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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sonhos soltos.

Ultimamente tenho tido vontade de gritar


Muita mesmo


Gritar até me faltar o ar


E depois?


Escolher é renunciar


E eu tenho medo


Toda a vida esperei que a minha vida mudasse


Mas afinal sempre foi ela que esperou


Uma mudança da minha parte


E eu a insistir no mesmo erro


Vezes e vezes sem conta.


 


 


 


...


 


 


 


Vontade de esquecer tudo


De dizer foda-se para todos os projectos e sonhos


Que tinha há quatro anos atrás


Quando me vim embora


Sonhadora, pensei que ia ser fácil


Mas a vida não é fácil


E desistir não é opção


Nunca foi


Nunca será


Tenho que comprar asas para os meus sonhos


E deixá-los voar.


 


 


 


...


 


 


 


A verdade é que o mais difícil é perdoar


Esses erros do passado


Dizer ao meu eu mais novo que a culpa não é dela


Que ela fez o que podia com o que tinha


Que é injusto para ela eu hoje julgar que tudo foram más escolhas


Ela estava perdida


Tudo era nevoeiro


Hoje vejo mais claramente


Hoje sei que podia ter adaptado muitos sonhos


Podia ter moldado muitos desejos


Aprendido a aceitar o que tinha


Mas que piada isso teria?


 


 


 


...


 


 


 


É hora de deixar os sonhos voar.

Sonhos soltos.

Ultimamente tenho tido vontade de gritar


Muita mesmo


Gritar até me faltar o ar


E depois?


Escolher é renunciar


E eu tenho medo


Toda a vida esperei que a minha vida mudasse


Mas afinal sempre foi ela que esperou


Uma mudança da minha parte


E eu a insistir no mesmo erro


Vezes e vezes sem conta.


 


 


 


...


 


 


 


Vontade de esquecer tudo


De dizer foda-se para todos os projectos e sonhos


Que tinha há quatro anos atrás


Quando me vim embora


Sonhadora, pensei que ia ser fácil


Mas a vida não é fácil


E desistir não é opção


Nunca foi


Nunca será


Tenho que comprar asas para os meus sonhos


E deixá-los voar.


 


 


 


...


 


 


 


A verdade é que o mais difícil é perdoar


Esses erros do passado


Dizer ao meu eu mais novo que a culpa não é dela


Que ela fez o que podia com o que tinha


Que é injusto para ela eu hoje julgar que tudo foram más escolhas


Ela estava perdida


Tudo era nevoeiro


Hoje vejo mais claramente


Hoje sei que podia ter adaptado muitos sonhos


Podia ter moldado muitos desejos


Aprendido a aceitar o que tinha


Mas que piada isso teria?


 


 


 


...


 


 


 


É hora de deixar os sonhos voar.

domingo, 21 de agosto de 2016

Daqui a 1 ano.

Este post foi escrito em 22 de Agosto de 2015 e é um desafio que fiz a mim própria, de escrever uma carta para o meu eu de daqui a um ano (espero que continues fantástica dESarrumada, com os teus 25 aninhos). Tudo começou quando vi uma daquelas memórias do facebook (sim, o facebook agora tem uma nova aplicação onde te mostra todas as recordações do que postaste nesse dia, nos anos anteriores), e vi um vídeo que um amigo meu postou, e que eu filmei, era ele a fazer aquele desafio de levar com um balde de água (neste caso garrafa), e depois nomeava pessoas para fazerem o mesmo... e o que mais me tocou ao ver esse vídeo, foi lembrar-me de como tinha sido essa noite. 

Tinha saído do meu trabalho anterior, em Portugal, às 22h da noite como sempre, fui ter com ele à cidade (sensivelmente 45 minutos de estrada), jantamos no Mcdonald's (o único sítio aberto de jeito) e depois fomos para ao pé de um café muito conhecido da cidade, mas com uma zona um bocado escondida, e lá filmámos o vídeo. Este vídeo fez-me pensar: há exactamente um ano atrás não sabia que passado um ano ia estar em França, e que estes momentos de desespero por causa de trabalhar 12h por dia, a recibos verdes, iam passar. Mas também acabou, a facilidade com que posso ver este meu amigo e os meus pais. E o sol e bom tempo de Agosto. 

Então, como estarei daqui a um ano? Decidi deixar umas perguntas ao meu futuro EU, sobre as coisas que me preocupam mais agora. E ver se, efectivamente, a vida muda assim tanto no espaço de um ano.

Ainda falas com o menino que está em Portugal? Ainda gostas dele?
Já fizeste as formações que querias? 
Já mudaste de trabalho?
Como está o avô F, e a avó I? O último tratamento do cancro correu bem? A operação aos olhos também?
E a mãe, já encontrou trabalho?
E o mano, como corre essa 2ª oportunidade na universidade? Muito estudo?
Esse cabelo, já voltou à cor natural?
E os 6kg que querias perder?
Já és uma menina grande?


Bem, penso que é tudo dESarrumada com 25 anos... aqui a tua versão um ano mais jovem deseja-te uma boa continuação. E um conselho, agora ter 25 anos não parece muito mal, espero que estejas a aproveitar bem esta fase em que és mais crescida. Responde com carinho.

Daqui a 1 ano.

Este post foi escrito em 22 de Agosto de 2015 e é um desafio que fiz a mim própria, de escrever uma carta para o meu eu de daqui a um ano (espero que continues fantástica dESarrumada, com os teus 25 aninhos). Tudo começou quando vi uma daquelas memórias do facebook (sim, o facebook agora tem uma nova aplicação onde te mostra todas as recordações do que postaste nesse dia, nos anos anteriores), e vi um vídeo que um amigo meu postou, e que eu filmei, era ele a fazer aquele desafio de levar com um balde de água (neste caso garrafa), e depois nomeava pessoas para fazerem o mesmo... e o que mais me tocou ao ver esse vídeo, foi lembrar-me de como tinha sido essa noite. 

Tinha saído do meu trabalho anterior, em Portugal, às 22h da noite como sempre, fui ter com ele à cidade (sensivelmente 45 minutos de estrada), jantamos no Mcdonald's (o único sítio aberto de jeito) e depois fomos para ao pé de um café muito conhecido da cidade, mas com uma zona um bocado escondida, e lá filmámos o vídeo. Este vídeo fez-me pensar: há exactamente um ano atrás não sabia que passado um ano ia estar em França, e que estes momentos de desespero por causa de trabalhar 12h por dia, a recibos verdes, iam passar. Mas também acabou, a facilidade com que posso ver este meu amigo e os meus pais. E o sol e bom tempo de Agosto. 

Então, como estarei daqui a um ano? Decidi deixar umas perguntas ao meu futuro EU, sobre as coisas que me preocupam mais agora. E ver se, efectivamente, a vida muda assim tanto no espaço de um ano.

Ainda falas com o menino que está em Portugal? Ainda gostas dele?
Já fizeste as formações que querias? 
Já mudaste de trabalho?
Como está o avô F, e a avó I? O último tratamento do cancro correu bem? A operação aos olhos também?
E a mãe, já encontrou trabalho?
E o mano, como corre essa 2ª oportunidade na universidade? Muito estudo?
Esse cabelo, já voltou à cor natural?
E os 6kg que querias perder?
Já és uma menina grande?


Bem, penso que é tudo dESarrumada com 25 anos... aqui a tua versão um ano mais jovem deseja-te uma boa continuação. E um conselho, agora ter 25 anos não parece muito mal, espero que estejas a aproveitar bem esta fase em que és mais crescida. Responde com carinho.

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...