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sábado, 21 de março de 2020

Ode ao isolamento social. Ou como ficar maluco em 5 dias.

Já não faço uma ode desde 2015, ano prolífero em inspiração, em que não só fiz uma ode ao kebab, como fiz outra ode aos tomates.


 


Vejam lá, que hoje acordei inspirada da minha vida, com aquela luz divina a cair-me nos cornos em modo angelical com direito a música de coro, e decidi escrever umas merdas no meu blog, à boa moda da dESarrumada, que aquela bitch nem sempre cá vem, mas quando vem parte a barraca toda.


 


Vamos lá?


 


Vamos pois.


 


 


Ode ao isolamento social


 


Tudo começou de um dia para o outro


O que era só uma simples gripe, segundo Emmanuel Macron,


Tranformou-se numa guerra sanitária,


E veio acabar com o famoso papel higiénico para limpar o bujon.


 


Já estou aqui que nem posso, de dormir mais de 10h por dia,


O sol esse, a trabalhar que nem um cão, já nem o via,


Mas agora ainda vejo menos, porque o velux do estúdio,


Uma limpeza já merecia.


 


Para sair, é preciso uma autorização,


Antes dava para preencher online e mostrar no telemóvel,


Mas um hacker decidiu que era a altura ideal para roubar informação,


E agora temos que copiar aquela merda toda à mão.


 


Já não escrevia tanto à mão desde a primária.


 


É a oportunidade ideal para ver séries, filmes e pornografia até cair,


O Pornhub aqui em França até já ofereceu uma conta premium gratuita.


Ok, esta quadra não vai rimar,


Mas com tanto porno em HD disponível até a patareca vai ficar aflita.


 


Se sempre quiseram testar os limites sebáceos do vosso cabelo,


esta é oportunidade perfeita.


Ver quanto tempo aguentam sem um banho.


Saber quanto é que crescem os vossos pêlos púbicos,


Podem testar aquele desodorizante zero waste, que tresanda, mas que sempre tiveram medo que os vossos colegas do work conseguissem cheirar.


 


Deixar o buço crescer até ao pescoço,


E apará-lo com o facalhão da cozinha.


Ok não se metam com o facalhão. Isso vai correr mal.


 


Qual cozinha? Não tenho. Estava só a brincar.


Já acumulei tanta tralha no estúdio que tenho que saltar obstáculos para chegar à cama.


Qual cama? Também não tenho.


É um sofá com um colchão mais fino que a pila do cachalote.


 


Não deixou saudades. Mas a experiência de quase morte que tive com ele, é tipo a experiência de morte eminente que o sistema de saúde público francês vai viver, brevemente, num hospital público perto de si. Porque entretanto os privados já deram à sola. Como em Portugal.


 


Mas isso já são outros quinhentos, como dizia a Avó Maria.


 


Pronto, isto no início rimava, já valeu pelo esforço,


Agora vou só dizer umas tretas soltas que me vierem à cabeça.


 


A minha vida tem sido:


Masturbação


Yoga


Meditação


Journalling


Visualização


Afirmações positivas


Ir comprar comida


Descer as escadas


Voltar para cima porque me esqueci da autorização


Copiar a autorização


Reparar que me enganei na data do decreto-lei


Recomeçar do zero


Escrever tudo outra vez


Tentar alegar que só tinha uma folha de papel em casa e deixar tudo entregue nas mãos de Deus


Ir às compras


Comer moelas pela terceira vez em dois dias porque é a única merda que sobra no corredor das carnes


Chegar à conclusão que o peixe aqui, para além de ser escasso, é nojento


E caro. Muito caro. Mas ainda não tão caro como o papel higiénico.


Esta gente pensa que o mundo vai acabar se não tiverem o rabo limpo?


Ou foi porque o Pornhub ofereceu um mês de premium grátis?


Não me digam que o papel higiénico é para se limparem depois?


 


Ok, foda-se, esta ode já descambou.


 


Vou só ali dormir a quarta sesta do dia.


 


E rezar para que a minha saúde mental aguente este isolamento em 12 metros quadrados.


 


Ontem bebi alcool sozinha, pela primeira vez na vida.


 


E ainda só vamos no 5º dia.


 


Arre foda-se.


 


Rogai por nós, irmões.


 


Beijo na bunda! 



 


 

Ode ao isolamento social. Ou como ficar maluco em 5 dias.

Já não faço uma ode desde 2015, ano prolífero em inspiração, em que não só fiz uma ode ao kebab, como fiz outra ode aos tomates.


 


Vejam lá, que hoje acordei inspirada da minha vida, com aquela luz divina a cair-me nos cornos em modo angelical com direito a música de coro, e decidi escrever umas merdas no meu blog, à boa moda da dESarrumada, que aquela bitch nem sempre cá vem, mas quando vem parte a barraca toda.


 


Vamos lá?


 


Vamos pois.


 


 


Ode ao isolamento social


 


Tudo começou de um dia para o outro


O que era só uma simples gripe, segundo Emmanuel Macron,


Tranformou-se numa guerra sanitária,


E veio acabar com o famoso papel higiénico para limpar o bujon.


 


Já estou aqui que nem posso, de dormir mais de 10h por dia,


O sol esse, a trabalhar que nem um cão, já nem o via,


Mas agora ainda vejo menos, porque o velux do estúdio,


Uma limpeza já merecia.


 


Para sair, é preciso uma autorização,


Antes dava para preencher online e mostrar no telemóvel,


Mas um hacker decidiu que era a altura ideal para roubar informação,


E agora temos que copiar aquela merda toda à mão.


 


Já não escrevia tanto à mão desde a primária.


 


É a oportunidade ideal para ver séries, filmes e pornografia até cair,


O Pornhub aqui em França até já ofereceu uma conta premium gratuita.


Ok, esta quadra não vai rimar,


Mas com tanto porno em HD disponível até a patareca vai ficar aflita.


 


Se sempre quiseram testar os limites sebáceos do vosso cabelo,


esta é oportunidade perfeita.


Ver quanto tempo aguentam sem um banho.


Saber quanto é que crescem os vossos pêlos púbicos,


Podem testar aquele desodorizante zero waste, que tresanda, mas que sempre tiveram medo que os vossos colegas do work conseguissem cheirar.


 


Deixar o buço crescer até ao pescoço,


E apará-lo com o facalhão da cozinha.


Ok não se metam com o facalhão. Isso vai correr mal.


 


Qual cozinha? Não tenho. Estava só a brincar.


Já acumulei tanta tralha no estúdio que tenho que saltar obstáculos para chegar à cama.


Qual cama? Também não tenho.


É um sofá com um colchão mais fino que a pila do cachalote.


 


Não deixou saudades. Mas a experiência de quase morte que tive com ele, é tipo a experiência de morte eminente que o sistema de saúde público francês vai viver, brevemente, num hospital público perto de si. Porque entretanto os privados já deram à sola. Como em Portugal.


 


Mas isso já são outros quinhentos, como dizia a Avó Maria.


 


Pronto, isto no início rimava, já valeu pelo esforço,


Agora vou só dizer umas tretas soltas que me vierem à cabeça.


 


A minha vida tem sido:


Masturbação


Yoga


Meditação


Journalling


Visualização


Afirmações positivas


Ir comprar comida


Descer as escadas


Voltar para cima porque me esqueci da autorização


Copiar a autorização


Reparar que me enganei na data do decreto-lei


Recomeçar do zero


Escrever tudo outra vez


Tentar alegar que só tinha uma folha de papel em casa e deixar tudo entregue nas mãos de Deus


Ir às compras


Comer moelas pela terceira vez em dois dias porque é a única merda que sobra no corredor das carnes


Chegar à conclusão que o peixe aqui, para além de ser escasso, é nojento


E caro. Muito caro. Mas ainda não tão caro como o papel higiénico.


Esta gente pensa que o mundo vai acabar se não tiverem o rabo limpo?


Ou foi porque o Pornhub ofereceu um mês de premium grátis?


Não me digam que o papel higiénico é para se limparem depois?


 


Ok, foda-se, esta ode já descambou.


 


Vou só ali dormir a quarta sesta do dia.


 


E rezar para que a minha saúde mental aguente este isolamento em 12 metros quadrados.


 


Ontem bebi alcool sozinha, pela primeira vez na vida.


 


E ainda só vamos no 5º dia.


 


Arre foda-se.


 


Rogai por nós, irmões.


 


Beijo na bunda! 



 


 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Lixo everywhere.

Ouvi dizer que os senhores que recolhem o lixo aqui em Paris estão em greve... Isso pode explicar porque é que tenho mais a impressão de estar num país como a Índia do que na Europa. Quase que não conseguia entrar no prédio onde moro com tantos sacos pretos, mal cheirosos e a escorrer molho, a bloquear a porta da entrada. 

Lixo everywhere.

Ouvi dizer que os senhores que recolhem o lixo aqui em Paris estão em greve... Isso pode explicar porque é que tenho mais a impressão de estar num país como a Índia do que na Europa. Quase que não conseguia entrar no prédio onde moro com tantos sacos pretos, mal cheirosos e a escorrer molho, a bloquear a porta da entrada. 

domingo, 6 de outubro de 2019

Na lavandaria.

Domingo é dia de lavar a roupa na lavandaria. E estava aqui a ver se a lavagem estava muito avançada quando chegou uma rapariga asiática, talvez chinesa, com uns envelopes fechados na mão.


 


Ela meteu a roupa dela para lavar e começa a abrir os envelopes descontraidamente...


 


Eu estava na minha vida quando, de repente, ouço a rapariga aos gritos ao telemóvel, numa língua desconhecida para mim, enquanto gesticula com os papéis na mão. Furiosa. 


 


Começa a gritar cada vez mais, e entretanto a chorar com os nervos e a bater com os papéis em cima da mesa. Não sei o que estava a dizer, mas pelas expressões faciais e linguagem corporal devia ser algo que se assemelhe a umas boas caralhadas.


 


Fui correr (costumo dar uma corridita enquanto a roupa lava) e ao passar por trás da rapariga, de forma a sair da lavandaria, reparei que a carta que ela estava a abanar no ar, e talvez, com muita vontade de queimar, tinha um símbolo azul que tem vindo a tornar-se muito familiar para mim nos últimos 4 meses. 


 


Era o símbolo de uma das entidades que cobra os impostos dos trabalhadores liberais aqui em França.


 


Percebi tudo. E naquele momento, inundada de uma empatia sem par, fiquei com vontade de a abraçar, talvez deitarmo-nos no chão em posição fetal, e largar uma lágrimazita de tristeza com ela.


 


Para o ano já é a minha vez. 


 


Foda-se. 


 


Somos lixados, enrabados, sugados até ao tutano. Mas ao menos choramos juntos.


 


Boas eleições malta.


 


Beijo na bunda! 💋 

Na lavandaria.

Domingo é dia de lavar a roupa na lavandaria. E estava aqui a ver se a lavagem estava muito avançada quando chegou uma rapariga asiática, talvez chinesa, com uns envelopes fechados na mão.


 


Ela meteu a roupa dela para lavar e começa a abrir os envelopes descontraidamente...


 


Eu estava na minha vida quando, de repente, ouço a rapariga aos gritos ao telemóvel, numa língua desconhecida para mim, enquanto gesticula com os papéis na mão. Furiosa. 


 


Começa a gritar cada vez mais, e entretanto a chorar com os nervos e a bater com os papéis em cima da mesa. Não sei o que estava a dizer, mas pelas expressões faciais e linguagem corporal devia ser algo que se assemelhe a umas boas caralhadas.


 


Fui correr (costumo dar uma corridita enquanto a roupa lava) e ao passar por trás da rapariga, de forma a sair da lavandaria, reparei que a carta que ela estava a abanar no ar, e talvez, com muita vontade de queimar, tinha um símbolo azul que tem vindo a tornar-se muito familiar para mim nos últimos 4 meses. 


 


Era o símbolo de uma das entidades que cobra os impostos dos trabalhadores liberais aqui em França.


 


Percebi tudo. E naquele momento, inundada de uma empatia sem par, fiquei com vontade de a abraçar, talvez deitarmo-nos no chão em posição fetal, e largar uma lágrimazita de tristeza com ela.


 


Para o ano já é a minha vez. 


 


Foda-se. 


 


Somos lixados, enrabados, sugados até ao tutano. Mas ao menos choramos juntos.


 


Boas eleições malta.


 


Beijo na bunda! 💋 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Hoje é dia de voltar.

Que sentimento agridoce este de voltar para Paris... Não sei o que pensar. Queria tanto conseguir decidir outra coisa para mim... Mas não sei bem o quê. 


 


Ontem choveu bastante aqui... E caiu granizo. Bastante.


 


Queria dizer algo eloquente. Mas não consigo. 


 


Xau, xau. Voltamos a ver-nos em Paris. 


 


Beijo na bunda 💋 🍑

Hoje é dia de voltar.

Que sentimento agridoce este de voltar para Paris... Não sei o que pensar. Queria tanto conseguir decidir outra coisa para mim... Mas não sei bem o quê. 


 


Ontem choveu bastante aqui... E caiu granizo. Bastante.


 


Queria dizer algo eloquente. Mas não consigo. 


 


Xau, xau. Voltamos a ver-nos em Paris. 


 


Beijo na bunda 💋 🍑

domingo, 18 de agosto de 2019

Em Paris o mês de Agosto é como um domingo prolongado.

Desde o dia 1 de Agosto que Paris ficou com um terço da população habitual. Podia estar a exagerar, mas não estou. Os parisienses vão de férias, as lojas todas fecham, a maior parte dos restaurantes também não estão a funcionar...


 


Pasmem-se! Quase todas as manhãs consigo ir sentada no metro das 8h30! Algo que no resto do ano é praticamente impossível 🤷🏻‍♀️


 


Mas estou a ADORAR ver a cidade assim... Adoro ter espaço quando caminho nos passeios para andar e olhar para os edifícios com calma, adoro não estar sempre a esbarrar contra pessoas, adoro não ter desconhecidos a cheirar a cavalo colados a mim no metro, adoro conseguir chegar a casa sem ter que caminhar pela estrada porque o passeio em frente aos restaurantes está cheio de bêbados viciados em after-works... 


 


Mas está quase a acabar, daqui a uma semana o frenesim começa e deixo de ter Paris "só para mim". 


 


Até lá é aproveitar estes dias de sossego. 


 


Beijo na bunda 💋


 


Se gostam do blog partilhem com os amigos. Se não gostam partilhem com as inimigas. E não se esqueçam, este canto desarrumado também tem Instagram, e as conversas nos stories de vez em quando até são interessantes. Aqui! >>>@adesarrumada


 


 


 

Em Paris o mês de Agosto é como um domingo prolongado.

Desde o dia 1 de Agosto que Paris ficou com um terço da população habitual. Podia estar a exagerar, mas não estou. Os parisienses vão de férias, as lojas todas fecham, a maior parte dos restaurantes também não estão a funcionar...


 


Pasmem-se! Quase todas as manhãs consigo ir sentada no metro das 8h30! Algo que no resto do ano é praticamente impossível 🤷🏻‍♀️


 


Mas estou a ADORAR ver a cidade assim... Adoro ter espaço quando caminho nos passeios para andar e olhar para os edifícios com calma, adoro não estar sempre a esbarrar contra pessoas, adoro não ter desconhecidos a cheirar a cavalo colados a mim no metro, adoro conseguir chegar a casa sem ter que caminhar pela estrada porque o passeio em frente aos restaurantes está cheio de bêbados viciados em after-works... 


 


Mas está quase a acabar, daqui a uma semana o frenesim começa e deixo de ter Paris "só para mim". 


 


Até lá é aproveitar estes dias de sossego. 


 


Beijo na bunda 💋


 


Se gostam do blog partilhem com os amigos. Se não gostam partilhem com as inimigas. E não se esqueçam, este canto desarrumado também tem Instagram, e as conversas nos stories de vez em quando até são interessantes. Aqui! >>>@adesarrumada


 


 


 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Tugas. Aquele povo super discreto #2

IMG_20190610_191249.jpg


De certeza que houve mão tuga por trás disto. Até a bandeira foi parar a um supermercado random que não é dedicado exclusivamente a produtos portugueses... Os tugas não param de me surpreender 😂

Tugas. Aquele povo super discreto #2

IMG_20190610_191249.jpg


De certeza que houve mão tuga por trás disto. Até a bandeira foi parar a um supermercado random que não é dedicado exclusivamente a produtos portugueses... Os tugas não param de me surpreender 😂

terça-feira, 14 de maio de 2019

Portugueses em Game of Thrones.

(antes de começarem a ver o vídeo: tem spoilers ligeiros da season 8, episódio 3!) 


 


Como seriam os portugueses se tivessem participado na batalha de Winterfell? Vejam este vídeo para saberem mais e atentem na tradução de Unsullied. MORRI 😂


 



 


 


Instagram: desarrumada_blog


Bloglovin': Diário de uma desarrumada


Blogs de Portugal: adesarrumada


 

Portugueses em Game of Thrones.

(antes de começarem a ver o vídeo: tem spoilers ligeiros da season 8, episódio 3!) 


 


Como seriam os portugueses se tivessem participado na batalha de Winterfell? Vejam este vídeo para saberem mais e atentem na tradução de Unsullied. MORRI 😂


 



 


 


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Blogs de Portugal: adesarrumada


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

5 coisas que tive que aprender desde que moro em França.

- Esvaziar um pote de crème fraîche com uma colher.


Só Deus e eu sabemos as voltas que eu dou, com aquela embalagem do demo com umas dobras estranhas no fundo, só para não sobrar nem uma grama. Cá desperdício é que não que a vida custa a ganhar a todos. Sou emigrante mas não sou parva;


 


- Andar na rua com uma baguete debaixo da axila.


Isto parece fácil mas... wait for it! Experimentem pedir uma baguete numa pastelaria, recebê-la directamente na mão sem papel e andar com aquilo até ao carro numa rua movimentada... estão a ver o Neo do Matrix a escapar-se das balas? É assim que os franceses têm que andar na rua;


 



 


- Ser paciente enquanto peão a tentar atravessar uma passadeira.


Ninguém pára na passadeira. Ninguém! Às vezes nem quando o sinal está verde para os peões. Ia ficando sem nariz por causa disto. Vi a minha vida a andar para trás várias vezes;


 


- Aprender a dizer caralhos t'a fodam em francês.


Ou pelo menos a sua versão mais parecida com o português e utilizá-lo frequentemente;


 


- Ir à casa-de-banho fazer xixi ou cocó e não lavar logo as mãos.


Sim, aqui a sanita está numa divisão isolada qual parente leproso. E muitas vezes a divisão onde está o lavatório nem sequer é mesmo ao lado da divisão onde está a sanita ou fica no andar de cima. Cagar, utilizar o piaçaba, abrir a porta e ir à cozinha lavar as mãos é algo socialmente aceitável por aqui. De extrema importância evitar tocar na maçaneta interior da porta que está na divisão onde fica o trono. Não digam que não avisei.


 



 


Beijo na bunda! 


 

5 coisas que tive que aprender desde que moro em França.

- Esvaziar um pote de crème fraîche com uma colher.


Só Deus e eu sabemos as voltas que eu dou, com aquela embalagem do demo com umas dobras estranhas no fundo, só para não sobrar nem uma grama. Cá desperdício é que não que a vida custa a ganhar a todos. Sou emigrante mas não sou parva;


 


- Andar na rua com uma baguete debaixo da axila.


Isto parece fácil mas... wait for it! Experimentem pedir uma baguete numa pastelaria, recebê-la directamente na mão sem papel e andar com aquilo até ao carro numa rua movimentada... estão a ver o Neo do Matrix a escapar-se das balas? É assim que os franceses têm que andar na rua;


 



 


- Ser paciente enquanto peão a tentar atravessar uma passadeira.


Ninguém pára na passadeira. Ninguém! Às vezes nem quando o sinal está verde para os peões. Ia ficando sem nariz por causa disto. Vi a minha vida a andar para trás várias vezes;


 


- Aprender a dizer caralhos t'a fodam em francês.


Ou pelo menos a sua versão mais parecida com o português e utilizá-lo frequentemente;


 


- Ir à casa-de-banho fazer xixi ou cocó e não lavar logo as mãos.


Sim, aqui a sanita está numa divisão isolada qual parente leproso. E muitas vezes a divisão onde está o lavatório nem sequer é mesmo ao lado da divisão onde está a sanita ou fica no andar de cima. Cagar, utilizar o piaçaba, abrir a porta e ir à cozinha lavar as mãos é algo socialmente aceitável por aqui. De extrema importância evitar tocar na maçaneta interior da porta que está na divisão onde fica o trono. Não digam que não avisei.


 



 


Beijo na bunda! 


 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Estar solteira e as suas vantagens tão priceless.

É verdade que desde Fevereiro estou "oficialmente" solteira. Mas, desde essa data, andei sempre com a impressão de que tinha que arranjar um moço à força toda. Depois de duas desilusões seguidas, primeiro o moço S. que era racista e só pensava em dinheiro e depois o moço C. que tinha tudo para ser perfeito, mas que ainda não superou completamente a relação anterior, que durou 5 anos, e que, decidiu "acabar" tudo ao tentar fazer-me um ghost - só não o fez porque eu peguei nos meus tomates e liguei-lhe a perguntar "Que merda é esta, deixas de me falar de um dia para o outro? Deves estar a confundir-me com outra rapariga qualquer". Eis então que estou solteira da silva, sem intenções de voltar a procurar um moço X, Y ou Z. Acho que vou literalmente ficar à espera que ele me caia do céu. Se não cair nada, que se lixe, hei-de sobreviver. 


 


Estão a ver quando uma pessoa vai a um casamento, come que se farta, enfarda até não caber mais comida e fica ali a vegetar e a jurar que "nunca mais come nada na vida" até à terça-feira da semana seguinte? Pois. Eu estou assim. Enjoadinha de todo no que diz respeito a rapazes. Com vontade de aproveitar masé a minha solteirice. Entre viagens e outras coisas planeadas, ando a planear a "great escape" - como eu gosto de carinhosamente chamar o momento em que vou bazar deste trabalho e vilazinha cidade! Faltam 10 meses para acabar o contrato de 2 anos que assinei com o Centro onde trabalho... a contagem decrescente começou, e eu mal posso esperar pelo dia D... tic... tac... tic... tac...


 


counting the days.jpg


 


Outra coisa, decidi adiar a minha candidatura para o voluntariado internacional (apesar de ter ido à reunião de informação e já ter CV + carta de motivação, em francês e em inglês, feitinhos e prontos a enviar), porque decidi ir visitar a J. à Austrália, e isso para além de ser uma viagem que envolve bastante planeamento, vai também trazer-me alguns gastos financeiros consideráveis. O voluntariado, posso sempre fazer mais tarde... enquanto que a oportunidade de fazer esta viagem com a J. - que está na Austrália a trabalhar como au pair por 6 meses e a viajar os 6 meses restantes - não sei se volto a ter. E como dizia a outra YOLO!


 


Quanto ao futuro, a longo prazo, tenho algumas ideias do que vou fazer depois da viagem à Austrália. Mas, como a vida está sempre a mudar, não vou estar praqui com planos fixos. Até porque tenho várias ideias em mente (e já sou conhecida por estar sempre a mudar de ideias, não é mesmo?). Entre outras, estão as seguintes ideias:

- arranjar um trabalho fixo numa cidade que goste muito e instalar-me por lá com um apartamento porreiro, morar perto de um ginásio e inscrever-me em aulas de Yoga ou cozinha, ou algo do género;

- fazer substituições de curta duração através de agências de trabalho temporário um pouco pela França toda, para conhecer várias formas de trabalhar e visitar umas cidades simpáticas;



- ir trabalhar meio ano ou um ano inteiro para os DOM-TOM - as ilhas francesas, como por exemplo: Martinica e Guadalupe (nas Caraíbas), Polinésia Francesa (no Pacífico), Reunião (no Índico)... - O céu é o limite, portanto.


 


Posso oficialmente dizer que - apesar de não ser nada fácil lidar com esta carência e insegurança toda e às vezes ainda dar por mim a chorar que nem um bebé - estou, aos pouquinhos, a apaixonar-me pela minha solteirice, por todos os caminhos que esta está a abrir para mim e pela coragem de "desbravar" mundo que tenho sentido! E isso é algo que não tem preço!


 


 


Beijo na bunda


para os meus desarrumados! 



 

Estar solteira e as suas vantagens tão priceless.

É verdade que desde Fevereiro estou "oficialmente" solteira. Mas, desde essa data, andei sempre com a impressão de que tinha que arranjar um moço à força toda. Depois de duas desilusões seguidas, primeiro o moço S. que era racista e só pensava em dinheiro e depois o moço C. que tinha tudo para ser perfeito, mas que ainda não superou completamente a relação anterior, que durou 5 anos, e que, decidiu "acabar" tudo ao tentar fazer-me um ghost - só não o fez porque eu peguei nos meus tomates e liguei-lhe a perguntar "Que merda é esta, deixas de me falar de um dia para o outro? Deves estar a confundir-me com outra rapariga qualquer". Eis então que estou solteira da silva, sem intenções de voltar a procurar um moço X, Y ou Z. Acho que vou literalmente ficar à espera que ele me caia do céu. Se não cair nada, que se lixe, hei-de sobreviver. 


 


Estão a ver quando uma pessoa vai a um casamento, come que se farta, enfarda até não caber mais comida e fica ali a vegetar e a jurar que "nunca mais come nada na vida" até à terça-feira da semana seguinte? Pois. Eu estou assim. Enjoadinha de todo no que diz respeito a rapazes. Com vontade de aproveitar masé a minha solteirice. Entre viagens e outras coisas planeadas, ando a planear a "great escape" - como eu gosto de carinhosamente chamar o momento em que vou bazar deste trabalho e vilazinha cidade! Faltam 10 meses para acabar o contrato de 2 anos que assinei com o Centro onde trabalho... a contagem decrescente começou, e eu mal posso esperar pelo dia D... tic... tac... tic... tac...


 


counting the days.jpg


 


Outra coisa, decidi adiar a minha candidatura para o voluntariado internacional (apesar de ter ido à reunião de informação e já ter CV + carta de motivação, em francês e em inglês, feitinhos e prontos a enviar), porque decidi ir visitar a J. à Austrália, e isso para além de ser uma viagem que envolve bastante planeamento, vai também trazer-me alguns gastos financeiros consideráveis. O voluntariado, posso sempre fazer mais tarde... enquanto que a oportunidade de fazer esta viagem com a J. - que está na Austrália a trabalhar como au pair por 6 meses e a viajar os 6 meses restantes - não sei se volto a ter. E como dizia a outra YOLO!


 


Quanto ao futuro, a longo prazo, tenho algumas ideias do que vou fazer depois da viagem à Austrália. Mas, como a vida está sempre a mudar, não vou estar praqui com planos fixos. Até porque tenho várias ideias em mente (e já sou conhecida por estar sempre a mudar de ideias, não é mesmo?). Entre outras, estão as seguintes ideias:

- arranjar um trabalho fixo numa cidade que goste muito e instalar-me por lá com um apartamento porreiro, morar perto de um ginásio e inscrever-me em aulas de Yoga ou cozinha, ou algo do género;

- fazer substituições de curta duração através de agências de trabalho temporário um pouco pela França toda, para conhecer várias formas de trabalhar e visitar umas cidades simpáticas;



- ir trabalhar meio ano ou um ano inteiro para os DOM-TOM - as ilhas francesas, como por exemplo: Martinica e Guadalupe (nas Caraíbas), Polinésia Francesa (no Pacífico), Reunião (no Índico)... - O céu é o limite, portanto.


 


Posso oficialmente dizer que - apesar de não ser nada fácil lidar com esta carência e insegurança toda e às vezes ainda dar por mim a chorar que nem um bebé - estou, aos pouquinhos, a apaixonar-me pela minha solteirice, por todos os caminhos que esta está a abrir para mim e pela coragem de "desbravar" mundo que tenho sentido! E isso é algo que não tem preço!


 


 


Beijo na bunda


para os meus desarrumados! 



 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...