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sexta-feira, 8 de março de 2024

A última vez que tive um one night stand.

Tenho tido muitos assuntos "para esquecer", um deles é o meu último one night stand. Foi no inverno do covid, lá para finais de 2020, andava a dormir com um gajo que tinha namorada, eu ia a casa dele quando a namorada tinha saído para ir ter com amigas, e ele estava todo stressadinho porque a namorada podia chegar a qualquer momento. Quando me ligava estava quase sempre bêbado ou de ressaca.


Lembro-me daquele domingo de manhã, a primeira vez, recebi uma mensagem dele a dizer "a minha namorada foi para o brunch com umas amigas, vem cá ter". E foi literalmente a primeira vez que o vi na vida, só andávamos a falar pelo Tinder. Morávamos a 5 minutos a pé um do outro, no 18ème arrondissement de Paris, e eu estava cá fora ao frio, a um fucking domingo de manhã, não havia ninguém na rua, e ele veio buscar-me cá em baixo, agora percebo porque não me quis dar o código do prédio, e chegando ao apartamento dele vi, fotos da namorada, tudo bem decorado e limpo, notava-se pelo aspecto dele que, certamente, não era ele que decorava ou limpava a casa.


Fodemos no sofá, mas o gajo estava, para além de ressacado, com tanto sentimento de culpa que só dizia "ai, se a minha namorada se esqueceu de alguma coisa e aparece aí de repente, estou morto, é o fim". Eu na altura estava-me a cagar, hoje apercebo-me dos perigos desta merda de ser uma "amante"... ao longo dos anos fui-me apercebendo que esses perigos podem ir desde o simples "ser metida na rua toda nua" ao "levar com uma gaja em fúria em cima de mim pronta para a porrada". Este tipo de histórias podem acabar muito mal, brinquei.


Ele não se veio, nem conseguiu manter a erecção mais do que uns 10 minutos. Eu também não me vim. Foi merdoso na verdade, mas na altura estava tão cheia de adrenalina que me achei a maior da minha aldeia. Tão parvinha nesta época, valha-me Nossa Senhora dos pitos aos saltos. Amén.


 


Mas aprendi algumas lições inestimáveis, como por exemplo:


 


1) trair é super fácil.
Ele chegou a estar comigo, literalmente a chupar-lhe a pila de joelhos, enquanto mandava sms à namorada. Numa noite apareceu lá em casa às 3h da manhã, enquanto estava numa saída com os amigos, apanhou um uber, foi-me foder praí durante 1h30, e depois saiu a correr para voltar a ir ter com os amigos. A namorada nunca ia desconfiar.


 


2) os homens protegem-se uns aos outros
Obviamente, os amigos dele sabiam que ele saiu da beira deles para ir "pinar uma gaja do Tinder", e acham  que algum deles vai contar à namorada de 7 anos do infiel??? Claro que não, eles provavelmente fazem ou farão o mesmo, e também precisam de protecção nesses momentos.


 


3) trair é mau, mas só se fores apanhado
O gajo não tinha sentimento nenhum de culpa, ele só não queria era ser apanhado. Isto já diz tudo sobre a mente masculina, e humana, porque também há mulheres assim, claro...


 


4) foder com gajos que estão bêbados é super nojento
Esta fala por si, aquele cheiro a bafo de álcool por cima de mim, sentir asco com cada vai e vem que trás a respiração dele em cima de mim, que recordação dos infernos... E o cheiro da transpiração de alguém que bebeu??? Hell to the no! Dégueulasse. Vómito.


 


5) acho que qualquer homem trai se tiver oportunidade para isso
Sinto que desde essa altura de vida loka, em que dormi com homens solteiros, mas também alguns a namorar ou casados, e apercebendo-me do ponto 1 e 3, acho que não há homem que escape à vontade de trair, excepto se não tiver oferta ou tiver preguiça de gerir mentiras e ocultações. Trair exige uma boa memória, sinto que há gente que só não trai porque depois não ia conseguir manter as mentiras.


 


E hoje era isto que precisava de despejar aqui antes de ir dormir. Este regresso à blog-terapia tem-me feito bem. Tinha genuinamente saudades de vir aqui falar com vocês, meus desarrumados mais lindos!


 


Beijo na bunda, 
da sempre vossa,
a dESarrumada

domingo, 3 de março de 2024

Se o sonho não é teu, não o faças.


 


Lembram-se do ex de 2020, o francês, que queria ser pai mais do que tudo? Pois é, ele juntou-se de novo com a ex (aliás nunca deixou de falar com ela enquanto estava comigo na verdade), tiveram um bebé que tem exactamente o nome que ele queria, Léon, ele sonhava com o seu "petit Léon", e eu sentia algo extremamente desconfortável, eu sentia que ele não procurava uma mulher para amar, ele queria basicamente um veículo, um útero, que lhe permitisse ser pai.


E antes que digam que eu imaginei isto, eu vou justificar. Porque já sei que desde o 2o ano de blog, tenho uns "haters de estimação" que gostam de me enviar mensagens a chamar-me de paranóica e mimada, por isso decidi já antecipar em cada post, o tipo de merdas que essas pessoas podem imaginar que eu estou a viver.


Então é assim, calha da actual dele ser uma YouTuber/instagrammer de Marketing digital, relativamente conhecida aqui em França... Isso significa o quê ? Que ela conta a vida pessoal dela nas redes sociais. Contou a gravidez, contou o parto, contou o pós parto. Qual não é o meu espanto quando vi que ela participou num Podcast sobre o "arrependimento materno"!!! E foda-se, não é que ela diz exactamente tudo que eu pensei que ia sofrer se tivesse continuado com esse meu ex? Ela arrependeu-se de ter um filho, e deu montes de argumentos sobre esse arrependimento, e 80% deles relacionados com o pai do filho, o meu ex.


É, eu fico sempre naquela dúvida se as mulheres se arrependem mesmo do acto de ter filhos, ou se "só" se arrependem de "ter tido um filho com este badamerda específico"... Ainda estou para descobrir isto tudo, mas uma coisa eu sei, quando uma mulher decide ter um filho, tem que manter sempre ali in the back of her mind, a possibilidade nua e crua, de que pode vir a ter que ser ela a abdicar de mais coisas que o pai, em prol da criança, e que, infelizmente, pode até acontecer do homem bazar durante a gravidez, após o parto, anos depois, em qualquer momento, na verdade, sem nenhuma consequência em termos de perda de liberdade para ele.


Por isso meninas, se quiserem filhos façam-no por vocês, e não para agradar a outras pessoas, porque, na maior parte das vezes, ser mãe não é de todo o mesmo que ser pai. 
E sim, vão levar com este tema frequentemente por aqui, get used to it.


 


Beijinhos na bunda 💋

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Eu, dESarrumada, me confesso.

Pensei em trair.


Sim, não tenho orgulho em dizer isto, mas antes de as coisas não estarem bem com o Titi, o sexo deixava-me tão insatisfeita, que admito que a ideia de o trair me passou algumas vezes pela cabeça. 


As coisas até estavam bem noutras áreas,  por exemplo,  quando fomos de férias em Setembro, passámos uma semana e meia juntos que foi muito linda... mas foi nessa altura que comecei a ficar profundamente desiludida com a parte sexual da relação...


Nessas férias, em 11 dias juntos 24/24h, só o fizemos duas vezes... e não foi por falta de tentativas minhas... num dos dias, lembro-me perfeitamente de termos chegado ao Airbnb, ele sentou-se no sofá a ver um jogo do PSG, o clube dele, e eu cheguei assim por trás dele a mexer-lhe na nuca, fazer massagens nos ombros, e nada, não me ligou patavina... pensei que não era possível enquanto gajo ele não ter a fantasia de ter sexo durante um jogo de futebol  pensei "vou usar armas mais fortes" LOL. Sentei-me ao lado dele, comecei-lhe a tocar no pénis,  a desapertar as calças, a dar beijos por cima dos boxers, e nada, nem una reação... perguntei-lhe se queria que continuasse. Ele disse "tanto faz"... concluindo, a minha tática de aproximação nessa noite foi um epic fail...


Fui tomar bahho e deitei-me na cama, só de tanga,  sem lençóis, de barriga para baixo... o jogo acabou, ele veio deitar-se e ressonar como um porco. Isto era o 5o dia de férias, depois não o fizemos mais no resto das férias... no último dia masturbei-o, veio-se e depois não me quis fazer nada a mim. Estava cansado...


Foi o início do fim sexualmente. Continuámos a fazer tudo normal no que diz respeito a coisas de casal, mas ele nunca mais tomou a iniciativa para me beijar primeiro, entre Outubro e Novembro já havia recolher obrigatório outra vez, passámos imensas noites e fins de semana juntos, mas fizemos amor 3 vezes em 2 meses. Todas começadas por mim. Sem minetes ou masturbação da parte dele, para mim, mal me tocava nas mamas, e no rabo nem falemos!.... sexo anal era aquele assunto cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado... uma pena. 


Cheguei a perguntar-lhe se se passava algo, se era eu o problema... chegou a dizer-me que tenho demasiados pêlos nas pernas e na paxaxa, ao que eu respondia perguntado se havia algo mais,  porque mesmo fazendo depilação completa ele não queria nada (sim, arranquei os pêlos todos com cera várias vezes por este estafermo )... disse-me que não tínhamos a mesma líbido e que não gostava quando eu lhe dizia que não fazíamos suficientemente amor porque para ele a quantidade estava ótima... e que não gostava de fazer sexo oral ou anal porque tinha um bloqueio psicológico (mas gostava de receber os dois porque cheguei a brincar com o rabo dele várias vezes e nunca me disse para parar, pelo contrário...)


Comecei a sentir-me o palhaço da relação,  aquele que só dá e nunca recebe nada... senti a minha auto estima descer, vertiginosamente... acabamos no dia 1 de Dezembro e não me sinto de todo capaz de voltar a mostrar o meu corpo a alguém. Tenho receio que o Titi não gostasse de estar comigo porque sou feia, gorda, peluda ou simplesmente,  porque fodo mal... nunca saberei as verdadeiras razões,  penso. Mas foi a primeira vez que me disseram na cara que não queriam fazer nada comigo. Foi a primeira vez que chupei alguém que no fim se virava para o lado e dormia... ele dizia que não estava comigo pelo sexo e perguntava-me se eu estava com ele por isso... "é que às vezes parece, eu sou homem mas não sou nenhum objecto sexual"... 


 


Ainda hoje não sei o que pensar disto tudo... nunca mais falámos...

domingo, 22 de janeiro de 2017

Confissões.

Eu, Desarrumada Benedita de Alenquer - tinha que inventar um nome para mim que fosse suficientemente chique para fazer este post - confesso já ter andando a trocar beijinhos com um moço sabendo que ele tinha namorada. A coisa não avançou mais porque eu decidi, já farta de jogar ao faz de conta, perguntar ao moço "Mas olha lá, tu não tens namorada?" (estava eu fartinha de saber que aquilo era só fotos amorosas das muitas viagens juntos no Facebook).


Com o maior desplante ele respondeu-me "Ah e tal, já há muito que não sou feliz com ela, ela não me diz nada" - namoravam na altura há 5 anos - "e se tu me quiseres eu largo-a para estar contigo."


"Sabes que eu vou emigar não sabes??", perguntei. "Ah não sabia, sendo assim nada feito."


Virei costas e pus-me na alheta. Ainda recebi uma quantas mensagens a descrever como eu sou perfeita e mais bonita que a sua actual, e como beijo bem. E mais umas quantas balelas.


Na semana seguinte a namorada dele mete no Facebook uma declaração fantástica de amor que ele lhe fez e em como ela disse sim ao pedido incrível do seu namorado para irem morar juntos. Enfim.


 


E porque é que me lembrei desta história? Porque acabaram de anunciar que se vão casar! E eu pergunto-me, se ele se casa com alguém que não lhe diz nada, o que é que ele faria se encontrasse a mulher da vida dele?


 


Pessoas assim dão-me pena.


 

Confissões.

Eu, Desarrumada Benedita de Alenquer - tinha que inventar um nome para mim que fosse suficientemente chique para fazer este post - confesso já ter andando a trocar beijinhos com um moço sabendo que ele tinha namorada. A coisa não avançou mais porque eu decidi, já farta de jogar ao faz de conta, perguntar ao moço "Mas olha lá, tu não tens namorada?" (estava eu fartinha de saber que aquilo era só fotos amorosas das muitas viagens juntos no Facebook).


Com o maior desplante ele respondeu-me "Ah e tal, já há muito que não sou feliz com ela, ela não me diz nada" - namoravam na altura há 5 anos - "e se tu me quiseres eu largo-a para estar contigo."


"Sabes que eu vou emigar não sabes??", perguntei. "Ah não sabia, sendo assim nada feito."


Virei costas e pus-me na alheta. Ainda recebi uma quantas mensagens a descrever como eu sou perfeita e mais bonita que a sua actual, e como beijo bem. E mais umas quantas balelas.


Na semana seguinte a namorada dele mete no Facebook uma declaração fantástica de amor que ele lhe fez e em como ela disse sim ao pedido incrível do seu namorado para irem morar juntos. Enfim.


 


E porque é que me lembrei desta história? Porque acabaram de anunciar que se vão casar! E eu pergunto-me, se ele se casa com alguém que não lhe diz nada, o que é que ele faria se encontrasse a mulher da vida dele?


 


Pessoas assim dão-me pena.


 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Eu já... #2

... Implorei a um ex-namorado meu para me levar a casa depois de uma discussão em que ele me virou costas no meio da rua.

Isto passou-se com um ex meu de quem gostei bastante (falei dele no início do blog, lá por volta do dia dos namorados). Estávamos a discutir no meio da rua e ele virou-me as costas e começou a andar na direcção do carro. Sim, estávamos a discutir no meio da rua a altos berros, eram 19h da tarde, algo de que não me orgulho. Eu como estava na outra ponta da cidade de onde morava, fui a correr atrás dele e a chorar, a implorar-lhe para me levar a casa. Ele levou. Fomos o caminho todo sem falar e ele deixou-me onde precisava de estar, que era uma aula que começava às 20 horas. Entretanto uma semanas depois ele pediu-me um tempo... se quiserem conto-vos a história deste ex e de como tudo acabou. Mas só se quiserem... mais tarde acabámos definitivamente, depois de muito abuso psicológico, que eu considerava ser todo culpa minha. Sim, lidar com alguém tóxico, manipulador, egocêntrico, quando se tem baixa auto-estima nunca é fácil.

Resumindo: na altura era parva, não tinha auto-estima nenhuma. Hoje em dia se alguém me virasse as costas a meio de uma discussão eu não corria atrás de certeza. Preferia um milhão de vezes naquele dia ter faltado àquela aula, do que ter ido a correr atrás dele a implorar-lhe que não me deixasse ali. Basicamente dei-lhe o poder todo nesse dia, deixei-o tratar-me como um monte de merda e acabar comigo da forma que acabou, desumanamente. Viver, errar, para aprender. Nunca mais.

Eu já... #2

... Implorei a um ex-namorado meu para me levar a casa depois de uma discussão em que ele me virou costas no meio da rua.

Isto passou-se com um ex meu de quem gostei bastante (falei dele no início do blog, lá por volta do dia dos namorados). Estávamos a discutir no meio da rua e ele virou-me as costas e começou a andar na direcção do carro. Sim, estávamos a discutir no meio da rua a altos berros, eram 19h da tarde, algo de que não me orgulho. Eu como estava na outra ponta da cidade de onde morava, fui a correr atrás dele e a chorar, a implorar-lhe para me levar a casa. Ele levou. Fomos o caminho todo sem falar e ele deixou-me onde precisava de estar, que era uma aula que começava às 20 horas. Entretanto uma semanas depois ele pediu-me um tempo... se quiserem conto-vos a história deste ex e de como tudo acabou. Mas só se quiserem... mais tarde acabámos definitivamente, depois de muito abuso psicológico, que eu considerava ser todo culpa minha. Sim, lidar com alguém tóxico, manipulador, egocêntrico, quando se tem baixa auto-estima nunca é fácil.

Resumindo: na altura era parva, não tinha auto-estima nenhuma. Hoje em dia se alguém me virasse as costas a meio de uma discussão eu não corria atrás de certeza. Preferia um milhão de vezes naquele dia ter faltado àquela aula, do que ter ido a correr atrás dele a implorar-lhe que não me deixasse ali. Basicamente dei-lhe o poder todo nesse dia, deixei-o tratar-me como um monte de merda e acabar comigo da forma que acabou, desumanamente. Viver, errar, para aprender. Nunca mais.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Eu já... #1

A minha resposta ao desafio lançado pela querida Mula, que pede para que digamos (confessar pode ser?) algo bom/mau, começando pela expressão "Eu já..."

Minha mulinha, vou tentar fazer isto todas as semanas, ok? Mas não prometo, que eu à boa moda destrambelhada da dESarrumada, procrastino, procrastino, e acabo por não fazer nada de jeito.



Eu já... fui bully e vítima de bullying. Em alturas diferentes da minha vida.

 

Eu já... #1

A minha resposta ao desafio lançado pela querida Mula, que pede para que digamos (confessar pode ser?) algo bom/mau, começando pela expressão "Eu já..."

Minha mulinha, vou tentar fazer isto todas as semanas, ok? Mas não prometo, que eu à boa moda destrambelhada da dESarrumada, procrastino, procrastino, e acabo por não fazer nada de jeito.



Eu já... fui bully e vítima de bullying. Em alturas diferentes da minha vida.

 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Céu estrelado

Gostava de vos mostrar uma foto de como está o céu aqui, mas não tenho nenhuma máquina xpto. Deixo-vos com a imagem na imaginação portanto, tendo perfeita consciência de que não consigo nem de longe descrever metade do que vi. Uma das vantagens de morar no campo, é ter uma vista fenomenal do céu à noite. Fui à caixa do correio ver se tínhamos cartinhas, e quando olhei para o céu fiquei mais uma vez deslumbrada. Um azul escuro, repleto de pequenos brilhos salpicados por todo o lado. As constelações são bem visíveis e a estrela polar, essa descobre-se com relativa facilidade. Amo, amo tanto. Faz-me pensar o quanto somos pequenos perante a imensidão do universo.


E enquanto estamos nesta pedra flutuante no espaço, aproveitemos. Um dia de cada vez. Boa noite amigos.


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Céu estrelado

Gostava de vos mostrar uma foto de como está o céu aqui, mas não tenho nenhuma máquina xpto. Deixo-vos com a imagem na imaginação portanto, tendo perfeita consciência de que não consigo nem de longe descrever metade do que vi. Uma das vantagens de morar no campo, é ter uma vista fenomenal do céu à noite. Fui à caixa do correio ver se tínhamos cartinhas, e quando olhei para o céu fiquei mais uma vez deslumbrada. Um azul escuro, repleto de pequenos brilhos salpicados por todo o lado. As constelações são bem visíveis e a estrela polar, essa descobre-se com relativa facilidade. Amo, amo tanto. Faz-me pensar o quanto somos pequenos perante a imensidão do universo.


E enquanto estamos nesta pedra flutuante no espaço, aproveitemos. Um dia de cada vez. Boa noite amigos.


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Paraíso.

Hoje venho aqui fazer-vos um post super normal, quase lamechas vá. Normalmente faço este tipo de reflexões quando tomo banho, quando corro ou antes de dormir. Desta vez fi-las enquanto passeava com a petite pela nova cidade onde moro. Uma pequena comuna em França, onde as pessoas são bastante simples, e onde estou a aprender a amar as pequenas coisas que a vida oferece. 
Venho mostrar-vos um pouco do paraíso onde estou a viver.
Nunca imaginei que uma pequena terrinha em França me pudesse impressionar tanto. Mas é verdade... estou rendida aos seus encantos. Todos os dias aprendo algo novo. E quanto mais lido com as pessoas locais, mais me apercebo que continuam a haver pessoas boas em todo o lado, e essa realização faz-me acreditar no futuro, esquecer os problemas e saber que mais tarde ou mais cedo tudo tem solução. 
Antes ansiava pelo futuro para ser feliz, dizia a mim própria que quando me acontecer a situação X, ou tiver a coisa Y iria ser feliz. Agora, a vida deu outras voltas, a vida dá muitas voltas han? E aquilo que tinha importância antes deixou de ter, e outras coisas ganharam mais importância no presente. Aprendi que cada momento deve ser aproveitado no agora. Sem pensar no futuro, o presente é o caminho. Aprendi que as pessoas que mais importam são aquelas que nos acompanham mesmo quando estamos longe fisicamente. E que a vida nos dá aquilo que precisamos no momento. Viver situações más não é bom, e ninguém as quer, o tapete foge-nos debaixo dos pés e ficamos desamparados. Mas aos poucos reerguemo-nos e "aprendemos" a viver ou a aceitar, a nossa nova vida.

"A tua casa é onde o teu coração está".  E neste momento o meu coração já tem umas raízes a começar a crescer aqui.


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 Boa noite amigos.


 


 

Paraíso.

Hoje venho aqui fazer-vos um post super normal, quase lamechas vá. Normalmente faço este tipo de reflexões quando tomo banho, quando corro ou antes de dormir. Desta vez fi-las enquanto passeava com a petite pela nova cidade onde moro. Uma pequena comuna em França, onde as pessoas são bastante simples, e onde estou a aprender a amar as pequenas coisas que a vida oferece. 
Venho mostrar-vos um pouco do paraíso onde estou a viver.
Nunca imaginei que uma pequena terrinha em França me pudesse impressionar tanto. Mas é verdade... estou rendida aos seus encantos. Todos os dias aprendo algo novo. E quanto mais lido com as pessoas locais, mais me apercebo que continuam a haver pessoas boas em todo o lado, e essa realização faz-me acreditar no futuro, esquecer os problemas e saber que mais tarde ou mais cedo tudo tem solução. 
Antes ansiava pelo futuro para ser feliz, dizia a mim própria que quando me acontecer a situação X, ou tiver a coisa Y iria ser feliz. Agora, a vida deu outras voltas, a vida dá muitas voltas han? E aquilo que tinha importância antes deixou de ter, e outras coisas ganharam mais importância no presente. Aprendi que cada momento deve ser aproveitado no agora. Sem pensar no futuro, o presente é o caminho. Aprendi que as pessoas que mais importam são aquelas que nos acompanham mesmo quando estamos longe fisicamente. E que a vida nos dá aquilo que precisamos no momento. Viver situações más não é bom, e ninguém as quer, o tapete foge-nos debaixo dos pés e ficamos desamparados. Mas aos poucos reerguemo-nos e "aprendemos" a viver ou a aceitar, a nossa nova vida.

"A tua casa é onde o teu coração está".  E neste momento o meu coração já tem umas raízes a começar a crescer aqui.


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 Boa noite amigos.


 


 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Corridas Noturnas

Aquele momento em que sais de casa, phones nos ouvidos e vais correr. Em quase 40 minutos dás a volta á tua cidade quase toda, já não vês nada à frente. No início, tu, a tua música e lágrimas. Muitas. As pessoas olham, mas não queres saber porque sabes que precisas daquele momento a sós contigo. Sentes saudades de ter um porto de abrigo para onde voltar.

Constatação de que isso só vai acontecer meia dúzia de semanas por ano, nos próximos anos, para o resto da tua vida ou enquanto quiseres. Constatação de que estás por tua conta. Na estrada, e no dia-a-dia. Há palavras que magoam, e assuntos que se tornam tabu.

A corrida acaba. Conheces rostos novos no final, outra oportunidade surge e alguns sorrisos chegam de longe. E percebes que um dia mau não significa que tens uma vida má. Amanhã é um novo dia. Boa noite. 


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Corridas Noturnas

Aquele momento em que sais de casa, phones nos ouvidos e vais correr. Em quase 40 minutos dás a volta á tua cidade quase toda, já não vês nada à frente. No início, tu, a tua música e lágrimas. Muitas. As pessoas olham, mas não queres saber porque sabes que precisas daquele momento a sós contigo. Sentes saudades de ter um porto de abrigo para onde voltar.

Constatação de que isso só vai acontecer meia dúzia de semanas por ano, nos próximos anos, para o resto da tua vida ou enquanto quiseres. Constatação de que estás por tua conta. Na estrada, e no dia-a-dia. Há palavras que magoam, e assuntos que se tornam tabu.

A corrida acaba. Conheces rostos novos no final, outra oportunidade surge e alguns sorrisos chegam de longe. E percebes que um dia mau não significa que tens uma vida má. Amanhã é um novo dia. Boa noite. 


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Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...