decidir, não aos outros. E afinal, o que é mesmo o sucesso? Aquilo que acho que os outros têm nem sempre é o que me faria feliz a mim. Uma simples viagem sem rumo e sem horários na natureza pode fazer-me mais feliz do que ter um negócio próprio e estar sempre ocupada. Sinto que ainda tenho tanto para conhecer sobre mim própria e que o segredo pode estar aí. Na auto-descoberta. Descoberta essa que às vezes levamos uma vida inteira a construir e desconstruir. E a vida lá se vai fazendo caminhando para a frente, de qualquer modo, nunca conseguiremos adivinhar o futuro nem mudar o passado. O presente é tudo que temos. 

Aleatoriedades da vida.

Às vezes estamos tão concentrados em sair do poço que nem nos apercebemos que estivemos o tempo todo no poço errado. E quando dizem que as coisas negativas que nos acontecem só vão fazer sentido mais tarde? Cada vez mais acredito nisto. Apesar de ainda não ter ideia nenhuma de para onde a minha vida caminha, sinto-me muito mais em paz com as decisões que tomei e continuo a tomar. E grande parte da minha ansiedade vem desta ideia de "e se tivesse escolhido diferente?". Guardo sempre esta sensação cá dentro de mim de que devia ter optado por outro caminho, e que nunca saberei o resultado de todas as minhas outras escolhas. Talvez por influências externas, medo de arriscar ou de perder o conforto conquistado. Mas, sinto-me melhor, começo a acreditar que estamos sempre onde devemos estar. Se hoje ainda estou aqui é porque é aqui que está a minha maior aprendizagem. Às vezes o facto de esperar, e aprender a fazê-lo, só por si já é a maior lição.


E falando de escolhas, no fundo, bem lá no fundo, ninguém quer saber das nossas decisões, as opiniões dos outros não são tão importantes como pensamos quando somos adolescentes e jovens adultos. A opinião dos nossos pais e amigos deixa de importar tanto, ou mesmo nada. Se sou bem sucedida ou não, isso cabe-me a mim decidir, não aos outros. E afinal, o que é mesmo o sucesso? Aquilo que acho que os outros têm nem sempre é o que me faria feliz a mim. Uma simples viagem sem rumo e sem horários na natureza pode fazer-me mais feliz do que ter um negócio próprio e estar sempre ocupada. Sinto que ainda tenho tanto para conhecer sobre mim própria e que o segredo pode estar aí. Na auto-descoberta. Descoberta essa que às vezes levamos uma vida inteira a construir e desconstruir. E a vida lá se vai fazendo caminhando para a frente, de qualquer modo, nunca conseguiremos adivinhar o futuro nem mudar o passado. O presente é tudo que temos. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Cada um na sua!

Às vezes tenho aquela "mágoa" de não conseguir fazer amigos dentro dos meus colegas de equipa directos. Nós somos uma equipa com várias profissões, e consigo dar-me bem com todos, menos com os meus "semelhantes". Já estou aqui há 3 anos e 7 meses, e nunca consegui desenvolver uma amizade verdadeira com nenhum. Mas eles entre eles dão-se todos bem, e isso sempre me custou. É tramado quando nos sentimos a ovelha negra do rebanho.


Uma delas acabou recentemente com o namorado, alto drama, teve que largar a casa onde estavam a morar juntos e tudo. Como ficou sem onde morar, pediu ao nosso chefe para ficar alojada lá no trabalho, nos apartamentos onde costumam ficar as famílias dos utentes a dormir, quando vão fazer as visitas do fim de semana.


Essa minha colega, anda toda triste, anda lá feita meia-morta a arrastar-se pelos corredores quase deprimida, não fala com ninguém. Nem com os amiguinhos com quem antes andava sempre na macacada. Emagreceu 13kg num mês e até andava lá a fumar num canto durante a hora de pausa. E ela não fuma...


Situação dramática, decidi comentar com uma das minhas colegas, que pensava eu, era a pessoa mais próxima dela:


 


Eu: Olha lá, a A. desde que acabou com o namorado anda mesmo mal! Parece que está à beira de uma depressão...


Colega: Deixa lá, ela é uma criança. Todos temos problemas e nenhum de nós anda p'raí a deprimir pelos cantos!


 


Pumba que já almoçaste...! Mas quem te manda preocupar com os outros? No meio disto tudo até fiquei extremamente aliviada por não ser "amiga" desta gente...

Cada um na sua!

Às vezes tenho aquela "mágoa" de não conseguir fazer amigos dentro dos meus colegas de equipa directos. Nós somos uma equipa com várias profissões, e consigo dar-me bem com todos, menos com os meus "semelhantes". Já estou aqui há 3 anos e 7 meses, e nunca consegui desenvolver uma amizade verdadeira com nenhum. Mas eles entre eles dão-se todos bem, e isso sempre me custou. É tramado quando nos sentimos a ovelha negra do rebanho.


Uma delas acabou recentemente com o namorado, alto drama, teve que largar a casa onde estavam a morar juntos e tudo. Como ficou sem onde morar, pediu ao nosso chefe para ficar alojada lá no trabalho, nos apartamentos onde costumam ficar as famílias dos utentes a dormir, quando vão fazer as visitas do fim de semana.


Essa minha colega, anda toda triste, anda lá feita meia-morta a arrastar-se pelos corredores quase deprimida, não fala com ninguém. Nem com os amiguinhos com quem antes andava sempre na macacada. Emagreceu 13kg num mês e até andava lá a fumar num canto durante a hora de pausa. E ela não fuma...


Situação dramática, decidi comentar com uma das minhas colegas, que pensava eu, era a pessoa mais próxima dela:


 


Eu: Olha lá, a A. desde que acabou com o namorado anda mesmo mal! Parece que está à beira de uma depressão...


Colega: Deixa lá, ela é uma criança. Todos temos problemas e nenhum de nós anda p'raí a deprimir pelos cantos!


 


Pumba que já almoçaste...! Mas quem te manda preocupar com os outros? No meio disto tudo até fiquei extremamente aliviada por não ser "amiga" desta gente...

terça-feira, 12 de junho de 2018

Inseguranças relativamente ao meu corpo de mulher.

Tenho andado muito calminha relativamente à ansiedade, tenho curtido a vida que levo e decidi gostar e querer o que já tenho. Sem estar sempre a matutar cada decisão não tomada. Para já tenho-me saído bem, a ver se consigo manter as crises de ansiedade major bem longe. 


 


Hoje venho aqui falar de um assunto que me apercebi que não consigo evitar pensar quando ando neste mundo dos encontros, sobretudo quando se anda a sair com alguém no Verão e ele sugere irmos fazer canoagem como actividade de segundo encontro. Esse assunto é a minha insegurança relativamente à minha aparência física. Quando se sai com alguém que já se conhecia antes, à partida a pessoa já sabe como é a nossa fronha e o nosso corpo. O "problema" acontece quando se sai com alguém que não nos conhece de lado nenhum, que só viu a nossa cara em 2 ou 3 fotos.


 


Eu fico sempre naquela:



"será que ele me vai achar bonita?",
"será que estou gorda demais para ele?",
"malditos chocolates que o estagiário me deu e que enfardei num abrir e piscar de olhos",
"e se ele me achar muito peluda?",
"e se a ex dele era mais bonita do que eu, ou anda a falar com alguma rapariga melhor do que eu?"
...



Sei que estes pensamentos não são nada saudáveis, muito pelo contrário, isto sou eu a deixar-me afectar pela pressão social de ser-se "bonita" e pela ideia pré-concebida de que a mulher anda neste mundo só para agradar ao homem. Tenho muita tendência a quando conheço um rapaz, a achá-lo muito melhor do que eu em todos os aspectos... mais bonito, mais bem-sucedido, mais confiante, mais charmoso, etc. Só vejo os defeitos do moço algum tempo mais tarde. Mas mesmo assim questiono-me vezes e vezes sem conta:


 


"o que raio viu ele em mim?"


 


Admito, não gosto de pensar assim. Detesto. Este post serve um bocadinho para me exorcizar dos meus medos e paranóias. Quero chegar ao próximo encontro e pensar:



"fuck isto tudo, eu sou toda boa e se ele não gostar quem perde é ele!",
"fuck a opinião dele, se calhar vai-se a ver e sou eu que não o vou achar suficientemente bom para mim",
"fuck se vamos fazer canoagem e estou mortinha de medo que ele fuja da minha celulite!",
"fuck o corpo de bikini ideal, afinal o que é essa merda?",
"fuck as publicidades em que as moças têm as pernas todas lisinhas sem pêlos e sem varizes".


 


 


Fuck isto tudo, eu sou eu, e gosto de mim assim.


 

Inseguranças relativamente ao meu corpo de mulher.

Tenho andado muito calminha relativamente à ansiedade, tenho curtido a vida que levo e decidi gostar e querer o que já tenho. Sem estar sempre a matutar cada decisão não tomada. Para já tenho-me saído bem, a ver se consigo manter as crises de ansiedade major bem longe. 


 


Hoje venho aqui falar de um assunto que me apercebi que não consigo evitar pensar quando ando neste mundo dos encontros, sobretudo quando se anda a sair com alguém no Verão e ele sugere irmos fazer canoagem como actividade de segundo encontro. Esse assunto é a minha insegurança relativamente à minha aparência física. Quando se sai com alguém que já se conhecia antes, à partida a pessoa já sabe como é a nossa fronha e o nosso corpo. O "problema" acontece quando se sai com alguém que não nos conhece de lado nenhum, que só viu a nossa cara em 2 ou 3 fotos.


 


Eu fico sempre naquela:



"será que ele me vai achar bonita?",
"será que estou gorda demais para ele?",
"malditos chocolates que o estagiário me deu e que enfardei num abrir e piscar de olhos",
"e se ele me achar muito peluda?",
"e se a ex dele era mais bonita do que eu, ou anda a falar com alguma rapariga melhor do que eu?"
...



Sei que estes pensamentos não são nada saudáveis, muito pelo contrário, isto sou eu a deixar-me afectar pela pressão social de ser-se "bonita" e pela ideia pré-concebida de que a mulher anda neste mundo só para agradar ao homem. Tenho muita tendência a quando conheço um rapaz, a achá-lo muito melhor do que eu em todos os aspectos... mais bonito, mais bem-sucedido, mais confiante, mais charmoso, etc. Só vejo os defeitos do moço algum tempo mais tarde. Mas mesmo assim questiono-me vezes e vezes sem conta:


 


"o que raio viu ele em mim?"


 


Admito, não gosto de pensar assim. Detesto. Este post serve um bocadinho para me exorcizar dos meus medos e paranóias. Quero chegar ao próximo encontro e pensar:



"fuck isto tudo, eu sou toda boa e se ele não gostar quem perde é ele!",
"fuck a opinião dele, se calhar vai-se a ver e sou eu que não o vou achar suficientemente bom para mim",
"fuck se vamos fazer canoagem e estou mortinha de medo que ele fuja da minha celulite!",
"fuck o corpo de bikini ideal, afinal o que é essa merda?",
"fuck as publicidades em que as moças têm as pernas todas lisinhas sem pêlos e sem varizes".


 


 


Fuck isto tudo, eu sou eu, e gosto de mim assim.


 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Em Paris, ou vai ou racha.

Este fim-de-semana foi passado em Paris com a H. Foi tudo muito bom, passeámos muito e reflectimos muito sobre a vida, mas tudo muito descontraído, sem stresses. Já há muito tempo que não tinha uma viagem assim. O pior acontece quando estávamos a ir para a peça de teatro de uma amiga dela, o motivo principal pelo qual fomos a Paris este fim-de-semana...


 


Estávamos no metro, que teve um problema na linha e estava atrasado, sentadinhas na carruagem fizemos as contas, íamos chegar 8 minutos antes da peça de teatro, mas a paragem de metro ficava a 13 minutos do teatro. Quando se chega em cima da hora, já não nos deixam entrar. Recebemos uma mensagem da amiga da H. a pedir para lhe tirarmos fotos durante a peça. Aiii, tirar fotos até tiramos, mas para isso é preciso conseguir entrar a horas! Um desafio avizinha-se... Barney Stinson* que está dentro de cada um de nós, mostra o que és capaz! Gritei bem alto cá dentro da minha cabeça:


 


Challenge accepted! 


 


H: "Vou activar o GPS, assim que as portas abrirem corremos o máximo que podermos, ok?" 


Eu: "Vamos a isso!"


 


Partida.


Lagarta.


* as portas abrem*


Fugida!


 


Corremos tanto, mas tanto, que nem me lembro de como saímos do metro. Aquilo foi descer escadas rolantes, aquilo foi voltar a subir escadas, aquilo foi fazer slalom entre as pessoas, ir contra malas, tropeçar em carrinhos de bebé. O que vale é que estamos super habituadas a correr juntas e já temos o mesmo ritmo de corrida (da última vez fizemos 7km sem pausa, kudos para nós! )


 


Eis que chega a luz do sol. Estávamos na rua. Estão a ver quando uma pessoa está tão concentrada na tarefa que está a fazer que se esquece que está no meio do passeio, que há passadeiras com sinais vermelhos, que há pessoas por todo o lado, que está numa grande cidade movimentada e que o mundo continua a girar? Foi isso que aconteceu. Escapamos por um triz a sermos atropeladas por uma mota de entregas de comida, "mas nem que a vaca tussa, hei-de chegar a horas àquela peça!"


 


E chegámos, 2 minutos antes da hora. A transpirar rios e rios de suor. A senhora da bilheteira olha para nós ofegantes e vermelhas que nem tomates. 


 


"Calma, calma, ainda têm tempo, os expectadores estão todos em fila à entrada e ainda ninguém entrou!"


 


Expiração de alívio. Aquilo foi correr para o WC para fazer um xixi de stress, que estava a apoquentar-me desde que entrei no metro e vi que este estava atrasado, depois esfregar-me dos pés à cabeça com papel higiénico para ensopar o suor. Fomos para a peça, a cheirar a cavalo. E conseguimos tirar as fotos que a amiga da H. pediu.


 


 



* personagem de How I Met Your Mother que diz Challenge Accepted quando se auto-propõe a desafios algo estúpidos

Em Paris, ou vai ou racha.

Este fim-de-semana foi passado em Paris com a H. Foi tudo muito bom, passeámos muito e reflectimos muito sobre a vida, mas tudo muito descontraído, sem stresses. Já há muito tempo que não tinha uma viagem assim. O pior acontece quando estávamos a ir para a peça de teatro de uma amiga dela, o motivo principal pelo qual fomos a Paris este fim-de-semana...


 


Estávamos no metro, que teve um problema na linha e estava atrasado, sentadinhas na carruagem fizemos as contas, íamos chegar 8 minutos antes da peça de teatro, mas a paragem de metro ficava a 13 minutos do teatro. Quando se chega em cima da hora, já não nos deixam entrar. Recebemos uma mensagem da amiga da H. a pedir para lhe tirarmos fotos durante a peça. Aiii, tirar fotos até tiramos, mas para isso é preciso conseguir entrar a horas! Um desafio avizinha-se... Barney Stinson* que está dentro de cada um de nós, mostra o que és capaz! Gritei bem alto cá dentro da minha cabeça:


 


Challenge accepted! 


 


H: "Vou activar o GPS, assim que as portas abrirem corremos o máximo que podermos, ok?" 


Eu: "Vamos a isso!"


 


Partida.


Lagarta.


* as portas abrem*


Fugida!


 


Corremos tanto, mas tanto, que nem me lembro de como saímos do metro. Aquilo foi descer escadas rolantes, aquilo foi voltar a subir escadas, aquilo foi fazer slalom entre as pessoas, ir contra malas, tropeçar em carrinhos de bebé. O que vale é que estamos super habituadas a correr juntas e já temos o mesmo ritmo de corrida (da última vez fizemos 7km sem pausa, kudos para nós! )


 


Eis que chega a luz do sol. Estávamos na rua. Estão a ver quando uma pessoa está tão concentrada na tarefa que está a fazer que se esquece que está no meio do passeio, que há passadeiras com sinais vermelhos, que há pessoas por todo o lado, que está numa grande cidade movimentada e que o mundo continua a girar? Foi isso que aconteceu. Escapamos por um triz a sermos atropeladas por uma mota de entregas de comida, "mas nem que a vaca tussa, hei-de chegar a horas àquela peça!"


 


E chegámos, 2 minutos antes da hora. A transpirar rios e rios de suor. A senhora da bilheteira olha para nós ofegantes e vermelhas que nem tomates. 


 


"Calma, calma, ainda têm tempo, os expectadores estão todos em fila à entrada e ainda ninguém entrou!"


 


Expiração de alívio. Aquilo foi correr para o WC para fazer um xixi de stress, que estava a apoquentar-me desde que entrei no metro e vi que este estava atrasado, depois esfregar-me dos pés à cabeça com papel higiénico para ensopar o suor. Fomos para a peça, a cheirar a cavalo. E conseguimos tirar as fotos que a amiga da H. pediu.


 


 



* personagem de How I Met Your Mother que diz Challenge Accepted quando se auto-propõe a desafios algo estúpidos

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Para quem quer saber como correu o meu date mais recente.

Ora bem, ando a ter uma formação no trabalho em que tenho que começar às 8h e estou com uma pedrada de sono por andar a acordar todos os dias às 7h da manhã que nem vos digo nada. Efectivamente, começar o trabalho às 9h é um luxo ao qual já me habituei e nem dei conta. Portanto, vou ser rápida e escrever isto como sair, que tenho que ir fazer ó-ó.


 


No Tinder o moço só tinha duas fotografias, que diga-se de passagem, não o favorecem nada. Só fiz swipe à direita porque tem a mesma profissão que alguém da minha família e tinha uma descrição com uns bonequitos engraçados. Na altura disse-me olá, respondi 2 ou 3 coisas e não falei mais. Dois dias depois voltou a mandar-me mensagem no Tinder a dizer que tinha gostado muito do meu perfil e que, apesar de eu não lhe responder mais, ia ficar chateado consigo próprio se não voltasse a insistir. Achei o gesto engraçado e desde esse dia que temos falado todos os dias. Para além disso, foi mesmo o facto das conversas serem muito interessantes que me levou a combinar encontro.


 


Combinei com ele em frente ao cinema da cidade mais próxima. Ele mandou sms a dizer que estava atrasado 30 minutos por causa do trabalho. A pontualidade francesa no seu melhor. Vi a mensagem quando estava parada num sinal vermelho, também eu atrasada uns 5 minutos, e fiquei tranquila, conduzi o resto do caminho nas calmas.


 


Cheguei ao estacionamento e ainda fiquei a olhar para o espelho para confirmar se estava tudo ok com a make up, um cor de rosa pêssego de uma palete nova, muito giro, que decidi experimentar nesse dia. Nunca experimentem maquilhagem nova no dia de um primeiro encontro. Conselho de amiga.


 


Saí e fui para a porta do cinema. Não íamos ver filme, a ideia era só escolher um sítio fácil para o ponto de encontro. Sentei-me num muro de pedra debaixo de uma árvore porque os bancos de jardim estavam molhados, tinha estado a chover. E fiquei a olhar para o telemóvel para passar o tempo.


 


Eis que vem um rapaz falar comigo. Olho para cima e lá estava ele. Um gato de duas pernas com olhos verdes. Pensei: "quem é este pão??? e porque é que está a falar comigo???"


 


Era ele, o moço do Tinder. Fiquei meia aturdida. Já passei por alguns encontros e este apanhou-me de surpresa. Efectivamente escolheu muito mal as fotos e estas não o favoreciam nada. Muito mais giro na vida real. Que boa surpresa. 


 


Fomos beber café. Aliás, eu bebi um chá e ele bebeu uma cerveja. Ficámos a falar até o café fechar. A maior parte dos cafés aqui fecham às 20h... azar dos azares, ficámos num desses. Mas era o que tem a melhor esplanada da cidade, por isso valeu a pena.


 


Fomos andando para o estacionamento do cinema que ainda ficava a 10 minutos a pé. E eis que ele pergunta se queria ir jantar. "Bem, se a coisa passa de café a jantar, é porque está a correr bem, certo?". Pensei cá para os meus botões, eu tenho muitos diálogos internos, já sabem como é. Ainda tentei fazer-me de difícil, mas tínhamos passado por uma pizzaria com óptimo aspecto, sítio que ele sugeriu, e lá fui eu dizer que sim. Sou uma fraca.


 


O jantar foi óptimo, pedimos duas pizzas e partilhámos metade/metade um com o outro. Falámos muito. Ele tem mesmo muita coisa em comum comigo. E parece ser uma pessoa simples, gosto disso. 


 


No final despedimo-nos e ele perguntou se gostei do encontro. Respondi que sim, sinceramente, se dissesse que não estaria a mentir. O moço é mesmo boa companhia e senti-me bem o tempo todo. Ficámos de nos ver outra vez, mas sem data marcada. 


 


Chegada a casa recebo mensagem dele a dizer que a estrada correu bem e que gostou de me conhecer. Ele sabe mesmo fazer as coisas. Este fim-de-semana não estou por aqui. Vou a Paris com a H. passear um bocado. Estou com vontade de o ver outra vez mas não sei quando vai ser. Para já é isto.


 


Gosto muito deste tipo de posts mais descritivos. Vou tentar escrever mais neste estilo. 


 

Para quem quer saber como correu o meu date mais recente.

Ora bem, ando a ter uma formação no trabalho em que tenho que começar às 8h e estou com uma pedrada de sono por andar a acordar todos os dias às 7h da manhã que nem vos digo nada. Efectivamente, começar o trabalho às 9h é um luxo ao qual já me habituei e nem dei conta. Portanto, vou ser rápida e escrever isto como sair, que tenho que ir fazer ó-ó.


 


No Tinder o moço só tinha duas fotografias, que diga-se de passagem, não o favorecem nada. Só fiz swipe à direita porque tem a mesma profissão que alguém da minha família e tinha uma descrição com uns bonequitos engraçados. Na altura disse-me olá, respondi 2 ou 3 coisas e não falei mais. Dois dias depois voltou a mandar-me mensagem no Tinder a dizer que tinha gostado muito do meu perfil e que, apesar de eu não lhe responder mais, ia ficar chateado consigo próprio se não voltasse a insistir. Achei o gesto engraçado e desde esse dia que temos falado todos os dias. Para além disso, foi mesmo o facto das conversas serem muito interessantes que me levou a combinar encontro.


 


Combinei com ele em frente ao cinema da cidade mais próxima. Ele mandou sms a dizer que estava atrasado 30 minutos por causa do trabalho. A pontualidade francesa no seu melhor. Vi a mensagem quando estava parada num sinal vermelho, também eu atrasada uns 5 minutos, e fiquei tranquila, conduzi o resto do caminho nas calmas.


 


Cheguei ao estacionamento e ainda fiquei a olhar para o espelho para confirmar se estava tudo ok com a make up, um cor de rosa pêssego de uma palete nova, muito giro, que decidi experimentar nesse dia. Nunca experimentem maquilhagem nova no dia de um primeiro encontro. Conselho de amiga.


 


Saí e fui para a porta do cinema. Não íamos ver filme, a ideia era só escolher um sítio fácil para o ponto de encontro. Sentei-me num muro de pedra debaixo de uma árvore porque os bancos de jardim estavam molhados, tinha estado a chover. E fiquei a olhar para o telemóvel para passar o tempo.


 


Eis que vem um rapaz falar comigo. Olho para cima e lá estava ele. Um gato de duas pernas com olhos verdes. Pensei: "quem é este pão??? e porque é que está a falar comigo???"


 


Era ele, o moço do Tinder. Fiquei meia aturdida. Já passei por alguns encontros e este apanhou-me de surpresa. Efectivamente escolheu muito mal as fotos e estas não o favoreciam nada. Muito mais giro na vida real. Que boa surpresa. 


 


Fomos beber café. Aliás, eu bebi um chá e ele bebeu uma cerveja. Ficámos a falar até o café fechar. A maior parte dos cafés aqui fecham às 20h... azar dos azares, ficámos num desses. Mas era o que tem a melhor esplanada da cidade, por isso valeu a pena.


 


Fomos andando para o estacionamento do cinema que ainda ficava a 10 minutos a pé. E eis que ele pergunta se queria ir jantar. "Bem, se a coisa passa de café a jantar, é porque está a correr bem, certo?". Pensei cá para os meus botões, eu tenho muitos diálogos internos, já sabem como é. Ainda tentei fazer-me de difícil, mas tínhamos passado por uma pizzaria com óptimo aspecto, sítio que ele sugeriu, e lá fui eu dizer que sim. Sou uma fraca.


 


O jantar foi óptimo, pedimos duas pizzas e partilhámos metade/metade um com o outro. Falámos muito. Ele tem mesmo muita coisa em comum comigo. E parece ser uma pessoa simples, gosto disso. 


 


No final despedimo-nos e ele perguntou se gostei do encontro. Respondi que sim, sinceramente, se dissesse que não estaria a mentir. O moço é mesmo boa companhia e senti-me bem o tempo todo. Ficámos de nos ver outra vez, mas sem data marcada. 


 


Chegada a casa recebo mensagem dele a dizer que a estrada correu bem e que gostou de me conhecer. Ele sabe mesmo fazer as coisas. Este fim-de-semana não estou por aqui. Vou a Paris com a H. passear um bocado. Estou com vontade de o ver outra vez mas não sei quando vai ser. Para já é isto.


 


Gosto muito deste tipo de posts mais descritivos. Vou tentar escrever mais neste estilo. 


 

terça-feira, 5 de junho de 2018

Nestas coisas dos gajos sou bastante teimosa....

... não fosse eu do signo Touro, teimosos por natureza. Decidi voltar a apostar no Tinder, convencida de que vou ali conhecer o homem da minha vida.


 


Já ando nisto há uma semana, já falei com mais de 30 rapazes, alguns deles casados, outros com filhos (atenção que não tenho nada contra quem tem crianças, mas neste momento um bebé não é algo que tenciono que conste em anexo no gajo com quem saio)


 


Entre estes todos, três chamaram-me mais à atenção. Ando a falar com os três numas conversas assim mais nocturnas.


 


Um deles tem tido mais pontos em comum comigo, então é com esse que vou sair primeiro.


 


Primeiro encontro marcado para amanhã ao fim da tarde.


 


Estou nervosa. Acontece-me isto sempre que vou ver alguém pela primeira vez, apesar de já saber como são estas coisas.


 


Não sei porque ando a teimar nisto, mas acho que me faz bem sair e conhecer pessoas. Pessoas que de qualquer outra forma não teria conhecido, uma vez que estou numa zona muito rural e não é fácil conhecer pessoas da minha idade fora do contexto trabalho. Mais uma vez, uma parte de mim quer encontrar "O" tal, a outra parte sabe que, muito provavelmente, isso não existe. 


 


Uma terceira parte de mim decidiu deixar de matutar nas coisas até à exaustão. Por isso vamos lá ver como corre este date.

Nestas coisas dos gajos sou bastante teimosa....

... não fosse eu do signo Touro, teimosos por natureza. Decidi voltar a apostar no Tinder, convencida de que vou ali conhecer o homem da minha vida.


 


Já ando nisto há uma semana, já falei com mais de 30 rapazes, alguns deles casados, outros com filhos (atenção que não tenho nada contra quem tem crianças, mas neste momento um bebé não é algo que tenciono que conste em anexo no gajo com quem saio)


 


Entre estes todos, três chamaram-me mais à atenção. Ando a falar com os três numas conversas assim mais nocturnas.


 


Um deles tem tido mais pontos em comum comigo, então é com esse que vou sair primeiro.


 


Primeiro encontro marcado para amanhã ao fim da tarde.


 


Estou nervosa. Acontece-me isto sempre que vou ver alguém pela primeira vez, apesar de já saber como são estas coisas.


 


Não sei porque ando a teimar nisto, mas acho que me faz bem sair e conhecer pessoas. Pessoas que de qualquer outra forma não teria conhecido, uma vez que estou numa zona muito rural e não é fácil conhecer pessoas da minha idade fora do contexto trabalho. Mais uma vez, uma parte de mim quer encontrar "O" tal, a outra parte sabe que, muito provavelmente, isso não existe. 


 


Uma terceira parte de mim decidiu deixar de matutar nas coisas até à exaustão. Por isso vamos lá ver como corre este date.

domingo, 3 de junho de 2018

O plano B.

Sempre esperei ter muitos acontecimentos grandiosos na vida para poder dizer que esta valeu a pena. Que me senti realizada. Começo a aperceber-me que estar sempre à espera que algo grande chegue não me vai conduzir à felicidade. Esta está nas pequenas coisas. E sempre esteve. É no deixar ir que está a paz, é no deixar acontecer que está a felicidade. Sempre confundi ter todo o controlo com ter ambição. Mas posso continuar a ambicionar coisas sem pensar e repensar como elas vão chegar, e esperar que elas venham até mim, sem tentar controlar todos os mínimos detalhes, sem tentar escrever vezes e vezes sem conta na minha cabeça o guião da minha vida. Hoje sinto uma paz, sinto que aconteça o que acontecer, vá onde for, escolha o que escolher, vou conseguir ser feliz. Que tudo que ansiei para mim até agora, se ainda não aconteceu, é porque não era para ser. O plano A não resultou e tenho que aceitar isso, sem procurar escapatórias ou desculpas. Talvez não fosse o melhor plano para mim. Vamos passar para o plano B?

O plano B.

Sempre esperei ter muitos acontecimentos grandiosos na vida para poder dizer que esta valeu a pena. Que me senti realizada. Começo a aperceber-me que estar sempre à espera que algo grande chegue não me vai conduzir à felicidade. Esta está nas pequenas coisas. E sempre esteve. É no deixar ir que está a paz, é no deixar acontecer que está a felicidade. Sempre confundi ter todo o controlo com ter ambição. Mas posso continuar a ambicionar coisas sem pensar e repensar como elas vão chegar, e esperar que elas venham até mim, sem tentar controlar todos os mínimos detalhes, sem tentar escrever vezes e vezes sem conta na minha cabeça o guião da minha vida. Hoje sinto uma paz, sinto que aconteça o que acontecer, vá onde for, escolha o que escolher, vou conseguir ser feliz. Que tudo que ansiei para mim até agora, se ainda não aconteceu, é porque não era para ser. O plano A não resultou e tenho que aceitar isso, sem procurar escapatórias ou desculpas. Talvez não fosse o melhor plano para mim. Vamos passar para o plano B?

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Ao telefone com a minha mãe #5

A minha mãe teve-me a mim e ao meu irmão antes dos 23 anos... Por isso, às vezes tenho direito a ouvir comentários do género "demoras tanto tempo a arrumar a casa, até parece que tens um rebanho de filhos a sujar tudo", "acordas tão tarde, eu na tua idade já te tinha a ti e ao teu irmão a acordarem-me às 7h da manhã para ver os bonecos" e tantas outras observações do género.


Eu não levo a sério e gozo com a situação, então a minha solteirice acabou por se tornar numa private joke entre mim e a minha mãe.


 


Hoje foi assim:


 


Mãe: Olha a tua amiga é que tem sorte em ter o namorado dela a ir buscá-la à saída do trabalho. Eu nunca tive nada disso do teu pai, e tu também não tens ninguém à tua espera quando sais do trabalho.


Eu: Oh mãe, deixe lá, o príncipe está a demorar a vir porque vai ser uma coisa do outro mundo. As melhores encomendas são sempre as que demoram mais a chegar.


Mãe: Eu acho que o teu príncipe deve vir montado num cavalo manco para estar a demorar tanto.


 


* respiro fundo e prossigo a conversa mudando de assunto *


 


Eu: Agora que o mano saiu aí de casa, vocês os dois deve ser só guardar dinheiro! Jasus!


Mãe: Estás a brincar? O teu pai disse que era este ano que ficávamos ricos e ainda não vi nada. Já estamos em Junho e a riqueza ainda não chegou.


Eu: Oh mãe deixe lá! Ela deve estar a caminho montada no mesmo cavalo manco que traz o meu futuro namorado!


 


 


dESarrumada,


a dizer as verdades desde 1991



 


 


 


 


 


 

Ao telefone com a minha mãe #5

A minha mãe teve-me a mim e ao meu irmão antes dos 23 anos... Por isso, às vezes tenho direito a ouvir comentários do género "demoras tanto tempo a arrumar a casa, até parece que tens um rebanho de filhos a sujar tudo", "acordas tão tarde, eu na tua idade já te tinha a ti e ao teu irmão a acordarem-me às 7h da manhã para ver os bonecos" e tantas outras observações do género.


Eu não levo a sério e gozo com a situação, então a minha solteirice acabou por se tornar numa private joke entre mim e a minha mãe.


 


Hoje foi assim:


 


Mãe: Olha a tua amiga é que tem sorte em ter o namorado dela a ir buscá-la à saída do trabalho. Eu nunca tive nada disso do teu pai, e tu também não tens ninguém à tua espera quando sais do trabalho.


Eu: Oh mãe, deixe lá, o príncipe está a demorar a vir porque vai ser uma coisa do outro mundo. As melhores encomendas são sempre as que demoram mais a chegar.


Mãe: Eu acho que o teu príncipe deve vir montado num cavalo manco para estar a demorar tanto.


 


* respiro fundo e prossigo a conversa mudando de assunto *


 


Eu: Agora que o mano saiu aí de casa, vocês os dois deve ser só guardar dinheiro! Jasus!


Mãe: Estás a brincar? O teu pai disse que era este ano que ficávamos ricos e ainda não vi nada. Já estamos em Junho e a riqueza ainda não chegou.


Eu: Oh mãe deixe lá! Ela deve estar a caminho montada no mesmo cavalo manco que traz o meu futuro namorado!


 


 


dESarrumada,


a dizer as verdades desde 1991



 


 


 


 


 


 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...