sábado, 2 de março de 2024

Mudança de casa.

Cheguei a Paris em 2019, e entretanto já estou na minha 5a mudança de casa. Desta vez tomei a decisão de fazer uma grande limpeza e deitar muitas coisas fora... porque já há muito tempo que acumulo tralha que na verdade não quero guardar, mas antigamente não me sentia pronta para deitar nada fora, e agora parece que vai virar vício ter pouca coisa ...

Desejem-me sorte 


Beijinho na bunda 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Acordei tarde, mas acordei.

Hoje de manhã quando acordei e fui apanhar o metro às 7h45 da manhã, não sabia que ia postar aqui no blog. Por isso, vamos lá aproveitar este rasgo de motivação e vontade de escrever, e fazer aqui um resumo muito resumido da minha vida sentimental. Depois venho cá falar da parte profissional e familiar. Pode ser que volte a postar regularmente? Quem sabe?


Depois de ter saído com o rapaz do Salão do Chocolate, as coisas descambaram, obviamente, achavam que aqui a vossa dESarrumada já estava casada e com uma horda de filhos? Pois não, claro que não.


O gajo é de origem Argelina, cresceu em França, a mãe dele também Argelina, teve um filho - ele - de um homem casado, sendo que ele sempre foi considerado pela família da mãe - muçulmanos - o bastardo. Dizia que detestava o pai, que repudiava a religião muçulmana (até andava com um crucifixo ao pescoço, nada contra, no entanto, mais tarde vim a descobrir que entrou numa igreja pela primeira vez comigo... que palhaço) .


Detestava o pai por este ser um putanheiro infiel, e que não quer tornar-se uma versão do pai, que quando encontrava uma mulher especial era para "ficar". Pois bem, ele disse, eu ouvi, eu acreditei, ele mentiu, e eu fodi-me.


Sempre bué presente, por mensagens, tivemos dates fancy em Paris, saídas para o campo de ténis, viagens ao sul de França, isto para quê? Quando dormi com ele, começou a afastar-se aos poucos. Pois bem , já vos estou a ouvir dizer "dás confiança, acreditas em tudo que te dizem, pões-te a jeito", então deixem-me dizer-vos que alguns homens não têm escrúpulos em mentir com quantos dentes têm na boca. Ele apresentou-me aos amigos como namorada dele, meteu fotos comigo no insta, metia montes de stories comigo... eu nem me apercebi do momento do afastamento, devia ter desconfiado dele quando houve esta espécie de "apresentar-me como namorada" sem me ter pedido directamente... isto chama-se Future Faking.


Desde então li muito sobre manipuladores, e eles são peritos nisto. Foi igual para as fotos na net, ele nunca me pediu autorização para meter nada na net, a conta do insta dele é pública, e ainda há pouco tempo fui lá espreitar, e ainda tem as fotos comigo!!! Ele tem pouquíssimos amigos, deve querer fingir para as novas conquistas, que conhece muita gente, e que tem uma vida super interessante, nope, é um gamer, passa os dias fechado em casa a jogar, encomenda comida e contrata empregada. Não faz um cu em casa, nem sabe fazer...


Hashtag: Palhaça, muito prazer 


Quando fizemos sexo pela primeira vez, insistiu porque insistiu que tinha que dormir em minha casa nessa noite, porque eu moro em Paris e ele longe, logo a seguir ao sexo, literalmente ainda com o preservativo na pila, já estava a dizer que tinha que voltar para casa, porque o último comboio para a terra dele era à 1h da manhã e não podia ir para o trabalho com a mesma roupa do dia anterior 


Hashtag: Abanem-me que eu não acredito nesta merda 


Depois a partir daí foi sempre a descarrilar... eu pensava que esperar para ter sexo me safava desta situação merdosa e nãoooo, foi ainda pior, porque perdi ali uns meses preciosos em que escusava de me ter apaixonado tanto, a achar que ele era um homem a sério. 


Hashtag: Chupem haters que dizem que eu tenho azar nos gajos porque fodo "rápido" 


Quem quer levar as coisas a sério leva, quem anda só nisto a brincar, vai brincar durante meses, nem que seja pelo desafio de conseguir o biscoito no final... o pior é que uma pessoa antes de saber, não sabe, né. Foda-se ! Tenho amigas que pinaram literalmente no 1o date e estão casadas e com filhos. Com o mesmo gajo. Por isso não me fodam, tenho saído com montes de esterco masé, é o que é.
Enfim, excepto alguns, e o de Lisboa, que pronto, correu mal porque quando ele me veio ver a Paris (já saíamos há 1 ano e meio) , o moço coitado esqueceu-se de desinstalar o Tinder, a partir daí nunca mais consegui confiar nele, e claro, também não me quis mudar para Lisboa, primeiro porque em Portugal ia ser escrava de clínicas e ganhar umas mixarias a pagar 30% à clínica, e ia ser escrava de homem, porque o moço mijava a tampa da sanita toda e não limpava, ficava literalmente tudo com gotas de xixi, e quando apontei este facto, respondeu "olha eu não preciso de me sentar, se quiseres sentar-te limpa com papel"  


Ok, afinal este também era um monte de estrume.


Mas... ainda tenho esperança.


Não.


Não tenho.


Comecei a ler sobre o movimento 4B na Coreia do Sul (em que as mulheres decidiram juntar-se e ajudar-se mutuamente, excluir os homens das suas vidas, deixar de ter filhos, diminuir a natalidade e extinguir assim a sua população), e decidi que ia fazer o mesmo, à minha maneira, uma exclusão voluntária dos homens na minha vida, parar de sair com eles e querer relacionar-me com eles, estou simplesmente a fazer a minha vida, as minhas viagens,  a ganhar o meu dinheiro... isto chama-se decentering man, google it meninas, não se vão arrepender, é libertador!


Desde o dia 29 de Maio de 2023 que não tenho relações sexuais, deve ser algum record meu, e estou a adorar.


Tenho estado feliz desde que tirei o foco de encontrar alguém. Apercebi-me ao ler fóruns e páginas de mulheres arrependidas, que casar e ter filhos, não é assim tão fixe! e que muitas casaram na força da carência, e só se foderam. Por um lado, graças a Deus nosso Senhor que nunca "deu certo" para mim, porque com a minha sorte para escolher, ia dar tudo errado da pior forma.


Não quero mais esta merda para mim #SorryNotSorry


 


 


Pois é dESarrumados, provavelmente este não era o update que estavam à espera... quem está bem casado e feliz vai comentar a dizer "bla bla bla não sabes o que perdes, tiveste foi pouca sorte" e quem está arrependido, ou vai concordar ou não vai dizer nada por vergonha... alguém dizer que se fosse agora não teria casado ou tido filhos, não é fácil de assumir, principalmente num país como Portugal, em que se não estás emparelhado tipo dispositivo Bluetooth, falhaste amargamente a tua vida...


Se isto me vai passar? Talvez. Se uma parte de mim ainda guarda alguma esperança de encontrar alguém decente, talvez. Se acho que valha a pena tentar de novo? Não. Se me calhar a mim, que caia do céu, porque eu estou out.


By the way, desde que deixei de ir a dates tenho mais dinheiro na conta que é um mimo, e comecei a investir na bolsa, tenho muito mais tempo livre para ler e fazer desporto, não ando a limpar rabos de bebés de machos sem consideração, enfim, life's good.


 


E chegou o momento,


de vos lambuzar com


uns beijos húmidos


nessas bundas


  


 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

32 anos!

Fiz anos. 32 primaveras. 32 voltas ao sol, e há coisas que não mudam, outras que desaparecem...


O meu pai foi internado na psiquiatria hoje, parece que há genes que herdamos de família, ou com a convivência, herdamos a forma de ver o mundo, e talvez a genética não tenha nada a ver com isto.


Depressão, por causa da crise em Portugal, perda de clientes, baixa de vendas, falência eminente, único sustento, um filho de 30 anos doente e desempregado, em casa. Yap, não é fácil neste momento, ser o meu pai.


Não sei se me devo meter num avião. Hesitei, não comprei bilhetes. 


Agora já só devo voltar em Agosto. Gostava de lhe dizer para ter calma, que talvez pudesse ajudar financeiramente, mas ele é demasiado orgulhoso para pedir, e eu sei que o meu altruísmo em injectar algum dinheiro, talvez fosse só como colar um bocado de fita-cola num casco de navio que acabou de levar com um icebergue nos cornos... não ia resolver a problemática principal: o interior está a ficar vazio e já não há pessoas, não há clientes para os pequenos comerciantes. Como o meu pai.


Com o rapaz de Lisboa não resultou. Senti que tinha de acabar esta história para avançar com a vida. Não podia estar eternamente indecisa entre ir e ficar. Decidi ficar. Decidi que Portugal, provavelmente, só para a reforma. E ao ter decidido isto a minha vida mudou, comecei a apreciar muito mais a minha vida aqui em Paris, a ver aberturas e oportunidades profissionais onde antes não via. E Portugal foi ficando longe, longe, longe, longe...


Decidida a ficar sozinha o tempo que fosse preciso, 4 dias depois de ter acabado com ele, um rapaz que conheci 4 meses antes num evento do Salão do Chocolate, e de quem fiquei amiga, convida-me para ir jogar ténis com ele, só eu e ele, eu disse que não sabia jogar, ele disse que ensinava... parecia uma daquelas cenas de filme romântico, eu com a raquete na mão sem pescar uma, e ele por trás de mim, a pegar-me na mão e a ensinar-me, a segurar-me pelos ombros, mãos, cintura... e aquele perfume... fiquei rendida... 


Já sabem que por aqui as aventuras continuam, apesar de ausente do mundo online, a vida real nunca esteve tão preenchida e cheia de aventuras. Ora positivas, ora negativas, a vida é mesmo assim, uma montanha russa de altos e baixos. Mas uma coisa tenho a certeza, há portas que se fecham para abrir outras, às vezes estamos só à distância de uma decisão.


 


Beijo na bunda, meus desarrumados 


 


 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Diário de bordo 20.01.2023

Desarrumados, no dia 30 de Janeiro o blog faz 8 anos. E eu só falei dele aqui 2 vezes.


D U A S miseráveis vezes, que eu falei neste blog, de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Ele que moldou a minha forma de ser sem se aperceber, e nem eu me apercebi. Percebi aos 31 anos, depois de meses em terapia, que ele tem uma importância fulcral no meu desenvolvimento enquanto pessoa, e enquanto mulher, e que, provavelmente influenciou as minhas experiências com homens, no campo amoroso...


Uma parte de mim quer a aprovação dele. Uma parte de mim queria ter a validação dele. Uma parte de mim quis esquecer ele chamar-me de parva, de vaca, de estaferma e de puta, entre outros. Durante anos a fio. Desde os meus 11 anos mais ou menos, até emigrar. Fui saco de pancada, físico e emocional, físico desde pequena, apenas farrapo emocional após os 15 anos, porque com essa idade já parecia mal "bater numa menina", e os meus pais e familiares começaram a intervir.


Foi tudo falso, foi tudo manipulado, os meus pais dizerem-me para perdoar, para ser a the bigger person, somos todos fucking família, afinal. É fodido, não é? Não digas nada do que se passa em casa, isto são coisas da idade, isto melhora com o tempo, isto vai passar. Limpa-lhe o quarto, faz-lhe a cama, ele vai agradecer-te, vais fazer com que ele goste de ti, sê boazinha.


B O A Z I N H A


padrões de merda, que me meteram na cabeça, sê boazinha, para um homem gostar de ti


Que se lixe. Emigrei, e o meu cérebro quis esquecer. Fui apagando as memórias, não falo dele a ninguém. Ao longo dos anos eu fui tentando fazer a minha vida, mas sempre culpada, por não estar lá a ajudar, não ser rede de apoio dos meus pais, não ser A BOAZINHA.


Uma vez ele ligou-me, em 2019, tinha chegado a Paris há 2 meses, era uma 5ª feira de Verão, estava aquele calor infernal de Paris, andava a fazer domicílios, quando vi o nome dele no ecrã do telemóvel, gelei, esqueci o calor todo, senti um arrepio atravessar-me de cima a baixo na coluna vertebral, paralisei e atendi.


Berros, estava a partir tudo lá em casa, a minha mãe a tentar controlar, isto já durava há anos. Era da idade diziam... Ouvi e calei:


a culpa da minha vida ser uma merda é tua


foste para Paris para me tornar ainda mais miserável


tudo te corre bem e a minha vida continua uma merda


os pais gostam mais de ti do que de mim


eu sempre fui mais inteligente que tu, não percebo porque foste tu que tiveste sorte


és uma parva de merda, nem mereces a vida que tens


mata-te


MATA-TE


M A T A - T E


Ele disse-o. Eu só andava na minha vida, a lutar para ter melhores condições, a estudar muito, não pedi opinião a ninguém, muito menos a ele, eu só queria viver como se ele não existisse. Mas já era assim há anos. Eu era o saco de pancada emocional daquele homem. Mesmo longe, mesmo pelo telefone.


Eu avisei os meus pais que tinham que fazer algo. Não quiseram porque ia passar. Desde os 11 anos que ia passar, desde adolescente,  desde jovem adulto, há mais de 10 anos... senti-me ficar maluca, senti que só eu via um problema. Enlouqueci. Em 2020 pandemia, deprimi, por estar só, e saber que ele andava a partir tudo, a tornar a vida dos meus pais um inferno, e a acusar-me de tudo.


Tentei corrigir as coisas, pedi desculpa, nem sei bem do que estava a pedir perdão, por existir???


Natal 2021, fui a casa pela 1ª vez em quase 2 anos, vi o cenário de destruição, espelho do quarto partido, poliban da casa de banho partido, imans do frigorífico retirados porque eram constantemente atirados pelos ares, de um lado da cozinha ao outro. Disse aos meus pais que não podiam continuar assim, algo tinha que mudar, alguém ia acabar morto, ou os meus pais, ou ele. Em Janeiro de 2022, já de regresso a França, recebo uma chamada da minha mãe: "ele está no hospital, internado na psiquiatria, atirou-se ao teu pai a tentar matá-lo, o teu pai prendeu-o no chão com os braços atrás das costas, eu chamei os bombeiros".


E foi quando tudo começou. O início do fim, o fim do início, a continuação do inferno sem fim, que já dura há imensos anos, demasiados, nunca conheci uma única semana de paz na minha vida enquanto vivi com os meus pais, fui criada com berros e gritos a toda a hora, às vezes estava trancada no quarto a estudar, e ele entrava-me pelo quarto a dentro só para me dizer "és uma marrona, estás aí a estudar para quê, és burra, nunca vais ser ninguém na vida".


Todos os namorados que eu lhe apresentei eram xoninhas, segundo ele, porque não viam como eu era má, uma pessoa horrível, não viam como eu fingia ser simpática, "tu nem sequer és assim tão bonita".


"Nem que não fosses minha irmã, eu não te comia, nem que me pagassem"


Pois é, ele é o meu irmão.


E tem uma doença mental grave.


Cresci com ele, porque ele nasceu no ano a seguir a mim. Mas nunca nos demos bem. Preferia todos os dias ter sido filha única. Às vezes rezava no sono, para que ele morresse numa bebedeira. Fui vítima de agressões verbais constantes, desvalorizações diárias, isto quando não estava a ignorar-me e a fingir que eu não estava a falar para ele. Preferia ter sido filha única. Ainda hoje, se pudesse escolher, preferia não ter um irmão. 


Quando me perguntam se tenho algum irmão eu digo que tenho um, mas que não nos falamos muito, minto e digo que ele já saiu de casa dos meus pais e que foi morar para longe. O meu cérebro quis, e tentou esquecer esta pessoa, até só falei dele no blog, DUAS vezes, em 8 anos. Mas, ter um membro da família com uma doença mental NUNCA SE ESQUECE.  


N U N C A


As festas de anos minhas que ele estragou, ter de o levar para todo o lado, obrigada pelos meus pais, se não ele ficava em casa e fazia uma crise à minha mãe, a dizer que eu fui sair sem ele... ele até a minha festa de fim de licenciatura estragou, quis ir embora mais cedo, porque estava a ser "uma seca", e porque "ela de qualquer forma não vai arranjar trabalho nessa profissão de saúde da treta".


OUÇO a voz dele na minha cabeça, todos os dias. Todas as palavras de desvalorização que eu me digo a mim própria, têm o som da voz dele, e por isso não consigo estabilizar uma relação, porque acredito nele quando ele diz que eu não valho nada. Ainda hoje me admiro de não ter acabado com um badamerdas qualquer e ser vítima de violência doméstica, sinto que tenho o perfil dessas mulheres, podia facilmente ter caído numa situação merdosa qualquer. Fui escapando por entre as malhas da rede, e fui ficando solteira, fiquei para os últimos vagões... à espera de me curar, de me libertar destas correntes que me prendem a estas crenças.


Actualmente, ele fala todos os dias em suicídio, e eu tinha medo que acontecesse, os meus pais também. Mas recentemente tenho-o vivido como uma libertação, mais para ele do que para nós, até porque deve ser uma merda viver na cabeça dele. Eu compreendo-o quando diz que se quer suicidar, a sério que compreendo. Preferia que não o fizesse, e que ficasse bem, preferia que os tratamentos injectáveis fizessem efeito... e preferia às vezes não achar que tenho tendências genéticas para desenvolver a mesma doença mental. Preferia não dar por mim no trabalho, a achar que as minhas colegas se estão a rir no corredor, porque estão a gozar comigo... preferia não sentir que os meus amigos, familiares e parceiros amorosos só "fingem" gostar de mim. Preferia não achar que já estou a precisar de terapia outra vez, depois de ter tido alta no ano passado.


Foram 2 vezes, que falei nele aqui, mas muitos anos em só pensei nisto, no entanto, fingi estar tudo bem.


Mas hoje liberto-me dessa prisão. E gostava, sinceramente, que ele se libertasse da prisão dele. E a prisão dos meus pais, fechados em casa todos os dias a tomar conta dele, de um adulto com 30 anos, com receio que ele se mate...


Que merda.


Voa maninho, voa. 


 


 


DESABAFOS 17 AGOSTO 2016


DIÁRIO DE BORDO 12 MARÇO 2018


 


E UMA RECORDAÇÃO BOA,


ANTES DE TUDO ACONTECER: MEMÓRIAS DE ÁFRICA


 


 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Porque não aqui?

Quando era mais nova tinha imensos sonhos... queria coisas para a minha vida que me pareciam tão difíceis de atingir, como emigrar, ter um bom trabalho. Eu cresci num meio rural, por isso esse tipo de coisas relacionadas com a vida profissional, as viagens, o lifestyle, pareciam tão longínquos, que nunca pensei chegar aqui. Sempre me imaginei casada, com filhos, a viver uma vida calma e pacata, num casa de 2 andares, trabalhinho certinho, pouca adrenalina. E hoje com 31 anos deparo-me com uma vida completamente oposta ao que tinha imaginado. Não tenho filhos, voltei a acabar outra relação à distância (a ver se é desta que aprendo a lição de não me meter com amigos que estão em Portugal - aliás, eles é que vêm sempre falar comigo e eu "caio" no charme, mas adiante)... gosto de onde estou, mas não queria nada estar aqui. Ter a outra parte da vida que me falta parece-me cada vez mais inacessível. Vocês que me seguem aos anos, sabem que sofro bastante por não estar numa relãção duradoura e ter uma vida de casal. Neste momento é a única coisa que me falta. Mas parece que existe uma espécie de barreira que me impede de aceder a esse tipo de felicidade. Não sei como fazer. Só sei que não queria nada mesmo ter a vida que tenho. Só queria estalar os dedos e trocar com alguma das minhas amigas casadas e com filhos pequenos...  às vezes queria estar em todo o lado menos aqui. A questão é que esse aqui é a minha cabeça. E por mais que mude a minha vida, não consigo mudar o que se passa cá dentro... merda pra isto.


 


beijo na bunda 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...