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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Emigração.

Questão que mais vezes faço aos meus amigos na mesma proporção em que a ouço ser feita a mim:


 


"Quando voltas a Portugal?"

Emigração.

Questão que mais vezes faço aos meus amigos na mesma proporção em que a ouço ser feita a mim:


 


"Quando voltas a Portugal?"

domingo, 12 de julho de 2015

O lado menos bom de emigrar.

Quando vim para França e lia aqueles textos pseudo-depressivos sobre ser emigrante, que falam de tudo que se perde quando se está longe, ficava triste e revoltada. Quando estamos longe surgem sempre aquelas dúvidas estúpidas, que vai ser dos meus pais quando forem velhinhos? Porque é que já houve 5 aniversários de familiares desde que aqui estou e ainda não consegui estar fisicamente presente em nenhum? Quantos mais aniversários/casamentos/festivais vou faltar? E quando alguém morrer, que faço? 
Tudo perguntas para as quais não tenho resposta,  e não sei se quero ter! Prefiro não ter.
Tudo isto é difícil, sim! Mas ler este tipo de textos não ajuda. E se falássemos sobre as coisas boas da emigração? E se nos lembrássemos mais vezes do motivo que nos fez sair? E se somos tão infelizes por ter emigrado porque não voltamos? Eu sei que parece duro dizer isto. Mas sei, ou acho que sei, que o dia em que achar que isto não dá, o dia em que deixar as saudades ultrapassarem a vontade de estabilidade profissional... nesse dia volto. Espero.

O lado menos bom de emigrar.

Quando vim para França e lia aqueles textos pseudo-depressivos sobre ser emigrante, que falam de tudo que se perde quando se está longe, ficava triste e revoltada. Quando estamos longe surgem sempre aquelas dúvidas estúpidas, que vai ser dos meus pais quando forem velhinhos? Porque é que já houve 5 aniversários de familiares desde que aqui estou e ainda não consegui estar fisicamente presente em nenhum? Quantos mais aniversários/casamentos/festivais vou faltar? E quando alguém morrer, que faço? 
Tudo perguntas para as quais não tenho resposta,  e não sei se quero ter! Prefiro não ter.
Tudo isto é difícil, sim! Mas ler este tipo de textos não ajuda. E se falássemos sobre as coisas boas da emigração? E se nos lembrássemos mais vezes do motivo que nos fez sair? E se somos tão infelizes por ter emigrado porque não voltamos? Eu sei que parece duro dizer isto. Mas sei, ou acho que sei, que o dia em que achar que isto não dá, o dia em que deixar as saudades ultrapassarem a vontade de estabilidade profissional... nesse dia volto. Espero.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Ginásio... mas alguém precisa dos glúteos sem dor?? #2

E a modos que hoje foi outra vez para rachar a meio... cardio, cardio, cardio com fartura.
E no final umas coisitas para as banhitas da barriga. Isto tudo porque prevê-se que a semana que vem vai ser uma semana de abusos.



I am going to Portugal! Yeahhhh!


 


VOU A PORTUGAL!


 


Pela primeira vez em alguns meses de ausência... E espero que esteja bom tempo, a meteorologia diz-me que sim, a minha mãe diz-me que vai chover no fim de semana. Mas eu quero e preciso da vossa confirmação malta que habita no jardim rectangular à beira mal plantado. Digam-me que vai estar bom tempo, por favor, por favor. Jurem a pés juntos que este fim de semana vai estar bom tempo. E se disserem que vai estar a chover eu vou ficar em negação... só acredito quando estiver lá e levar com a chuva nas trombas.

Ginásio... mas alguém precisa dos glúteos sem dor?? #2

E a modos que hoje foi outra vez para rachar a meio... cardio, cardio, cardio com fartura.
E no final umas coisitas para as banhitas da barriga. Isto tudo porque prevê-se que a semana que vem vai ser uma semana de abusos.



I am going to Portugal! Yeahhhh!


 


VOU A PORTUGAL!


 


Pela primeira vez em alguns meses de ausência... E espero que esteja bom tempo, a meteorologia diz-me que sim, a minha mãe diz-me que vai chover no fim de semana. Mas eu quero e preciso da vossa confirmação malta que habita no jardim rectangular à beira mal plantado. Digam-me que vai estar bom tempo, por favor, por favor. Jurem a pés juntos que este fim de semana vai estar bom tempo. E se disserem que vai estar a chover eu vou ficar em negação... só acredito quando estiver lá e levar com a chuva nas trombas.

sábado, 9 de maio de 2015

Porra, até a Anita emigrou?

Estou chocadíssima! A crise até já chegou a casa da Anita, uma rapariga que fazia tantas coisas e tão giras, sempre com o seu ão-ão chamado Pantufa... agora parece que passou de Anita a Martine (nome francês que dá nome à menina da série de livros).


9789896486150.jpg9789896486167.jpg9789896486129.jpg


Epah, para quem sempre a conheceu como Anita, fica muito estranho ver isto. Mas percebendo o estado do nosso país até compreendo que a rapariga tenha que sair. Coragem piquena, juro-te que com o tempo fica mais fácil. Promessa de emigrante.


 

Porra, até a Anita emigrou?

Estou chocadíssima! A crise até já chegou a casa da Anita, uma rapariga que fazia tantas coisas e tão giras, sempre com o seu ão-ão chamado Pantufa... agora parece que passou de Anita a Martine (nome francês que dá nome à menina da série de livros).


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Epah, para quem sempre a conheceu como Anita, fica muito estranho ver isto. Mas percebendo o estado do nosso país até compreendo que a rapariga tenha que sair. Coragem piquena, juro-te que com o tempo fica mais fácil. Promessa de emigrante.


 

domingo, 22 de março de 2015

Dinheiro, poderíamos viver sem ele?

No outro dia dei por mim em intenso trabalho filosófico sobre essa coisa de que tanta gente corre atrás: DINHEIRO. E queria partilhar os meus pensamentos com vocês.

Sim, a minha meditação interna (será que lhe posso chamar assim?) começou quando me apercebi mais uma vez, sim porque esta coisa que nos ajuda a concretizar sonhos, passa várias vezes na minha cabeça, principalmente desde que emigrei... Continuando, apercebi-me que o dinheiro para mim não passa de números virtuais que aumentam na conta. Apercebi-me que é muito raro eu levantar dinheiro, ou seja, trabalho o mês todo, até emigrei por causa disso pasme-se, no final do mês os números aumentam na conta e depois passo o mês a ver esses números diminuir cada vez que meto um cartão numa máquina, numa loja qualquer.



Isto a vocês não vos faz confusão?



Não vos faz confusão, mesmo quando levantamos o dinheiro, saber que aqueles pedaços de papel, iguais a tantos outros que não valem nada, têm afinal tanto valor? Tanto valor que provocam mortes, traições, abandonos, emigrações, políticas irracionais? 

Isto faz-me pensar, se eu pegasse numa folha de árvore e lhe escrevesse 50€ com uma caneta, será que conseguia fazer as compras da semana com ela? Afinal, não valerá um pouco mais do que um mero pedaço de papel? Algo que faz parte de um ser vivo, respira, tem seiva que a alimenta em circulação... mas isto é só um exemplo, um mero exemplo para ilustrar a minha falta de compreensão, quando vou a algum lado e tenho que dar papéis em troca de comida, veja-se CO-MI-DA, que sem a qual morremos, e roupa, roupa essencial para estarmos protegidos e quentinhos.

E ás vezes, muitas vezes, nem esse papel dou, limito-me a passar um cartão numa máquina e a marcar um código, para trocar números de cá para lá. Eu fico com o número mais pequeno, e alguém fica com os seus números maiores. E é esse alguém, não o da loja, mas alguém superior a esse, com a sede insaciável de subir os seus números, que controla tudo que faço, é esse alguém que estipula o preço do meu tempo, o preço da minha vida.



 
Para quem não conhece o "Zeitgeist Movement", deixo aqui o link do site oficial. Não sou fiel seguidora deste movimento, mas acho algumas ideias extremamente pertinentes e penso que deviam ser abordadas mais vezes.



 

Dinheiro, poderíamos viver sem ele?

No outro dia dei por mim em intenso trabalho filosófico sobre essa coisa de que tanta gente corre atrás: DINHEIRO. E queria partilhar os meus pensamentos com vocês.

Sim, a minha meditação interna (será que lhe posso chamar assim?) começou quando me apercebi mais uma vez, sim porque esta coisa que nos ajuda a concretizar sonhos, passa várias vezes na minha cabeça, principalmente desde que emigrei... Continuando, apercebi-me que o dinheiro para mim não passa de números virtuais que aumentam na conta. Apercebi-me que é muito raro eu levantar dinheiro, ou seja, trabalho o mês todo, até emigrei por causa disso pasme-se, no final do mês os números aumentam na conta e depois passo o mês a ver esses números diminuir cada vez que meto um cartão numa máquina, numa loja qualquer.



Isto a vocês não vos faz confusão?



Não vos faz confusão, mesmo quando levantamos o dinheiro, saber que aqueles pedaços de papel, iguais a tantos outros que não valem nada, têm afinal tanto valor? Tanto valor que provocam mortes, traições, abandonos, emigrações, políticas irracionais? 

Isto faz-me pensar, se eu pegasse numa folha de árvore e lhe escrevesse 50€ com uma caneta, será que conseguia fazer as compras da semana com ela? Afinal, não valerá um pouco mais do que um mero pedaço de papel? Algo que faz parte de um ser vivo, respira, tem seiva que a alimenta em circulação... mas isto é só um exemplo, um mero exemplo para ilustrar a minha falta de compreensão, quando vou a algum lado e tenho que dar papéis em troca de comida, veja-se CO-MI-DA, que sem a qual morremos, e roupa, roupa essencial para estarmos protegidos e quentinhos.

E ás vezes, muitas vezes, nem esse papel dou, limito-me a passar um cartão numa máquina e a marcar um código, para trocar números de cá para lá. Eu fico com o número mais pequeno, e alguém fica com os seus números maiores. E é esse alguém, não o da loja, mas alguém superior a esse, com a sede insaciável de subir os seus números, que controla tudo que faço, é esse alguém que estipula o preço do meu tempo, o preço da minha vida.



 
Para quem não conhece o "Zeitgeist Movement", deixo aqui o link do site oficial. Não sou fiel seguidora deste movimento, mas acho algumas ideias extremamente pertinentes e penso que deviam ser abordadas mais vezes.



 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...