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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

5 coisas que tive que aprender desde que moro em França.

- Esvaziar um pote de crème fraîche com uma colher.


Só Deus e eu sabemos as voltas que eu dou, com aquela embalagem do demo com umas dobras estranhas no fundo, só para não sobrar nem uma grama. Cá desperdício é que não que a vida custa a ganhar a todos. Sou emigrante mas não sou parva;


 


- Andar na rua com uma baguete debaixo da axila.


Isto parece fácil mas... wait for it! Experimentem pedir uma baguete numa pastelaria, recebê-la directamente na mão sem papel e andar com aquilo até ao carro numa rua movimentada... estão a ver o Neo do Matrix a escapar-se das balas? É assim que os franceses têm que andar na rua;


 



 


- Ser paciente enquanto peão a tentar atravessar uma passadeira.


Ninguém pára na passadeira. Ninguém! Às vezes nem quando o sinal está verde para os peões. Ia ficando sem nariz por causa disto. Vi a minha vida a andar para trás várias vezes;


 


- Aprender a dizer caralhos t'a fodam em francês.


Ou pelo menos a sua versão mais parecida com o português e utilizá-lo frequentemente;


 


- Ir à casa-de-banho fazer xixi ou cocó e não lavar logo as mãos.


Sim, aqui a sanita está numa divisão isolada qual parente leproso. E muitas vezes a divisão onde está o lavatório nem sequer é mesmo ao lado da divisão onde está a sanita ou fica no andar de cima. Cagar, utilizar o piaçaba, abrir a porta e ir à cozinha lavar as mãos é algo socialmente aceitável por aqui. De extrema importância evitar tocar na maçaneta interior da porta que está na divisão onde fica o trono. Não digam que não avisei.


 



 


Beijo na bunda! 


 

5 coisas que tive que aprender desde que moro em França.

- Esvaziar um pote de crème fraîche com uma colher.


Só Deus e eu sabemos as voltas que eu dou, com aquela embalagem do demo com umas dobras estranhas no fundo, só para não sobrar nem uma grama. Cá desperdício é que não que a vida custa a ganhar a todos. Sou emigrante mas não sou parva;


 


- Andar na rua com uma baguete debaixo da axila.


Isto parece fácil mas... wait for it! Experimentem pedir uma baguete numa pastelaria, recebê-la directamente na mão sem papel e andar com aquilo até ao carro numa rua movimentada... estão a ver o Neo do Matrix a escapar-se das balas? É assim que os franceses têm que andar na rua;


 



 


- Ser paciente enquanto peão a tentar atravessar uma passadeira.


Ninguém pára na passadeira. Ninguém! Às vezes nem quando o sinal está verde para os peões. Ia ficando sem nariz por causa disto. Vi a minha vida a andar para trás várias vezes;


 


- Aprender a dizer caralhos t'a fodam em francês.


Ou pelo menos a sua versão mais parecida com o português e utilizá-lo frequentemente;


 


- Ir à casa-de-banho fazer xixi ou cocó e não lavar logo as mãos.


Sim, aqui a sanita está numa divisão isolada qual parente leproso. E muitas vezes a divisão onde está o lavatório nem sequer é mesmo ao lado da divisão onde está a sanita ou fica no andar de cima. Cagar, utilizar o piaçaba, abrir a porta e ir à cozinha lavar as mãos é algo socialmente aceitável por aqui. De extrema importância evitar tocar na maçaneta interior da porta que está na divisão onde fica o trono. Não digam que não avisei.


 



 


Beijo na bunda! 


 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...