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sexta-feira, 8 de março de 2024

A última vez que tive um one night stand.

Tenho tido muitos assuntos "para esquecer", um deles é o meu último one night stand. Foi no inverno do covid, lá para finais de 2020, andava a dormir com um gajo que tinha namorada, eu ia a casa dele quando a namorada tinha saído para ir ter com amigas, e ele estava todo stressadinho porque a namorada podia chegar a qualquer momento. Quando me ligava estava quase sempre bêbado ou de ressaca.


Lembro-me daquele domingo de manhã, a primeira vez, recebi uma mensagem dele a dizer "a minha namorada foi para o brunch com umas amigas, vem cá ter". E foi literalmente a primeira vez que o vi na vida, só andávamos a falar pelo Tinder. Morávamos a 5 minutos a pé um do outro, no 18ème arrondissement de Paris, e eu estava cá fora ao frio, a um fucking domingo de manhã, não havia ninguém na rua, e ele veio buscar-me cá em baixo, agora percebo porque não me quis dar o código do prédio, e chegando ao apartamento dele vi, fotos da namorada, tudo bem decorado e limpo, notava-se pelo aspecto dele que, certamente, não era ele que decorava ou limpava a casa.


Fodemos no sofá, mas o gajo estava, para além de ressacado, com tanto sentimento de culpa que só dizia "ai, se a minha namorada se esqueceu de alguma coisa e aparece aí de repente, estou morto, é o fim". Eu na altura estava-me a cagar, hoje apercebo-me dos perigos desta merda de ser uma "amante"... ao longo dos anos fui-me apercebendo que esses perigos podem ir desde o simples "ser metida na rua toda nua" ao "levar com uma gaja em fúria em cima de mim pronta para a porrada". Este tipo de histórias podem acabar muito mal, brinquei.


Ele não se veio, nem conseguiu manter a erecção mais do que uns 10 minutos. Eu também não me vim. Foi merdoso na verdade, mas na altura estava tão cheia de adrenalina que me achei a maior da minha aldeia. Tão parvinha nesta época, valha-me Nossa Senhora dos pitos aos saltos. Amén.


 


Mas aprendi algumas lições inestimáveis, como por exemplo:


 


1) trair é super fácil.
Ele chegou a estar comigo, literalmente a chupar-lhe a pila de joelhos, enquanto mandava sms à namorada. Numa noite apareceu lá em casa às 3h da manhã, enquanto estava numa saída com os amigos, apanhou um uber, foi-me foder praí durante 1h30, e depois saiu a correr para voltar a ir ter com os amigos. A namorada nunca ia desconfiar.


 


2) os homens protegem-se uns aos outros
Obviamente, os amigos dele sabiam que ele saiu da beira deles para ir "pinar uma gaja do Tinder", e acham  que algum deles vai contar à namorada de 7 anos do infiel??? Claro que não, eles provavelmente fazem ou farão o mesmo, e também precisam de protecção nesses momentos.


 


3) trair é mau, mas só se fores apanhado
O gajo não tinha sentimento nenhum de culpa, ele só não queria era ser apanhado. Isto já diz tudo sobre a mente masculina, e humana, porque também há mulheres assim, claro...


 


4) foder com gajos que estão bêbados é super nojento
Esta fala por si, aquele cheiro a bafo de álcool por cima de mim, sentir asco com cada vai e vem que trás a respiração dele em cima de mim, que recordação dos infernos... E o cheiro da transpiração de alguém que bebeu??? Hell to the no! Dégueulasse. Vómito.


 


5) acho que qualquer homem trai se tiver oportunidade para isso
Sinto que desde essa altura de vida loka, em que dormi com homens solteiros, mas também alguns a namorar ou casados, e apercebendo-me do ponto 1 e 3, acho que não há homem que escape à vontade de trair, excepto se não tiver oferta ou tiver preguiça de gerir mentiras e ocultações. Trair exige uma boa memória, sinto que há gente que só não trai porque depois não ia conseguir manter as mentiras.


 


E hoje era isto que precisava de despejar aqui antes de ir dormir. Este regresso à blog-terapia tem-me feito bem. Tinha genuinamente saudades de vir aqui falar com vocês, meus desarrumados mais lindos!


 


Beijo na bunda, 
da sempre vossa,
a dESarrumada

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Acordei tarde, mas acordei.

Hoje de manhã quando acordei e fui apanhar o metro às 7h45 da manhã, não sabia que ia postar aqui no blog. Por isso, vamos lá aproveitar este rasgo de motivação e vontade de escrever, e fazer aqui um resumo muito resumido da minha vida sentimental. Depois venho cá falar da parte profissional e familiar. Pode ser que volte a postar regularmente? Quem sabe?


Depois de ter saído com o rapaz do Salão do Chocolate, as coisas descambaram, obviamente, achavam que aqui a vossa dESarrumada já estava casada e com uma horda de filhos? Pois não, claro que não.


O gajo é de origem Argelina, cresceu em França, a mãe dele também Argelina, teve um filho - ele - de um homem casado, sendo que ele sempre foi considerado pela família da mãe - muçulmanos - o bastardo. Dizia que detestava o pai, que repudiava a religião muçulmana (até andava com um crucifixo ao pescoço, nada contra, no entanto, mais tarde vim a descobrir que entrou numa igreja pela primeira vez comigo... que palhaço) .


Detestava o pai por este ser um putanheiro infiel, e que não quer tornar-se uma versão do pai, que quando encontrava uma mulher especial era para "ficar". Pois bem, ele disse, eu ouvi, eu acreditei, ele mentiu, e eu fodi-me.


Sempre bué presente, por mensagens, tivemos dates fancy em Paris, saídas para o campo de ténis, viagens ao sul de França, isto para quê? Quando dormi com ele, começou a afastar-se aos poucos. Pois bem , já vos estou a ouvir dizer "dás confiança, acreditas em tudo que te dizem, pões-te a jeito", então deixem-me dizer-vos que alguns homens não têm escrúpulos em mentir com quantos dentes têm na boca. Ele apresentou-me aos amigos como namorada dele, meteu fotos comigo no insta, metia montes de stories comigo... eu nem me apercebi do momento do afastamento, devia ter desconfiado dele quando houve esta espécie de "apresentar-me como namorada" sem me ter pedido directamente... isto chama-se Future Faking.


Desde então li muito sobre manipuladores, e eles são peritos nisto. Foi igual para as fotos na net, ele nunca me pediu autorização para meter nada na net, a conta do insta dele é pública, e ainda há pouco tempo fui lá espreitar, e ainda tem as fotos comigo!!! Ele tem pouquíssimos amigos, deve querer fingir para as novas conquistas, que conhece muita gente, e que tem uma vida super interessante, nope, é um gamer, passa os dias fechado em casa a jogar, encomenda comida e contrata empregada. Não faz um cu em casa, nem sabe fazer...


Hashtag: Palhaça, muito prazer 


Quando fizemos sexo pela primeira vez, insistiu porque insistiu que tinha que dormir em minha casa nessa noite, porque eu moro em Paris e ele longe, logo a seguir ao sexo, literalmente ainda com o preservativo na pila, já estava a dizer que tinha que voltar para casa, porque o último comboio para a terra dele era à 1h da manhã e não podia ir para o trabalho com a mesma roupa do dia anterior 


Hashtag: Abanem-me que eu não acredito nesta merda 


Depois a partir daí foi sempre a descarrilar... eu pensava que esperar para ter sexo me safava desta situação merdosa e nãoooo, foi ainda pior, porque perdi ali uns meses preciosos em que escusava de me ter apaixonado tanto, a achar que ele era um homem a sério. 


Hashtag: Chupem haters que dizem que eu tenho azar nos gajos porque fodo "rápido" 


Quem quer levar as coisas a sério leva, quem anda só nisto a brincar, vai brincar durante meses, nem que seja pelo desafio de conseguir o biscoito no final... o pior é que uma pessoa antes de saber, não sabe, né. Foda-se ! Tenho amigas que pinaram literalmente no 1o date e estão casadas e com filhos. Com o mesmo gajo. Por isso não me fodam, tenho saído com montes de esterco masé, é o que é.
Enfim, excepto alguns, e o de Lisboa, que pronto, correu mal porque quando ele me veio ver a Paris (já saíamos há 1 ano e meio) , o moço coitado esqueceu-se de desinstalar o Tinder, a partir daí nunca mais consegui confiar nele, e claro, também não me quis mudar para Lisboa, primeiro porque em Portugal ia ser escrava de clínicas e ganhar umas mixarias a pagar 30% à clínica, e ia ser escrava de homem, porque o moço mijava a tampa da sanita toda e não limpava, ficava literalmente tudo com gotas de xixi, e quando apontei este facto, respondeu "olha eu não preciso de me sentar, se quiseres sentar-te limpa com papel"  


Ok, afinal este também era um monte de estrume.


Mas... ainda tenho esperança.


Não.


Não tenho.


Comecei a ler sobre o movimento 4B na Coreia do Sul (em que as mulheres decidiram juntar-se e ajudar-se mutuamente, excluir os homens das suas vidas, deixar de ter filhos, diminuir a natalidade e extinguir assim a sua população), e decidi que ia fazer o mesmo, à minha maneira, uma exclusão voluntária dos homens na minha vida, parar de sair com eles e querer relacionar-me com eles, estou simplesmente a fazer a minha vida, as minhas viagens,  a ganhar o meu dinheiro... isto chama-se decentering man, google it meninas, não se vão arrepender, é libertador!


Desde o dia 29 de Maio de 2023 que não tenho relações sexuais, deve ser algum record meu, e estou a adorar.


Tenho estado feliz desde que tirei o foco de encontrar alguém. Apercebi-me ao ler fóruns e páginas de mulheres arrependidas, que casar e ter filhos, não é assim tão fixe! e que muitas casaram na força da carência, e só se foderam. Por um lado, graças a Deus nosso Senhor que nunca "deu certo" para mim, porque com a minha sorte para escolher, ia dar tudo errado da pior forma.


Não quero mais esta merda para mim #SorryNotSorry


 


 


Pois é dESarrumados, provavelmente este não era o update que estavam à espera... quem está bem casado e feliz vai comentar a dizer "bla bla bla não sabes o que perdes, tiveste foi pouca sorte" e quem está arrependido, ou vai concordar ou não vai dizer nada por vergonha... alguém dizer que se fosse agora não teria casado ou tido filhos, não é fácil de assumir, principalmente num país como Portugal, em que se não estás emparelhado tipo dispositivo Bluetooth, falhaste amargamente a tua vida...


Se isto me vai passar? Talvez. Se uma parte de mim ainda guarda alguma esperança de encontrar alguém decente, talvez. Se acho que valha a pena tentar de novo? Não. Se me calhar a mim, que caia do céu, porque eu estou out.


By the way, desde que deixei de ir a dates tenho mais dinheiro na conta que é um mimo, e comecei a investir na bolsa, tenho muito mais tempo livre para ler e fazer desporto, não ando a limpar rabos de bebés de machos sem consideração, enfim, life's good.


 


E chegou o momento,


de vos lambuzar com


uns beijos húmidos


nessas bundas


  


 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Cantinho dos haters #2

Atenção meus queridos! ❤️


 


Quando chegar ao 10º post do "Cantinho dos haters" faço um giveaway!


 


Beijo na bunda! 😘


 


Screenshot_20200128_201712.jpg


 

Cantinho dos haters #2

Atenção meus queridos! ❤️


 


Quando chegar ao 10º post do "Cantinho dos haters" faço um giveaway!


 


Beijo na bunda! 😘


 


Screenshot_20200128_201712.jpg


 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Como reagir quando ele deixa a tampa da sanita para cima?

Moro no sexto andar e meio. E partilho esse andar que não é inteiro, é só uma metade, com um rapaz, estudante, que está a morar num estúdio com o mesmo tamanho que o meu e se chama Paul. Ele deve estudar bastante porque só o ouço sair do estúdio dele para ir à casa de banho. Sim, já vos disse algures por aqui que o cubículo com a sanita onde faço as minhas queridas necessidades fica no corredor. Yah. A minha mãe diz que voltei ao conceito antigo de "ir cagar ao mato".


 


Pois bem, mulheres deste mundo que moram com homens... como é que suportam a tampa da sanita deixada em cima? Como aguentam sem arrancar cabelos? Eu não conheço o Paul de lado nenhum (só o vi uma vez assim de raspão no corredor) e se pudesse já mandava vir com ele por causa do raio do tampo da sanita que, 70% das vezes em que ele vai à casa-de-banho fica para cima. As outras 30% das vezes é quando ele vai lá para fazer cocó.


 

Como reagir quando ele deixa a tampa da sanita para cima?

Moro no sexto andar e meio. E partilho esse andar que não é inteiro, é só uma metade, com um rapaz, estudante, que está a morar num estúdio com o mesmo tamanho que o meu e se chama Paul. Ele deve estudar bastante porque só o ouço sair do estúdio dele para ir à casa de banho. Sim, já vos disse algures por aqui que o cubículo com a sanita onde faço as minhas queridas necessidades fica no corredor. Yah. A minha mãe diz que voltei ao conceito antigo de "ir cagar ao mato".


 


Pois bem, mulheres deste mundo que moram com homens... como é que suportam a tampa da sanita deixada em cima? Como aguentam sem arrancar cabelos? Eu não conheço o Paul de lado nenhum (só o vi uma vez assim de raspão no corredor) e se pudesse já mandava vir com ele por causa do raio do tampo da sanita que, 70% das vezes em que ele vai à casa-de-banho fica para cima. As outras 30% das vezes é quando ele vai lá para fazer cocó.


 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

O lado negro das aplicações de encontros.

Aplicações de encontros. Tornam tudo mais fácil e acessível. 


 


Estou sozinha no fim--de-semana? No worries, vamos lá ver quem está online.


 


Vontade de ir beber um copo, ir ao cinema, ter relações sexuais? No worries, vamos lá escolher aqui um moço qualquer e passar algum tempo com ele.


 


Não me queixo. Afinal, sem as aplicações de encontros eu não teria conhecido quase nenhum ser do sexo masculino nos últimos 4 anos e meio. Para mim estas aplicações são nada mais, nada menos, do que "facilitadores de encontros". E relativamente a esse aspecto resultam e bem.


 


O que me anda a dar a volta à cabeça é que é extremamente fácil cair-se ne tentação de tratar o ser humano como descartável... largar tudo e desatar a correr à mínima dificuldade... "Ah e tal, se não resulta com este , é porque deve haver um melhor ao virar da esquina".


 


E quando damos por nós estamos perdidos no loop sem fim das aplicações de encontros. Cujo objectivo é manter-nos viciados naquilo... afinal, sejamos sinceros, se pudessemos encontrar o amor nas ditas aplicações, eles ficavam sem trabalho, certo? E a sua utilidade ficava ameaçada...


 


Escrevo este post porque ando com um dilema recente na minha vida.


 


sacre-coeur-paris.jpg


 


Há cerca de uma semana, na sexta-feira dia 28, comecei a sair com um rapaz chamado Gui.


 


O Gui corresponde a tudo que eu possa ter incluído na minha check-list de futilidades... tem cabelo castanho, olhos castanhos, é mais alto do que eu, pratica desporto, cuida de si próprio, veste bem, tem um bom emprego, tem um apartamento no centro de Paris, vem de uma boa família... O Gui não pressiona para fazer sexo, sabe esperar... com ele bati um novo record pessoal: 3 dates sem fazer sexo! Eu até festejava isto... se não tivesse vergonha do que acabei de escrever.  


 


Só para verem como tem sido perfeito... um dos nossos dates consistiu em encontrarmo-nos depois do trabalho (ele também trabalha até tarde), comer um gelado na Amorino que fica ao lado da basílica do Sacré-Coeur e ir para o jardim das escadas, às 22h da noite, beijarmo-nos que nem uns adolescentes deitados na relva, até à meia noite... Foi grande momento na minha  vida, que recordarei com carinho... E mais, já não me lembrava da última vez que tinha beijado um rapaz durante tanto tempo, sem acabar a noite com a pila dele na minha boca - ou noutro orifício do meu corpo.


 


Sendo que o Gui tem tantas qualidades, porque é que estou a escrever isto? Porque o Gui tem um defeito. Mas que não é culpa dele. Esse "defeito" é que há gajos bem mais giros que ele no Tinder. Ou no Happen. Ou no Once. Ou mesmo no metro. Ou no ginásio. Há gajos giros, e que poderiam fazer muito mais o "meu estilo", por todo o lado. E isto é um problema para mim... Há demasiada escolha. Fico sempre com aquela sensação de que "posso arranjar melhor"... e ao mesmo tempo penso "não sejas convencida, se calhar ele é o melhor que consegues". E isto é mau. Muito mau. Esta cena de valorizar as pessoas consoante a sua aparência física é horrível... Tanto para a minha auto-estima como para a percepção que tenho da dele... que é um rapaz extremamente simpático e que, para já, não tenho nem um único defeito a apontar.


 


Só consigo culpar as aplicações de encontros por esta sensação de "há mais peixe no mar". Demasiado peixe. Paletes e paletes de peixe. Haja paciência para lidar com isto... Conselhos? Já vos aconteceu saírem com alguém que preenche todos os requisitos, mas mesmo assim, sentirem que "falta algo" e que deviam continuar à procura? 


 


Beijo na bunda! 

O lado negro das aplicações de encontros.

Aplicações de encontros. Tornam tudo mais fácil e acessível. 


 


Estou sozinha no fim--de-semana? No worries, vamos lá ver quem está online.


 


Vontade de ir beber um copo, ir ao cinema, ter relações sexuais? No worries, vamos lá escolher aqui um moço qualquer e passar algum tempo com ele.


 


Não me queixo. Afinal, sem as aplicações de encontros eu não teria conhecido quase nenhum ser do sexo masculino nos últimos 4 anos e meio. Para mim estas aplicações são nada mais, nada menos, do que "facilitadores de encontros". E relativamente a esse aspecto resultam e bem.


 


O que me anda a dar a volta à cabeça é que é extremamente fácil cair-se ne tentação de tratar o ser humano como descartável... largar tudo e desatar a correr à mínima dificuldade... "Ah e tal, se não resulta com este , é porque deve haver um melhor ao virar da esquina".


 


E quando damos por nós estamos perdidos no loop sem fim das aplicações de encontros. Cujo objectivo é manter-nos viciados naquilo... afinal, sejamos sinceros, se pudessemos encontrar o amor nas ditas aplicações, eles ficavam sem trabalho, certo? E a sua utilidade ficava ameaçada...


 


Escrevo este post porque ando com um dilema recente na minha vida.


 


sacre-coeur-paris.jpg


 


Há cerca de uma semana, na sexta-feira dia 28, comecei a sair com um rapaz chamado Gui.


 


O Gui corresponde a tudo que eu possa ter incluído na minha check-list de futilidades... tem cabelo castanho, olhos castanhos, é mais alto do que eu, pratica desporto, cuida de si próprio, veste bem, tem um bom emprego, tem um apartamento no centro de Paris, vem de uma boa família... O Gui não pressiona para fazer sexo, sabe esperar... com ele bati um novo record pessoal: 3 dates sem fazer sexo! Eu até festejava isto... se não tivesse vergonha do que acabei de escrever.  


 


Só para verem como tem sido perfeito... um dos nossos dates consistiu em encontrarmo-nos depois do trabalho (ele também trabalha até tarde), comer um gelado na Amorino que fica ao lado da basílica do Sacré-Coeur e ir para o jardim das escadas, às 22h da noite, beijarmo-nos que nem uns adolescentes deitados na relva, até à meia noite... Foi grande momento na minha  vida, que recordarei com carinho... E mais, já não me lembrava da última vez que tinha beijado um rapaz durante tanto tempo, sem acabar a noite com a pila dele na minha boca - ou noutro orifício do meu corpo.


 


Sendo que o Gui tem tantas qualidades, porque é que estou a escrever isto? Porque o Gui tem um defeito. Mas que não é culpa dele. Esse "defeito" é que há gajos bem mais giros que ele no Tinder. Ou no Happen. Ou no Once. Ou mesmo no metro. Ou no ginásio. Há gajos giros, e que poderiam fazer muito mais o "meu estilo", por todo o lado. E isto é um problema para mim... Há demasiada escolha. Fico sempre com aquela sensação de que "posso arranjar melhor"... e ao mesmo tempo penso "não sejas convencida, se calhar ele é o melhor que consegues". E isto é mau. Muito mau. Esta cena de valorizar as pessoas consoante a sua aparência física é horrível... Tanto para a minha auto-estima como para a percepção que tenho da dele... que é um rapaz extremamente simpático e que, para já, não tenho nem um único defeito a apontar.


 


Só consigo culpar as aplicações de encontros por esta sensação de "há mais peixe no mar". Demasiado peixe. Paletes e paletes de peixe. Haja paciência para lidar com isto... Conselhos? Já vos aconteceu saírem com alguém que preenche todos os requisitos, mas mesmo assim, sentirem que "falta algo" e que deviam continuar à procura? 


 


Beijo na bunda! 

quinta-feira, 28 de março de 2019

Em Ponto Maria: Morangos

O tema desta semana é docinho, docinho como só ele sabe ser! O belo do morango pode ser consumido com chocolate, açúcar, chantilly ou ao natural directamente do corpo musculado de um jeitoso, morenaço, alto, forte, mãos grossas... pronto dESarrumada, pára de sonhar, volta para o post.


 


Já voltei. Há tanto para dizer sobre morangos e ao mesmo tempo é um tema que só pelo título já diz tanta coisa. Conhecem a famosa expressão "toma lá morangos"??? Pois!!! Os morangos são, ali de mãozinhas bem dadas com as bananas, um dos frutos do prazer.


 


Têm uma forma sensual, ali entre um coração se vistos ao longe, e uma fenda de rabo se vistos de perto. Quem nunca ficou a olhar para aquela fenda lateral do morango com uma vontadezorra de lamber aquilo tudo de cima abaixo??? Eu cá gosto de lamber os meus morangos com vontade antes de os comer.


 


E, se pensarmos bem, eles são sensuais e até entram nos critérios do body positivity sem querer, porque têm aqueles buraquinhos das sementes que podem ser comparados aos buraquinhos da celulite na pele. Por isso, fazendo aqui uma conclusão óbvia, os morangos são uns sensualões celulíticos do carago que se estão a cagar para a opinião dos outros porque são gostosos comó raio e estão-se nas tintas para quem fala mal deles porque qualquer gato pingado vai ter vontade de os comer!


 


Ufa! Chegar a este raciocínio não foi fácil! E fazer um post sem uma lista também não! Mas só para apimentar um bocado a coisa, imaginem a seguinte situação: um@ gaj@ aparece em tua casa com uma caixa de morangos e diz que são para a sobremesa... literalmente, porque vão comê-los enquanto fazem sexo de forma tresloucada SOBRE-a-mesa 


 


Estou a delirar bem sei... esta falta de sexo (já lá vão quase 4 semanas!) está a dar cabo de mim! Tragam-me uma travessa de morangos com todos, por favor! Com todos entenda-se com um gajo ou dois a segurar a bandeja. E continuem a passar por aqui às 5as-feiras que a rubrica só agora está a aquecer...


 


Beijo na bunda! 


 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Em Ponto Maria: Morangos

O tema desta semana é docinho, docinho como só ele sabe ser! O belo do morango pode ser consumido com chocolate, açúcar, chantilly ou ao natural directamente do corpo musculado de um jeitoso, morenaço, alto, forte, mãos grossas... pronto dESarrumada, pára de sonhar, volta para o post.


 


Já voltei. Há tanto para dizer sobre morangos e ao mesmo tempo é um tema que só pelo título já diz tanta coisa. Conhecem a famosa expressão "toma lá morangos"??? Pois!!! Os morangos são, ali de mãozinhas bem dadas com as bananas, um dos frutos do prazer.


 


Têm uma forma sensual, ali entre um coração se vistos ao longe, e uma fenda de rabo se vistos de perto. Quem nunca ficou a olhar para aquela fenda lateral do morango com uma vontadezorra de lamber aquilo tudo de cima abaixo??? Eu cá gosto de lamber os meus morangos com vontade antes de os comer.


 


E, se pensarmos bem, eles são sensuais e até entram nos critérios do body positivity sem querer, porque têm aqueles buraquinhos das sementes que podem ser comparados aos buraquinhos da celulite na pele. Por isso, fazendo aqui uma conclusão óbvia, os morangos são uns sensualões celulíticos do carago que se estão a cagar para a opinião dos outros porque são gostosos comó raio e estão-se nas tintas para quem fala mal deles porque qualquer gato pingado vai ter vontade de os comer!


 


Ufa! Chegar a este raciocínio não foi fácil! E fazer um post sem uma lista também não! Mas só para apimentar um bocado a coisa, imaginem a seguinte situação: um@ gaj@ aparece em tua casa com uma caixa de morangos e diz que são para a sobremesa... literalmente, porque vão comê-los enquanto fazem sexo de forma tresloucada SOBRE-a-mesa 


 


Estou a delirar bem sei... esta falta de sexo (já lá vão quase 4 semanas!) está a dar cabo de mim! Tragam-me uma travessa de morangos com todos, por favor! Com todos entenda-se com um gajo ou dois a segurar a bandeja. E continuem a passar por aqui às 5as-feiras que a rubrica só agora está a aquecer...


 


Beijo na bunda! 


 


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"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

quinta-feira, 7 de março de 2019

Em Ponto Maria: Deixar a Porta Aberta?

Hoje vai-se falar sobre deixar, ou não, a porta do WC aberta enquanto fazemos as necessidades básicas. À vista de "todos" ou não? Eis a questão.


 


Enquanto rapariga consigo resumir esta dissertação numa frase muito simples: depende de há quanto tempo conhecemos a pessoa! 


 


Imaginemos duas situações: primeira vez que dormimos no mesmo espaço e 2 anos de relação. Não vou falar de como reagiria com mais tempo de relação do que isto porque não conheço, nunca been there, nunca done that!


 


Primeiro encontro, uma pessoa está ali em casa do moço... antes de chegar lá já comeu uma tábua de charcutaria francesa, bebeu um bom copo de vinho tinto , depois foi para um bar e bebeu uma cerveja... epah... dá aquela vontadinha de fazer cocó mesmo ali quando uma pessoa já está aos beijos no corredor do prédio e a entrar em casa dele... horror dos horrores, chega à casa de banho e só há um resquício de papel higiénico no rolo e fica com vergonha de pedir mais... opah, foda-se!


 


Como fazer nesta situação? Uma pessoa faz as necessidades físicas mesmo ali, contrai o esfíncter e tenta seguir em frente nas actividades coitais, ou sai a correr e diz sayonara ao moço? Pois. Eu decidi fazer mesmo ali, no WC de um desconhecido. Mas digo-vos já: não é fácil. Só os fortes conseguem. Como tal, e visto que começo a ter alguma experiência no assunto, vou ensinar-vos algumas técnicas para minimizar o constrangimento da situação:


 


- Quando querem fazer cocó sem barulho de puns - afastem as nalgas! Assim, mesmo como estão a pensar, uma mão de cada lado dos glúteos a criar uma abertura entre os ditos. Vão ver que o peidinho sai sem barulhinho nenhum. Palavra de dESarrumada.


 


- Quando querem evitar o barulho do PLOC no momento em que o cocó mergulha para a sua morada final - penso que esta já é um clássico, meter montes de papel dobrado por cima da água da sanita! O Senhor Castanho cai ali naquela caminha fofa de papel e nem um som é audível pelo gato que está à vossa espera na sala...


 


- E quando há pouco papel e não dá para fazer a caminha do cocó??? Nada temam!!! A dESarrumada tem a solução: sentem-se o mais à beirinha possível do tampo da sanita e controlem o esfíncter de forma a que o cocó caia muuuuuito devagarinho, fazendo escorrega até à água, em vez do clássico mergulho de cabeça. De certeza que é um momento de fim de vida menos glorioso para o cocó, mas, gosto de acreditar que ao menos enquanto escorrega se está a divertir e a gritar YOLO!!! Advertência: certifiquem-se de que existe piaçaba ao lado da sanita antes de efectuarem esta técnica. Não há nada pior que estarem debruçadas em cima da cagadeira de um desconhecido, a limparem cocó que ficou agarrado à louça da sanita, com um nico de papel higiénico bem dobrado à volta dos dedos para não conspurcarem as unhas!


 


E porque é que uma mulher se tem que dar ao trabalho de andar com estes esquemas todos??? Porque, segundo o mito, os homens não sabem que as mulheres fazem cocó! Shhhhhiu! Já imaginaram se eu fosse a primeira mulher a quebrar este crença popular tão enraizada??? Que vergonha isso ia ser para a raça feminina  


 


Dois anos depois... bem, isto já foi há uns bons séculos atrás! Já não me lembro de estar numa relação mais do que um ano há praí uns 7 anos! Mas sei que quando a coisa começa a chegar ali ao primeiro ano já faço xixi em frente ao moço. Lembro-me de na minha ultima relação mais duradoura o moço estar a fazer cocó e eu a tomar banho, ou  eu estar a fazer xixi e ele a lavar os dentes... mas... nunca aconteceu eu fazer cocó em frente a um gajo.


 


Por isso, não vos sei dizer ao certo se devem fechar a porta ou deixar aberta! Mas imagino que só custe a primeira vez. Os meus pais, por exemplo, são casados há quase 29 anos e fazem TUDO em frente um ao outro... às vezes até se fecham na casa-de-banho, enquanto um faz as necessidades, o outro lava os dentes, e vice-versa!  De vez em quando é com cada cagadela após feijoada que eu até fico vesga dos olhos só de me aproximar do corredor em frente à casa-de-banho tal é o cheiro nauseabundo que emana pelas frestas daquela porta!... e eles os dois fechados lá dentro, tranquilos, impávidos e serenos. Isto só pode ser amor minha gente! Para mim isto é #goals numa relação.


 


Resumindo e concluindo: cabe a cada casal decidir, de forma orgânica que isto não exige cá uma reunião formal, se quer partilhar os seus momentos pós-feijoada / pós charcutaria / pós-kebab um com o outro. Eu cá ainda fico à espera do homem que se queira fechar comigo no WC e partilhar o meu cheiro de cocó fedorento pós-bebedeira! 


 


Beijo na bunda! 


 


 


 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Em Ponto Maria: Deixar a Porta Aberta?

Hoje vai-se falar sobre deixar, ou não, a porta do WC aberta enquanto fazemos as necessidades básicas. À vista de "todos" ou não? Eis a questão.


 


Enquanto rapariga consigo resumir esta dissertação numa frase muito simples: depende de há quanto tempo conhecemos a pessoa! 


 


Imaginemos duas situações: primeira vez que dormimos no mesmo espaço e 2 anos de relação. Não vou falar de como reagiria com mais tempo de relação do que isto porque não conheço, nunca been there, nunca done that!


 


Primeiro encontro, uma pessoa está ali em casa do moço... antes de chegar lá já comeu uma tábua de charcutaria francesa, bebeu um bom copo de vinho tinto , depois foi para um bar e bebeu uma cerveja... epah... dá aquela vontadinha de fazer cocó mesmo ali quando uma pessoa já está aos beijos no corredor do prédio e a entrar em casa dele... horror dos horrores, chega à casa de banho e só há um resquício de papel higiénico no rolo e fica com vergonha de pedir mais... opah, foda-se!


 


Como fazer nesta situação? Uma pessoa faz as necessidades físicas mesmo ali, contrai o esfíncter e tenta seguir em frente nas actividades coitais, ou sai a correr e diz sayonara ao moço? Pois. Eu decidi fazer mesmo ali, no WC de um desconhecido. Mas digo-vos já: não é fácil. Só os fortes conseguem. Como tal, e visto que começo a ter alguma experiência no assunto, vou ensinar-vos algumas técnicas para minimizar o constrangimento da situação:


 


- Quando querem fazer cocó sem barulho de puns - afastem as nalgas! Assim, mesmo como estão a pensar, uma mão de cada lado dos glúteos a criar uma abertura entre os ditos. Vão ver que o peidinho sai sem barulhinho nenhum. Palavra de dESarrumada.


 


- Quando querem evitar o barulho do PLOC no momento em que o cocó mergulha para a sua morada final - penso que esta já é um clássico, meter montes de papel dobrado por cima da água da sanita! O Senhor Castanho cai ali naquela caminha fofa de papel e nem um som é audível pelo gato que está à vossa espera na sala...


 


- E quando há pouco papel e não dá para fazer a caminha do cocó??? Nada temam!!! A dESarrumada tem a solução: sentem-se o mais à beirinha possível do tampo da sanita e controlem o esfíncter de forma a que o cocó caia muuuuuito devagarinho, fazendo escorrega até à água, em vez do clássico mergulho de cabeça. De certeza que é um momento de fim de vida menos glorioso para o cocó, mas, gosto de acreditar que ao menos enquanto escorrega se está a divertir e a gritar YOLO!!! Advertência: certifiquem-se de que existe piaçaba ao lado da sanita antes de efectuarem esta técnica. Não há nada pior que estarem debruçadas em cima da cagadeira de um desconhecido, a limparem cocó que ficou agarrado à louça da sanita, com um nico de papel higiénico bem dobrado à volta dos dedos para não conspurcarem as unhas!


 


E porque é que uma mulher se tem que dar ao trabalho de andar com estes esquemas todos??? Porque, segundo o mito, os homens não sabem que as mulheres fazem cocó! Shhhhhiu! Já imaginaram se eu fosse a primeira mulher a quebrar este crença popular tão enraizada??? Que vergonha isso ia ser para a raça feminina  


 


Dois anos depois... bem, isto já foi há uns bons séculos atrás! Já não me lembro de estar numa relação mais do que um ano há praí uns 7 anos! Mas sei que quando a coisa começa a chegar ali ao primeiro ano já faço xixi em frente ao moço. Lembro-me de na minha ultima relação mais duradoura o moço estar a fazer cocó e eu a tomar banho, ou  eu estar a fazer xixi e ele a lavar os dentes... mas... nunca aconteceu eu fazer cocó em frente a um gajo.


 


Por isso, não vos sei dizer ao certo se devem fechar a porta ou deixar aberta! Mas imagino que só custe a primeira vez. Os meus pais, por exemplo, são casados há quase 29 anos e fazem TUDO em frente um ao outro... às vezes até se fecham na casa-de-banho, enquanto um faz as necessidades, o outro lava os dentes, e vice-versa!  De vez em quando é com cada cagadela após feijoada que eu até fico vesga dos olhos só de me aproximar do corredor em frente à casa-de-banho tal é o cheiro nauseabundo que emana pelas frestas daquela porta!... e eles os dois fechados lá dentro, tranquilos, impávidos e serenos. Isto só pode ser amor minha gente! Para mim isto é #goals numa relação.


 


Resumindo e concluindo: cabe a cada casal decidir, de forma orgânica que isto não exige cá uma reunião formal, se quer partilhar os seus momentos pós-feijoada / pós charcutaria / pós-kebab um com o outro. Eu cá ainda fico à espera do homem que se queira fechar comigo no WC e partilhar o meu cheiro de cocó fedorento pós-bebedeira! 


 


Beijo na bunda! 


 


 


 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Ao segundo dia ressuscitou.

Há bastantes anos um rapaz que gostava muito e a quem dei tudo (literalmente porque foi o meu primeiro) acabou comigo dois dias depois do dia dos namorados. Porque eu gostava demasiado dele.


 


Depois disso perseguiu-me e fez-me a vida negra porque queria continuar a ter sexo comigo, mas sem ser meu namorado. Algo que sempre recusei. Ou namoras comigo ou não há cá pão para pançudos. Dizia eu na época. Jovem adulta de 20 anos e muito apaixonada, mas ainda mais magoada.


 


Ele era chamadas anónimas em que desligava logo, ele era chamadas em que quando eu atendia se ouvia do outro lado um filme porno com uma gaja a gemer bastante, com a sms a seguir que dizia "quero fazer-te isto". Eu tive direito a tudo um pouco relacionado com sexo vindo desse rapaz que acabou comigo porque "era melhor assim" e que eu lhe tinha feito coisas que "não se fazem ao pior inimigo".... mas nunca me chegou a dizer que coisas eram. 


 


Resumindo e concluindo, ele deve ter-se apercebido que eu era boa demais para ele e que ter uma relação tão séria logo no início da universidade ia estragar-lhe a experiência académica. Compreendo. Quando ele acabou comigo fiquei um ano a deprimir e isso também influenciou muito a minha vida de estudante. Só acordei para a vida no que diz respeito a gajos no último ano, mas aí já tinha estágios e trabalho final para entregar e não aproveitei tanto como poderia ter aproveitado. Nessa altura era jovem e fresca, gozei muito, mas sei que podia tê-lo feito muito mais se não tivesse sido esta história de coração partido por causa de um parvo. 


 


Talvez ele esteja arrependido de ter acabado comigo. Talvez tenha visto o quão perfeitos podíamos ter sido juntos (eu vi-o, vi este futuro que podia ter sido bom, juro que até cheguei a sonhar com os filhos de olhos verdes como os dele que íamos ter). 


 


Incrível, incrível, é que quando acabámos a universidade ele tentou aproximar-se para voltarmos a "tentar"... Eu disse não. Desculpa, mas com tudo que me disseste sobre sexo e quereres aproveitar a vida e só me quereres ver para foder, nem penses que eu vou acreditar que me queres de volta de uma forma séria... No dia da benção de finalistas, azar dos azares, porque nem éramos do mesmo curso nem departamento, as filas dos nossos cursos ficaram lado a lado. Ou seja, tive que levar com ele sempre a olhar para mim no meu último dia de trajada na universidade... foda-se. No fim do dia recebo uma mensagem : "estavas muito linda".


 


Epah, temos pena. Perdeste a tua oportunidade moço. Isto não acabou ali. Enquanto trabalhei em Portugal tive que levar com mensagens constantes dele. Quando vim para França nos primeiros dois anos foi igual. Só quando o mandei à merda com todas as letras e lhe disse coisas mesmo muito más é que começou a espaçar as mensagens, porém sem nunca desistir... excepto nos últimos quase 2 anos.


 


Ele acabou comigo dois dias depois do dia dos namorados. E hoje à meia noite recebi uma mensagem dele a dizer « 7 anos ». Para mim foram 7 anos em que me descobri como mulher e em que não me arrependi nem um segundo de nunca ter tentado voltar para ele, nem que fosse pelo "caminho do sexo" como muitas mulheres fazem... que dormem com alguém na esperança de que ele as comece a amar um dia... eventualmente.


 


Espero que ele consiga algum dia ultrapassar isto. Eu já ultrapassei. E espero um dia ter filhos com alguém que me ame sem dúvidas ou reticências ou pausas. Filhos esses que nunca terão os olhos dele.

Ao segundo dia ressuscitou.

Há bastantes anos um rapaz que gostava muito e a quem dei tudo (literalmente porque foi o meu primeiro) acabou comigo dois dias depois do dia dos namorados. Porque eu gostava demasiado dele.


 


Depois disso perseguiu-me e fez-me a vida negra porque queria continuar a ter sexo comigo, mas sem ser meu namorado. Algo que sempre recusei. Ou namoras comigo ou não há cá pão para pançudos. Dizia eu na época. Jovem adulta de 20 anos e muito apaixonada, mas ainda mais magoada.


 


Ele era chamadas anónimas em que desligava logo, ele era chamadas em que quando eu atendia se ouvia do outro lado um filme porno com uma gaja a gemer bastante, com a sms a seguir que dizia "quero fazer-te isto". Eu tive direito a tudo um pouco relacionado com sexo vindo desse rapaz que acabou comigo porque "era melhor assim" e que eu lhe tinha feito coisas que "não se fazem ao pior inimigo".... mas nunca me chegou a dizer que coisas eram. 


 


Resumindo e concluindo, ele deve ter-se apercebido que eu era boa demais para ele e que ter uma relação tão séria logo no início da universidade ia estragar-lhe a experiência académica. Compreendo. Quando ele acabou comigo fiquei um ano a deprimir e isso também influenciou muito a minha vida de estudante. Só acordei para a vida no que diz respeito a gajos no último ano, mas aí já tinha estágios e trabalho final para entregar e não aproveitei tanto como poderia ter aproveitado. Nessa altura era jovem e fresca, gozei muito, mas sei que podia tê-lo feito muito mais se não tivesse sido esta história de coração partido por causa de um parvo. 


 


Talvez ele esteja arrependido de ter acabado comigo. Talvez tenha visto o quão perfeitos podíamos ter sido juntos (eu vi-o, vi este futuro que podia ter sido bom, juro que até cheguei a sonhar com os filhos de olhos verdes como os dele que íamos ter). 


 


Incrível, incrível, é que quando acabámos a universidade ele tentou aproximar-se para voltarmos a "tentar"... Eu disse não. Desculpa, mas com tudo que me disseste sobre sexo e quereres aproveitar a vida e só me quereres ver para foder, nem penses que eu vou acreditar que me queres de volta de uma forma séria... No dia da benção de finalistas, azar dos azares, porque nem éramos do mesmo curso nem departamento, as filas dos nossos cursos ficaram lado a lado. Ou seja, tive que levar com ele sempre a olhar para mim no meu último dia de trajada na universidade... foda-se. No fim do dia recebo uma mensagem : "estavas muito linda".


 


Epah, temos pena. Perdeste a tua oportunidade moço. Isto não acabou ali. Enquanto trabalhei em Portugal tive que levar com mensagens constantes dele. Quando vim para França nos primeiros dois anos foi igual. Só quando o mandei à merda com todas as letras e lhe disse coisas mesmo muito más é que começou a espaçar as mensagens, porém sem nunca desistir... excepto nos últimos quase 2 anos.


 


Ele acabou comigo dois dias depois do dia dos namorados. E hoje à meia noite recebi uma mensagem dele a dizer « 7 anos ». Para mim foram 7 anos em que me descobri como mulher e em que não me arrependi nem um segundo de nunca ter tentado voltar para ele, nem que fosse pelo "caminho do sexo" como muitas mulheres fazem... que dormem com alguém na esperança de que ele as comece a amar um dia... eventualmente.


 


Espero que ele consiga algum dia ultrapassar isto. Eu já ultrapassei. E espero um dia ter filhos com alguém que me ame sem dúvidas ou reticências ou pausas. Filhos esses que nunca terão os olhos dele.

domingo, 9 de dezembro de 2018

3 coisas que aprendi no Tinder.

1. Nem toda a gente está a fornicar tanto como queremos acreditar que estão;


 


2. Há pessoas que só estão lá para o convívio, outros para ver "no que dá" e a maior parte só para lavar as vistas;


 


3. As probabilidades de encontrar o TAL são ínfimas, e quando encontras alguém com o perfil ideal armas-te em #MulherIndependenteQueDáOPrimeiroPasso e ele anula o match sem nem sequer responder à tua primeira mensagem. Ainda por cima tinha sido ele o primeiro a meter um Super Like.


 

3 coisas que aprendi no Tinder.

1. Nem toda a gente está a fornicar tanto como queremos acreditar que estão;


 


2. Há pessoas que só estão lá para o convívio, outros para ver "no que dá" e a maior parte só para lavar as vistas;


 


3. As probabilidades de encontrar o TAL são ínfimas, e quando encontras alguém com o perfil ideal armas-te em #MulherIndependenteQueDáOPrimeiroPasso e ele anula o match sem nem sequer responder à tua primeira mensagem. Ainda por cima tinha sido ele o primeiro a meter um Super Like.


 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Desabafos sobre essa distância que me corrói a alma...

Não é fácil manter uma relação à distância... e isso é algo que infelizmente fui aprendendo com a emigração. Em 2016, depois de uma relação à distância falhada, tinha prometido que seria a última relação deste tipo. Mas conheci-o, e acreditei que podia ser ele "o tal". Decidi continuar e tentar mais uma vez. Há quase um ano que ando nesta vida de Whatsapp, Skype, etc. 


Juro. Tentei tudo, dei tudo que tenho, esvaziei a alma nestas tentativas. Juro que continuo a tentar. Mas não tem sido fácil lidar com a falta de respostas da parte dele... um simples está tudo bem não me chega, nem nunca vai chegar. Gosto de conversas mais completas, gosto de assuntos mais desenvolvidos, mas também sei que quanto mais tempo se passa longe, menos se tem a dizer. Depois chegam as dúvidas, e das duas uma, ou sou eu que sou muito carente ou há um afastamento que se está a instalar pouco a pouco, qual erva daninha que vai crescendo num terreno recém cavado.


Hoje, podia falar primeiro como tenho feito todas as noites, podia insistir mais uma vez, mas hoje não o vou fazer. Hoje vou deixá-lo ter saudades. E amanhã será um novo dia. E talvez eu, depois de uma noite de descanso, já esteja mais calma e veja a vida com outros olhos...


 


 


3 de Novembro, 2017.


Um post que estava aqui guardado nos rascunhos e que nunca cheguei a publicar...


...escrito 3 meses antes do fim.


Já se passou um ano desde que comecei a ter dúvidas.


O tempo passa mesmo depressa.


Nunca mais falámos.


Apesar de tudo, e da vida que tenho conseguido viver sozinha,


tenho saudades dele.


 

Desabafos sobre essa distância que me corrói a alma...

Não é fácil manter uma relação à distância... e isso é algo que infelizmente fui aprendendo com a emigração. Em 2016, depois de uma relação à distância falhada, tinha prometido que seria a última relação deste tipo. Mas conheci-o, e acreditei que podia ser ele "o tal". Decidi continuar e tentar mais uma vez. Há quase um ano que ando nesta vida de Whatsapp, Skype, etc. 


Juro. Tentei tudo, dei tudo que tenho, esvaziei a alma nestas tentativas. Juro que continuo a tentar. Mas não tem sido fácil lidar com a falta de respostas da parte dele... um simples está tudo bem não me chega, nem nunca vai chegar. Gosto de conversas mais completas, gosto de assuntos mais desenvolvidos, mas também sei que quanto mais tempo se passa longe, menos se tem a dizer. Depois chegam as dúvidas, e das duas uma, ou sou eu que sou muito carente ou há um afastamento que se está a instalar pouco a pouco, qual erva daninha que vai crescendo num terreno recém cavado.


Hoje, podia falar primeiro como tenho feito todas as noites, podia insistir mais uma vez, mas hoje não o vou fazer. Hoje vou deixá-lo ter saudades. E amanhã será um novo dia. E talvez eu, depois de uma noite de descanso, já esteja mais calma e veja a vida com outros olhos...


 


 


3 de Novembro, 2017.


Um post que estava aqui guardado nos rascunhos e que nunca cheguei a publicar...


...escrito 3 meses antes do fim.


Já se passou um ano desde que comecei a ter dúvidas.


O tempo passa mesmo depressa.


Nunca mais falámos.


Apesar de tudo, e da vida que tenho conseguido viver sozinha,


tenho saudades dele.


 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Pessoas ansiosas...

.... uma pequena questão...


 


Quando estão a começar uma nova relação amorosa ficam mais ansiosos com o que pode correr mal ou com o que pode correr bem?


 


Depois venho explicar melhor isto com base no que eu penso e nas respostas obtidas...

Pessoas ansiosas...

.... uma pequena questão...


 


Quando estão a começar uma nova relação amorosa ficam mais ansiosos com o que pode correr mal ou com o que pode correr bem?


 


Depois venho explicar melhor isto com base no que eu penso e nas respostas obtidas...

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...