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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Dúvidas de português que me ocorrem regularmente.

Quando aprendemos uma nova língua, em detalhe, damos por nós a fazer questões sobre a nossa língua materna que nunca nos tinham ocorrido anteriormente.


 


Entre outras, as "dúvidas" parvas de português que mais me ocorrem são:


 


- Porque é que quando dizemos as vogais "a - e - i - o - u" dizemos "a - é - i - o - u" mais depois, quando o " e " está sozinho numa frase, lemos " i " e precisamos de um acento para dizer " é "?


 


- Porque é que as palavras "gratuito" e "muito" têm as duas as mesmas letras "uito", mas durante a leitura fica algo do género "muiNto" e "gratuíto" sem o tal " n " ?


 


- Lemos de forma quase igual a parte final das palavras "mãe" e "tem". Isto antes não me fazia confusão nenhuma, agora questiono-me sempre, why god, why? 


 


- Tudo que é plurais "cães", "pães","aviões", "camiões"... quando ouvem estas palavras não ficam com a sensação de que há ali um " n " no meio algures? (unicórnios lindos, eu sei o que são ditongos nasais, escusam de explicar, mas fico sempre com a sensação que há ali um " n " perdido algures...). Mas isto já é "defeito" de pequenina... porque encontrei um diário meu com 6 anos e eu escrevia coisas como "pãens", "camiõens", "coraçõens"...


 


-Palavras como "saio" e "saiu"... (verbo sair)... automaticamente lemos de forma diferente colocando a sílaba tónica em sítios diferentes... mas como fazemos isto, é bruxaria???


 


- Um " e " com chapéu (acento circunflexo) passa a ter um som mais grave, por exemplo, nas palavras "quê", "porquê", mas depois basta pôr um "m" a seguir e já não tem nada a ver. Como nas palavras: "têm", "vêm", "contêm"...


 


- Tudo que é conjugação de verbos na 2ª pessoa do plural. Às vezes sinto que falo dois "portugueses" diferentes... por exemplo, na zona onde cresci usa-se muito o "vós", e eu estava habituadíssima a falar assim, entretanto mudei de região durante os meus estudos e reparei que toda a gente usa o "vocês" (inclusivé gozaram comigo por usar o "vós" dizendo que eu sou uma campónia...), reparei então que quase ninguém nas grandes cidades sabe utilizar o "vós"... corrijam-me se estiver errada! Quantas vezes por dia usam os seguintes verbos conjugados assim? (presente, pretérito perfeito e pretérito imperfeito)
                     
Verbo ter - "vós tendes", "vós tivestes", "vós tínheis" 
Verbo pôr - "vós pondes", "vós pusestes", "vós púnheis"
Verbo ir - "vós ides", "vós fostes", "vós íeis"



Eu falo assim quando falo com a minha família, mas são as únicas pessoas com quem falo assim. Com as outras pessoas tenho tendência a utilizar o "vocês" , 3ª pessoa do plural... "vocês têm / tiveram / tinham", "vocês põem / puseram / punham", "vocês vão / foram / iam"... dou um exemplo concreto:


Se perguntar a uma amiga minha se ela vai a Lisboa com um grupo de amigos vou dizer: "vocês vão a Lisboa?", no entanto, se fizer a mesma questão aos meus pais, automaticamente, vou dizer "vós ides a Lisboa?". Porque raio isto acontece?  (e não, nunca utilizo o futuro quando falo português... para mim dizer algo do género "vocês irão a Lisboa" ou "vós ireis a Lisboa" ou "eu farei algo"... não existe no meu vocabulário oral... apesar de em francês ser o pão nosso de cada dia).


 


 


Agora imaginem explicar isto tudo a um francês... às vezes até eu fico confusa com a minha própria língua!


 


By the way, recebi o resultado do meu exame de francês, tive 83,5/100. É uma boa nota! Mas sei que se não o tivesse feito logo a seguir às férias grandes (após 3 semanas em Portugal onde raramente falei francês) poderia ter tido mais na parte oral, foi a minha nota mais baixa de 16/25. Bolas, numa próxima consigo mais! 


 


Beijo na bunda! 

Dúvidas de português que me ocorrem regularmente.

Quando aprendemos uma nova língua, em detalhe, damos por nós a fazer questões sobre a nossa língua materna que nunca nos tinham ocorrido anteriormente.


 


Entre outras, as "dúvidas" parvas de português que mais me ocorrem são:


 


- Porque é que quando dizemos as vogais "a - e - i - o - u" dizemos "a - é - i - o - u" mais depois, quando o " e " está sozinho numa frase, lemos " i " e precisamos de um acento para dizer " é "?


 


- Porque é que as palavras "gratuito" e "muito" têm as duas as mesmas letras "uito", mas durante a leitura fica algo do género "muiNto" e "gratuíto" sem o tal " n " ?


 


- Lemos de forma quase igual a parte final das palavras "mãe" e "tem". Isto antes não me fazia confusão nenhuma, agora questiono-me sempre, why god, why? 


 


- Tudo que é plurais "cães", "pães","aviões", "camiões"... quando ouvem estas palavras não ficam com a sensação de que há ali um " n " no meio algures? (unicórnios lindos, eu sei o que são ditongos nasais, escusam de explicar, mas fico sempre com a sensação que há ali um " n " perdido algures...). Mas isto já é "defeito" de pequenina... porque encontrei um diário meu com 6 anos e eu escrevia coisas como "pãens", "camiõens", "coraçõens"...


 


-Palavras como "saio" e "saiu"... (verbo sair)... automaticamente lemos de forma diferente colocando a sílaba tónica em sítios diferentes... mas como fazemos isto, é bruxaria???


 


- Um " e " com chapéu (acento circunflexo) passa a ter um som mais grave, por exemplo, nas palavras "quê", "porquê", mas depois basta pôr um "m" a seguir e já não tem nada a ver. Como nas palavras: "têm", "vêm", "contêm"...


 


- Tudo que é conjugação de verbos na 2ª pessoa do plural. Às vezes sinto que falo dois "portugueses" diferentes... por exemplo, na zona onde cresci usa-se muito o "vós", e eu estava habituadíssima a falar assim, entretanto mudei de região durante os meus estudos e reparei que toda a gente usa o "vocês" (inclusivé gozaram comigo por usar o "vós" dizendo que eu sou uma campónia...), reparei então que quase ninguém nas grandes cidades sabe utilizar o "vós"... corrijam-me se estiver errada! Quantas vezes por dia usam os seguintes verbos conjugados assim? (presente, pretérito perfeito e pretérito imperfeito)
                     
Verbo ter - "vós tendes", "vós tivestes", "vós tínheis" 
Verbo pôr - "vós pondes", "vós pusestes", "vós púnheis"
Verbo ir - "vós ides", "vós fostes", "vós íeis"



Eu falo assim quando falo com a minha família, mas são as únicas pessoas com quem falo assim. Com as outras pessoas tenho tendência a utilizar o "vocês" , 3ª pessoa do plural... "vocês têm / tiveram / tinham", "vocês põem / puseram / punham", "vocês vão / foram / iam"... dou um exemplo concreto:


Se perguntar a uma amiga minha se ela vai a Lisboa com um grupo de amigos vou dizer: "vocês vão a Lisboa?", no entanto, se fizer a mesma questão aos meus pais, automaticamente, vou dizer "vós ides a Lisboa?". Porque raio isto acontece?  (e não, nunca utilizo o futuro quando falo português... para mim dizer algo do género "vocês irão a Lisboa" ou "vós ireis a Lisboa" ou "eu farei algo"... não existe no meu vocabulário oral... apesar de em francês ser o pão nosso de cada dia).


 


 


Agora imaginem explicar isto tudo a um francês... às vezes até eu fico confusa com a minha própria língua!


 


By the way, recebi o resultado do meu exame de francês, tive 83,5/100. É uma boa nota! Mas sei que se não o tivesse feito logo a seguir às férias grandes (após 3 semanas em Portugal onde raramente falei francês) poderia ter tido mais na parte oral, foi a minha nota mais baixa de 16/25. Bolas, numa próxima consigo mais! 


 


Beijo na bunda! 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A minha vida tem sido isto!


 


Estudar francês! E só Deus sabe como eu detestava esta língua na escola... sempre convencidíssima de que, a emigrar, iria escolher o Reino Unido! (estive quase a tomar essa decisão by the way!)


Quis o destino que viesse parar a França e não me arrependo nada. Engraçado que... tenho sempre aquele receio de me arrepender das minhas decisões mas isso acaba por (quase) nunca acontecer!


Amanhã é o exame... e depois já posso relaxar! Desejem-me muita merda!


 


Bisous na bunda! 


 


 

A minha vida tem sido isto!


 


Estudar francês! E só Deus sabe como eu detestava esta língua na escola... sempre convencidíssima de que, a emigrar, iria escolher o Reino Unido! (estive quase a tomar essa decisão by the way!)


Quis o destino que viesse parar a França e não me arrependo nada. Engraçado que... tenho sempre aquele receio de me arrepender das minhas decisões mas isso acaba por (quase) nunca acontecer!


Amanhã é o exame... e depois já posso relaxar! Desejem-me muita merda!


 


Bisous na bunda! 


 


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Misturas de línguas.

Não sei se isto aconteceu com mais alguém, mas antes de vir para França falava inglês muito bem. Digo falava, porque ao aprender o francês, comecei a esquecer muita coisa do inglês, inclusive, comecei a misturar palavras e a dizer outras com sotaque francês.

Vocês sabem a fama que os franceses têm a falar outras línguas não sabem? Então imaginem eu a falar inglês com um sotaque português e francês ao mesmo tempo. Só visto! Uma misturada do carago, e se ainda fosse uma mistura de línguas (literalmente!) isso eu não dizia que não. Daqui a uns tempos a prioridade é voltar a fazer um curso de inglês. Não vou deixar a minha mente enganar-me desta forma! Ai não!



Misturas de línguas.

Não sei se isto aconteceu com mais alguém, mas antes de vir para França falava inglês muito bem. Digo falava, porque ao aprender o francês, comecei a esquecer muita coisa do inglês, inclusive, comecei a misturar palavras e a dizer outras com sotaque francês.

Vocês sabem a fama que os franceses têm a falar outras línguas não sabem? Então imaginem eu a falar inglês com um sotaque português e francês ao mesmo tempo. Só visto! Uma misturada do carago, e se ainda fosse uma mistura de línguas (literalmente!) isso eu não dizia que não. Daqui a uns tempos a prioridade é voltar a fazer um curso de inglês. Não vou deixar a minha mente enganar-me desta forma! Ai não!



segunda-feira, 16 de março de 2015

As injustiças da vida

Se há coisas que me fazem confusão é ver a falta de vontade e falta de dedicação a ser premiada. Custa-me mesmo ver colegas de trabalho que não se esforçam o mínimo dos mínimos para aprender a língua a receber um curso pago pela entidade de trabalho. E eu e os outros colegas portugueses, que temos dado o litro e esforçado dia após dia para aprender rápido e corresponder às expectativas do local de trabalho a ser mais uma vez sobrecarregados de trabalho, porque, pasme-se, os meus caros colegas também estrangeiros vindos da Europa. estão a ter o curso de francês durante o horário em que era suposto estarem a trabalhar. E quem está a trabalhar durante essa hora e que, só por acaso, também não se importava de ter um curso de francês pago durante o horário de trabalho? O Zé Povinho Tuga... mais uma vez enrabados pelo sistema. Como se costuma dizer, o mar vem, bate, e quem se fode sempre é o mexilhão.

As injustiças da vida

Se há coisas que me fazem confusão é ver a falta de vontade e falta de dedicação a ser premiada. Custa-me mesmo ver colegas de trabalho que não se esforçam o mínimo dos mínimos para aprender a língua a receber um curso pago pela entidade de trabalho. E eu e os outros colegas portugueses, que temos dado o litro e esforçado dia após dia para aprender rápido e corresponder às expectativas do local de trabalho a ser mais uma vez sobrecarregados de trabalho, porque, pasme-se, os meus caros colegas também estrangeiros vindos da Europa. estão a ter o curso de francês durante o horário em que era suposto estarem a trabalhar. E quem está a trabalhar durante essa hora e que, só por acaso, também não se importava de ter um curso de francês pago durante o horário de trabalho? O Zé Povinho Tuga... mais uma vez enrabados pelo sistema. Como se costuma dizer, o mar vem, bate, e quem se fode sempre é o mexilhão.

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...