terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Eles comem medos ao pequeno-almoço.

Ando a tentar não ver notícias porque sinto que o mundo está a desmoronar. Bem tento ser otimista, mas sinto que este planeta está a ficar sem ponta por onde se lhe pegue. Ou então, é alguém que "manda nisto" que quer que acreditemos nesta situação desesperada para alimentar os seus próprios interesses com os nossos medos?? Hmmmm...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Insónias.

Tenho tido outra vez muitas insónias... Até me questiono se algum dia me livrei completamente delas... Acho que são para a vida toda. É injusto, porque eu só queria dormir mais de 8h seguidas, pelo menos uma vez por semana! Será pedir muito??? 

domingo, 1 de dezembro de 2024

Ponto da situação.

Eu já fui a amiga negativa, já tive uma visão muito mais negra da vida. Vocês sabem! Vocês, meus fieis leitores, acompanharam algumas situações, neste blog que deixei um pouco abandonado. Penso várias vezes em vir limpar o pó aqui ao quartinho desarrumado, fazer a cama de lavado, deixar os cortinados e os tapetes ao sol, acender uma velinha de cheiro, e voltar a fazer disto casa. Penso mas não ajo. No entanto, de forma surpreendente, e contra todas as expectativas que já tive de desistir disto, hoje decidi que vinha cá, nem que fosse só dizer um olá.


Quero voltar a fazer crónicas, sobre vários assuntos, tal e qual um Bruno Nogueira, que tanto adoro e ouço o podcast religiosamente, excepto aquele detalhe em que não tenho piroca, tenho mamas (poucas), sou solteira e sem filhos, e não sou uma comediante de renome. Gostava  de ter sido, talvez noutra vida nasça alguém com menos aversão à exposição pública, alguém que cresça numa capital, e que tenha acesso a outras oportunidades para se tornar uma artista.


Ainda assim, no meio do caos que foi a minha adolescência, consegui aceder a certos privilégios e tornar-me em alguém que até tem algumas coisas para contar. Entre voltas e voltinhas, entre percalços, sonhos e desistências, vim parar a Paris. Em julho abri o meu negócio próprio aqui, e está tudo a correr bem, mais do que bem. Desculpem não ter contado aqui, podem chicotear-me à vontade (eu até gosto), é só que estava tão cagada de medo que não contei a quase ninguém que não é do meu círculo próximo, construí tudo nas sombras, o meu objectivo era que fosse eu a ver a luz e esconder-me num buraco escuro se tudo fosse c'os porcos, investi muito. Tive uma mini fase de depressão quando comecei, achei que não ia ter pacientes, e eles foram chegando, um a um, e em 3 semanas enchi agenda.


Que fucking abençoada que és desarrumada, alguns vão dizer; mas sei que tenho trabalhado como um cão ao longo dos anos, prescindi de muitos projectos pessoas (projecto maternidade a ir pelo cano, à medida que os anos passam e escrevo este texto). Ouço os ovários a secar, mas ninguém quer saber, descobri enquanto montava os móveis todos do meu gabinete sozinha, que ninguém quer saber, nascemos sozinhos, completamente à mercê da boa vontade de quem queira cuidar da nossa versão mais bebé e indefesa, crescemos sozinhos, e morremos ainda mais sozinhos.


pessoas_idosas.pngFonte: pixabay


Cheguei a uma conclusão sobre a minha vida, a de que mais vale eu tentar fazer o melhor que posso para tornar esta vida numa que valha a pena ser vivida, e acreditem, não parece, mas quando digo isto já não estou depressiva, já nem estou sequer triste ou ansiosa, tenho só tentado ver a vida de forma cada vez mais pragmática e estóica. E esta merda ajudou-me. Percebi que me preocupava com muitas merdinhas que daqui a uns anos não vão ter importância nenhuma. Estas filosofias que tenho tentado seguir, ajudaram-me imenso a enfrentar os meus demónios... demónios esses que percebi em parte de onde vêm, mas isso é assunto para outros posts. 


Outra coisa que me ajudou a mudar completamente de visão sobre a vida: comecei a trabalhar em part-time num lar de idosos. E se há um conselho que vos posso dar, bem sei que não sou pessoa cuja vida dê vontade de seguir os meus conselhos, mas façam o que eu digo e não o que eu faço: todos os velhotes do lar me dizem que a vida passou demasiado rápido e que todas as preocupações que tiveram hoje não têm importância nenhuma.


 


E com este conselho tirado do cu, me despeço.


Beijo na bunda 
da vossa eterna dESarrumada


 


 

sexta-feira, 8 de março de 2024

A última vez que tive um one night stand.

Tenho tido muitos assuntos "para esquecer", um deles é o meu último one night stand. Foi no inverno do covid, lá para finais de 2020, andava a dormir com um gajo que tinha namorada, eu ia a casa dele quando a namorada tinha saído para ir ter com amigas, e ele estava todo stressadinho porque a namorada podia chegar a qualquer momento. Quando me ligava estava quase sempre bêbado ou de ressaca.


Lembro-me daquele domingo de manhã, a primeira vez, recebi uma mensagem dele a dizer "a minha namorada foi para o brunch com umas amigas, vem cá ter". E foi literalmente a primeira vez que o vi na vida, só andávamos a falar pelo Tinder. Morávamos a 5 minutos a pé um do outro, no 18ème arrondissement de Paris, e eu estava cá fora ao frio, a um fucking domingo de manhã, não havia ninguém na rua, e ele veio buscar-me cá em baixo, agora percebo porque não me quis dar o código do prédio, e chegando ao apartamento dele vi, fotos da namorada, tudo bem decorado e limpo, notava-se pelo aspecto dele que, certamente, não era ele que decorava ou limpava a casa.


Fodemos no sofá, mas o gajo estava, para além de ressacado, com tanto sentimento de culpa que só dizia "ai, se a minha namorada se esqueceu de alguma coisa e aparece aí de repente, estou morto, é o fim". Eu na altura estava-me a cagar, hoje apercebo-me dos perigos desta merda de ser uma "amante"... ao longo dos anos fui-me apercebendo que esses perigos podem ir desde o simples "ser metida na rua toda nua" ao "levar com uma gaja em fúria em cima de mim pronta para a porrada". Este tipo de histórias podem acabar muito mal, brinquei.


Ele não se veio, nem conseguiu manter a erecção mais do que uns 10 minutos. Eu também não me vim. Foi merdoso na verdade, mas na altura estava tão cheia de adrenalina que me achei a maior da minha aldeia. Tão parvinha nesta época, valha-me Nossa Senhora dos pitos aos saltos. Amén.


 


Mas aprendi algumas lições inestimáveis, como por exemplo:


 


1) trair é super fácil.
Ele chegou a estar comigo, literalmente a chupar-lhe a pila de joelhos, enquanto mandava sms à namorada. Numa noite apareceu lá em casa às 3h da manhã, enquanto estava numa saída com os amigos, apanhou um uber, foi-me foder praí durante 1h30, e depois saiu a correr para voltar a ir ter com os amigos. A namorada nunca ia desconfiar.


 


2) os homens protegem-se uns aos outros
Obviamente, os amigos dele sabiam que ele saiu da beira deles para ir "pinar uma gaja do Tinder", e acham  que algum deles vai contar à namorada de 7 anos do infiel??? Claro que não, eles provavelmente fazem ou farão o mesmo, e também precisam de protecção nesses momentos.


 


3) trair é mau, mas só se fores apanhado
O gajo não tinha sentimento nenhum de culpa, ele só não queria era ser apanhado. Isto já diz tudo sobre a mente masculina, e humana, porque também há mulheres assim, claro...


 


4) foder com gajos que estão bêbados é super nojento
Esta fala por si, aquele cheiro a bafo de álcool por cima de mim, sentir asco com cada vai e vem que trás a respiração dele em cima de mim, que recordação dos infernos... E o cheiro da transpiração de alguém que bebeu??? Hell to the no! Dégueulasse. Vómito.


 


5) acho que qualquer homem trai se tiver oportunidade para isso
Sinto que desde essa altura de vida loka, em que dormi com homens solteiros, mas também alguns a namorar ou casados, e apercebendo-me do ponto 1 e 3, acho que não há homem que escape à vontade de trair, excepto se não tiver oferta ou tiver preguiça de gerir mentiras e ocultações. Trair exige uma boa memória, sinto que há gente que só não trai porque depois não ia conseguir manter as mentiras.


 


E hoje era isto que precisava de despejar aqui antes de ir dormir. Este regresso à blog-terapia tem-me feito bem. Tinha genuinamente saudades de vir aqui falar com vocês, meus desarrumados mais lindos!


 


Beijo na bunda, 
da sempre vossa,
a dESarrumada

domingo, 3 de março de 2024

Se o sonho não é teu, não o faças.


 


Lembram-se do ex de 2020, o francês, que queria ser pai mais do que tudo? Pois é, ele juntou-se de novo com a ex (aliás nunca deixou de falar com ela enquanto estava comigo na verdade), tiveram um bebé que tem exactamente o nome que ele queria, Léon, ele sonhava com o seu "petit Léon", e eu sentia algo extremamente desconfortável, eu sentia que ele não procurava uma mulher para amar, ele queria basicamente um veículo, um útero, que lhe permitisse ser pai.


E antes que digam que eu imaginei isto, eu vou justificar. Porque já sei que desde o 2o ano de blog, tenho uns "haters de estimação" que gostam de me enviar mensagens a chamar-me de paranóica e mimada, por isso decidi já antecipar em cada post, o tipo de merdas que essas pessoas podem imaginar que eu estou a viver.


Então é assim, calha da actual dele ser uma YouTuber/instagrammer de Marketing digital, relativamente conhecida aqui em França... Isso significa o quê ? Que ela conta a vida pessoal dela nas redes sociais. Contou a gravidez, contou o parto, contou o pós parto. Qual não é o meu espanto quando vi que ela participou num Podcast sobre o "arrependimento materno"!!! E foda-se, não é que ela diz exactamente tudo que eu pensei que ia sofrer se tivesse continuado com esse meu ex? Ela arrependeu-se de ter um filho, e deu montes de argumentos sobre esse arrependimento, e 80% deles relacionados com o pai do filho, o meu ex.


É, eu fico sempre naquela dúvida se as mulheres se arrependem mesmo do acto de ter filhos, ou se "só" se arrependem de "ter tido um filho com este badamerda específico"... Ainda estou para descobrir isto tudo, mas uma coisa eu sei, quando uma mulher decide ter um filho, tem que manter sempre ali in the back of her mind, a possibilidade nua e crua, de que pode vir a ter que ser ela a abdicar de mais coisas que o pai, em prol da criança, e que, infelizmente, pode até acontecer do homem bazar durante a gravidez, após o parto, anos depois, em qualquer momento, na verdade, sem nenhuma consequência em termos de perda de liberdade para ele.


Por isso meninas, se quiserem filhos façam-no por vocês, e não para agradar a outras pessoas, porque, na maior parte das vezes, ser mãe não é de todo o mesmo que ser pai. 
E sim, vão levar com este tema frequentemente por aqui, get used to it.


 


Beijinhos na bunda 💋

sábado, 2 de março de 2024

Mudança de casa.

Cheguei a Paris em 2019, e entretanto já estou na minha 5a mudança de casa. Desta vez tomei a decisão de fazer uma grande limpeza e deitar muitas coisas fora... porque já há muito tempo que acumulo tralha que na verdade não quero guardar, mas antigamente não me sentia pronta para deitar nada fora, e agora parece que vai virar vício ter pouca coisa ...

Desejem-me sorte 


Beijinho na bunda 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Acordei tarde, mas acordei.

Hoje de manhã quando acordei e fui apanhar o metro às 7h45 da manhã, não sabia que ia postar aqui no blog. Por isso, vamos lá aproveitar este rasgo de motivação e vontade de escrever, e fazer aqui um resumo muito resumido da minha vida sentimental. Depois venho cá falar da parte profissional e familiar. Pode ser que volte a postar regularmente? Quem sabe?


Depois de ter saído com o rapaz do Salão do Chocolate, as coisas descambaram, obviamente, achavam que aqui a vossa dESarrumada já estava casada e com uma horda de filhos? Pois não, claro que não.


O gajo é de origem Argelina, cresceu em França, a mãe dele também Argelina, teve um filho - ele - de um homem casado, sendo que ele sempre foi considerado pela família da mãe - muçulmanos - o bastardo. Dizia que detestava o pai, que repudiava a religião muçulmana (até andava com um crucifixo ao pescoço, nada contra, no entanto, mais tarde vim a descobrir que entrou numa igreja pela primeira vez comigo... que palhaço) .


Detestava o pai por este ser um putanheiro infiel, e que não quer tornar-se uma versão do pai, que quando encontrava uma mulher especial era para "ficar". Pois bem, ele disse, eu ouvi, eu acreditei, ele mentiu, e eu fodi-me.


Sempre bué presente, por mensagens, tivemos dates fancy em Paris, saídas para o campo de ténis, viagens ao sul de França, isto para quê? Quando dormi com ele, começou a afastar-se aos poucos. Pois bem , já vos estou a ouvir dizer "dás confiança, acreditas em tudo que te dizem, pões-te a jeito", então deixem-me dizer-vos que alguns homens não têm escrúpulos em mentir com quantos dentes têm na boca. Ele apresentou-me aos amigos como namorada dele, meteu fotos comigo no insta, metia montes de stories comigo... eu nem me apercebi do momento do afastamento, devia ter desconfiado dele quando houve esta espécie de "apresentar-me como namorada" sem me ter pedido directamente... isto chama-se Future Faking.


Desde então li muito sobre manipuladores, e eles são peritos nisto. Foi igual para as fotos na net, ele nunca me pediu autorização para meter nada na net, a conta do insta dele é pública, e ainda há pouco tempo fui lá espreitar, e ainda tem as fotos comigo!!! Ele tem pouquíssimos amigos, deve querer fingir para as novas conquistas, que conhece muita gente, e que tem uma vida super interessante, nope, é um gamer, passa os dias fechado em casa a jogar, encomenda comida e contrata empregada. Não faz um cu em casa, nem sabe fazer...


Hashtag: Palhaça, muito prazer 


Quando fizemos sexo pela primeira vez, insistiu porque insistiu que tinha que dormir em minha casa nessa noite, porque eu moro em Paris e ele longe, logo a seguir ao sexo, literalmente ainda com o preservativo na pila, já estava a dizer que tinha que voltar para casa, porque o último comboio para a terra dele era à 1h da manhã e não podia ir para o trabalho com a mesma roupa do dia anterior 


Hashtag: Abanem-me que eu não acredito nesta merda 


Depois a partir daí foi sempre a descarrilar... eu pensava que esperar para ter sexo me safava desta situação merdosa e nãoooo, foi ainda pior, porque perdi ali uns meses preciosos em que escusava de me ter apaixonado tanto, a achar que ele era um homem a sério. 


Hashtag: Chupem haters que dizem que eu tenho azar nos gajos porque fodo "rápido" 


Quem quer levar as coisas a sério leva, quem anda só nisto a brincar, vai brincar durante meses, nem que seja pelo desafio de conseguir o biscoito no final... o pior é que uma pessoa antes de saber, não sabe, né. Foda-se ! Tenho amigas que pinaram literalmente no 1o date e estão casadas e com filhos. Com o mesmo gajo. Por isso não me fodam, tenho saído com montes de esterco masé, é o que é.
Enfim, excepto alguns, e o de Lisboa, que pronto, correu mal porque quando ele me veio ver a Paris (já saíamos há 1 ano e meio) , o moço coitado esqueceu-se de desinstalar o Tinder, a partir daí nunca mais consegui confiar nele, e claro, também não me quis mudar para Lisboa, primeiro porque em Portugal ia ser escrava de clínicas e ganhar umas mixarias a pagar 30% à clínica, e ia ser escrava de homem, porque o moço mijava a tampa da sanita toda e não limpava, ficava literalmente tudo com gotas de xixi, e quando apontei este facto, respondeu "olha eu não preciso de me sentar, se quiseres sentar-te limpa com papel"  


Ok, afinal este também era um monte de estrume.


Mas... ainda tenho esperança.


Não.


Não tenho.


Comecei a ler sobre o movimento 4B na Coreia do Sul (em que as mulheres decidiram juntar-se e ajudar-se mutuamente, excluir os homens das suas vidas, deixar de ter filhos, diminuir a natalidade e extinguir assim a sua população), e decidi que ia fazer o mesmo, à minha maneira, uma exclusão voluntária dos homens na minha vida, parar de sair com eles e querer relacionar-me com eles, estou simplesmente a fazer a minha vida, as minhas viagens,  a ganhar o meu dinheiro... isto chama-se decentering man, google it meninas, não se vão arrepender, é libertador!


Desde o dia 29 de Maio de 2023 que não tenho relações sexuais, deve ser algum record meu, e estou a adorar.


Tenho estado feliz desde que tirei o foco de encontrar alguém. Apercebi-me ao ler fóruns e páginas de mulheres arrependidas, que casar e ter filhos, não é assim tão fixe! e que muitas casaram na força da carência, e só se foderam. Por um lado, graças a Deus nosso Senhor que nunca "deu certo" para mim, porque com a minha sorte para escolher, ia dar tudo errado da pior forma.


Não quero mais esta merda para mim #SorryNotSorry


 


 


Pois é dESarrumados, provavelmente este não era o update que estavam à espera... quem está bem casado e feliz vai comentar a dizer "bla bla bla não sabes o que perdes, tiveste foi pouca sorte" e quem está arrependido, ou vai concordar ou não vai dizer nada por vergonha... alguém dizer que se fosse agora não teria casado ou tido filhos, não é fácil de assumir, principalmente num país como Portugal, em que se não estás emparelhado tipo dispositivo Bluetooth, falhaste amargamente a tua vida...


Se isto me vai passar? Talvez. Se uma parte de mim ainda guarda alguma esperança de encontrar alguém decente, talvez. Se acho que valha a pena tentar de novo? Não. Se me calhar a mim, que caia do céu, porque eu estou out.


By the way, desde que deixei de ir a dates tenho mais dinheiro na conta que é um mimo, e comecei a investir na bolsa, tenho muito mais tempo livre para ler e fazer desporto, não ando a limpar rabos de bebés de machos sem consideração, enfim, life's good.


 


E chegou o momento,


de vos lambuzar com


uns beijos húmidos


nessas bundas


  


 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...