sexta-feira, 26 de abril de 2019

Quantas vidas cabem numa vida?

Estar de férias em Portugal traz-me este sentimento ingrato. As saudades. Faz-me pensar em coisas que guardo numa gaveta secreta dentro de mim. Acorda os monstros que ainda cá estão e que a distância só adormeceu. Tenho saudades. Saudades de ter alguém. Saudades d'Ele. Saudades de lhe dizer bom dia. Saudades de amar, simplesmente. Quero amar com todas as minhas forças, sentir que há algo mais forte do que a vida...amar, amar e amar. Que saudades. De olhar olhos nos olhos, de tocar mão na mão. De dizer amo-te. Tão simples. Tão especial. Tão único. E de tantas vezes começar, para logo a seguir acabar, deixei de acreditar... Principalmente depois d'Ele. Não acredito. Que alguma vez me possa voltar a acontecer. Agora a vida é outra. Pequenos-almoços de solidão. Onde está aquele a quem fiz panquecas com pepitas de chocolate para levar à cama? Onde está aquele a quem disse amo-te num dia de calor? Quantas vidas cabem numa vida? Não sei. Mas cabem quantas conseguirmos aguentar. E sei que agora é outra vida. Jantares de pé na cozinha. Cinema para um. Visitas a castelos sozinha. E vou seguindo, à deriva, longe, neste mundo de camas vazias. Vidas vazias. Tantas vidas. Tantas saudades. Monstros, voltem a dormir, por favor. Quero voltar para França. Terra onde encontrei as gavetas que precisava para esconder as saudades. 

Quantas vidas cabem numa vida?

Estar de férias em Portugal traz-me este sentimento ingrato. As saudades. Faz-me pensar em coisas que guardo numa gaveta secreta dentro de mim. Acorda os monstros que ainda cá estão e que a distância só adormeceu. Tenho saudades. Saudades de ter alguém. Saudades d'Ele. Saudades de lhe dizer bom dia. Saudades de amar, simplesmente. Quero amar com todas as minhas forças, sentir que há algo mais forte do que a vida...amar, amar e amar. Que saudades. De olhar olhos nos olhos, de tocar mão na mão. De dizer amo-te. Tão simples. Tão especial. Tão único. E de tantas vezes começar, para logo a seguir acabar, deixei de acreditar... Principalmente depois d'Ele. Não acredito. Que alguma vez me possa voltar a acontecer. Agora a vida é outra. Pequenos-almoços de solidão. Onde está aquele a quem fiz panquecas com pepitas de chocolate para levar à cama? Onde está aquele a quem disse amo-te num dia de calor? Quantas vidas cabem numa vida? Não sei. Mas cabem quantas conseguirmos aguentar. E sei que agora é outra vida. Jantares de pé na cozinha. Cinema para um. Visitas a castelos sozinha. E vou seguindo, à deriva, longe, neste mundo de camas vazias. Vidas vazias. Tantas vidas. Tantas saudades. Monstros, voltem a dormir, por favor. Quero voltar para França. Terra onde encontrei as gavetas que precisava para esconder as saudades. 

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Não sei como é que isto aconteceu... 1000 aos 28!

 


aniversario.jpg


 


Pois é meus caros desarrumados! Hoje faço anos e é o post 1000 do blog!  yeahhhh!


 


Faço 28 anos! E, apesar de não estar onde imaginava que ia estar com esta idade, estou feliz! Tenho a oportunidade de passar este dia com a família, no meu país do coração... que mais pode uma dESarrumada pedir?


 


Gratidão... gratidão...! Obrigada a quem anda há 1000 posts a aturar-me 


 


 


Beijos na bunda, da aniversariante 


 

Não sei como é que isto aconteceu... 1000 aos 28!

 


aniversario.jpg


 


Pois é meus caros desarrumados! Hoje faço anos e é o post 1000 do blog!  yeahhhh!


 


Faço 28 anos! E, apesar de não estar onde imaginava que ia estar com esta idade, estou feliz! Tenho a oportunidade de passar este dia com a família, no meu país do coração... que mais pode uma dESarrumada pedir?


 


Gratidão... gratidão...! Obrigada a quem anda há 1000 posts a aturar-me 


 


 


Beijos na bunda, da aniversariante 


 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Amizades sinceras... ou não.

Já vos aconteceu sentirem que alguém só fala com vocês porque tem a crença de que vocês são inferiores a ele/ela?


 


dementors_falsos_amigos_desarrumada.jpg


 


Desde muito nova que isto me acontece imenso. Não sei se por falta de auto-estima minha, ou se este meu sexto sentido é verdadeiro... Às vezes debruço-me sobre esta sensação e analiso todas as pessoas com quem a tal pessoa se dá para ver se o meu palpite é correcto. E muitas vezes é. São pessoas que estão rodeadas, não de amigos, mas de vassalos.


 


Considero-me alguém tímida, com tendência a aceitar o que os outros dizem, sem oferecer muita resistência... e quando alguém me deixa desconfortável e com a sensação que estou a pisar-me a mim própria, normalmente essa pessoa é alguém que vive rodeada de pessoas "como eu". E isto agora é um grito de alerta para mim!


 


Antigamente tentava afirmar-me, discutia com essa pessoa até, tentava "mostrar-me", tentava chamar a atenção "hey, estou aqui", "hey, olha para mim", "hey, eu existo", "hey, não estou aqui só para dizer que sim a tudo que tu queres". Mas isso acabou este ano.


 


Hoje em dia afasto-me. Quando alguém me provoca desconforto, seja de que tipo for, já não sinto aquela necessidade de agradar, simplesmente vou embora. Explicações são servem de nada com pessoas assim. São pessoas que absorvem todas as energias que estão à volta delas, e quanto mais dermos de nós, mais nos sentimos drenados, sugados, esgotados.


 


São os dementors da vida. E eu decidi dizer basta. Só este ano já foram 3 pessoas com quem deixei de falar. E estou muito melhor assim. Menos cansada, menos esgotada, sem necessidade de provar nada aos amigos que ficaram. Pessoas assim já não me fazem falta. 


 

Amizades sinceras... ou não.

Já vos aconteceu sentirem que alguém só fala com vocês porque tem a crença de que vocês são inferiores a ele/ela?


 


dementors_falsos_amigos_desarrumada.jpg


 


Desde muito nova que isto me acontece imenso. Não sei se por falta de auto-estima minha, ou se este meu sexto sentido é verdadeiro... Às vezes debruço-me sobre esta sensação e analiso todas as pessoas com quem a tal pessoa se dá para ver se o meu palpite é correcto. E muitas vezes é. São pessoas que estão rodeadas, não de amigos, mas de vassalos.


 


Considero-me alguém tímida, com tendência a aceitar o que os outros dizem, sem oferecer muita resistência... e quando alguém me deixa desconfortável e com a sensação que estou a pisar-me a mim própria, normalmente essa pessoa é alguém que vive rodeada de pessoas "como eu". E isto agora é um grito de alerta para mim!


 


Antigamente tentava afirmar-me, discutia com essa pessoa até, tentava "mostrar-me", tentava chamar a atenção "hey, estou aqui", "hey, olha para mim", "hey, eu existo", "hey, não estou aqui só para dizer que sim a tudo que tu queres". Mas isso acabou este ano.


 


Hoje em dia afasto-me. Quando alguém me provoca desconforto, seja de que tipo for, já não sinto aquela necessidade de agradar, simplesmente vou embora. Explicações são servem de nada com pessoas assim. São pessoas que absorvem todas as energias que estão à volta delas, e quanto mais dermos de nós, mais nos sentimos drenados, sugados, esgotados.


 


São os dementors da vida. E eu decidi dizer basta. Só este ano já foram 3 pessoas com quem deixei de falar. E estou muito melhor assim. Menos cansada, menos esgotada, sem necessidade de provar nada aos amigos que ficaram. Pessoas assim já não me fazem falta. 


 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Pessoas indignadas entendam isto...

... Sim, o mundo tem muita merda a acontecer. Sim, há muita injustiça. Sim, há pessoas a tomar banho com champanhe enquanto outras não têm pão para comer. Sim, é uma merda. Sim, é injusto. Mas, pessoas indignadas, os ricos que doaram dinheiro para reconstruir a catedral de Notre-Dame não "têm" que contribuir para outras causas. Ninguém é obrigado a investir dinheiro onde não quer. Porque sim, estas doações foram investimentos no futuro. Os nomes de quem ajudou ficarão para sempre associados à reconstrução da Catedral. Uma das mais visitadas do mundo. Não se enganem se pensam que foi 100% altruísta na defesa do património mundial... infelizmente, o mundo seria mais justo se a riqueza estivesse melhor distribuída e se todos tivéssemos o valor da ajuda, do altruísmo, doar só porque sim. Mas entretanto, deixem lá os ricos em paz, eles só estão a fazer o que sabem fazer melhor: transformar dinheiro em dinheiro. É tudo, por agora. 

Pessoas indignadas entendam isto...

... Sim, o mundo tem muita merda a acontecer. Sim, há muita injustiça. Sim, há pessoas a tomar banho com champanhe enquanto outras não têm pão para comer. Sim, é uma merda. Sim, é injusto. Mas, pessoas indignadas, os ricos que doaram dinheiro para reconstruir a catedral de Notre-Dame não "têm" que contribuir para outras causas. Ninguém é obrigado a investir dinheiro onde não quer. Porque sim, estas doações foram investimentos no futuro. Os nomes de quem ajudou ficarão para sempre associados à reconstrução da Catedral. Uma das mais visitadas do mundo. Não se enganem se pensam que foi 100% altruísta na defesa do património mundial... infelizmente, o mundo seria mais justo se a riqueza estivesse melhor distribuída e se todos tivéssemos o valor da ajuda, do altruísmo, doar só porque sim. Mas entretanto, deixem lá os ricos em paz, eles só estão a fazer o que sabem fazer melhor: transformar dinheiro em dinheiro. É tudo, por agora. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Em Ponto Maria: Sexo com banda sonora, sim ou não?

Ahhhh, ouvir música durante aquele momento. Ouvir música durante o bem bom! Quem nunca? Eu cá já tive várias experiências sonoras durante o sexo...


 


Quando andava na Universidade namorei com um rapaz que adorava músicas de desenhos animados... e um dia fornicámos ao som da música do genérico do D'Artacão. Sim, aquela que fala da Julieta. Aquela que fica na cabeça durante horas! Tomem lá crianças dos anos 90 que tal como eu gostam de revisitar os clássicos de infância :


 



 


Depois andei com um que tinha pancada por músicas francesas. E sim, isto foi antes de sequer imaginar que vinha viver para França. Ele era viciado no filme que conta a história de Amélie Poulain intitulado "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain". E foram incontáveis as vezes que fizemos o amor todos bêbados ao som de Yann Tiersen  Tomem lá:


 



 


Depois conheci outro que era viciado em EDM. Aquela música da pancada. E o que eu adorava aquilo! Uma pessoa estar ali a levar com o bráulio ao som de música de partir tijolo. Pum-pum-pum. Tão bom. Melhor época da minha vida sexual! (até agora!) Experimentei tanta coisa com esse gajo... que saudades... ainda hoje ouço esse estilo de música quando quero descomprimir e mandar mentalmente umas quantas pessoas para o caralho. Tomem lá uma mais recente:


 



 


 


Depois veio a França na minha vida. Os one night stands que antes nunca tinha tido. A experiência de estar com moços que não conheço de lado nenhum também me tem levado a estar com gajos que gostam de estilos de música com os quais nunca pensei identificar-me e/ou gostar. Às vezes fico agradavalmente surpreendida. E esta foi uma dessas situações... pinar ao som de Reggae é do catano! Já experimentaram? Tomem lá uma das melhores músicas que conheci nos últimos tempos (imaginem-se durante o orgasmo a gritar "now I see the light, shining briiiiiiiiiiight" enquanto reviram os olhos) :


 



 


 


************************************************


Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Em Ponto Maria: Sexo com banda sonora, sim ou não?

Ahhhh, ouvir música durante aquele momento. Ouvir música durante o bem bom! Quem nunca? Eu cá já tive várias experiências sonoras durante o sexo...


 


Quando andava na Universidade namorei com um rapaz que adorava músicas de desenhos animados... e um dia fornicámos ao som da música do genérico do D'Artacão. Sim, aquela que fala da Julieta. Aquela que fica na cabeça durante horas! Tomem lá crianças dos anos 90 que tal como eu gostam de revisitar os clássicos de infância :


 



 


Depois andei com um que tinha pancada por músicas francesas. E sim, isto foi antes de sequer imaginar que vinha viver para França. Ele era viciado no filme que conta a história de Amélie Poulain intitulado "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain". E foram incontáveis as vezes que fizemos o amor todos bêbados ao som de Yann Tiersen  Tomem lá:


 



 


Depois conheci outro que era viciado em EDM. Aquela música da pancada. E o que eu adorava aquilo! Uma pessoa estar ali a levar com o bráulio ao som de música de partir tijolo. Pum-pum-pum. Tão bom. Melhor época da minha vida sexual! (até agora!) Experimentei tanta coisa com esse gajo... que saudades... ainda hoje ouço esse estilo de música quando quero descomprimir e mandar mentalmente umas quantas pessoas para o caralho. Tomem lá uma mais recente:


 



 


 


Depois veio a França na minha vida. Os one night stands que antes nunca tinha tido. A experiência de estar com moços que não conheço de lado nenhum também me tem levado a estar com gajos que gostam de estilos de música com os quais nunca pensei identificar-me e/ou gostar. Às vezes fico agradavalmente surpreendida. E esta foi uma dessas situações... pinar ao som de Reggae é do catano! Já experimentaram? Tomem lá uma das melhores músicas que conheci nos últimos tempos (imaginem-se durante o orgasmo a gritar "now I see the light, shining briiiiiiiiiiight" enquanto reviram os olhos) :


 



 


 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

terça-feira, 16 de abril de 2019

Foodies lisboetas, preciso dos vossos conselhos!

Perguntei recentemente no Instagram que restaurantes aconselham no Porto para comer uma boa francesinha, responderam: 


1. Santiago


2. Lado B


3. Barcarola


 


Agora preciso da malta de Lisboa outra vez... vou a Portugal passar uma semana e meia com uma colega francesa, por isso estou à procura dos cantos mais Tugas que conseguir encontrar... quero um restaurante que TRANSPIRE PORTUGALIDADE, quero sentir o cheiro a bacalhau impregnado nas paredes, quero ver as manchas de vinho na mesa, quero ouvir o Fado a ser cantado através de colunas de rádio manhosas (giro, giro, era ser numa casa de Fados que não custe um braço!)


 


Que me aconselham? Casa de Fados? Sim ou não? Onde? 



Beijo na bunda !  

Foodies lisboetas, preciso dos vossos conselhos!

Perguntei recentemente no Instagram que restaurantes aconselham no Porto para comer uma boa francesinha, responderam: 


1. Santiago


2. Lado B


3. Barcarola


 


Agora preciso da malta de Lisboa outra vez... vou a Portugal passar uma semana e meia com uma colega francesa, por isso estou à procura dos cantos mais Tugas que conseguir encontrar... quero um restaurante que TRANSPIRE PORTUGALIDADE, quero sentir o cheiro a bacalhau impregnado nas paredes, quero ver as manchas de vinho na mesa, quero ouvir o Fado a ser cantado através de colunas de rádio manhosas (giro, giro, era ser numa casa de Fados que não custe um braço!)


 


Que me aconselham? Casa de Fados? Sim ou não? Onde? 



Beijo na bunda !  

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Vamos fazer apostas?

Aposto que o Marcelo chega primeiro à zona da Catedral de Notre Dame que o Macron. 

Vamos fazer apostas?

Aposto que o Marcelo chega primeiro à zona da Catedral de Notre Dame que o Macron. 

Podem os objectos ser um peso? Minimalismo.

Como já sabem vou mudar-me para Paris! E como tal, os 53 metros quadrados que alugo agora, por lá são tipo um sonho só acessível a carteiras muito mais gordas do que a minha... digamos que os meus ganhos só me permitem pagar por uns míseros 12 metros quadrados. E por isso tomei a decisão de destralhar mais de metade das minhas coisas e viver, finalmente, uma vida dedicada ao minimalismo e zero waste (ou low waste, porque zero lixo na sociedade actual é quase impossível!), algo que sempre desejei! 


 


 


Nunca fui capaz de viver este estilo de vida ao máximo porque sempre fui menina de fazer compras inconscientes e por impulso! Já estou muito melhor... quem acompanha o blog de certeza que se vai lembrar daquela vez que gastei mais de 300€ em compras de roupa, em 4 horas... e imaginem fazer isto vários fins-de-semana seguidos. Só me apercebi que era um erro fazer isto quando chegaram os impostos do primeiro ano em França para pagar... acreditem, era emigrante, ganhava o triplo do que ganhava em Portugal, mas mesmo assim, passei por um mau momento financeiro que nem é bom lembrar... Mas essa fase já passou, e agora ganhei juízo!


 


 


Hoje apercebo-me de outro motivo, para além das poupanças efectuadas, pelo qual é um erro comprar tudo e mais alguma coisa que nos aparece à frente... fazer mudanças! Quando estamos no mesmo país que os nossos pais é muito fácil chegar a casa deles - sendo que a minha geração é na sua maioria fruto de uma geração que comprava casa própria e ficava a vida toda no mesmo sítio - e despejar por lá 4 ou 5 caixotes de cada vez que mudamos de casa. Been there, done that!


 


 


Mas, segundo especialistas da organização e minimalismo, o facto de despejarmos todos os nossos pertences na casa dos nossos pais ou fazermos ofertas "simpáticas" a amigos, primos, irmãos, não nos ajuda... muito pelo contrário, só nos desculpabiliza, acreditamos que se os objectos estão longe da vista, já não nos afectam...


 


 


Mas é mentira, cada objecto que adquirimos fica para sempre no nosso mundo. 


 


 


Basta ir a casa dos meus pais e ver um conjunto de utensílios de casa-de-banho que tinha comprado algures em 2014, na loucura de "decorar o apartamento onde moro durante o meu primeiro ano de trabalho, porque eu-trabalho-eu-posso"... sim, aquele dispensador de sabonete líquido de madeira é muito Zen e extremamente giro, mas quando decidi emigrar e mudar de país, não fez sentido trazê-lo comigo. E pumba! Ficou a ocupar espaço em casa dos meus pais... mas qual é a alternativa? Deitar fora? Dar? A quem? Os meus pais não precisam, só usam sabão azul... E deitar fora um objecto perfeitamente em bom estado? Não me parece... Vender? Quem vai comprar um objecto que me custou 3€ no Jumbo? Pois...


 


 


Podem então os objectos que compramos ser um peso na nossa vida?


 


 


Sim. Os objectos que compramos podem ser um peso na nossa vida. Podem deixar de fazer sentido... e depois, ficamos sem saber o que fazer com eles. E digo-vos, saber que temos três ou quatro caixotes de tralha "da casa" que não sabemos onde meter, nem o que fazer com eles, de objectos que ninguém vai comprar, e que são demasiado baratos para doar... é uma dor de alma. Juro. E podem ser coisas tão simples... Dou um exemplo actual: custa-me não saber o que fazer aos tapetes de casa-de-banho, quarto, sala e cozinha, que tenho agora sabendo que vou para uma casa que só tem uma divisão... 


 


 


Outros objectos que são extremamente difíceis de destralhar!


 


- Souvenirs de viagens (sobretudo aqueles ímans de frigorífico que só cabiam porque tinhamos um frigorífico normal... que fazer quando passamos a ter um frigorífico de mini-bar?);


- Coisas oferecidas; 


- Livros não lidos (mesmo que saiba que não vou ter vontade de os ler, custa-me livrar-me de livros que comprei e dos quais não usufruí);


- Roupa de estar por casa (mesmo quando já está horrível e a cair aos pedaços, custa deitar fora porque é tããão confortável... mas não tenho espaço para a guardar);


- Produtos de cosmética encertados mas não acabados;


- Comida encontrada na despensa e fora do prazo (esta não tem explicação... sou desorganizada nas compras e muitas vezes pago coisas que não como. Não tem desculpa...)


- Móveis que estão em bom estado e que adoramos, mas não cabem na casa nova... 


 


 


Por isto tudo é que estou a levar um pontapé na boca imaginário quando vejo a tralha toda que tenho... dou por mim a dizer a mim própria, vezes sem conta: "pensa muito bem antes de trazeres algo para casa...", "pensa em mudanças futuras", "tenta manter-te leve, na alma e no teu espaço físico".


 


 


A Marie Kondo fala muito na importância de só possuirmos objectos que nos despertem alegria. E eu tenho perfeita noção que tenho muitas coisas que não gosto, que uso roupa só porque comprei caro num impulso qualquer, que utilizo produtos só porque tenho que os acabar... isto não é vida minha gente! Sinto-me escrava dos meus objectos! E sei que há por aí mais gente na mesma situação...


 


 


Que inveja tenho daquelas pessoas que metem tudo que possuem numa mochila de 60L e vão fazer a volta ao mundo. Sem preocupações.


 


 


Questões que tento fazer a mim própria antes de comprar algo:


 


- Preciso mesmo disto?

- Tenho outro objecto que possa fazer a mesma função ?


- Preciso mesmo de levar 6 ímanes do frigorífico, um peluche e 3 boomerangs para me lembrar da Austrália? Preciso mesmo daquela cabine telefónica de 20cm para me lembrar da viagem a Londres? etc, etc...


- O preço deste objecto cabe no meu budget mensal? 


- Daqui a quanto tempo penso ler este livro?  (se for mais de 1 mês:  não comprar!) 


- Esta peça de roupa vai acrescentar algo ao meu guarda-roupa? 


 


marie_kondo_ordem_na_casa.jpg


Tidying Up by marie Kondo: se estão à procura de uma serie que vai mudar a vossa vida. Vejam esta. Eu fiquei viciada... e aconselho imenso!


 


 


E vocês, como lidam com os objectos da vossa vida? Gostam de tudo que possuem? Tudo que está na vossa casa é útil ou desperta sentimentos positivos?


 


Beijo na bunda!  


 

Podem os objectos ser um peso? Minimalismo.

Como já sabem vou mudar-me para Paris! E como tal, os 53 metros quadrados que alugo agora, por lá são tipo um sonho só acessível a carteiras muito mais gordas do que a minha... digamos que os meus ganhos só me permitem pagar por uns míseros 12 metros quadrados. E por isso tomei a decisão de destralhar mais de metade das minhas coisas e viver, finalmente, uma vida dedicada ao minimalismo e zero waste (ou low waste, porque zero lixo na sociedade actual é quase impossível!), algo que sempre desejei! 


 


 


Nunca fui capaz de viver este estilo de vida ao máximo porque sempre fui menina de fazer compras inconscientes e por impulso! Já estou muito melhor... quem acompanha o blog de certeza que se vai lembrar daquela vez que gastei mais de 300€ em compras de roupa, em 4 horas... e imaginem fazer isto vários fins-de-semana seguidos. Só me apercebi que era um erro fazer isto quando chegaram os impostos do primeiro ano em França para pagar... acreditem, era emigrante, ganhava o triplo do que ganhava em Portugal, mas mesmo assim, passei por um mau momento financeiro que nem é bom lembrar... Mas essa fase já passou, e agora ganhei juízo!


 


 


Hoje apercebo-me de outro motivo, para além das poupanças efectuadas, pelo qual é um erro comprar tudo e mais alguma coisa que nos aparece à frente... fazer mudanças! Quando estamos no mesmo país que os nossos pais é muito fácil chegar a casa deles - sendo que a minha geração é na sua maioria fruto de uma geração que comprava casa própria e ficava a vida toda no mesmo sítio - e despejar por lá 4 ou 5 caixotes de cada vez que mudamos de casa. Been there, done that!


 


 


Mas, segundo especialistas da organização e minimalismo, o facto de despejarmos todos os nossos pertences na casa dos nossos pais ou fazermos ofertas "simpáticas" a amigos, primos, irmãos, não nos ajuda... muito pelo contrário, só nos desculpabiliza, acreditamos que se os objectos estão longe da vista, já não nos afectam...


 


 


Mas é mentira, cada objecto que adquirimos fica para sempre no nosso mundo. 


 


 


Basta ir a casa dos meus pais e ver um conjunto de utensílios de casa-de-banho que tinha comprado algures em 2014, na loucura de "decorar o apartamento onde moro durante o meu primeiro ano de trabalho, porque eu-trabalho-eu-posso"... sim, aquele dispensador de sabonete líquido de madeira é muito Zen e extremamente giro, mas quando decidi emigrar e mudar de país, não fez sentido trazê-lo comigo. E pumba! Ficou a ocupar espaço em casa dos meus pais... mas qual é a alternativa? Deitar fora? Dar? A quem? Os meus pais não precisam, só usam sabão azul... E deitar fora um objecto perfeitamente em bom estado? Não me parece... Vender? Quem vai comprar um objecto que me custou 3€ no Jumbo? Pois...


 


 


Podem então os objectos que compramos ser um peso na nossa vida?


 


 


Sim. Os objectos que compramos podem ser um peso na nossa vida. Podem deixar de fazer sentido... e depois, ficamos sem saber o que fazer com eles. E digo-vos, saber que temos três ou quatro caixotes de tralha "da casa" que não sabemos onde meter, nem o que fazer com eles, de objectos que ninguém vai comprar, e que são demasiado baratos para doar... é uma dor de alma. Juro. E podem ser coisas tão simples... Dou um exemplo actual: custa-me não saber o que fazer aos tapetes de casa-de-banho, quarto, sala e cozinha, que tenho agora sabendo que vou para uma casa que só tem uma divisão... 


 


 


Outros objectos que são extremamente difíceis de destralhar!


 


- Souvenirs de viagens (sobretudo aqueles ímans de frigorífico que só cabiam porque tinhamos um frigorífico normal... que fazer quando passamos a ter um frigorífico de mini-bar?);


- Coisas oferecidas; 


- Livros não lidos (mesmo que saiba que não vou ter vontade de os ler, custa-me livrar-me de livros que comprei e dos quais não usufruí);


- Roupa de estar por casa (mesmo quando já está horrível e a cair aos pedaços, custa deitar fora porque é tããão confortável... mas não tenho espaço para a guardar);


- Produtos de cosmética encertados mas não acabados;


- Comida encontrada na despensa e fora do prazo (esta não tem explicação... sou desorganizada nas compras e muitas vezes pago coisas que não como. Não tem desculpa...)


- Móveis que estão em bom estado e que adoramos, mas não cabem na casa nova... 


 


 


Por isto tudo é que estou a levar um pontapé na boca imaginário quando vejo a tralha toda que tenho... dou por mim a dizer a mim própria, vezes sem conta: "pensa muito bem antes de trazeres algo para casa...", "pensa em mudanças futuras", "tenta manter-te leve, na alma e no teu espaço físico".


 


 


A Marie Kondo fala muito na importância de só possuirmos objectos que nos despertem alegria. E eu tenho perfeita noção que tenho muitas coisas que não gosto, que uso roupa só porque comprei caro num impulso qualquer, que utilizo produtos só porque tenho que os acabar... isto não é vida minha gente! Sinto-me escrava dos meus objectos! E sei que há por aí mais gente na mesma situação...


 


 


Que inveja tenho daquelas pessoas que metem tudo que possuem numa mochila de 60L e vão fazer a volta ao mundo. Sem preocupações.


 


 


Questões que tento fazer a mim própria antes de comprar algo:


 


- Preciso mesmo disto?

- Tenho outro objecto que possa fazer a mesma função ?


- Preciso mesmo de levar 6 ímanes do frigorífico, um peluche e 3 boomerangs para me lembrar da Austrália? Preciso mesmo daquela cabine telefónica de 20cm para me lembrar da viagem a Londres? etc, etc...


- O preço deste objecto cabe no meu budget mensal? 


- Daqui a quanto tempo penso ler este livro?  (se for mais de 1 mês:  não comprar!) 


- Esta peça de roupa vai acrescentar algo ao meu guarda-roupa? 


 


marie_kondo_ordem_na_casa.jpg


Tidying Up by marie Kondo: se estão à procura de uma serie que vai mudar a vossa vida. Vejam esta. Eu fiquei viciada... e aconselho imenso!


 


 


E vocês, como lidam com os objectos da vossa vida? Gostam de tudo que possuem? Tudo que está na vossa casa é útil ou desperta sentimentos positivos?


 


Beijo na bunda!  


 

sábado, 13 de abril de 2019

O que é uma auto-selfie verificatória?

Atire a primeira pedra quem nunca tirou uma auto-selfie verificatória super sexy, em modo assustador, tentando ser discreto num canto qualquer da rua antes de entrar no Banco / Correios / Supermercado ... porque acabou de comer um docinho folhado (seja pain au chocolat no meu caso, mas também vale Pastel de nata ou Mil folhas para os desarrumados que estão na Tuga) ... Tudo isto só para verificar na dita selfie se os dentes estão apresentáveis?


 


IMG_20190413_124557.jpg


E não estavam. Bendita tecnologia.


 


Beijo na bunda ! 

O que é uma auto-selfie verificatória?

Atire a primeira pedra quem nunca tirou uma auto-selfie verificatória super sexy, em modo assustador, tentando ser discreto num canto qualquer da rua antes de entrar no Banco / Correios / Supermercado ... porque acabou de comer um docinho folhado (seja pain au chocolat no meu caso, mas também vale Pastel de nata ou Mil folhas para os desarrumados que estão na Tuga) ... Tudo isto só para verificar na dita selfie se os dentes estão apresentáveis?


 


IMG_20190413_124557.jpg


E não estavam. Bendita tecnologia.


 


Beijo na bunda ! 

Há trabalhos difíceis...

Screenshot_20190408_001346.jpg


 

Há trabalhos difíceis...

Screenshot_20190408_001346.jpg


 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Em Ponto Maria: Shemale

O tema desta semana são as Shemale. Como não sabia como descrever sem ferir susceptibilidades, vou deixar aqui a definição da Wikipédia traduzida do inglês pelo Google:


 


 


"Shemale é um termo usado,


principalmente no trabalho sexual,


para descrever uma mulher transexual com genitália masculina e características sexuais secundárias femininas,


geralmente incluindo aumento mamário e utilização de hormonas."


 


 


Ok, depois desta definição, ficamos a perceber que um termo algo pejorativo (pelo menos foi assim que o interpretei!) vou falar-vos da primeira vez que tive contacto com a palavra Shemale. Tudo começou algures lá em 2000 e troca o passo, quando andava a explorar o porno, ainda bem lá no início da minha vida sexual a solo. Nessa altura eu e o meu irmão partilhávamos o único computador fixo da casa e por isso calhava eu estar por lá dia sim, dia não. E quando andava por lá, aproveitava para meter os phones e entrar no vortex infindável que é a pornografia. 


 


 


Entre muitas categorias que explorei, eis que um dia passo por um vídeo perdido que tinha a palavra Shemale no título, nessa altura o meu inglês ainda estava em fase de desenvolvimento, mas quando via os previews de cada vídeo só via um homem e uma mulher muito gira a fazer coisas muito kinky. Nunca me apercebia que havia algo de diferente. Até porque nunca chegava a entrar nos vídeos. Então ficava com aquela impressão de que a Shemale era uma mulher super boazona, uma espécie de super-mulher que era tão boa que tinha que levar um "male" depois do "she" - desculpem lá este pensamento misógino, mas quando era mais nova não era feminista como sou agora! 


 


 


Como estava a dizer, caí nesta categoria do porno sem querer. Uma pessoa começa a ver um pornozinho clássico, homem beija mulher, mulher beija homem, mulher chupa homem, homem lambe mulher... e quando baixa as cuecas sai de lá um mangalho de 25cm ! E uma pessoa fica tipo "What the fuck!?!" O que é que se passou ali?


 


 


É verdade que, quando andamos fechados na nossa bolha, ver qualquer coisa de diferente, seja o que for, deixa-nos com uma sensação de estranheza enorme, inconfortáveis. Como quando queremos lançar um pum durante uma aula de yoga e não podemos.


 


 


Pois bem, foi assim que fiquei a conhecer esta categoria da pornografia, sem querer e de forma não propositada. Nessa altura desliguei logo o PC e fui comer uma maçã que é mais saudável (referência aos grandes Gato Fedorento, que saudades daquela malta!). No entanto, alguns anos mais tarde voltei a cair sem querer nesse tipo de vídeos e... admito, não gostei. Prefiro ver uma mulher com um strap on a enrabar um homem... Mas isto - claro! - são gostos pessoais, não se discute e respeita-se.


 


 


Eu respeito os transsexuais, defendo a causa deles e o direito a serem exteriormente quem já são no seu EU interior. Lutarei sempre para que eles possam tomar as decisões que melhor entenderem para ao seu corpo. Aqui não se trata de fazer uma intervenção cirúrgica por razões de estética, estamos a falar de fazer corresponder o seu fenótipo à sua identidade de género. Se eu me sinto mulher, apesar de ter nascido com características sexuais secundárias e orgãos sexuais de homem, posso, em algum ponto da vida, submeter-me a uma intervenção cirúrgica que só vai trazer-me esse corpo com que não nasci, mas que é o meu. Mas também posso optar por não o fazer. Ou optar por colocar mamas de silicone e manter o orgão sexual masculino.


 


 


Mudar tudo. Ou não mudar nada. A escolha é de cada um. E cabe a todos respeitarmos essa escolha.


 


 


*********************************************


Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Em Ponto Maria: Shemale

O tema desta semana são as Shemale. Como não sabia como descrever sem ferir susceptibilidades, vou deixar aqui a definição da Wikipédia traduzida do inglês pelo Google:


 


 


"Shemale é um termo usado,


principalmente no trabalho sexual,


para descrever uma mulher transexual com genitália masculina e características sexuais secundárias femininas,


geralmente incluindo aumento mamário e utilização de hormonas."


 


 


Ok, depois desta definição, ficamos a perceber que um termo algo pejorativo (pelo menos foi assim que o interpretei!) vou falar-vos da primeira vez que tive contacto com a palavra Shemale. Tudo começou algures lá em 2000 e troca o passo, quando andava a explorar o porno, ainda bem lá no início da minha vida sexual a solo. Nessa altura eu e o meu irmão partilhávamos o único computador fixo da casa e por isso calhava eu estar por lá dia sim, dia não. E quando andava por lá, aproveitava para meter os phones e entrar no vortex infindável que é a pornografia. 


 


 


Entre muitas categorias que explorei, eis que um dia passo por um vídeo perdido que tinha a palavra Shemale no título, nessa altura o meu inglês ainda estava em fase de desenvolvimento, mas quando via os previews de cada vídeo só via um homem e uma mulher muito gira a fazer coisas muito kinky. Nunca me apercebia que havia algo de diferente. Até porque nunca chegava a entrar nos vídeos. Então ficava com aquela impressão de que a Shemale era uma mulher super boazona, uma espécie de super-mulher que era tão boa que tinha que levar um "male" depois do "she" - desculpem lá este pensamento misógino, mas quando era mais nova não era feminista como sou agora! 


 


 


Como estava a dizer, caí nesta categoria do porno sem querer. Uma pessoa começa a ver um pornozinho clássico, homem beija mulher, mulher beija homem, mulher chupa homem, homem lambe mulher... e quando baixa as cuecas sai de lá um mangalho de 25cm ! E uma pessoa fica tipo "What the fuck!?!" O que é que se passou ali?


 


 


É verdade que, quando andamos fechados na nossa bolha, ver qualquer coisa de diferente, seja o que for, deixa-nos com uma sensação de estranheza enorme, inconfortáveis. Como quando queremos lançar um pum durante uma aula de yoga e não podemos.


 


 


Pois bem, foi assim que fiquei a conhecer esta categoria da pornografia, sem querer e de forma não propositada. Nessa altura desliguei logo o PC e fui comer uma maçã que é mais saudável (referência aos grandes Gato Fedorento, que saudades daquela malta!). No entanto, alguns anos mais tarde voltei a cair sem querer nesse tipo de vídeos e... admito, não gostei. Prefiro ver uma mulher com um strap on a enrabar um homem... Mas isto - claro! - são gostos pessoais, não se discute e respeita-se.


 


 


Eu respeito os transsexuais, defendo a causa deles e o direito a serem exteriormente quem já são no seu EU interior. Lutarei sempre para que eles possam tomar as decisões que melhor entenderem para ao seu corpo. Aqui não se trata de fazer uma intervenção cirúrgica por razões de estética, estamos a falar de fazer corresponder o seu fenótipo à sua identidade de género. Se eu me sinto mulher, apesar de ter nascido com características sexuais secundárias e orgãos sexuais de homem, posso, em algum ponto da vida, submeter-me a uma intervenção cirúrgica que só vai trazer-me esse corpo com que não nasci, mas que é o meu. Mas também posso optar por não o fazer. Ou optar por colocar mamas de silicone e manter o orgão sexual masculino.


 


 


Mudar tudo. Ou não mudar nada. A escolha é de cada um. E cabe a todos respeitarmos essa escolha.


 


 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


 


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Perioditivismo // Um pedido para todas as mães de menino(s)

perioditivismo.png


Mães desse país à beira mar plantado chamado Portugal. Mães portuguesas que estão noutro país. Mães de outras nacionalidades que encontraram aqui o blog mais desarrumado da Internet.


 


Por favor, tal como falam sobre o período com as vossas filhas, falem sobre esse assunto com os vossos filhos. Estou farta de ouvir homens falar sobre o período como se fosse o diabo encarnado nas suas mulheres / namoradas, de falarem disso como se fosse uma incapacidade, ou fazerem piadas, ou terem nojo, quase pior que tudo isto: TEREM VERGONHA DE ABORDAR ESSE ASSUNTO!


 


Aconteceu-me no ano passado: saí alguns meses com um rapaz que sempre que eu estava com o período me mandava a boquinha "Ainda tens isso? Porque não tomas daquelas pílulas que param o período? A minha ex tomava e era o paraíso para ela e para mim". Pois, chocante ouvir um discurso destes em pelo século XXI, não???


 


E sempre que lhe dizia ou falava de período tinha a impressão que esse assunto o aborrecia ou o deixava irritado, como se ele encarasse a menstruação como algo acessório na mulher, prescindível, uma doença que deve ser exterminada, uma verruga que deve ser arrancada. "Trata disso" dizia ele. Tratar como? Deixar de ser mulher? Impedir o meu corpo de fazer aquilo para o qual foi programado? Parar de ovular só porque o menino não queria ter 7 dias sem sexo? Não tenho dores na menstruação, não tenciono tomar nenhuma contracepção hormonal, não me incomoda nada ter relações durante o período (respeito se o sangue incomodar o rapaz com quem estou e não obrigo ninguém a nada)... mas tomar algo só porque algum rapaz não acha bem eu ter o período. NUNCA. NEVER. JAMÉ!


 


Fiquei a questionar-me sobre esses assuntos... Quantas mulheres tomam a pílula devido a pressão psicológica exercida pelo parceiro? Quantas mulheres não têm o controlo absoluto de tudo que ingerem ou colocam no seu corpo? Os rapazes não são educados para aceitar o período como algo que faz parte de ser mulher? E este problema vem de onde? Não tiveram contacto com mulheres ao crescer? Elas não falaram sobre esses assuntos com eles? Se estivermos à espera que seja o pai a falar sobre período com os filhos homens... acho que, na maior parte dos casos, podemos esperar sentadas.


 


Eu lembro-me da minha mãe, mal eu tive o primeiro período, me ter metido um caixotinho do lixo no quarto para eu não deitar os meus produtos menstruais usados na casa-de-banho familiar, evitando assim que o meu pai e irmão vissem... quando íamos às compras com eles nunca comprávamos pensos higiénicos ou tampões... a minha mãe comprava quando fazia compras sozinha. E conheço outras famílias onde isto acontece. Só hoje em dia me apercebo do quão tóxico este comportamento pode ser. Apercebo-me que, como este assunto fica sempre escondido, muitos homens partilham a casa, durante uma infância e adolescência inteiras, com as suas mães e irmãs sem nunca se aperceberem que elas têm o período. Depois, já adultos, começam a sair com uma rapariga e quando ouvem falar em período é o "ai meu Deus, que doença nojenta é essa? Livra-te disso!"


 


Por isso, mães de meninos, irmãs de meninos, tias de meninos, avós de meninos, falem sobre o período com os homens da vossa vida. A futura mulher dele agradece.


 


Beijo na bunda! 

Perioditivismo // Um pedido para todas as mães de menino(s)

perioditivismo.png


Mães desse país à beira mar plantado chamado Portugal. Mães portuguesas que estão noutro país. Mães de outras nacionalidades que encontraram aqui o blog mais desarrumado da Internet.


 


Por favor, tal como falam sobre o período com as vossas filhas, falem sobre esse assunto com os vossos filhos. Estou farta de ouvir homens falar sobre o período como se fosse o diabo encarnado nas suas mulheres / namoradas, de falarem disso como se fosse uma incapacidade, ou fazerem piadas, ou terem nojo, quase pior que tudo isto: TEREM VERGONHA DE ABORDAR ESSE ASSUNTO!


 


Aconteceu-me no ano passado: saí alguns meses com um rapaz que sempre que eu estava com o período me mandava a boquinha "Ainda tens isso? Porque não tomas daquelas pílulas que param o período? A minha ex tomava e era o paraíso para ela e para mim". Pois, chocante ouvir um discurso destes em pelo século XXI, não???


 


E sempre que lhe dizia ou falava de período tinha a impressão que esse assunto o aborrecia ou o deixava irritado, como se ele encarasse a menstruação como algo acessório na mulher, prescindível, uma doença que deve ser exterminada, uma verruga que deve ser arrancada. "Trata disso" dizia ele. Tratar como? Deixar de ser mulher? Impedir o meu corpo de fazer aquilo para o qual foi programado? Parar de ovular só porque o menino não queria ter 7 dias sem sexo? Não tenho dores na menstruação, não tenciono tomar nenhuma contracepção hormonal, não me incomoda nada ter relações durante o período (respeito se o sangue incomodar o rapaz com quem estou e não obrigo ninguém a nada)... mas tomar algo só porque algum rapaz não acha bem eu ter o período. NUNCA. NEVER. JAMÉ!


 


Fiquei a questionar-me sobre esses assuntos... Quantas mulheres tomam a pílula devido a pressão psicológica exercida pelo parceiro? Quantas mulheres não têm o controlo absoluto de tudo que ingerem ou colocam no seu corpo? Os rapazes não são educados para aceitar o período como algo que faz parte de ser mulher? E este problema vem de onde? Não tiveram contacto com mulheres ao crescer? Elas não falaram sobre esses assuntos com eles? Se estivermos à espera que seja o pai a falar sobre período com os filhos homens... acho que, na maior parte dos casos, podemos esperar sentadas.


 


Eu lembro-me da minha mãe, mal eu tive o primeiro período, me ter metido um caixotinho do lixo no quarto para eu não deitar os meus produtos menstruais usados na casa-de-banho familiar, evitando assim que o meu pai e irmão vissem... quando íamos às compras com eles nunca comprávamos pensos higiénicos ou tampões... a minha mãe comprava quando fazia compras sozinha. E conheço outras famílias onde isto acontece. Só hoje em dia me apercebo do quão tóxico este comportamento pode ser. Apercebo-me que, como este assunto fica sempre escondido, muitos homens partilham a casa, durante uma infância e adolescência inteiras, com as suas mães e irmãs sem nunca se aperceberem que elas têm o período. Depois, já adultos, começam a sair com uma rapariga e quando ouvem falar em período é o "ai meu Deus, que doença nojenta é essa? Livra-te disso!"


 


Por isso, mães de meninos, irmãs de meninos, tias de meninos, avós de meninos, falem sobre o período com os homens da vossa vida. A futura mulher dele agradece.


 


Beijo na bunda! 

sábado, 6 de abril de 2019

TindAdvisor // O cachalote

Por falta de tempo para detalhar tudo, sinto que vou saltar aqui várias etapas nos relatos das minhas curtas relações do Tinder mas queria que o #pila4 aka Cachalote passasse à frente do #pila2 e do pila#3. Por razões que se resumem única e exclusivamente a ter sido uma experiência traumática para mim... 


 


Queria contar aqui esta história, porque, apesar de defender o positivismo corporal, também sou a primeira pessoa a dizer-vos que excesso de gordura faz mal à saúde, sendo umas das causas das mais diversas doenças do foro cardio-vascular, entre outras a dispneia ou falta de ar. 


 


Claro que não vos quero maçar com estes factos de saúde mas tinha mesmo que abordar esta temática visto que tive uma experiência de quase-morte e só não passei para o outro lado porque tive o discernimento de parar a coisa a tempo e só me safei sabe-se lá como. Neste momento podia não estar aqui a escrever este post. Estou viva, sobrevivi ao #pila4 e só isso merecia um daqueles posts do Diário da Gratidão tão famosos por aqui na Sapolândia. Fica aqui a dica a todos que não agradecem este género de coisas.


 


Mas sem mais demoras comecemos o relato.


 


Também conheci o cachalote no Tinder. Já o tinha adicionado em Outubro mas íamos falando de vez em quando, nada de mais... lá para Dezembro adicionámo-nos no Instagram e começámos a falar por lá. Com as nossas contas pessoais. Entretanto fui viajar e íamos falando, trocando fotos, etc. 


 


Houve uma noite em que estávamos a falar e a conversa aqueceu. Começámos a trocar fotos e o moço mandou-me uma foto da pila dele. Só vi a cabeça... referi o facto de ele não ter mostrado toda a pujança do dito instrumento ao que ele respondeu "o resto fica para quando nos virmos pessoalmente, mas aproveito para te avisar que não sou muito abonado". Ok, tudo bem. Eu disse que não havia problema, onde couberam os 25cm do Plutónio, também cabem menos. Mas estava longe de imaginar o que me esperava. 


 


Nas fotos o rapaz era girinho. Olhos verdes. Brinco de argola no nariz. Intelectual. Dono de uma rádio pirata. Já leu todos os clássicos franceses. Opah, pronto, fomos falando e quando cheguei da viagem à Austrália combinamos encontro em casa dele. Fiz uma hora de ida e outra de volta para estar com ele e até lhe fiz a proposição poética de irmos comer frango frito depois do bem bom. Que ele aceitou de bom grado.


 


Cheguei à rua onde ele morava, era de noite e liguei-lhe porque não o via. Só via um rapaz em fase de pré-obesidade, com uns chinelos felpudos de velho no meio do passeio, agarrado ao telemóvel, ao fundo da rua. Enquanto ia avançando à procura do número do prédio dele comecei a ver que me estava a aproximar do tal rapaz, decidi pegar no meu telemóvel e ligar ao moço do Tinder para que ele descesse e me viesse buscar porque estava um gajo enorme assustador no meio da rua... "que não seja ele... que não seja ele..." pego no telemóvel e o rapaz gordinho, que parecia um cachalote bebé, chama por mim, pelo meu nome!!! DESGRAÇA!!!! Era ele!!! Que me veio buscar à rua de chinelos!!!


 


TIREM-ME DESTE FILME.


 


Paniquei dentro da minha cabeça... mas disse para mim própria: dESarrumada, ele parece ter acabado de sair de algum santuário de elefantes africano, mas muita calma, o facto de ter uns quilos a mais não significa que não seja bom na cama, dá o benefício da dúvida, deixa-o mostrar o que vale. O intelecto dele convenceu-me a tentar. Mas mal eu imaginava que devia ter saído dali a correr nesse mesmo instante.


 


Mal chegámos ao apartamento minúsculo dele, serviu-me um sumo de laranja TOP BUDGET num brick. Não percebo estes gajos de hoje em dia, querem paxaxa a baixo custo, sem avançar um único euro de investimento na manutenção do estado hídrico da sua parceira de actividades nocturnas. Logo ali senti-me defraudada "então eu faço uma hora de carro para vir aqui vê-lo e ele nem sequer me serve um daqueles sumos mais caros com pedaços de polpa verdadeiros?" Começamos mal.


 


Foi fumar um cigarro à janela. Só faltava isto, fuma. Imaginei logo o fumo a sair pelo buraco na cabeça de cachalote. Fui à casa-de-banho, ainda com esta ideia mental. A rir para não chorar. A tentar ganhar coragem para o que vinha a seguir.


 


Saí. Agarrou-se a mim qual baleia branca assassina, parecia que não via um filet mignon há muito tempo. Acredito que fosse o caso. Beijámo-nos. Mas porra, beijar um gajo que fuma é das piores sensações do mundo. Não fumem. Não sejam obesos. Olhem as doenças cardio-vasculares, as causas de morte diversas e variadas que advêm de um estilo de vida desregrado. E a mais importante de todas: a morte por esmagamento. Não para ele, mas para quem vai para a cama com ele.


 


Era aqui que queria chegar. Ele lambeu. Ele meteu dedos. Houve muita coisa gira. Mas depois veio o momento de baixar os boxers. E... o pânico, o horror! Não havia nada, excepto uma espécie de apêndice de carne de 7cm. Juro. No meio dos pêlos todos havia uma coisita tímida a espreitar. Ele tentou meter preservativo e aquilo quase que ficou a boiar... Tentámos penetração e MINHA GENTE.... nunca tinha tido esta sensação na vida: não senti nada. Quando digo nada é mesmo nada! O típico "já meteste?"


 


Ele tentou compensar com movimentos fortes de vai-e-vem, eu comecei a olhar para o tecto a tentar perceber como cheguei àquele ponto da minha vida. Ele transpirava que nem uma baleia molhada, a barriga dele caía em cima de mim, uma tristeza, porque, o moço já não sendo muito abonado, ainda por cima tem uma barriga enorme que lhe rouba preciosos centímetros de pila! Ninguém merece ter tanta pouca sorte na vida.


 


A gota de água que fez transbordar a minha paciência - literalmente! - foi quando vi uma gota de suor dele a cair directamente da sua testa em cima da minha... parecia que estava a ver a cena em slow motion. Tínhamos literalmente acabado de começar e ele já estava a ter um pré-enfarte. Estava com sintomas de angina de peito, de certeza. Fiquei na dúvida se devia chamar logo ali o INEM e dizer que um cachalote deu à costa na minha vagina ou se fingia uma diarreia e ia embora. "Desculpa, não estou muito em forma" - diz ele. "Devias praticar algum desporto" - disse eu, empaticamente. 


 


"Dói-me a barriga. Tenho que ir ao wc" e empurrei-o de cima de mim. Peguei em metade da minha roupa que estava no chão e fui vestir-me para o WC. Saí de lá já meia vestida a aleguei uma caganeira. "Sou intolerante à laranja." "Ah não queres ficar mais um bocado? Mesmo que não acabemos o que começámos, podemos ficar a trocar mimos e até podes dormir aqui." Ouvi o som do mar a ecoar na minha mente, a rebentação das ondas a ressoar no meu cérebro, um barulho de cachalote bebé no fundo do horizonte...


 


Fui embora... e fui comer o frango frito sozinha. Era por demais evidente que o moço não precisava de mais gordura saturada na vida dele. Disse que mandava mensagem quando chegasse a casa e foi o que fiz... para ele não pensar que morri ou algo do género. Mas nunca mais lhe falei. E entretanto nunca mais fui ao Tinder. Consigo auto-diagnosticar-me com stress pós-traumático pós-cachalote. Uma doença real e documentada. Por mim. E enquanto me lembrar desta experiência não volto a sair com um gajo sem ir tomar um café antes para uma avaliação não formal do material. Para evitar voltar a ficar soterrada debaixo de um peso daqueles, com os pulmões a pedir clemência, com os alvéolos a entrar em necrose com falta de oxigénio e o cérebro a entrar em isquemia. Não me apanham noutra destas tão cedo. 


 


Quantas estrelas merece este moço?



ZERO





Opinião:


 


Pontos positivos : o colchão era confortável.


 


Pontos a melhorar : deitar os chinelos fora. Deixar de fumar! Fazer exercício físico por motivos de saúde e performance 


 


Beijo na bunda! 


 

TindAdvisor // O cachalote

Por falta de tempo para detalhar tudo, sinto que vou saltar aqui várias etapas nos relatos das minhas curtas relações do Tinder mas queria que o #pila4 aka Cachalote passasse à frente do #pila2 e do pila#3. Por razões que se resumem única e exclusivamente a ter sido uma experiência traumática para mim... 


 


Queria contar aqui esta história, porque, apesar de defender o positivismo corporal, também sou a primeira pessoa a dizer-vos que excesso de gordura faz mal à saúde, sendo umas das causas das mais diversas doenças do foro cardio-vascular, entre outras a dispneia ou falta de ar. 


 


Claro que não vos quero maçar com estes factos de saúde mas tinha mesmo que abordar esta temática visto que tive uma experiência de quase-morte e só não passei para o outro lado porque tive o discernimento de parar a coisa a tempo e só me safei sabe-se lá como. Neste momento podia não estar aqui a escrever este post. Estou viva, sobrevivi ao #pila4 e só isso merecia um daqueles posts do Diário da Gratidão tão famosos por aqui na Sapolândia. Fica aqui a dica a todos que não agradecem este género de coisas.


 


Mas sem mais demoras comecemos o relato.


 


Também conheci o cachalote no Tinder. Já o tinha adicionado em Outubro mas íamos falando de vez em quando, nada de mais... lá para Dezembro adicionámo-nos no Instagram e começámos a falar por lá. Com as nossas contas pessoais. Entretanto fui viajar e íamos falando, trocando fotos, etc. 


 


Houve uma noite em que estávamos a falar e a conversa aqueceu. Começámos a trocar fotos e o moço mandou-me uma foto da pila dele. Só vi a cabeça... referi o facto de ele não ter mostrado toda a pujança do dito instrumento ao que ele respondeu "o resto fica para quando nos virmos pessoalmente, mas aproveito para te avisar que não sou muito abonado". Ok, tudo bem. Eu disse que não havia problema, onde couberam os 25cm do Plutónio, também cabem menos. Mas estava longe de imaginar o que me esperava. 


 


Nas fotos o rapaz era girinho. Olhos verdes. Brinco de argola no nariz. Intelectual. Dono de uma rádio pirata. Já leu todos os clássicos franceses. Opah, pronto, fomos falando e quando cheguei da viagem à Austrália combinamos encontro em casa dele. Fiz uma hora de ida e outra de volta para estar com ele e até lhe fiz a proposição poética de irmos comer frango frito depois do bem bom. Que ele aceitou de bom grado.


 


Cheguei à rua onde ele morava, era de noite e liguei-lhe porque não o via. Só via um rapaz em fase de pré-obesidade, com uns chinelos felpudos de velho no meio do passeio, agarrado ao telemóvel, ao fundo da rua. Enquanto ia avançando à procura do número do prédio dele comecei a ver que me estava a aproximar do tal rapaz, decidi pegar no meu telemóvel e ligar ao moço do Tinder para que ele descesse e me viesse buscar porque estava um gajo enorme assustador no meio da rua... "que não seja ele... que não seja ele..." pego no telemóvel e o rapaz gordinho, que parecia um cachalote bebé, chama por mim, pelo meu nome!!! DESGRAÇA!!!! Era ele!!! Que me veio buscar à rua de chinelos!!!


 


TIREM-ME DESTE FILME.


 


Paniquei dentro da minha cabeça... mas disse para mim própria: dESarrumada, ele parece ter acabado de sair de algum santuário de elefantes africano, mas muita calma, o facto de ter uns quilos a mais não significa que não seja bom na cama, dá o benefício da dúvida, deixa-o mostrar o que vale. O intelecto dele convenceu-me a tentar. Mas mal eu imaginava que devia ter saído dali a correr nesse mesmo instante.


 


Mal chegámos ao apartamento minúsculo dele, serviu-me um sumo de laranja TOP BUDGET num brick. Não percebo estes gajos de hoje em dia, querem paxaxa a baixo custo, sem avançar um único euro de investimento na manutenção do estado hídrico da sua parceira de actividades nocturnas. Logo ali senti-me defraudada "então eu faço uma hora de carro para vir aqui vê-lo e ele nem sequer me serve um daqueles sumos mais caros com pedaços de polpa verdadeiros?" Começamos mal.


 


Foi fumar um cigarro à janela. Só faltava isto, fuma. Imaginei logo o fumo a sair pelo buraco na cabeça de cachalote. Fui à casa-de-banho, ainda com esta ideia mental. A rir para não chorar. A tentar ganhar coragem para o que vinha a seguir.


 


Saí. Agarrou-se a mim qual baleia branca assassina, parecia que não via um filet mignon há muito tempo. Acredito que fosse o caso. Beijámo-nos. Mas porra, beijar um gajo que fuma é das piores sensações do mundo. Não fumem. Não sejam obesos. Olhem as doenças cardio-vasculares, as causas de morte diversas e variadas que advêm de um estilo de vida desregrado. E a mais importante de todas: a morte por esmagamento. Não para ele, mas para quem vai para a cama com ele.


 


Era aqui que queria chegar. Ele lambeu. Ele meteu dedos. Houve muita coisa gira. Mas depois veio o momento de baixar os boxers. E... o pânico, o horror! Não havia nada, excepto uma espécie de apêndice de carne de 7cm. Juro. No meio dos pêlos todos havia uma coisita tímida a espreitar. Ele tentou meter preservativo e aquilo quase que ficou a boiar... Tentámos penetração e MINHA GENTE.... nunca tinha tido esta sensação na vida: não senti nada. Quando digo nada é mesmo nada! O típico "já meteste?"


 


Ele tentou compensar com movimentos fortes de vai-e-vem, eu comecei a olhar para o tecto a tentar perceber como cheguei àquele ponto da minha vida. Ele transpirava que nem uma baleia molhada, a barriga dele caía em cima de mim, uma tristeza, porque, o moço já não sendo muito abonado, ainda por cima tem uma barriga enorme que lhe rouba preciosos centímetros de pila! Ninguém merece ter tanta pouca sorte na vida.


 


A gota de água que fez transbordar a minha paciência - literalmente! - foi quando vi uma gota de suor dele a cair directamente da sua testa em cima da minha... parecia que estava a ver a cena em slow motion. Tínhamos literalmente acabado de começar e ele já estava a ter um pré-enfarte. Estava com sintomas de angina de peito, de certeza. Fiquei na dúvida se devia chamar logo ali o INEM e dizer que um cachalote deu à costa na minha vagina ou se fingia uma diarreia e ia embora. "Desculpa, não estou muito em forma" - diz ele. "Devias praticar algum desporto" - disse eu, empaticamente. 


 


"Dói-me a barriga. Tenho que ir ao wc" e empurrei-o de cima de mim. Peguei em metade da minha roupa que estava no chão e fui vestir-me para o WC. Saí de lá já meia vestida a aleguei uma caganeira. "Sou intolerante à laranja." "Ah não queres ficar mais um bocado? Mesmo que não acabemos o que começámos, podemos ficar a trocar mimos e até podes dormir aqui." Ouvi o som do mar a ecoar na minha mente, a rebentação das ondas a ressoar no meu cérebro, um barulho de cachalote bebé no fundo do horizonte...


 


Fui embora... e fui comer o frango frito sozinha. Era por demais evidente que o moço não precisava de mais gordura saturada na vida dele. Disse que mandava mensagem quando chegasse a casa e foi o que fiz... para ele não pensar que morri ou algo do género. Mas nunca mais lhe falei. E entretanto nunca mais fui ao Tinder. Consigo auto-diagnosticar-me com stress pós-traumático pós-cachalote. Uma doença real e documentada. Por mim. E enquanto me lembrar desta experiência não volto a sair com um gajo sem ir tomar um café antes para uma avaliação não formal do material. Para evitar voltar a ficar soterrada debaixo de um peso daqueles, com os pulmões a pedir clemência, com os alvéolos a entrar em necrose com falta de oxigénio e o cérebro a entrar em isquemia. Não me apanham noutra destas tão cedo. 


 


Quantas estrelas merece este moço?



ZERO





Opinião:


 


Pontos positivos : o colchão era confortável.


 


Pontos a melhorar : deitar os chinelos fora. Deixar de fumar! Fazer exercício físico por motivos de saúde e performance 


 


Beijo na bunda! 


 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Último dia.

Quatro anos e quatro meses a trabalhar no mesmo sítio. Até hoje.


Está tudo desarrumado.


Os cabelos. A roupa. A cama. Os lençóis. O coração. Os sonhos. 


A vida.

Último dia.

Quatro anos e quatro meses a trabalhar no mesmo sítio. Até hoje.


Está tudo desarrumado.


Os cabelos. A roupa. A cama. Os lençóis. O coração. Os sonhos. 


A vida.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Em Ponto Maria: Skid

O tema desta semana é menos bem-cheiroso que o da semana passada e envolve um tema que gosto bastante: cocó.


 


Skid ou skid marks é um termo em inglês que se refere a manchas de cocó deixadas na roupa interior ou àqueles rastos castanhos deixados na sanita após puxar o autoclismo. Não sei porque vamos falar disto aqui no blog, mas até a razão tem razões que a própria razão desconhec e já se sabe que neste blog o céu é o limite por isso vamos falar de cocó e com gosto!


 


Ter marcas de cocó na roupa interior pode indicar duas situações: esvaziamento intestinal incompleto ou incontinência anal. Ambas devem ser avaliadas e levadas a sério. Se o vosso caso for o primeiro bota comer fibra e beber muuuuita água para activar o trânsito intestinal. Fazer desporto também ajuda, eu sei que quando vou correr fico com tantos gases que pareço um carro com o cano de escape roto. Cada passo que dou é cada farpa que sai! E mal chego a casa PUMBAAA, senhor castanho vai para a água nadar todo contente!


Outra das causas do esvaziamento rectal incompleto é o facto de não estarmos completamente relaxados e concentrados no que estamos a fazer - levante  a mão quem vai soltar o torpedo com o telemóvel na mão e fica sentado na sanita até ficar com as pernas dormentes! 


 


Uma forma extremamente eficaz de relaxar os músculos do períneo na hora de soltar o bicho é utilizando um banquinho debaixo dos pés! Como este:


 


agachamento_banco_fazer_coco_defecar.jpg


 


Não me canso de dizer isto... mas desde que comecei a fazer cocó nesta posição a minha vida mudou drasticamente. Agora sim, sinto que esvazio tudo que tenho para esvaziar e fico leve, levezinha, pronta para enfardar mais um pouco e encher a barriga de mais cocó-em-potencial. Ah pois, nunca tinham pensado na comida desta forma!


 


E chegamos ao segundo ponto: a incontinência anal, uma das causas principais de Skid na roupa interior. A incontinência anal consiste na perda de gazes ou fezes devido a um enfraquecimentos dos músculos pélvicos, entre eles, o esfíncter anal. Uma boa forma de melhorar esta situação é começar um programa de exercícios pélvicos e abdominais ASAP.  Sempre acompanhados por um bom profissional de saúde especialista na área.


 


Ter umas cuequinhas ou boxers limpos é importante malta! Isto pode influenciar muito a vossa vida pessoal. Atentem na seguinte dica que segue em baixo:


 



Dica útil de dESarrumada  não serve de nada estar sempre a passar papel higiénico e a querer manter a margem anal o mais limpinha possível... porque se a causa for uma hipersecreção de muco anal, o facto de se estar sempre a esfregar a região com papel não vai melhorar a situação, muito pelo contrário, a secreção de muco vai aumentar devido à estimulação constante com um material "agressivo". Limpem com toalhitas húmidas próprias para essa região! O vosso rabo agradece, e a vossa roupa interior também 




 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Em Ponto Maria: Skid

O tema desta semana é menos bem-cheiroso que o da semana passada e envolve um tema que gosto bastante: cocó.


 


Skid ou skid marks é um termo em inglês que se refere a manchas de cocó deixadas na roupa interior ou àqueles rastos castanhos deixados na sanita após puxar o autoclismo. Não sei porque vamos falar disto aqui no blog, mas até a razão tem razões que a própria razão desconhec e já se sabe que neste blog o céu é o limite por isso vamos falar de cocó e com gosto!


 


Ter marcas de cocó na roupa interior pode indicar duas situações: esvaziamento intestinal incompleto ou incontinência anal. Ambas devem ser avaliadas e levadas a sério. Se o vosso caso for o primeiro bota comer fibra e beber muuuuita água para activar o trânsito intestinal. Fazer desporto também ajuda, eu sei que quando vou correr fico com tantos gases que pareço um carro com o cano de escape roto. Cada passo que dou é cada farpa que sai! E mal chego a casa PUMBAAA, senhor castanho vai para a água nadar todo contente!


Outra das causas do esvaziamento rectal incompleto é o facto de não estarmos completamente relaxados e concentrados no que estamos a fazer - levante  a mão quem vai soltar o torpedo com o telemóvel na mão e fica sentado na sanita até ficar com as pernas dormentes! 


 


Uma forma extremamente eficaz de relaxar os músculos do períneo na hora de soltar o bicho é utilizando um banquinho debaixo dos pés! Como este:


 


agachamento_banco_fazer_coco_defecar.jpg


 


Não me canso de dizer isto... mas desde que comecei a fazer cocó nesta posição a minha vida mudou drasticamente. Agora sim, sinto que esvazio tudo que tenho para esvaziar e fico leve, levezinha, pronta para enfardar mais um pouco e encher a barriga de mais cocó-em-potencial. Ah pois, nunca tinham pensado na comida desta forma!


 


E chegamos ao segundo ponto: a incontinência anal, uma das causas principais de Skid na roupa interior. A incontinência anal consiste na perda de gazes ou fezes devido a um enfraquecimentos dos músculos pélvicos, entre eles, o esfíncter anal. Uma boa forma de melhorar esta situação é começar um programa de exercícios pélvicos e abdominais ASAP.  Sempre acompanhados por um bom profissional de saúde especialista na área.


 


Ter umas cuequinhas ou boxers limpos é importante malta! Isto pode influenciar muito a vossa vida pessoal. Atentem na seguinte dica que segue em baixo:


 



Dica útil de dESarrumada  não serve de nada estar sempre a passar papel higiénico e a querer manter a margem anal o mais limpinha possível... porque se a causa for uma hipersecreção de muco anal, o facto de se estar sempre a esfregar a região com papel não vai melhorar a situação, muito pelo contrário, a secreção de muco vai aumentar devido à estimulação constante com um material "agressivo". Limpem com toalhitas húmidas próprias para essa região! O vosso rabo agradece, e a vossa roupa interior também 




 


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Em Ponto Maria Oficial.jpg


"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...