Hoje fomos ver o City Hall com a sua belíssima Golden Hall e fomos a outra ilha, com umas vistas magníficas. Esta viagem foi brutal! Para repetir sem dúvida. Uma pessoa quer aproveitar ao máximo e acaba por almoçar às 16h30 sabendo que tem reserva num restaurante Viking da cidade às 20h. Escusado será dizer que comi que nem uma alarve hoje! Aquilo foi hambúrguer com molho guacamole mais um milkshake de Oreo à sobremesa, aquilo foi bife muito mal passado com um gratinado de batata e panacota à sobremesa. Salve-nos a santa padroeira das viagens que costuma dizer: "calorias ingeridas em viagem não contam".
Quase trinta (e cinco). Quase engraçada. Quase famosa no mundo dos blogs. Quase feliz.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, encher a pança.
Hoje fomos ver o City Hall com a sua belíssima Golden Hall e fomos a outra ilha, com umas vistas magníficas. Esta viagem foi brutal! Para repetir sem dúvida. Uma pessoa quer aproveitar ao máximo e acaba por almoçar às 16h30 sabendo que tem reserva num restaurante Viking da cidade às 20h. Escusado será dizer que comi que nem uma alarve hoje! Aquilo foi hambúrguer com molho guacamole mais um milkshake de Oreo à sobremesa, aquilo foi bife muito mal passado com um gratinado de batata e panacota à sobremesa. Salve-nos a santa padroeira das viagens que costuma dizer: "calorias ingeridas em viagem não contam".
sábado, 28 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, primeiro dia.
Estou estafada, andámos 22km hoje, vimos uma grande parte da ilha de Gamla Stan. Almocei um bagel com salmão fumado divinal. Caro mas bom. Fomos à biblioteca municipal e descobri que ela é redonda, muito bonita. Acabámos a noite num bar gay com boa música. Paguei 16€ por um cocktail de gin e grenadine que veio servido num copo do Ikea de vidro falso. Um gajo com o cabelo louro platinado disse-me que eu podia usar o urinol dos gajos porque as mulheres mijam para trás (whaaaaat???). Amanhã há mais.
Sobre Estocolmo, primeiro dia.
Estou estafada, andámos 22km hoje, vimos uma grande parte da ilha de Gamla Stan. Almocei um bagel com salmão fumado divinal. Caro mas bom. Fomos à biblioteca municipal e descobri que ela é redonda, muito bonita. Acabámos a noite num bar gay com boa música. Paguei 16€ por um cocktail de gin e grenadine que veio servido num copo do Ikea de vidro falso. Um gajo com o cabelo louro platinado disse-me que eu podia usar o urinol dos gajos porque as mulheres mijam para trás (whaaaaat???). Amanhã há mais.
Como vim parar a França.
Estou com vontade de divagar sobre algo que ainda não tinha falado neste blog (falei no meu antigo, mas quando passei para este blog não trouxe os posts comigo)...
Este post é programado, por isso quando ele sair espero estar a curtir milhões as belas vistas do arquipélago de Estocolmo e a beber um cafezão daqueles num momento bem hygge.
O porquê de estar a morar numa cidade em França que me agrada mais ou menos, mas com um trabalho que já não consigo suportar. Porquê? Pergunto eu todas as manhãs.
Na vida podemos escolher tudo, e quando digo tudo, parto do pressuposto que com a escolha da forma como me quero sentir também posso, de alguma maneira, modificar a minha realidade.
Sobre mim, vim para aqui através de uma proposta que vi na Internet... na altura pareceu-me bem começar por uma vila pequena, não sabia muito da língua, e estando o meu local de trabalho muito necessitado de profissionais com a minha formação, a forma para obter a autorização de trabalho seria facilitada. E foi o que aconteceu, foi muito fácil, num mês estava a decidir sair de Portugal e no outro mês já cá estava. Limpinho, limpinho.
Até aí tudo bem, já havia portugueses cá, vim com outra colega portuguesa, por isso, no primeiro ano em França digamos que não senti muito os efeitos de estar longe, era tudo novo, havia tanto para aprender, tinha muitas saudades, mas quando ia a Portugal sentia que estava tudo na mesma, os amigos estavam iguais, a família estava igual, nada tinha mudado.
Ao fim de um ano fiquei a morar sozinha. Fiz várias amigas francesas do trabalho e 2 delas aproximaram-se mais, dou graças a Deus elas serem as melhores pessoas que o destino podia ter metido no meu caminho nesta fase da minha vida. Elas são espectaculares e são de uma paciência infinita, é engraçado como temos as 3 os mesmos problemas, e frequentemente damos por nós a desabafar sobre coisas que todas sentimos. Muita empatia, gosto mesmo delas. Foi com elas que vim viajar by the way...
Entretanto neste trabalho, descontente com algum abuso de poder que o meu chefe exercia sobre nós na altura, início de 2016, e, claramente, com a sua falta de competência, comecei a dar sinais de me querer ir embora. Foi então que o chefe de serviço, sabendo que eu gosto muito de uma determinada área na minha profissão, veio fazer-me a proposta de fazer uma formação de um ano paga por eles, com a possibilidade (na altura era certeza) de poder desenvolver essa área aqui. A contrapartida era que tinha que assinar um contrato de 2 anos com eles, em que nesses 2 anos não podia despedir-me, ou então tinha que pagar o valor integral da formação.
Até aqui tudo bem, pareceu-me uma boa ideia, fazer uma formação à pala e ainda por cima poder aplicá-la de seguida, escolhi ficar, escolhi assinar. No entanto, quando chegaram com o contrato para eu assinar, o valor que estava lá era de quase o triplo do verdadeiro valor da formação. Fiquei muito chateada com eles, basicamente senti que me estavam a obrigar à força a ficar aqui os 2 anos, sem hipótese de sair, porque fazê-lo faz-me perder mais dinheiro do que aquele que teria gasto se tivesse pago a formação do meu bolso. A única "forma de escapar" que ainda vejo nisto é o valor ser regressivo, ou seja, se ficar aqui um ano pago 50% do tal valor, se ficar 1 ano e meio só pago 75% do valor.
Entretanto a situação no trabalho mudou, o meu chefe directo, tem exercido ainda mais abuso de poder sobre mim, sabendo que estou "obrigada" a ficar aqui 2 anos, tem falado comigo de forma super agressiva, exigente e desrespeitosa. Quando uma pessoa reclama ainda leva com bocas do género "fecha a boca" e acusações constantes sobre o tipo de trabalho que eu e os meus colegas efectuamos, nunca nada está suficientement bem feito. Já não o aguento, estes últimos 4 meses de trabalho têm sido um inferno, chego a casa e só quero chorar... Estou desiludida com isto tudo, é que para além de me terem enganado no valor a pagar se quiser sair, já fiz a formação em Junho e para já ainda nada de novidades sobre desenvolver um projecto na área.
Pois bem, decidi que hei-de sair daqui um dia, não aguento trabalhar com esta pessoa... já para não falar que quando se fazem promessas, e estas não são cumpridas, o trabalhador acaba por perder a motivação e a lealdade que o ligavam a determinada empresa. Admito, não me sinto de todo motivada para começar um projecto aqui, não me imagino a viver nesta cidade mais 1 ano e 8 meses... e essa situação tem andando a deixar-me triste. Mesmo muito. É uma fase da minha vida pela qual nunca imaginei passar, ainda por cima sabendo que é relativamente fácil arranjar trabalho em França na minha área...
Gostava de ser daquelas pessoas que assumem as suas decisões até ao fim, que seja para o que "der e vier", mas sinto-me enganada, e quando me sinto enganada perco-me. Deixo de querer o que antes pensava ser algo de bom. Resumindo, esta é a minha situação actual em França. Apesar de gostar do trabalho que efectuo por si só, detesto as pessoas com quem trabalho. Vão haver mentirosos em todo o lado, eu sei, mas com estes não me vejo a trabalhar mais.
Juntando a isto há o facto de ter um um namorado em Portugal, de a cada vez que vou lá sentir que estou a ficar "esquecida" pelos meus conhecidos, que já não me reconheço no "meu" país, que já perdi 70% dos "amigos" que tinha quando me vim embora por afastamento progressivo e falta de pontos em comum... por todas estas razões a ideia de voltar para Portugal não me sai da cabeça nos últimos meses... está quase a tornar-se obsessivo, todas as noites vejo as ofertas de trabalho. Mas... há sempre um mas... também sei que antes de sair daqui, tenho que tentar noutro sítio, só para "ter a certeza" e diferenciar se é a França que não me corresponde ou se foi este "azar" no trabalho que, de alguma forma, estragou a minha experiência laboral no estrangeiro. Não sou de "desistir" facilmente... meti desistir entre aspas porque no fundo não considero que voltar para o seu país seja desistir, tudo na vida são experiências, aprendizagens, temos é que reconhecer quando não vale a pena insistir mais numa determinada aprendizagem... e com certeza estes 3 anos aqui já me ensinaram muito, sobre mim e sobre os outros.
A verdade é que a emigração trouxe-me muito a nível pessoal, já vivi experiências que não trocava por nada... e a nível de perspectivas de carreira e aprendizagem trouxe-me muito nos primeiros 2 anos, mas de há um ano para cá sinto que ando a "fazer tempo" para outra coisa... e não gosto desta sensação de estar a perder tempo... tenho pressa, quero tudo e já... o problema é que não sei bem o quê...
Desculpem lá o testamento, mas isto tinha de sair cá para fora. Estou mais leve depois de ter escrito sobre isto... agora vamos lá ver se decido alguma coisa ou se a minha vida "desbloqueia" de alguma forma milagrosa...
Como vim parar a França.
Estou com vontade de divagar sobre algo que ainda não tinha falado neste blog (falei no meu antigo, mas quando passei para este blog não trouxe os posts comigo)...
Este post é programado, por isso quando ele sair espero estar a curtir milhões as belas vistas do arquipélago de Estocolmo e a beber um cafezão daqueles num momento bem hygge.
O porquê de estar a morar numa cidade em França que me agrada mais ou menos, mas com um trabalho que já não consigo suportar. Porquê? Pergunto eu todas as manhãs.
Na vida podemos escolher tudo, e quando digo tudo, parto do pressuposto que com a escolha da forma como me quero sentir também posso, de alguma maneira, modificar a minha realidade.
Sobre mim, vim para aqui através de uma proposta que vi na Internet... na altura pareceu-me bem começar por uma vila pequena, não sabia muito da língua, e estando o meu local de trabalho muito necessitado de profissionais com a minha formação, a forma para obter a autorização de trabalho seria facilitada. E foi o que aconteceu, foi muito fácil, num mês estava a decidir sair de Portugal e no outro mês já cá estava. Limpinho, limpinho.
Até aí tudo bem, já havia portugueses cá, vim com outra colega portuguesa, por isso, no primeiro ano em França digamos que não senti muito os efeitos de estar longe, era tudo novo, havia tanto para aprender, tinha muitas saudades, mas quando ia a Portugal sentia que estava tudo na mesma, os amigos estavam iguais, a família estava igual, nada tinha mudado.
Ao fim de um ano fiquei a morar sozinha. Fiz várias amigas francesas do trabalho e 2 delas aproximaram-se mais, dou graças a Deus elas serem as melhores pessoas que o destino podia ter metido no meu caminho nesta fase da minha vida. Elas são espectaculares e são de uma paciência infinita, é engraçado como temos as 3 os mesmos problemas, e frequentemente damos por nós a desabafar sobre coisas que todas sentimos. Muita empatia, gosto mesmo delas. Foi com elas que vim viajar by the way...
Entretanto neste trabalho, descontente com algum abuso de poder que o meu chefe exercia sobre nós na altura, início de 2016, e, claramente, com a sua falta de competência, comecei a dar sinais de me querer ir embora. Foi então que o chefe de serviço, sabendo que eu gosto muito de uma determinada área na minha profissão, veio fazer-me a proposta de fazer uma formação de um ano paga por eles, com a possibilidade (na altura era certeza) de poder desenvolver essa área aqui. A contrapartida era que tinha que assinar um contrato de 2 anos com eles, em que nesses 2 anos não podia despedir-me, ou então tinha que pagar o valor integral da formação.
Até aqui tudo bem, pareceu-me uma boa ideia, fazer uma formação à pala e ainda por cima poder aplicá-la de seguida, escolhi ficar, escolhi assinar. No entanto, quando chegaram com o contrato para eu assinar, o valor que estava lá era de quase o triplo do verdadeiro valor da formação. Fiquei muito chateada com eles, basicamente senti que me estavam a obrigar à força a ficar aqui os 2 anos, sem hipótese de sair, porque fazê-lo faz-me perder mais dinheiro do que aquele que teria gasto se tivesse pago a formação do meu bolso. A única "forma de escapar" que ainda vejo nisto é o valor ser regressivo, ou seja, se ficar aqui um ano pago 50% do tal valor, se ficar 1 ano e meio só pago 75% do valor.
Entretanto a situação no trabalho mudou, o meu chefe directo, tem exercido ainda mais abuso de poder sobre mim, sabendo que estou "obrigada" a ficar aqui 2 anos, tem falado comigo de forma super agressiva, exigente e desrespeitosa. Quando uma pessoa reclama ainda leva com bocas do género "fecha a boca" e acusações constantes sobre o tipo de trabalho que eu e os meus colegas efectuamos, nunca nada está suficientement bem feito. Já não o aguento, estes últimos 4 meses de trabalho têm sido um inferno, chego a casa e só quero chorar... Estou desiludida com isto tudo, é que para além de me terem enganado no valor a pagar se quiser sair, já fiz a formação em Junho e para já ainda nada de novidades sobre desenvolver um projecto na área.
Pois bem, decidi que hei-de sair daqui um dia, não aguento trabalhar com esta pessoa... já para não falar que quando se fazem promessas, e estas não são cumpridas, o trabalhador acaba por perder a motivação e a lealdade que o ligavam a determinada empresa. Admito, não me sinto de todo motivada para começar um projecto aqui, não me imagino a viver nesta cidade mais 1 ano e 8 meses... e essa situação tem andando a deixar-me triste. Mesmo muito. É uma fase da minha vida pela qual nunca imaginei passar, ainda por cima sabendo que é relativamente fácil arranjar trabalho em França na minha área...
Gostava de ser daquelas pessoas que assumem as suas decisões até ao fim, que seja para o que "der e vier", mas sinto-me enganada, e quando me sinto enganada perco-me. Deixo de querer o que antes pensava ser algo de bom. Resumindo, esta é a minha situação actual em França. Apesar de gostar do trabalho que efectuo por si só, detesto as pessoas com quem trabalho. Vão haver mentirosos em todo o lado, eu sei, mas com estes não me vejo a trabalhar mais.
Juntando a isto há o facto de ter um um namorado em Portugal, de a cada vez que vou lá sentir que estou a ficar "esquecida" pelos meus conhecidos, que já não me reconheço no "meu" país, que já perdi 70% dos "amigos" que tinha quando me vim embora por afastamento progressivo e falta de pontos em comum... por todas estas razões a ideia de voltar para Portugal não me sai da cabeça nos últimos meses... está quase a tornar-se obsessivo, todas as noites vejo as ofertas de trabalho. Mas... há sempre um mas... também sei que antes de sair daqui, tenho que tentar noutro sítio, só para "ter a certeza" e diferenciar se é a França que não me corresponde ou se foi este "azar" no trabalho que, de alguma forma, estragou a minha experiência laboral no estrangeiro. Não sou de "desistir" facilmente... meti desistir entre aspas porque no fundo não considero que voltar para o seu país seja desistir, tudo na vida são experiências, aprendizagens, temos é que reconhecer quando não vale a pena insistir mais numa determinada aprendizagem... e com certeza estes 3 anos aqui já me ensinaram muito, sobre mim e sobre os outros.
A verdade é que a emigração trouxe-me muito a nível pessoal, já vivi experiências que não trocava por nada... e a nível de perspectivas de carreira e aprendizagem trouxe-me muito nos primeiros 2 anos, mas de há um ano para cá sinto que ando a "fazer tempo" para outra coisa... e não gosto desta sensação de estar a perder tempo... tenho pressa, quero tudo e já... o problema é que não sei bem o quê...
Desculpem lá o testamento, mas isto tinha de sair cá para fora. Estou mais leve depois de ter escrito sobre isto... agora vamos lá ver se decido alguma coisa ou se a minha vida "desbloqueia" de alguma forma milagrosa...
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Sobre Estocolmo, primeiras impressões.
Querido diário, estou nesta cidade há 2h36m. O aeroporto é muito bonito, não percebo nada da língua deles mas algumas palavras parecem uma mistura de português e inglês com bolinhas em cima de algumas letras, o hostel está decorado com móveis do Ikea (quem diria!) e está frio, muito frio. Até amanhã.
Hoje estou positiva
Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...
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Meus desarrumados mais lindos, Tenho-me sentido inspirada para escrever, adoro a interface deste novo "charco", e isso tem-me insp...
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Quem me segue desde o início sabe que antes era uma fresca do pior, não ligava muito aos sentimentos e queria era aproveitar a vida... depoi...
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Como eu compreendo o Fernando Pessoa. Nesta coisa dos blogs nem sempre tenho vontade de ser a dESarrumada a tempo inteiro. Há dias em q...