terça-feira, 31 de julho de 2018

Nada(r).

Hoje fui à piscina com a H., como todas as terças-feiras. Normalmente vou lá e dou umas voltas, poucas, depois fico lá num canto a fazer exercícios das pernas e abdominais agarrada à beira da piscina. Costumo dar o meu dinheiro ali por mal empregue... se não fosse o jacuzzi nem metia lá os pés. Acabo sempre no jacuzzi e fico para lá a cozer naquela água quente. O bom do jacuzzi é que uma pessoa pode dar um pum discreto e ninguém dá conta. 


 


Hoje foi diferente. Hoje PRECISAVA de nadar, sentir-me a flutuar na água, gastar energias. Esquecer tudo, meter a cabeça debaixo de água e ouvir o vazio. Engraçado que quando estamos com a cabeça debaixo de água o silêncio é quase meditativo. E a sensação de falta de ar é algo que me deixa eufórica. Tenho uma tara com isto, e um medo imenso de morrer afogada. É como uma pessoa ter vertigens e atração pelo vazio em simultâneo. 


 


Nadei, nadei, nadei e no final não havia mais nada para pensar.

Nada(r).

Hoje fui à piscina com a H., como todas as terças-feiras. Normalmente vou lá e dou umas voltas, poucas, depois fico lá num canto a fazer exercícios das pernas e abdominais agarrada à beira da piscina. Costumo dar o meu dinheiro ali por mal empregue... se não fosse o jacuzzi nem metia lá os pés. Acabo sempre no jacuzzi e fico para lá a cozer naquela água quente. O bom do jacuzzi é que uma pessoa pode dar um pum discreto e ninguém dá conta. 


 


Hoje foi diferente. Hoje PRECISAVA de nadar, sentir-me a flutuar na água, gastar energias. Esquecer tudo, meter a cabeça debaixo de água e ouvir o vazio. Engraçado que quando estamos com a cabeça debaixo de água o silêncio é quase meditativo. E a sensação de falta de ar é algo que me deixa eufórica. Tenho uma tara com isto, e um medo imenso de morrer afogada. É como uma pessoa ter vertigens e atração pelo vazio em simultâneo. 


 


Nadei, nadei, nadei e no final não havia mais nada para pensar.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sonhos soltos.

Ultimamente tenho tido vontade de gritar


Muita mesmo


Gritar até me faltar o ar


E depois?


Escolher é renunciar


E eu tenho medo


Toda a vida esperei que a minha vida mudasse


Mas afinal sempre foi ela que esperou


Uma mudança da minha parte


E eu a insistir no mesmo erro


Vezes e vezes sem conta.


 


 


 


...


 


 


 


Vontade de esquecer tudo


De dizer foda-se para todos os projectos e sonhos


Que tinha há quatro anos atrás


Quando me vim embora


Sonhadora, pensei que ia ser fácil


Mas a vida não é fácil


E desistir não é opção


Nunca foi


Nunca será


Tenho que comprar asas para os meus sonhos


E deixá-los voar.


 


 


 


...


 


 


 


A verdade é que o mais difícil é perdoar


Esses erros do passado


Dizer ao meu eu mais novo que a culpa não é dela


Que ela fez o que podia com o que tinha


Que é injusto para ela eu hoje julgar que tudo foram más escolhas


Ela estava perdida


Tudo era nevoeiro


Hoje vejo mais claramente


Hoje sei que podia ter adaptado muitos sonhos


Podia ter moldado muitos desejos


Aprendido a aceitar o que tinha


Mas que piada isso teria?


 


 


 


...


 


 


 


É hora de deixar os sonhos voar.

Sonhos soltos.

Ultimamente tenho tido vontade de gritar


Muita mesmo


Gritar até me faltar o ar


E depois?


Escolher é renunciar


E eu tenho medo


Toda a vida esperei que a minha vida mudasse


Mas afinal sempre foi ela que esperou


Uma mudança da minha parte


E eu a insistir no mesmo erro


Vezes e vezes sem conta.


 


 


 


...


 


 


 


Vontade de esquecer tudo


De dizer foda-se para todos os projectos e sonhos


Que tinha há quatro anos atrás


Quando me vim embora


Sonhadora, pensei que ia ser fácil


Mas a vida não é fácil


E desistir não é opção


Nunca foi


Nunca será


Tenho que comprar asas para os meus sonhos


E deixá-los voar.


 


 


 


...


 


 


 


A verdade é que o mais difícil é perdoar


Esses erros do passado


Dizer ao meu eu mais novo que a culpa não é dela


Que ela fez o que podia com o que tinha


Que é injusto para ela eu hoje julgar que tudo foram más escolhas


Ela estava perdida


Tudo era nevoeiro


Hoje vejo mais claramente


Hoje sei que podia ter adaptado muitos sonhos


Podia ter moldado muitos desejos


Aprendido a aceitar o que tinha


Mas que piada isso teria?


 


 


 


...


 


 


 


É hora de deixar os sonhos voar.

domingo, 29 de julho de 2018

Os hits da rádio aqui na France #5

Como Domingo é dia de música aqui por casa, vamos lá partilhar no blog mais desarrumado da internet uma música francesa que gosto muito! E como já vem sendo habitual...esta também passa bastante na rádio 


 



 

Os hits da rádio aqui na France #5

Como Domingo é dia de música aqui por casa, vamos lá partilhar no blog mais desarrumado da internet uma música francesa que gosto muito! E como já vem sendo habitual...esta também passa bastante na rádio 


 



 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Carência.

Um dos meus maiores defeitos, sem dúvida.


Sou carente. E muito.


Conheço alguém que me pareça minimamente aceitável e já esqueço todos os meus padrões e exigências.


Contento-me com o "mais ou menos", com o "vamos ver no que isto dá", com o "benefício da dúvida", com o "antes isto do que pior", com o "ele até faz isto e aquilo que são coisas boas".


Depois todas as minha relações acabam da mesma forma. Eles afastam-se.


Escondo tanto do que sou ao início que quando começo a mostrar quem verdadeiramente sou eles ficam confusos. Mas quem é esta? E a minha carência deve ver-se a léguas de distância, que os moços nem têm coragem de me dizer "já não te acho interessante", "quero acabar".


Nada, fica ali um vazio, uma dúvida a pairar no ar: "será que ainda estamos a fazer isto juntos?", "será que ele ainda quer um relacionamento comigo?".


E depois sofro. Sofro bastante, porque não fui exigente, deixei-me levar pelo "mais tarde logo se vê" e anulei-me enquanto mulher e pessoa. 


Não se enganem, os narcisistas, manipuladores e coisas do género eu consigo topar, duram no máximo alguns meses e depois mando-os dar uma volta. 


O meu problema, o maior problema, são os rapazes "assim-assim", aqueles em que olho para eles e digo "nhé, nada de especial, mas vai ter que remediar".


Nunca arrisco naqueles que deixariam o meu mundo de pernas para o ar. Na minha cabeça um rapaz assim não iria apaixonar-se por mim, porque o faria ele? Eu não sou merecedora de uma grande história. Estou destinada a situações inacabadas, coisas por dizer, dúvidas eternas sobre "o porquê?" do afastamento. Afinal, eu tinha dado tanto à relação, porque tinha que acabar assim? Sem ter sequer direito a uma explicação?


E sofro, e volto a sofrer, e as coisas vão se tornando cada vez mais curtas, pois agora as "aplicações de encontros" permitem tornar tudo mais rápido... falas uns dias com a pessoa, 2 encontros depois estás em casa dele a fazer amor com ele, nos lençóis dele, e 3 semanas depois ele deixa de falar contigo gradualmente, só te responde por educação, e quando deixas de ser a primeira a meter conversa, nunca mais tens notícias dele.


E tu que já tinhas dado tanto.


Um ciclo repetitivo. Algo com o qual não vou conseguir lidar, não estou a conseguir lidar, nunca conseguirei aceitar. 


E no fundo, bem lá no fundo, sei que a culpa é minha. Não me amo, e atraio este tipo de situações para a minha vida. Em vez de estar sossegada a viver a minha vida, a acreditar que o que será meu, às minhas mãos virá parar. Não. Ando a forçar coisas, a querer ter nem que seja tirado a ferros, um romance do outro mundo.


Uma sonhadora. Uma rapariga carente. Alguém que cresceu a acreditar que não merecia ser verdadeiramente amada, que nenhuma das suas escolhas era a correcta, que precisava de alguém para decidir tudo. Alguém que pensa que é um homem que vai salvá-la desta solidão que sente todos os dias, deste vazio no peito, desta vontade de nunca estar onde está, de que podia estar melhor noutro sítio. Mas qual sítio?


A eterna insatisfeita hoje vai dormir com todas estas questões no peito. A questão aqui nunca foi receber o raio da mensagem, ou que ele se apaixona-se por mim, a questão aqui é não me amar o suficiente para saber que, mesmo que a mensagem não chegue, ou que o amor dele não surja, está tudo bem.


E ficará sempre tudo bem enquanto me tiver a mim.


Só preciso de amar mais esta pessoa que tenho sempre comigo.


Mas parece-me que isto vai ser um projecto para a vida toda.


 

Carência.

Um dos meus maiores defeitos, sem dúvida.


Sou carente. E muito.


Conheço alguém que me pareça minimamente aceitável e já esqueço todos os meus padrões e exigências.


Contento-me com o "mais ou menos", com o "vamos ver no que isto dá", com o "benefício da dúvida", com o "antes isto do que pior", com o "ele até faz isto e aquilo que são coisas boas".


Depois todas as minha relações acabam da mesma forma. Eles afastam-se.


Escondo tanto do que sou ao início que quando começo a mostrar quem verdadeiramente sou eles ficam confusos. Mas quem é esta? E a minha carência deve ver-se a léguas de distância, que os moços nem têm coragem de me dizer "já não te acho interessante", "quero acabar".


Nada, fica ali um vazio, uma dúvida a pairar no ar: "será que ainda estamos a fazer isto juntos?", "será que ele ainda quer um relacionamento comigo?".


E depois sofro. Sofro bastante, porque não fui exigente, deixei-me levar pelo "mais tarde logo se vê" e anulei-me enquanto mulher e pessoa. 


Não se enganem, os narcisistas, manipuladores e coisas do género eu consigo topar, duram no máximo alguns meses e depois mando-os dar uma volta. 


O meu problema, o maior problema, são os rapazes "assim-assim", aqueles em que olho para eles e digo "nhé, nada de especial, mas vai ter que remediar".


Nunca arrisco naqueles que deixariam o meu mundo de pernas para o ar. Na minha cabeça um rapaz assim não iria apaixonar-se por mim, porque o faria ele? Eu não sou merecedora de uma grande história. Estou destinada a situações inacabadas, coisas por dizer, dúvidas eternas sobre "o porquê?" do afastamento. Afinal, eu tinha dado tanto à relação, porque tinha que acabar assim? Sem ter sequer direito a uma explicação?


E sofro, e volto a sofrer, e as coisas vão se tornando cada vez mais curtas, pois agora as "aplicações de encontros" permitem tornar tudo mais rápido... falas uns dias com a pessoa, 2 encontros depois estás em casa dele a fazer amor com ele, nos lençóis dele, e 3 semanas depois ele deixa de falar contigo gradualmente, só te responde por educação, e quando deixas de ser a primeira a meter conversa, nunca mais tens notícias dele.


E tu que já tinhas dado tanto.


Um ciclo repetitivo. Algo com o qual não vou conseguir lidar, não estou a conseguir lidar, nunca conseguirei aceitar. 


E no fundo, bem lá no fundo, sei que a culpa é minha. Não me amo, e atraio este tipo de situações para a minha vida. Em vez de estar sossegada a viver a minha vida, a acreditar que o que será meu, às minhas mãos virá parar. Não. Ando a forçar coisas, a querer ter nem que seja tirado a ferros, um romance do outro mundo.


Uma sonhadora. Uma rapariga carente. Alguém que cresceu a acreditar que não merecia ser verdadeiramente amada, que nenhuma das suas escolhas era a correcta, que precisava de alguém para decidir tudo. Alguém que pensa que é um homem que vai salvá-la desta solidão que sente todos os dias, deste vazio no peito, desta vontade de nunca estar onde está, de que podia estar melhor noutro sítio. Mas qual sítio?


A eterna insatisfeita hoje vai dormir com todas estas questões no peito. A questão aqui nunca foi receber o raio da mensagem, ou que ele se apaixona-se por mim, a questão aqui é não me amar o suficiente para saber que, mesmo que a mensagem não chegue, ou que o amor dele não surja, está tudo bem.


E ficará sempre tudo bem enquanto me tiver a mim.


Só preciso de amar mais esta pessoa que tenho sempre comigo.


Mas parece-me que isto vai ser um projecto para a vida toda.


 

sábado, 21 de julho de 2018

E hoje o jantar foi...

Olá malta desarrumada. Aqui estou eu a contar novidades alimentares. Hoje o jantar foi num restaurante português aqui em França para festejar o aniversário de uma colega portuguesa.


 


Leitão! Olhem para esta delícia! Sobremesa: mousse de chocolate e arroz doce. Eu e a H costumamos dividir as sobremesas, assim provamos sempre duas coisas diferentes! Mas não houve cá foto para ninguém... gulosas!


 


IMG_20180721_201827.jpg


 

E hoje o jantar foi...

Olá malta desarrumada. Aqui estou eu a contar novidades alimentares. Hoje o jantar foi num restaurante português aqui em França para festejar o aniversário de uma colega portuguesa.


 


Leitão! Olhem para esta delícia! Sobremesa: mousse de chocolate e arroz doce. Eu e a H costumamos dividir as sobremesas, assim provamos sempre duas coisas diferentes! Mas não houve cá foto para ninguém... gulosas!


 


IMG_20180721_201827.jpg


 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A minha vida tem sido isto!


 


Estudar francês! E só Deus sabe como eu detestava esta língua na escola... sempre convencidíssima de que, a emigrar, iria escolher o Reino Unido! (estive quase a tomar essa decisão by the way!)


Quis o destino que viesse parar a França e não me arrependo nada. Engraçado que... tenho sempre aquele receio de me arrepender das minhas decisões mas isso acaba por (quase) nunca acontecer!


Amanhã é o exame... e depois já posso relaxar! Desejem-me muita merda!


 


Bisous na bunda! 


 


 

A minha vida tem sido isto!


 


Estudar francês! E só Deus sabe como eu detestava esta língua na escola... sempre convencidíssima de que, a emigrar, iria escolher o Reino Unido! (estive quase a tomar essa decisão by the way!)


Quis o destino que viesse parar a França e não me arrependo nada. Engraçado que... tenho sempre aquele receio de me arrepender das minhas decisões mas isso acaba por (quase) nunca acontecer!


Amanhã é o exame... e depois já posso relaxar! Desejem-me muita merda!


 


Bisous na bunda! 


 


 

terça-feira, 17 de julho de 2018

Nunca pensei ser capaz!

Mas depois deste post já lá vão 3 dias sem Instagram... e sobrevivi...!


 


Se penso constantemente nos stories que ando a perder e que vão ficar a flutuar na eternidade da minha ignorância?  Sim!


 Se acho que vou ultrapassar o vício e sair daqui mais fortalecida? Pois, claro!


 


Vamos lá! O que aguentar agora vai ser o meu record a ultrapassar... desde 2014, é a primeira vez que fico tanto tempo sem ir a esta aplicação... e esse " tanto tempo" são 3 dias... por isso imaginem o grau do meu vício...


 


 


Beijo na bunda! 


 


 

Nunca pensei ser capaz!

Mas depois deste post já lá vão 3 dias sem Instagram... e sobrevivi...!


 


Se penso constantemente nos stories que ando a perder e que vão ficar a flutuar na eternidade da minha ignorância?  Sim!


 Se acho que vou ultrapassar o vício e sair daqui mais fortalecida? Pois, claro!


 


Vamos lá! O que aguentar agora vai ser o meu record a ultrapassar... desde 2014, é a primeira vez que fico tanto tempo sem ir a esta aplicação... e esse " tanto tempo" são 3 dias... por isso imaginem o grau do meu vício...


 


 


Beijo na bunda! 


 


 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Pessoas ansiosas...

.... uma pequena questão...


 


Quando estão a começar uma nova relação amorosa ficam mais ansiosos com o que pode correr mal ou com o que pode correr bem?


 


Depois venho explicar melhor isto com base no que eu penso e nas respostas obtidas...

Pessoas ansiosas...

.... uma pequena questão...


 


Quando estão a começar uma nova relação amorosa ficam mais ansiosos com o que pode correr mal ou com o que pode correr bem?


 


Depois venho explicar melhor isto com base no que eu penso e nas respostas obtidas...

sábado, 14 de julho de 2018

Desinstalei a app do Insta.

Tenho andado com os níveis de ansiedade nos píncaros... por isso decidi apagar esta app que me deixa muito insegura, tanto fisicamente, como psicologicamente. Já me estou a imaginar o dia todo com sintomas de abstinência! Seja o que for, tempos desesperados pedem medidas desesperadas! Coração que não vê, olhos que não sentem... pode ser que isto seja o início de uma vida sem redes sociais... nem eu acredito nisto... mas quem sabe se lhe ganho o gosto?

Desinstalei a app do Insta.

Tenho andado com os níveis de ansiedade nos píncaros... por isso decidi apagar esta app que me deixa muito insegura, tanto fisicamente, como psicologicamente. Já me estou a imaginar o dia todo com sintomas de abstinência! Seja o que for, tempos desesperados pedem medidas desesperadas! Coração que não vê, olhos que não sentem... pode ser que isto seja o início de uma vida sem redes sociais... nem eu acredito nisto... mas quem sabe se lhe ganho o gosto?

Diário de bordo 14.07.2018

Preciso de desabafar. Gritar até me rebentar as artérias! Como dizia o outro... mesmo que possa parecer injusta nas coisas que vou dizer.


Sinto-me mal, a férias não me fizeram bem, muito pelo contrário. Devia ter tirado menos tempo. 3 semanas, 2 das quais passadas com os meus pais, deixaram-me louca. Nunca mais volto a passar aqui tanto tempo! E deixo isto aqui escrito para consulta futura. 3 semanas sim, é uma das melhores formas de cortar com o stress do trabalho... adoro chegar ao trabalho e não me lembrar sequer dos nomes dos doentes, é sinal de que consegui desligar... mas em casa dos meus pais? Nunca mais!


 


Vou passar a enumerar os motivos pelos quais não volto a passar aqui mais do que uma semana de cada vez:


 


- os meus pais não saem de casa, eles não fazem literalmente mais nada para além de trabalho, casa, ir às compras (de comida ao supermercado);


 


- as conversas são sempre as mesmas, críticas e mais críticas: aos outros membros da família, aos vizinhos, à sociedade, à crise, etc. consigo contar pelos dedos das mãos as vezes em que houve uma conversa com um tema positivo;


 


- estão sempre, mas sempre a gritar e a mandar vir um com o outro;


 


- eles estão os dois com excesso de peso, então comem, comem, comem, até não parar. A minha mãe cozinha imenso, muitas das vezes carne... quando digo imenso é tipo 2 frangos para uma refeição (somos 3 pessoas!), ou 6 bifes daqueles grandes, ou 8 entremeadas, ou um estufado numa panela enoooorme... e a regra cá em casa é "não há restos, não se repetem refeições". Ou seja, sinto-me como um pato em que estão a tentar enfiar comida pela goela abaixo. Como sem vontade a maior parte das vezes. E se não quiser comer, lá vem o tal discurso da culpa "ai, fiz isto para ti, olha que vai para o lixo, não respeitas o que faço por ti, vens cá e nem comes "nada"..." atenção, que ouço isto já depois de ter comido meio frango sozinha ou dois bifes enormes de vaca;


 


- se aceito sobremesa, "ai que gulosa", se não aceito "lá estás tu com a mania das dietas". foda-se, sinto que tudo que como está a ser escrutinado ao mínimo detalhe e que a tendência é sempre a coisa pender para o "comer como uma vaca", obviamente, as calças que trouxe no início da viagem já não me servem. Vou ter que voltar para França de vestido, pois recuso-me a comprar roupa para este peso, que não é o meu...


 


- não há legumes. Já tentei fazer a minha própria comida, saladas, coisas saudáveis, não dá, simplesmente não dá. Para além de passar a refeição a ser criticada, "isso é comida de coelhos, não vais ficar satisfeita, para que te dás ao trabalho de fazer essas coisas? quando estás de férias devias relaxar e comer esta comida tão boa que a tua mãe faz!". Desisti da puta dos legumes. Não adianta, acabava por comer a minha comida e depois ainda tinha que comer a deles, e não adianta dizer que não, o meu pai mete a comida no meu prato e muitas refeições já acabaram connosco aos berros. Tenho que comer o que eles querem para bem da minha saúde mental. O que vão ganhar com isto é eu vir cá muito menos vezes;


 


- as conversas sobre o meu futuro vão sempre parar ao "ai filha estás a ganhar tão pouco, emigraste por causa disso? vê se no próximo trabalho arranjas algo a ganhar mais porque se não nem vale a pena estares lá fora. quando trocares negocia muito, não sejas totó como sempre!" E isto sendo que eu nem lhes disse quanto ganhava, mas acho que eles pensavam que vinha ganhar de 5mil euros para cima (hello?) e já lhes expliquei que na minha profissão há tabelas de remuneração e que eu não sou nenhuma super-pessoa vinda não sei lá de onde que vai ganhar mais do que os franceses, só porque sim, só porque os meus pais acham o meu salário pequeno e que devia ganhar o mesmo que um engenheiro (sim, porque o primo não sei das quantas que é engenheiro informático ganha uns 8mil euros... "ya, mas eu estou na área dos técnicos de saúde, e essas profissões fazem quase sempre parte das camadas mais mal remuneradas dentro de um país! apesar de estarem acima da média do país em questão, nunca fogem ali muito da média..."). Em Portugal ganhava cerca de 1/3 do que ganho neste momento, e eles mesmo assim acham que "compensava" voltar. Para que é que perco tempo a explicar-lhes estas coisas?


 


- depois há os dias em que tenho que ouvir um "estás lá tão bem, não voltes para cá, que vens para cá fazer? isto é uma pasmaceira, o país está tão mal, não te safavas..." Oh Deus... Às vezes acho que sou filha de pessoas bipolares, não admira eu ter ficado com problemas psicológicos. Minha gente, se querem filhos saudáveis, parem de opinar sobre cada área da vida deles, a saúde mental deles em adulto agradece;


 


- e por último... o melhor tópico! Alguém faz ideia??? Namorado! "Vê se arranjas alguém, estás lá tão sozinha... a filha da não sei quantas emigrou com o namorado, e agora já casaram. estás a ficar para trás. nem estás a poupar dinheiro nem te estás a fazer à vida." Como se eles soubessem TUDO sobre a minha conta bancária e vida pessoal. E a cereja no topo do bolo "ah e se for um português jeitosinho e filho único de pais ricos ainda melhor, era o ideal! não venhas cá parar com um francês, isso é que não!" Mal eles sonham...


 


Pessoal... resumindo, estou cansada destas férias... na segunda-feira apanho o avião e na terça começo logo a trabalhar. Vou chegar lá com a sensação de que precisava de umas férias das férias. Não fisicamente, porque não tenho feito nada (já vos disse que eles não saem de casa e qualquer coisa que eu proponha, ou é longe, ou é cara, ou não é interessante, ou não vai valer a pena a deslocação...) e relativamente ao desporto eu bem tento fazer, mas até nisso já ouvi bocas porque "tomar banho todos os dias faz mal e a conta fica muito cara..." então com o bafo que está nem faço desporto nem nada porque não conseguia deitar-me sem tomar banho.


 


Pronto, este foi o desabafo do dia... agora lembro-me bem porque é que saí de casa aos 18 anos sem intenções de voltar a meter aqui os pés. Infelizmente às vezes calham-nos pais tóxicos na rifa. Eu gosto muito deles,mas prefiro não morar com eles. Eles dão comigo em doida, é como se eu fosse um "alvo" e não me pudessem deixar sossegada 5 minutos seguidos. Por exemplo, enquanto escrevia este post aqui sossegada no computador, já vieram falar comigo 3 vezes. Não sei como é que (às vezes!) consigo ser um adulto funcional na sociedade!... e estes 7kg que já engordei? Que me estão a deixar tão em baixo? E a ouvir um... "ai filha quando aqui chegaste o teu rabo estava mais para cima, está a ficar com um aspecto tão mole..."... Cruzes, salvem-me deste filme!


 


Gostava de me ter tornado alguém com mais auto-estima e confiança. Tinha-me ajudado muito mais e a minha vida podia estar muito melhor, ao invés deste mar de críticas constantes que não ajudam nada e que sempre ouvi durante a minha vida toda... ainda assim escolho aplicar o princípio da gratidão e dizer que agradeço tudo que fizeram por mim e as oportunidades que tive na vida. E que isto tudo só me vai deixar mais forte. E que espero não ser assim com os meus filhos...


 

Diário de bordo 14.07.2018

Preciso de desabafar. Gritar até me rebentar as artérias! Como dizia o outro... mesmo que possa parecer injusta nas coisas que vou dizer.


Sinto-me mal, a férias não me fizeram bem, muito pelo contrário. Devia ter tirado menos tempo. 3 semanas, 2 das quais passadas com os meus pais, deixaram-me louca. Nunca mais volto a passar aqui tanto tempo! E deixo isto aqui escrito para consulta futura. 3 semanas sim, é uma das melhores formas de cortar com o stress do trabalho... adoro chegar ao trabalho e não me lembrar sequer dos nomes dos doentes, é sinal de que consegui desligar... mas em casa dos meus pais? Nunca mais!


 


Vou passar a enumerar os motivos pelos quais não volto a passar aqui mais do que uma semana de cada vez:


 


- os meus pais não saem de casa, eles não fazem literalmente mais nada para além de trabalho, casa, ir às compras (de comida ao supermercado);


 


- as conversas são sempre as mesmas, críticas e mais críticas: aos outros membros da família, aos vizinhos, à sociedade, à crise, etc. consigo contar pelos dedos das mãos as vezes em que houve uma conversa com um tema positivo;


 


- estão sempre, mas sempre a gritar e a mandar vir um com o outro;


 


- eles estão os dois com excesso de peso, então comem, comem, comem, até não parar. A minha mãe cozinha imenso, muitas das vezes carne... quando digo imenso é tipo 2 frangos para uma refeição (somos 3 pessoas!), ou 6 bifes daqueles grandes, ou 8 entremeadas, ou um estufado numa panela enoooorme... e a regra cá em casa é "não há restos, não se repetem refeições". Ou seja, sinto-me como um pato em que estão a tentar enfiar comida pela goela abaixo. Como sem vontade a maior parte das vezes. E se não quiser comer, lá vem o tal discurso da culpa "ai, fiz isto para ti, olha que vai para o lixo, não respeitas o que faço por ti, vens cá e nem comes "nada"..." atenção, que ouço isto já depois de ter comido meio frango sozinha ou dois bifes enormes de vaca;


 


- se aceito sobremesa, "ai que gulosa", se não aceito "lá estás tu com a mania das dietas". foda-se, sinto que tudo que como está a ser escrutinado ao mínimo detalhe e que a tendência é sempre a coisa pender para o "comer como uma vaca", obviamente, as calças que trouxe no início da viagem já não me servem. Vou ter que voltar para França de vestido, pois recuso-me a comprar roupa para este peso, que não é o meu...


 


- não há legumes. Já tentei fazer a minha própria comida, saladas, coisas saudáveis, não dá, simplesmente não dá. Para além de passar a refeição a ser criticada, "isso é comida de coelhos, não vais ficar satisfeita, para que te dás ao trabalho de fazer essas coisas? quando estás de férias devias relaxar e comer esta comida tão boa que a tua mãe faz!". Desisti da puta dos legumes. Não adianta, acabava por comer a minha comida e depois ainda tinha que comer a deles, e não adianta dizer que não, o meu pai mete a comida no meu prato e muitas refeições já acabaram connosco aos berros. Tenho que comer o que eles querem para bem da minha saúde mental. O que vão ganhar com isto é eu vir cá muito menos vezes;


 


- as conversas sobre o meu futuro vão sempre parar ao "ai filha estás a ganhar tão pouco, emigraste por causa disso? vê se no próximo trabalho arranjas algo a ganhar mais porque se não nem vale a pena estares lá fora. quando trocares negocia muito, não sejas totó como sempre!" E isto sendo que eu nem lhes disse quanto ganhava, mas acho que eles pensavam que vinha ganhar de 5mil euros para cima (hello?) e já lhes expliquei que na minha profissão há tabelas de remuneração e que eu não sou nenhuma super-pessoa vinda não sei lá de onde que vai ganhar mais do que os franceses, só porque sim, só porque os meus pais acham o meu salário pequeno e que devia ganhar o mesmo que um engenheiro (sim, porque o primo não sei das quantas que é engenheiro informático ganha uns 8mil euros... "ya, mas eu estou na área dos técnicos de saúde, e essas profissões fazem quase sempre parte das camadas mais mal remuneradas dentro de um país! apesar de estarem acima da média do país em questão, nunca fogem ali muito da média..."). Em Portugal ganhava cerca de 1/3 do que ganho neste momento, e eles mesmo assim acham que "compensava" voltar. Para que é que perco tempo a explicar-lhes estas coisas?


 


- depois há os dias em que tenho que ouvir um "estás lá tão bem, não voltes para cá, que vens para cá fazer? isto é uma pasmaceira, o país está tão mal, não te safavas..." Oh Deus... Às vezes acho que sou filha de pessoas bipolares, não admira eu ter ficado com problemas psicológicos. Minha gente, se querem filhos saudáveis, parem de opinar sobre cada área da vida deles, a saúde mental deles em adulto agradece;


 


- e por último... o melhor tópico! Alguém faz ideia??? Namorado! "Vê se arranjas alguém, estás lá tão sozinha... a filha da não sei quantas emigrou com o namorado, e agora já casaram. estás a ficar para trás. nem estás a poupar dinheiro nem te estás a fazer à vida." Como se eles soubessem TUDO sobre a minha conta bancária e vida pessoal. E a cereja no topo do bolo "ah e se for um português jeitosinho e filho único de pais ricos ainda melhor, era o ideal! não venhas cá parar com um francês, isso é que não!" Mal eles sonham...


 


Pessoal... resumindo, estou cansada destas férias... na segunda-feira apanho o avião e na terça começo logo a trabalhar. Vou chegar lá com a sensação de que precisava de umas férias das férias. Não fisicamente, porque não tenho feito nada (já vos disse que eles não saem de casa e qualquer coisa que eu proponha, ou é longe, ou é cara, ou não é interessante, ou não vai valer a pena a deslocação...) e relativamente ao desporto eu bem tento fazer, mas até nisso já ouvi bocas porque "tomar banho todos os dias faz mal e a conta fica muito cara..." então com o bafo que está nem faço desporto nem nada porque não conseguia deitar-me sem tomar banho.


 


Pronto, este foi o desabafo do dia... agora lembro-me bem porque é que saí de casa aos 18 anos sem intenções de voltar a meter aqui os pés. Infelizmente às vezes calham-nos pais tóxicos na rifa. Eu gosto muito deles,mas prefiro não morar com eles. Eles dão comigo em doida, é como se eu fosse um "alvo" e não me pudessem deixar sossegada 5 minutos seguidos. Por exemplo, enquanto escrevia este post aqui sossegada no computador, já vieram falar comigo 3 vezes. Não sei como é que (às vezes!) consigo ser um adulto funcional na sociedade!... e estes 7kg que já engordei? Que me estão a deixar tão em baixo? E a ouvir um... "ai filha quando aqui chegaste o teu rabo estava mais para cima, está a ficar com um aspecto tão mole..."... Cruzes, salvem-me deste filme!


 


Gostava de me ter tornado alguém com mais auto-estima e confiança. Tinha-me ajudado muito mais e a minha vida podia estar muito melhor, ao invés deste mar de críticas constantes que não ajudam nada e que sempre ouvi durante a minha vida toda... ainda assim escolho aplicar o princípio da gratidão e dizer que agradeço tudo que fizeram por mim e as oportunidades que tive na vida. E que isto tudo só me vai deixar mais forte. E que espero não ser assim com os meus filhos...


 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Dificuldade em tomar decisões? Eu perguntei e a Dra Carta respondeu!

Se ainda não viram este post, vejam!

E se tiverem perguntas para fazer à Dra Carta não demorem muito tempo! Ela é muito simpática e consegue ajudar mesmo.


 


Obrigada pela resposta Uma carta fora do baralho


 


Continua o trabalho excelente que tens feito!


 


Beijo 

Dificuldade em tomar decisões? Eu perguntei e a Dra Carta respondeu!

Se ainda não viram este post, vejam!

E se tiverem perguntas para fazer à Dra Carta não demorem muito tempo! Ela é muito simpática e consegue ajudar mesmo.


 


Obrigada pela resposta Uma carta fora do baralho


 


Continua o trabalho excelente que tens feito!


 


Beijo 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Tipos de mamilos no porno.

Passei grande parte da minha vida de adolescente e jovem adulta a achar que tinha mamilos de criança. A rogar pragas por este meu desenvolvimento mamário que mais parecia "inacabado", como se alguém tivesse dito às minhas maminhas "parem de crescer!" quando estas ainda estavam em pleno crescimento.


 


Há cerca de 4 anos descobri que havia uma categoria de porno só para este tipo de mamilos, falei sobre isso com o meu namorado da altura e ele disse que adorava essa categoria e que ficou todo contente por eu ter esse tipo de mamilos.


 


Desde essa altura pouco tenho stressado com as minhas maminhas.


 


Por isso minha gente, se tiverem alguma característica física que considerem ser um defeito, descansem e sigam em frente... parece que há sempre alguém que vai gostar daquilo que nós temos! Temos é que encontrar esse alguém...

Tipos de mamilos no porno.

Passei grande parte da minha vida de adolescente e jovem adulta a achar que tinha mamilos de criança. A rogar pragas por este meu desenvolvimento mamário que mais parecia "inacabado", como se alguém tivesse dito às minhas maminhas "parem de crescer!" quando estas ainda estavam em pleno crescimento.


 


Há cerca de 4 anos descobri que havia uma categoria de porno só para este tipo de mamilos, falei sobre isso com o meu namorado da altura e ele disse que adorava essa categoria e que ficou todo contente por eu ter esse tipo de mamilos.


 


Desde essa altura pouco tenho stressado com as minhas maminhas.


 


Por isso minha gente, se tiverem alguma característica física que considerem ser um defeito, descansem e sigam em frente... parece que há sempre alguém que vai gostar daquilo que nós temos! Temos é que encontrar esse alguém...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Uma ida a um WC de festival dentro da minha cabeça.

Depois da saga "uma ida às compras dentro da minha cabeça" trago-vos hoje este relato. Preparados?


 


Não?!?!? Num faz mal, vou contar na mesma!


 


Como é óbvio quando falo em WC estou a referir-me a este género de sanitários portáteis de utilização extremamente agradável:


 


sanitário portátil.jpg


 


* oh não! estou com vontade de ir mijar. deixa-me cá percorrer meio quilómetro de areia a ferver para chegar lá bem ao fundo do recinto, onde estão os WC todos *


 


* nem tudo é mau, fazer festivais na praia tem a vantagem de uma pessoa trabalhar as pernas enquanto faz força na areia para avançar *


 


* imagina se estivesse mais bêbada do que isto *


 


[ caminhei ]


 


[ caminhei ]


 


[ caminhei mais um bocadinho ]


 


*acho que vi um camelo *


 


* ah não, é só um gajo vestido com um disfarce de unicórnio. que fofo. *


 


* ele não tem calor? aquela merda parece um pijama! quem é que vem de pijama para a praia??? *


 


[ cheguei à entrada das casas-de-banho, montes de gajos desemparelhados à espera da sua dama]


 


* é curioso como há sempre mais gajos à entrada dos WC das raparigas que no dos rapazes! *


 


* não há fila, yupiiii! deixa-me cá escolher um dos que estão mais no fundo! *


 


* deve haver aqui umas 100 cabines. por isso não há fila. esta malta pensou em tudo! *


 


[ abro a porta ]


 


[ vem de lá um bafo fedorento muito quente. ]


 


* parece que estou a abrir um forno com um rosbife de merda a assar no interior *


 


* respira fundo, vai passar rápido, é só um chichizinho *


 


[ fecho a porta ]


 


* não olhes para o buraco *


* não olhes para o buraco *


* não olhes para o buraco *


 


[ olhei ]


 


* dESarrumada, faz o que quiseres à tua vida, mas NÃO-TOQUES-EM-NADA! *


 


* e deus-te-livre se deixares algo cair lá dentro, nunca mais o vês, porque eu é que não meto as minhas mãos ali dentro! *


 


[ tento pendurar a mala, mas o piçozito destinado ao efeito estava partido ] 


 


[ deixo a mala à volta do pescoço ]


 


* minha porca, não andaste a trabalhar os extensores do pescoço para nada não foi? mostra lá do que és capaz e segura aí uma mala com uma toalha de praia que mais parece uma toalha de pique-nique lá dentro *


 


[ desço os calções e começo a fazer um squat de casa-de-banho pública ]


 


* sobretudo NÃO-TOQUES-EM-NADA! *


 


* ai foda-se, escorreu um bocado de chichi para a coxa, deixa-me tentar limpar com papel antes que o resto siga o rasto e daqui a pouco tenho mijo a chegar ao calcanhar *


 


* e agora como vou fazer para tirar o papel da mala que está pendurada à volta do pescoço, sem tocar na sanita e sem descair o rabo para trás ou mexer muito para não caírem pinguinhas de chichi por todo o lado? *


 


[ consegui, não me perguntem como ]


 


[ enquanto limpo a coxa reparei que as cuecas do bikini estavam a tocar na parte da frente da sanita ]


 


* ai que nojo! porque é que não trouxe outro bikini? *


 


* juro que vou começar a chorar *


 


[ lembram-se de ter dito que estava calor? a esta hora já tinha suor a escorrer pela testa, costas e barriga ]


 


* neste momento toda eu sou humidade, despacha lá isso! *


 


[ limpei-me, deitei o papel no buraco sem olhar para trás e... ]


 


[ ...saí de lá para fora com um orgulho imenso e sensação de dever cumprido ]


 


* parabéns dESarrumada, conseguiste fazer chichi num festival sem que ocorresse uma tragédia! *


 


* agora só falta fazeres o mesmo nas outras 1270 vezes que vieres mijar nos próximos 3 dias *


 


 


 


Beijo na bunda! 


 


 


 


 


 

Uma ida a um WC de festival dentro da minha cabeça.

Depois da saga "uma ida às compras dentro da minha cabeça" trago-vos hoje este relato. Preparados?


 


Não?!?!? Num faz mal, vou contar na mesma!


 


Como é óbvio quando falo em WC estou a referir-me a este género de sanitários portáteis de utilização extremamente agradável:


 


sanitário portátil.jpg


 


* oh não! estou com vontade de ir mijar. deixa-me cá percorrer meio quilómetro de areia a ferver para chegar lá bem ao fundo do recinto, onde estão os WC todos *


 


* nem tudo é mau, fazer festivais na praia tem a vantagem de uma pessoa trabalhar as pernas enquanto faz força na areia para avançar *


 


* imagina se estivesse mais bêbada do que isto *


 


[ caminhei ]


 


[ caminhei ]


 


[ caminhei mais um bocadinho ]


 


*acho que vi um camelo *


 


* ah não, é só um gajo vestido com um disfarce de unicórnio. que fofo. *


 


* ele não tem calor? aquela merda parece um pijama! quem é que vem de pijama para a praia??? *


 


[ cheguei à entrada das casas-de-banho, montes de gajos desemparelhados à espera da sua dama]


 


* é curioso como há sempre mais gajos à entrada dos WC das raparigas que no dos rapazes! *


 


* não há fila, yupiiii! deixa-me cá escolher um dos que estão mais no fundo! *


 


* deve haver aqui umas 100 cabines. por isso não há fila. esta malta pensou em tudo! *


 


[ abro a porta ]


 


[ vem de lá um bafo fedorento muito quente. ]


 


* parece que estou a abrir um forno com um rosbife de merda a assar no interior *


 


* respira fundo, vai passar rápido, é só um chichizinho *


 


[ fecho a porta ]


 


* não olhes para o buraco *


* não olhes para o buraco *


* não olhes para o buraco *


 


[ olhei ]


 


* dESarrumada, faz o que quiseres à tua vida, mas NÃO-TOQUES-EM-NADA! *


 


* e deus-te-livre se deixares algo cair lá dentro, nunca mais o vês, porque eu é que não meto as minhas mãos ali dentro! *


 


[ tento pendurar a mala, mas o piçozito destinado ao efeito estava partido ] 


 


[ deixo a mala à volta do pescoço ]


 


* minha porca, não andaste a trabalhar os extensores do pescoço para nada não foi? mostra lá do que és capaz e segura aí uma mala com uma toalha de praia que mais parece uma toalha de pique-nique lá dentro *


 


[ desço os calções e começo a fazer um squat de casa-de-banho pública ]


 


* sobretudo NÃO-TOQUES-EM-NADA! *


 


* ai foda-se, escorreu um bocado de chichi para a coxa, deixa-me tentar limpar com papel antes que o resto siga o rasto e daqui a pouco tenho mijo a chegar ao calcanhar *


 


* e agora como vou fazer para tirar o papel da mala que está pendurada à volta do pescoço, sem tocar na sanita e sem descair o rabo para trás ou mexer muito para não caírem pinguinhas de chichi por todo o lado? *


 


[ consegui, não me perguntem como ]


 


[ enquanto limpo a coxa reparei que as cuecas do bikini estavam a tocar na parte da frente da sanita ]


 


* ai que nojo! porque é que não trouxe outro bikini? *


 


* juro que vou começar a chorar *


 


[ lembram-se de ter dito que estava calor? a esta hora já tinha suor a escorrer pela testa, costas e barriga ]


 


* neste momento toda eu sou humidade, despacha lá isso! *


 


[ limpei-me, deitei o papel no buraco sem olhar para trás e... ]


 


[ ...saí de lá para fora com um orgulho imenso e sensação de dever cumprido ]


 


* parabéns dESarrumada, conseguiste fazer chichi num festival sem que ocorresse uma tragédia! *


 


* agora só falta fazeres o mesmo nas outras 1270 vezes que vieres mijar nos próximos 3 dias *


 


 


 


Beijo na bunda! 


 


 


 


 


 

domingo, 8 de julho de 2018

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Sempre que vejo o programa do "Olá doutor!"

 



 


Com médicos assim uma pessoa andava sempre doente...


 


 

Sempre que vejo o programa do "Olá doutor!"

 



 


Com médicos assim uma pessoa andava sempre doente...


 


 

E ainda sobre o que vou ouvindo na televisão por aqui!

Olhem, o que acham daquelas publicidades para vender aparelhos auditivos, frigideiras, aspiradores, suplementos, etc. em que estão a falar para as pessoas como se fossemos todos atrasados mentais? Alguém cai nesta esparrela e compra mesmo estas coisas? Digam-me que não... 

E ainda sobre o que vou ouvindo na televisão por aqui!

Olhem, o que acham daquelas publicidades para vender aparelhos auditivos, frigideiras, aspiradores, suplementos, etc. em que estão a falar para as pessoas como se fossemos todos atrasados mentais? Alguém cai nesta esparrela e compra mesmo estas coisas? Digam-me que não... 

A batata quente agora está na minha mão, mas deixa-me cá culpar os outros.

Raramente vejo as notícias daqui e por isso tenho uma questão a colocar aos meus caros leitores... vamos lá!


Não sei se isto se tornou prática corrente cá em Portugal, mas estou a ficar chocadíssima com uma frase que tenho ouvido constantemente no noticiário. Se calhar sou muito sensível, mas admito que me apetece mandar um murro na televisão de cada vez que a ouço.


 


"A culpa disto tudo é do antigo governo."


 

A batata quente agora está na minha mão, mas deixa-me cá culpar os outros.

Raramente vejo as notícias daqui e por isso tenho uma questão a colocar aos meus caros leitores... vamos lá!


Não sei se isto se tornou prática corrente cá em Portugal, mas estou a ficar chocadíssima com uma frase que tenho ouvido constantemente no noticiário. Se calhar sou muito sensível, mas admito que me apetece mandar um murro na televisão de cada vez que a ouço.


 


"A culpa disto tudo é do antigo governo."


 

terça-feira, 3 de julho de 2018

Isto da saúde mental...

A ansiedade até andava controladinha, mas desde que estou de férias tem sido o descontrolo total relativamente à alimentação e a cabeça já está a dar em doida por ver o corpo a aumentar de tamanho.


 


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


(...)


 


Nota: repetir este mantra até à exaustão. Não posso deixar que estes pensamentos negativos sobre o aumento de peso me afectem. Sou mais do que isto. E a ansiedade que já andava tão controladinha...


... depois isto funciona como uma bola de neve. Há um aspecto que me incomoda, e a minha cabeça vai desgovernada à procura de outras coisas que estejam mal... sim, porque haver só "uma coisita" que não vai bem não pode, ou a vida é uma merda pegada ou então não vale a pena queimar neurónios.


 


Agora voltei a pensar em mudar de trabalho, eu que já tinha decidido deixar correr e ir vendo as ofertas que aparecem até ao início de 2019... penso no exame de francês que tenho que fazer no dia 19 de Julho e sinto que quanto mais olho para a matéria menos sei... penso neste corpo que me está a "falhar", e ao mesmo tempo sinto que estas preocupações corporais demonstram mesmo a situação privilegiada em que me encontro e o quão parva sou em "preocupar-me" com estas coisas (ando a comer chocolates e gelados sem parar, uma ingestão calórica muito maior do que aquela que preciso, e há países onde as pessoas não têm sequer a comida que precisam para sobreviver... sou a única que pensa nisto desta forma? que sente esta culpa por comer de mais?) and so on, and so on...


 


A ver se volto rápido para os meus green juices, corridas de dois em dois dias e a ter um dia ocupado. Parecendo que não, ir trabalhar, por muito que eu não goste daquele trabalho, deixa-me ocupada e permite-me estar "a ser útil" 8h por dia. Estar de férias é quase um atentado à minha saúde mental...  e que pena eu tenho que isto seja assim...

Isto da saúde mental...

A ansiedade até andava controladinha, mas desde que estou de férias tem sido o descontrolo total relativamente à alimentação e a cabeça já está a dar em doida por ver o corpo a aumentar de tamanho.


 


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


Eu sou muito mais do que o tamanho do meu corpo.


(...)


 


Nota: repetir este mantra até à exaustão. Não posso deixar que estes pensamentos negativos sobre o aumento de peso me afectem. Sou mais do que isto. E a ansiedade que já andava tão controladinha...


... depois isto funciona como uma bola de neve. Há um aspecto que me incomoda, e a minha cabeça vai desgovernada à procura de outras coisas que estejam mal... sim, porque haver só "uma coisita" que não vai bem não pode, ou a vida é uma merda pegada ou então não vale a pena queimar neurónios.


 


Agora voltei a pensar em mudar de trabalho, eu que já tinha decidido deixar correr e ir vendo as ofertas que aparecem até ao início de 2019... penso no exame de francês que tenho que fazer no dia 19 de Julho e sinto que quanto mais olho para a matéria menos sei... penso neste corpo que me está a "falhar", e ao mesmo tempo sinto que estas preocupações corporais demonstram mesmo a situação privilegiada em que me encontro e o quão parva sou em "preocupar-me" com estas coisas (ando a comer chocolates e gelados sem parar, uma ingestão calórica muito maior do que aquela que preciso, e há países onde as pessoas não têm sequer a comida que precisam para sobreviver... sou a única que pensa nisto desta forma? que sente esta culpa por comer de mais?) and so on, and so on...


 


A ver se volto rápido para os meus green juices, corridas de dois em dois dias e a ter um dia ocupado. Parecendo que não, ir trabalhar, por muito que eu não goste daquele trabalho, deixa-me ocupada e permite-me estar "a ser útil" 8h por dia. Estar de férias é quase um atentado à minha saúde mental...  e que pena eu tenho que isto seja assim...

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Esta noite.

Vontade de gritar. 


Puxa-me os cabelos e empurra-me contra o muro.


Agarra-me pelo pescoço e mete a outra mão entre as minhas pernas.


Tenho vontade de ti, mas podia ser de outro qualquer.


Quero ser possuída hoje.


A cara contra o chão molhado.


Corpo comprimido e pulmões quase sem ar.


Isso, faz-me vir. Esta noite.


Sente esta urgência húmida.


Esta pele latejante por ti.


Ansiosa para te sentir dentro de mim.


Penetra-me hoje.


Antes que a alvorada chegue.

Esta noite.

Vontade de gritar. 


Puxa-me os cabelos e empurra-me contra o muro.


Agarra-me pelo pescoço e mete a outra mão entre as minhas pernas.


Tenho vontade de ti, mas podia ser de outro qualquer.


Quero ser possuída hoje.


A cara contra o chão molhado.


Corpo comprimido e pulmões quase sem ar.


Isso, faz-me vir. Esta noite.


Sente esta urgência húmida.


Esta pele latejante por ti.


Ansiosa para te sentir dentro de mim.


Penetra-me hoje.


Antes que a alvorada chegue.

Para as meninas...

 


...nas vossas "lides domésticas" solitárias vulgo "tirar as teias de aranha", ou seja, deixando-me de rodeios, a masturbação... preferem usar dildo, vibrador ou os dedos?


Para as meninas...

 


...nas vossas "lides domésticas" solitárias vulgo "tirar as teias de aranha", ou seja, deixando-me de rodeios, a masturbação... preferem usar dildo, vibrador ou os dedos?


domingo, 1 de julho de 2018

Estar de férias significa planear uma vida melhor.

Eu disse que vinha cá mais tarde meter os meus assuntos em dia. Ainda não é o dia, mas fica aqui um cheirinho.


 


Sou a única que quando está de férias faz mil e um planos para "mudar de vida"?


 


Ah e tal quando regressar vou fazer exercício todos os dias. E tal e coiso que não volto a comer uma porcaria. Restaurantes só quando o rei faz anos. Poupar o dinheiro todinho que bem é preciso! Arrumar e organizar a casa vão ser a ordem do dia. Aproveitar mais cada minuto e sair do ram-ram de casa-trabalho-casa. A vida são dois dias. YOLO!


 


E depois chega a realidade e: 


 



 


Estou nessa fase, a fazer mil e um projectos para o meu regresso a França. E ainda só estou de férias há uma semana. Faltam duas. Ainda falta uma semana com os meus pais na terrinha, ir ao RFM Somnii e passar outra semana com os meus pais. Depois não volto a Portugal até 2019 ainda com data incerta. Ou seja, não sei quando volto cá. Vai ser loooongo, por isso para além da minha mini-roadtrip sozinha por Faro, Évora e o festival, não planeei mais nada. Estas semanas vão ser mesmo para aproveitar a minha família.


 


Para além de um mini-congresso em Outubro e de um fim-de-semana com a H. em Agosto não tenho mais nada planeado para os próximos 4 meses. Mas adorava ir à Austrália visitar a J.


 


Nunca vos contei o que aconteceu à J. a minha bebé grande. A moça foi para a Austrália em Maio, trabalhar como au pair e viajar muito... viver A aventura da vida dela. E que saudades que tenho dela, muitas mesmo. Um dia volto aqui a falar dela.


 


 


E também falarei sobre os meus planos de voluntariado internacional.


 


 


E sobre o C. Está tudo a correr bem com ele. Pensei que as férias fossem afectar um pouco o que começámos há 4 semanas atrás, mas não. Ele manda-me fotos da viagem dele, está em Dublin a embebedar-se com os amigos, o malandro. Eu mando fotos da minha viagem, estou em Portugal a enfardar como se não houvesse amanhã. Parece que nem estamos longe um do outro. Estou a gostar muito deste menino. Vamos lá ver como corre. Acho que já merecia algo de bom neste campo da minha vida, o campo amoroso. Algo que durasse mais do que um ano ou alguns meses...

Estar de férias significa planear uma vida melhor.

Eu disse que vinha cá mais tarde meter os meus assuntos em dia. Ainda não é o dia, mas fica aqui um cheirinho.


 


Sou a única que quando está de férias faz mil e um planos para "mudar de vida"?


 


Ah e tal quando regressar vou fazer exercício todos os dias. E tal e coiso que não volto a comer uma porcaria. Restaurantes só quando o rei faz anos. Poupar o dinheiro todinho que bem é preciso! Arrumar e organizar a casa vão ser a ordem do dia. Aproveitar mais cada minuto e sair do ram-ram de casa-trabalho-casa. A vida são dois dias. YOLO!


 


E depois chega a realidade e: 


 



 


Estou nessa fase, a fazer mil e um projectos para o meu regresso a França. E ainda só estou de férias há uma semana. Faltam duas. Ainda falta uma semana com os meus pais na terrinha, ir ao RFM Somnii e passar outra semana com os meus pais. Depois não volto a Portugal até 2019 ainda com data incerta. Ou seja, não sei quando volto cá. Vai ser loooongo, por isso para além da minha mini-roadtrip sozinha por Faro, Évora e o festival, não planeei mais nada. Estas semanas vão ser mesmo para aproveitar a minha família.


 


Para além de um mini-congresso em Outubro e de um fim-de-semana com a H. em Agosto não tenho mais nada planeado para os próximos 4 meses. Mas adorava ir à Austrália visitar a J.


 


Nunca vos contei o que aconteceu à J. a minha bebé grande. A moça foi para a Austrália em Maio, trabalhar como au pair e viajar muito... viver A aventura da vida dela. E que saudades que tenho dela, muitas mesmo. Um dia volto aqui a falar dela.


 


 


E também falarei sobre os meus planos de voluntariado internacional.


 


 


E sobre o C. Está tudo a correr bem com ele. Pensei que as férias fossem afectar um pouco o que começámos há 4 semanas atrás, mas não. Ele manda-me fotos da viagem dele, está em Dublin a embebedar-se com os amigos, o malandro. Eu mando fotos da minha viagem, estou em Portugal a enfardar como se não houvesse amanhã. Parece que nem estamos longe um do outro. Estou a gostar muito deste menino. Vamos lá ver como corre. Acho que já merecia algo de bom neste campo da minha vida, o campo amoroso. Algo que durasse mais do que um ano ou alguns meses...

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...