quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A idade adulta e eu.

Ser adulto sempre foi para mim um assunto alvo de muita reflexão. Se antes pensava frequentemente "quando for adulta vou fazer isto e aquilo diferente dos meus pais", a verdade é que, agora que tenho 25 anos, quase a chegar aos 26, já caiu a ficha, que é como quem diz... não faço ideia do que ando para aqui a fazer!!! 


 


Eis como vejo a idade adulta:


 


1. Consultas e médico: se antes me irritava ter a minha mãe a marcar todas as minhas consultas, a gerir datas, a acordar-me cedo e a forçar-me a ir... agora o meu agendamento de consultas consiste em ir adiando e rezar para não morrer entretanto.


... Quem fala em consultas, fala em vacinas... onde é que está mesmo o meu boletim de saúde?


 


2. Limpeza da casa: se antes me irritava a minha mãe andar com o aspirador de trás para a frente, limpar o pó aos móveis dos quartos todos e a casa de banho, a cada sábado. Agora só penso "como é que ela conseguia ser tão regular?" Enquanto isto, passo uma toalhita na sanita a cada 15 dias e limpo o pó a cada... hmmm? Esqueçam, queria inventar uma frequência que não parecesse mal, mas a verdade é que não limpo o pó. Limito-me a soprar os 3 móveis que tenho no quarto uma vez por mês, antes de passar a vassoura no chão... 


 


3. O carro: Ai o carro. Antes tinha o meu pai constantemente a dizer que tinha a inspecção na data X, pagar o selo na data Y, trocar os pneus porque já estão carecas e tudo e mais um par de botas que um carro precisa. Aqui em França tive que passar mais de 2h a pesquisar na internet as datas oficiais para inspecções e essas tretas. E mesmo assim acho que vou ficar a rezar para que o carro acenda uma luz qualquer quando for para trocar o óleo e ver a pressão dos pneus, porque percebo tanto disso como de futebol.  


Tudo isto sem falar da minha aventura no supermercado a escolher líquido para os vidros do carro... que paródia que aquilo foi a traduzir tudo que lia no telemóvel! E após 30 minutos na secção dos carros, saio de lá com um líquido para vidros de verão, no final de Agosto, e 2 semanas depois apercebo-me que devia ter comprado aquele que não congela com temperaturas inferiores a 0º, porque já fazia frio com'ós cornos.


Pensamento nesse dia: Um dia hei-de perceber de carros, hoje não foi esse dia.


 


4. IRS: se antes pedia ao meu pai para meter tudo no contabilista dele, agora aventuro-me a fazer tudo sozinha (que neste país um contabilista deve ser caro para xuxu!). Lembro-me que quando enviei a declaração em papel, cheguei a casa e acendi uma velinha à Nossa Senhora da Agrélia para que não fosse nada mal escrito da minha parte e não me passassem uma multa daquelas que até dói só de pensar.


 


E é isto. Como podem ver sou uma adulta 100% responsável e dotada de um controlo exímio na minha vida. E vocês, como estão a aguentar a idade adulta? Desabafem, soltem cá para fora tudo que vos apoquenta o espírito. E já sabem, se aos Domingos tiverem é vontade de construir um forte de almofadas e ficar lá dentro a chamar pela mãe enquanto enfardam barritas kinder, não estão sós.


 


Beijinho na bunda!

A idade adulta e eu.

Ser adulto sempre foi para mim um assunto alvo de muita reflexão. Se antes pensava frequentemente "quando for adulta vou fazer isto e aquilo diferente dos meus pais", a verdade é que, agora que tenho 25 anos, quase a chegar aos 26, já caiu a ficha, que é como quem diz... não faço ideia do que ando para aqui a fazer!!! 


 


Eis como vejo a idade adulta:


 


1. Consultas e médico: se antes me irritava ter a minha mãe a marcar todas as minhas consultas, a gerir datas, a acordar-me cedo e a forçar-me a ir... agora o meu agendamento de consultas consiste em ir adiando e rezar para não morrer entretanto.


... Quem fala em consultas, fala em vacinas... onde é que está mesmo o meu boletim de saúde?


 


2. Limpeza da casa: se antes me irritava a minha mãe andar com o aspirador de trás para a frente, limpar o pó aos móveis dos quartos todos e a casa de banho, a cada sábado. Agora só penso "como é que ela conseguia ser tão regular?" Enquanto isto, passo uma toalhita na sanita a cada 15 dias e limpo o pó a cada... hmmm? Esqueçam, queria inventar uma frequência que não parecesse mal, mas a verdade é que não limpo o pó. Limito-me a soprar os 3 móveis que tenho no quarto uma vez por mês, antes de passar a vassoura no chão... 


 


3. O carro: Ai o carro. Antes tinha o meu pai constantemente a dizer que tinha a inspecção na data X, pagar o selo na data Y, trocar os pneus porque já estão carecas e tudo e mais um par de botas que um carro precisa. Aqui em França tive que passar mais de 2h a pesquisar na internet as datas oficiais para inspecções e essas tretas. E mesmo assim acho que vou ficar a rezar para que o carro acenda uma luz qualquer quando for para trocar o óleo e ver a pressão dos pneus, porque percebo tanto disso como de futebol.  


Tudo isto sem falar da minha aventura no supermercado a escolher líquido para os vidros do carro... que paródia que aquilo foi a traduzir tudo que lia no telemóvel! E após 30 minutos na secção dos carros, saio de lá com um líquido para vidros de verão, no final de Agosto, e 2 semanas depois apercebo-me que devia ter comprado aquele que não congela com temperaturas inferiores a 0º, porque já fazia frio com'ós cornos.


Pensamento nesse dia: Um dia hei-de perceber de carros, hoje não foi esse dia.


 


4. IRS: se antes pedia ao meu pai para meter tudo no contabilista dele, agora aventuro-me a fazer tudo sozinha (que neste país um contabilista deve ser caro para xuxu!). Lembro-me que quando enviei a declaração em papel, cheguei a casa e acendi uma velinha à Nossa Senhora da Agrélia para que não fosse nada mal escrito da minha parte e não me passassem uma multa daquelas que até dói só de pensar.


 


E é isto. Como podem ver sou uma adulta 100% responsável e dotada de um controlo exímio na minha vida. E vocês, como estão a aguentar a idade adulta? Desabafem, soltem cá para fora tudo que vos apoquenta o espírito. E já sabem, se aos Domingos tiverem é vontade de construir um forte de almofadas e ficar lá dentro a chamar pela mãe enquanto enfardam barritas kinder, não estão sós.


 


Beijinho na bunda!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Subscrições.

Estive a fazer a limpeza das subscrições que fiz desde que tenho o blog no Sapo. Admito que quando comecei aqui no blog, com o meu antigo blog há cerca de dois anos, não tinha filtro, seguia tudo o que aparecia à frente, ou então porque me seguiam a mim. Cheguei facilmente aos 200 subscritos, mas não gostava de todos, nem seguia todos. Actualmente dei por mim com a página das leituras cheia de tantas coisas que não gosto que até dói. Fui fazer limpeza. Eliminei mais de 30 das minhas subscrições. Aqueles blogs dos quais não gostava, que só meti gosto porque na altura era parva.


Mas houve outros tantos que me deixaram na dúvida... os inactivos. Deparei-me com mais de 20 blogs que sigo, que adoro, mas que não postam nada desde 2015. Já estamos no final de 2016... são decisões difíceis estas do "apago ou não apago?".


Eu compreendo a malta que deixa de escrever regularmente... eu própria já passei por várias fases de blog. O meu primeiro blog foi onde comecei com toda a pujança e furor, depois algumas épocas de enfado, em que cheguei inclusive a meter o blog privado várias vezes. Até que, por fim, decidi apagá-lo e começar outro, este, mais ao meu estilo, com temas parecidos claro (não deixamos de ser a pessoa que somos de um dia para o outro, não é?). Foi depois de todos estes pára-arranca que nasceu este blog, que apesar de oficialmente só ter 4 meses, já tem muita história. Dois anos disto, parece que foi ontem. 


E é por tudo isto que não consigo apagar a malta que não publica no blog há mais de um ano. Quem sabe um dia voltem.

Subscrições.

Estive a fazer a limpeza das subscrições que fiz desde que tenho o blog no Sapo. Admito que quando comecei aqui no blog, com o meu antigo blog há cerca de dois anos, não tinha filtro, seguia tudo o que aparecia à frente, ou então porque me seguiam a mim. Cheguei facilmente aos 200 subscritos, mas não gostava de todos, nem seguia todos. Actualmente dei por mim com a página das leituras cheia de tantas coisas que não gosto que até dói. Fui fazer limpeza. Eliminei mais de 30 das minhas subscrições. Aqueles blogs dos quais não gostava, que só meti gosto porque na altura era parva.


Mas houve outros tantos que me deixaram na dúvida... os inactivos. Deparei-me com mais de 20 blogs que sigo, que adoro, mas que não postam nada desde 2015. Já estamos no final de 2016... são decisões difíceis estas do "apago ou não apago?".


Eu compreendo a malta que deixa de escrever regularmente... eu própria já passei por várias fases de blog. O meu primeiro blog foi onde comecei com toda a pujança e furor, depois algumas épocas de enfado, em que cheguei inclusive a meter o blog privado várias vezes. Até que, por fim, decidi apagá-lo e começar outro, este, mais ao meu estilo, com temas parecidos claro (não deixamos de ser a pessoa que somos de um dia para o outro, não é?). Foi depois de todos estes pára-arranca que nasceu este blog, que apesar de oficialmente só ter 4 meses, já tem muita história. Dois anos disto, parece que foi ontem. 


E é por tudo isto que não consigo apagar a malta que não publica no blog há mais de um ano. Quem sabe um dia voltem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Crianças perdidas no supermercado...

Hoje estava a fazer as minhas comprinhas do supermercado, e sim, consegui resistir à vontade de comprar chocolate (yeah!). Já era quase hora do fecho por isso o supermercado estava praticamente vazio.


Estava eu no corredor dos enlatados e eis que passa na fila do lado (um daquelas filas junto à parede do fundo onde normalmente estão a água, o leite, os sumos e assim) uma menina muito pequenina, a caminhar no máximo de velocidade que as suas pernitas lhe permitiam. Devia ter praí uns 2 anos, estava a andar completamente sozinha e a chamar "maman, maman, maman" a um ritmo demasiado insistente. Vi que estava perdida. Eu fiquei a olhar para ela, olhei à volta e não vi ninguém, mas mesmo ninguém.


Sabem aquele momento em que uma pessoa congela e não sabe se há-de avançar e ajudar a criança, mas ao mesmo tempo não avança porque tem medo que a mãe chegue e pense que a estamos a tentar raptar ou algo do género? Pois, foi o que me aconteceu. Fiquei a olhar para a miúda, com uma lata na mão, fiquei a segui-la com o olhar, pronta a reagir caso ela continuasse sozinha por muito mais tempo. Eis então que ao meu lado passa uma mulher a correr e se dirige na sua direção. Era a "maman" dela. Ainda me lançou um olhar furtivo do género "estavas a olhar para ela e não fazias nada sua besta", penso eu.


Este tipo de situações de merda são sempre difíceis de gerir internamente. Imagino que a mulher deva ter entrado em pânico, no lugar dela eu teria entrado, mas não larguei os olhos da menina um segundo desde que a vi. Se isso servir de alguma coisa já é bom... mas acho que só serve para consolar a minha alma, que neste momento estou a sentir-me um ser humano incompetente. Como vou algum dia conseguir cuidar dos meus filhos?

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...