
Isto é em Matosinhos, agora. A última vez que senti areia nos pés foi em Janeiro, na Austrália. Já la vai quase um ano. Que saudades.
Quase trinta (e cinco). Quase engraçada. Quase famosa no mundo dos blogs. Quase feliz.

Isto é em Matosinhos, agora. A última vez que senti areia nos pés foi em Janeiro, na Austrália. Já la vai quase um ano. Que saudades.

Isto é em Matosinhos, agora. A última vez que senti areia nos pés foi em Janeiro, na Austrália. Já la vai quase um ano. Que saudades.
Quem te viu e quem te vê, miga. Agora até tens uma thigh gap... Não, não estou com inveja... Estou só com uma tendinite aguda no cotovelo esquerdo. Isto já passa.

(sim, vou passar o fim-de-semana em Portugal no Porto, quem quiser vir cá dar um beijinho na bunda é só mandar mail 😊)
Quem te viu e quem te vê, miga. Agora até tens uma thigh gap... Não, não estou com inveja... Estou só com uma tendinite aguda no cotovelo esquerdo. Isto já passa.

(sim, vou passar o fim-de-semana em Portugal no Porto, quem quiser vir cá dar um beijinho na bunda é só mandar mail 😊)
Tivemos um primeiro date perfeito.
Tivemos um segundo date perfeito - jantar num restaurante asiático (quem aqui também adora um bom Ramen???), ali no quartier da Ópera de Paris. Depois fomos dar uma volta de metro. Ele acompanhou-me a casa e beijou-me quando chegámos à porta.
Foi tudo tão bonito.
Mas entretanto na sexta-feira (há mais de uma semana atrás) mandei-lhe uma mensagem a dizer que fazia 5 anos em França. A resposta dele foi fria.
Muito fria.
Eu respondi sendo simpática. Ele não voltou a responder mais, até ao domingo à noite. Dia em que recebi a notícia da morte do meu avô. Estava triste, muito triste.
A mensagem dele dizia: "quando estás livre esta semana?"
Passei-me.
Decidi aceitar os danos colaterais da mensagem que estava prestes a mandar.
"Desculpa, gostava de voltar a estar contigo. Mas isto de ficar dias e dias sem falar não é para mim. Preciso de mais."
Às vezes com a precipitação dizemos e fazemos coisas que mais tarde nos arrependemos. E este tipo de atitudes que tenho, de cabeça quente, são fruto da imensa falta de auto-estima que tenho por mim própria...
Ele respondeu: "não gosto de enviar mensagens, que queres que te diga?"
Passei-me. Detesto este tipo de respostas passivo-agressivas. Mas, provavelmente, ele respondeu assim porque se sentiu atacado por mim.
Trocámos mais uma ou duas mensagens, eu desejei-lhe boa continuação. Ele disse-me que estava a exagerar e que eu queria que ele agisse comigo como se já estivéssemos a namorar, algo que não estávamos.
Eu disse-lhe que só queria uma resposta às minhas sms. Mas que também não lhe estava a pedir para casarmos no dia seguinte.
Ele parou de responder. Senti-me parva. Mas decidi aceitar os danos colaterais da minha decisão precipitada. Que era nunca mais nos voltarmos a falar. Por uma estupidez.
Apercebi-me que não me fazia assim tanta diferença se ele saia ou não da minha vida. Afinal, tínhamos acabado de nos conhecer... não consegui perceber o porquê da minha "raiva" por ele não responder às mensagens... O Half-French tem um defeito, ele preenche demasiados items da minha lista de "rapaz perfeito" e acho que é isso que me deixa parva. Não sei lidar quando conheço um rapaz que pode ser "o tal"... e quero tudo muito rápido, para ontem.
Penso que ainda guardo cá dentro muita da mágoa que vivi com o Ele, o facto de ele dizer que me amava, mas nunca responder, o facto de estarmos em dois países diferentes e mal falarmos...
Isto da mini-discussão foi no domingo à noite. Na segunda-feira, passei o dia todo a pensar no meu avô. E no half-french. E no fim-de-semana espetacular que tinha tido, antes disso tudo. Não posso falar disso aqui por razões de anonimato, mas a pessoa em questão, sabe que é especial na vida de todas nós . Adorei estar envolvida na preparação esta surpresa! :D
Entretanto, decidi abandonar as mágoas do passado. Decidi que, apesar do que vivi com o Ele, não posso deixar que isso se repercuta em todas as minhas futuras relações.
Decidi que tinha que deixar ir. Tinha que abandonar todas as expectativas que poderia colocar nos outros. Eu basto-me, e não preciso de outro alguém para me completar. Eu já sou completa.
Passei a semana toda a meditar nesta nova resolução. De me completar a mim própria, e de deixar de meter esse peso, o de me fazer feliz, nos ombros de outra pessoa. Falei com a minha mãe em vídeo-chamada todos os dias, ela estava triste, muito triste, com a morte do pai. E eu com a morte do meu avô. Vivi uma das piores semanas da minha vida. E quando quase me tentaram roubar o telemóvel, percebi que estava a passar por uma transformação interna importante, mas que estava a emitir demasiadas energias negativas enquanto o fazia.
Tinha que reverter esta situação. Nessa noite cheguei a casa a tremer, em pânico.
"preciso de energias positivas, preciso que algo de bom me aconteça!" pensava, em loop.
No dia seguinte, do nada, o half-frencch enviou-me uma mensagem, a perguntar como estava. Ele deu-me outra oportunidade, e decidi fazer o mesmo. Respondi, combinámos encontro para dar um passeio no bois de Boulogne. Estava bom tempo, como na semana anterior.
Passámos por casa dele, ele fez o almoço. Massa com espinafres e um "bife" vegetariano. Ele é vegetariano, eu estou em transição por período indeterminado, mas sei que vou acabar por enveredar só por esse tipo de alimentação... estou farta de comer outros seres vivos... mas preciso de tempo para mudar.
Ficámos no sofá dele a dar beijinhos e depois ele acompanhou-me até ao metro. Fui jantar com uns amigos portugueses daqui.
Gostei de voltar a estar com ele. E decidi deixar de ser parva e parar de esperar que sejam os outros a fazer-me feliz. Enquanto estiver à espera de outro alguém para ser feliz, nunca vou conseguir descobrir a felicidade que é amar-me e bastar-me a mim própria.
Tivemos um primeiro date perfeito.
Tivemos um segundo date perfeito - jantar num restaurante asiático (quem aqui também adora um bom Ramen???), ali no quartier da Ópera de Paris. Depois fomos dar uma volta de metro. Ele acompanhou-me a casa e beijou-me quando chegámos à porta.
Foi tudo tão bonito.
Mas entretanto na sexta-feira (há mais de uma semana atrás) mandei-lhe uma mensagem a dizer que fazia 5 anos em França. A resposta dele foi fria.
Muito fria.
Eu respondi sendo simpática. Ele não voltou a responder mais, até ao domingo à noite. Dia em que recebi a notícia da morte do meu avô. Estava triste, muito triste.
A mensagem dele dizia: "quando estás livre esta semana?"
Passei-me.
Decidi aceitar os danos colaterais da mensagem que estava prestes a mandar.
"Desculpa, gostava de voltar a estar contigo. Mas isto de ficar dias e dias sem falar não é para mim. Preciso de mais."
Às vezes com a precipitação dizemos e fazemos coisas que mais tarde nos arrependemos. E este tipo de atitudes que tenho, de cabeça quente, são fruto da imensa falta de auto-estima que tenho por mim própria...
Ele respondeu: "não gosto de enviar mensagens, que queres que te diga?"
Passei-me. Detesto este tipo de respostas passivo-agressivas. Mas, provavelmente, ele respondeu assim porque se sentiu atacado por mim.
Trocámos mais uma ou duas mensagens, eu desejei-lhe boa continuação. Ele disse-me que estava a exagerar e que eu queria que ele agisse comigo como se já estivéssemos a namorar, algo que não estávamos.
Eu disse-lhe que só queria uma resposta às minhas sms. Mas que também não lhe estava a pedir para casarmos no dia seguinte.
Ele parou de responder. Senti-me parva. Mas decidi aceitar os danos colaterais da minha decisão precipitada. Que era nunca mais nos voltarmos a falar. Por uma estupidez.
Apercebi-me que não me fazia assim tanta diferença se ele saia ou não da minha vida. Afinal, tínhamos acabado de nos conhecer... não consegui perceber o porquê da minha "raiva" por ele não responder às mensagens... O Half-French tem um defeito, ele preenche demasiados items da minha lista de "rapaz perfeito" e acho que é isso que me deixa parva. Não sei lidar quando conheço um rapaz que pode ser "o tal"... e quero tudo muito rápido, para ontem.
Penso que ainda guardo cá dentro muita da mágoa que vivi com o Ele, o facto de ele dizer que me amava, mas nunca responder, o facto de estarmos em dois países diferentes e mal falarmos...
Isto da mini-discussão foi no domingo à noite. Na segunda-feira, passei o dia todo a pensar no meu avô. E no half-french. E no fim-de-semana espetacular que tinha tido, antes disso tudo. Não posso falar disso aqui por razões de anonimato, mas a pessoa em questão, sabe que é especial na vida de todas nós . Adorei estar envolvida na preparação esta surpresa! :D
Entretanto, decidi abandonar as mágoas do passado. Decidi que, apesar do que vivi com o Ele, não posso deixar que isso se repercuta em todas as minhas futuras relações.
Decidi que tinha que deixar ir. Tinha que abandonar todas as expectativas que poderia colocar nos outros. Eu basto-me, e não preciso de outro alguém para me completar. Eu já sou completa.
Passei a semana toda a meditar nesta nova resolução. De me completar a mim própria, e de deixar de meter esse peso, o de me fazer feliz, nos ombros de outra pessoa. Falei com a minha mãe em vídeo-chamada todos os dias, ela estava triste, muito triste, com a morte do pai. E eu com a morte do meu avô. Vivi uma das piores semanas da minha vida. E quando quase me tentaram roubar o telemóvel, percebi que estava a passar por uma transformação interna importante, mas que estava a emitir demasiadas energias negativas enquanto o fazia.
Tinha que reverter esta situação. Nessa noite cheguei a casa a tremer, em pânico.
"preciso de energias positivas, preciso que algo de bom me aconteça!" pensava, em loop.
No dia seguinte, do nada, o half-frencch enviou-me uma mensagem, a perguntar como estava. Ele deu-me outra oportunidade, e decidi fazer o mesmo. Respondi, combinámos encontro para dar um passeio no bois de Boulogne. Estava bom tempo, como na semana anterior.
Passámos por casa dele, ele fez o almoço. Massa com espinafres e um "bife" vegetariano. Ele é vegetariano, eu estou em transição por período indeterminado, mas sei que vou acabar por enveredar só por esse tipo de alimentação... estou farta de comer outros seres vivos... mas preciso de tempo para mudar.
Ficámos no sofá dele a dar beijinhos e depois ele acompanhou-me até ao metro. Fui jantar com uns amigos portugueses daqui.
Gostei de voltar a estar com ele. E decidi deixar de ser parva e parar de esperar que sejam os outros a fazer-me feliz. Enquanto estiver à espera de outro alguém para ser feliz, nunca vou conseguir descobrir a felicidade que é amar-me e bastar-me a mim própria.
Tudo começou no Domingo. Só esta semana já recebi a notícia que o meu avô morreu, ia torcendo o pé esquerdo 2 vezes, ia ficando presa no metro 1 vez (sai exactamente na estação antes de o metro ter ficado bloqueado e terem que evacuar as pessoas pela linha de metro), ia ficando presa no elevador à noite (no dia seguinte havia um papel de avaria, e o elevador ficou sem funcionar durante 3 dias), uma paciente foi extremamente agressiva comigo e quase que me expulsava de casa dela (acusou-me de ser uma ladra e de a estar a tentar enganar), o half-french acusou-me de ser demasiado severa só porque disse-lhe que não queria continuar a vê-lo (ele não respondia a sms nenhuma que eu lhe mandasse, a única coisa que me escreveu em dois dias diferentes foi "estás disponível quando?"), o período tinha acabado no sábado e ontem voltou a vir. E hoje... um gajo qualquer no metro quase que me roubava o telemóvel onde estou a escrever este texto, e onde tenho as fotos todas do ano de 2019 (sim, eu sei, tenho que tratar disso). Não o fez por um triz.
Acho que o universo está a tentar dizer-me algo. Só gostava de saber o quê.
Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...