quarta-feira, 3 de abril de 2019

A ursa de peluche mágica.

Tenho uma ursa de peluche chamada Dodoca. Foi-me oferecida aos 10 anos pela minha mãe, com o pretexto de eu ter sempre a companhia da mamã para dormir.


 


Na altura já tinha muitas insónias e não conseguia adormecer à noite, ora porque tinha medo do amanhã - ansiedade, ansiedade, ansiedade - ora porque estava longe da minha mãe.


 


Na altura a minha mãe disse-me que a Dodoca era um peluche mágico, ela permitia-me sentir a presença dela, onde quer que estivesse, mesmo estando muito longe! Eu acreditei, afinal, aos 10 anos as mães não mentem nem têm dúvidas, sabem sempre o melhor para nós.


 


A Dodoca acompanhou-me desde os 10 anos até à minha entrada na universidade. Quando fui para Aveiro estudar não a levei. Durante a minha primeira visita de fim de semana a casa, a minha mãe fez questão de, sorrateiramente, meter a ursa dentro da minha mala. E lá foi ela de comboio comigo para Aveiro. Por lá ficou, durante os 4 anos em que estive a tirar o curso, e durante o primeiro ano e meio de trabalho.


 


Depois vim para França. E a Dodoca regressou à base, sentada entre as almofadas da minha cama de adolescência.


 


Quando vou a Portugal tento sempre trazê-la para França, completamente esborrachada dentro da mala de cabine do avião. Mas antes de vir embora, não sei como, a minha mãe volta a tirá-la sorrateiramente "Então agora vais levar a ursa daqui para França? Nem pensar!" diz-me ela falsamente indignada quando lhe pergunto onde escondeu a Dodoca. 


 


De há uns tempos para cá, e sobretudo desde que disse à minha mãe que ia morar para Paris, ela tem falado comigo ao telefone no meu quarto, ao lado da ursinha de peluche. E de vez em quando manda-me fotos dela. Acho que têm passado muito tempo juntas.


 


Parece-me que nos últimos anos a Dodoca mudou gradualmente de função. Antes a sua magia tinha o poder de acalmar uma menina quando esta estava longe da mãe, hoje em dia ela acalma uma mãe que está longe da filha. Por mim, desde que me apercebi desta nova habilidade da Dodoca, nunca mais tentei trazê-la comigo. E está tudo bem assim.


 

A ursa de peluche mágica.

Tenho uma ursa de peluche chamada Dodoca. Foi-me oferecida aos 10 anos pela minha mãe, com o pretexto de eu ter sempre a companhia da mamã para dormir.


 


Na altura já tinha muitas insónias e não conseguia adormecer à noite, ora porque tinha medo do amanhã - ansiedade, ansiedade, ansiedade - ora porque estava longe da minha mãe.


 


Na altura a minha mãe disse-me que a Dodoca era um peluche mágico, ela permitia-me sentir a presença dela, onde quer que estivesse, mesmo estando muito longe! Eu acreditei, afinal, aos 10 anos as mães não mentem nem têm dúvidas, sabem sempre o melhor para nós.


 


A Dodoca acompanhou-me desde os 10 anos até à minha entrada na universidade. Quando fui para Aveiro estudar não a levei. Durante a minha primeira visita de fim de semana a casa, a minha mãe fez questão de, sorrateiramente, meter a ursa dentro da minha mala. E lá foi ela de comboio comigo para Aveiro. Por lá ficou, durante os 4 anos em que estive a tirar o curso, e durante o primeiro ano e meio de trabalho.


 


Depois vim para França. E a Dodoca regressou à base, sentada entre as almofadas da minha cama de adolescência.


 


Quando vou a Portugal tento sempre trazê-la para França, completamente esborrachada dentro da mala de cabine do avião. Mas antes de vir embora, não sei como, a minha mãe volta a tirá-la sorrateiramente "Então agora vais levar a ursa daqui para França? Nem pensar!" diz-me ela falsamente indignada quando lhe pergunto onde escondeu a Dodoca. 


 


De há uns tempos para cá, e sobretudo desde que disse à minha mãe que ia morar para Paris, ela tem falado comigo ao telefone no meu quarto, ao lado da ursinha de peluche. E de vez em quando manda-me fotos dela. Acho que têm passado muito tempo juntas.


 


Parece-me que nos últimos anos a Dodoca mudou gradualmente de função. Antes a sua magia tinha o poder de acalmar uma menina quando esta estava longe da mãe, hoje em dia ela acalma uma mãe que está longe da filha. Por mim, desde que me apercebi desta nova habilidade da Dodoca, nunca mais tentei trazê-la comigo. E está tudo bem assim.


 

domingo, 31 de março de 2019

O Roast do Triptofano.

Este roast já está todo preto de tão esturrado que ficou depois de meses e meses no forno. Podem ler o roast que o Triptofano tão amavelmente escreveu para mim aqui, e depois voltem aqui para ler a minha vingança se faz favor. Muhahahahaha!!!


 


Nota: como alguém muito sábio uma vez disse, se alguém ficar ofendido com estas piadas o problema não é meu 


 


O Triptofano gosta tanto de produtos de cosmética para a pele da cara, do corpo, e contorno de olhos, mas ainda não descobriu um produto milagroso para travar o desenvolvimento daquela calvície.


 


O Triptofano vai a todas! Frequenta tantos restaurantes pela Zomato Gold, onde come que nem um alarve, que qualquer dia é conhecido como a prostituta obesa de Lisboa no mundo dos foodies.


 


O Triptofano tira fotos de comida tão mal enquadradas que questiono-me se não será o seu macaco de peluche, chamado José, a tirar as fotos.


 


O Triptofano come tanto que ainda não percebi porque se dá ao trabalho de ir à piscina abater aquelas calorias - supostamente para "tratar" a sua dor ciática - quando devia era ficar em casa a comer as cenouras e os aipos das porquinhas da índia.


 


O Triptofano escreve posts tão compridos que no outro dia tive que tirar um dia de férias inteiro só para ler um post do blog dele.


 


O Triptofano tem as unhas tão cuidadas e veste-se tão bem que um dia destes é vê-lo a meter gelinho na Delfine Brasileira lá para os lados de Alvalade armado em influencer.


 


O Triptofano quando escreve em inglês no Instagram está quase no mesmo nível do Jorge Jesus a falar espanhol.


 


O Triptofano fez um post sobre fisting anal com lubrificante para animais, mas parece-me que não é o facto de ser Farmacêutico que o tornou um entendido na matéria.


 


O Triptofano faz posts sobre feminismo e critica as mães do "Quem quer casar com o meu filho" por procurarem empregadas domésticas para os filhos, mas quem lhe lava a roupa ainda é a mãe dele.


 


 


ADORO-TE TRIPTOFANO!!! 


 


 


Digam lá, quem gostavam que fosse a próxima "vítima" aqui do meu Roast??? 


 


 

O Roast do Triptofano.

Este roast já está todo preto de tão esturrado que ficou depois de meses e meses no forno. Podem ler o roast que o Triptofano tão amavelmente escreveu para mim aqui, e depois voltem aqui para ler a minha vingança se faz favor. Muhahahahaha!!!


 


Nota: como alguém muito sábio uma vez disse, se alguém ficar ofendido com estas piadas o problema não é meu 


 


O Triptofano gosta tanto de produtos de cosmética para a pele da cara, do corpo, e contorno de olhos, mas ainda não descobriu um produto milagroso para travar o desenvolvimento daquela calvície.


 


O Triptofano vai a todas! Frequenta tantos restaurantes pela Zomato Gold, onde come que nem um alarve, que qualquer dia é conhecido como a prostituta obesa de Lisboa no mundo dos foodies.


 


O Triptofano tira fotos de comida tão mal enquadradas que questiono-me se não será o seu macaco de peluche, chamado José, a tirar as fotos.


 


O Triptofano come tanto que ainda não percebi porque se dá ao trabalho de ir à piscina abater aquelas calorias - supostamente para "tratar" a sua dor ciática - quando devia era ficar em casa a comer as cenouras e os aipos das porquinhas da índia.


 


O Triptofano escreve posts tão compridos que no outro dia tive que tirar um dia de férias inteiro só para ler um post do blog dele.


 


O Triptofano tem as unhas tão cuidadas e veste-se tão bem que um dia destes é vê-lo a meter gelinho na Delfine Brasileira lá para os lados de Alvalade armado em influencer.


 


O Triptofano quando escreve em inglês no Instagram está quase no mesmo nível do Jorge Jesus a falar espanhol.


 


O Triptofano fez um post sobre fisting anal com lubrificante para animais, mas parece-me que não é o facto de ser Farmacêutico que o tornou um entendido na matéria.


 


O Triptofano faz posts sobre feminismo e critica as mães do "Quem quer casar com o meu filho" por procurarem empregadas domésticas para os filhos, mas quem lhe lava a roupa ainda é a mãe dele.


 


 


ADORO-TE TRIPTOFANO!!! 


 


 


Digam lá, quem gostavam que fosse a próxima "vítima" aqui do meu Roast??? 


 


 

sábado, 30 de março de 2019

Conhecem o verbo Brexitar?

Estão a ver aquele amigo que a meio de uma saída à noite se vira para toda a gente e diz "vou embora", mas passado 1h ainda está na conversa e não dá nem um único sinal de querer bazar? 


 


Frase utilizada neste contexto : O Zé Manel passou a noite toda a brexitar. 


 


*****


 


Estão a ver aquela amiga que quer mudar de discoteca às 3h da manhã e quando chegam cá fora ela não faz ideia para onde ir a seguir e a discoteca de onde vieram já não vos aceita de volta?


 


Frase utilizada neste contexto: A Maria Constança brexitou bué ontem à noite. Por causa dela acabamos a noite no tasco todos ressacados a comer pão com chouriço.

Conhecem o verbo Brexitar?

Estão a ver aquele amigo que a meio de uma saída à noite se vira para toda a gente e diz "vou embora", mas passado 1h ainda está na conversa e não dá nem um único sinal de querer bazar? 


 


Frase utilizada neste contexto : O Zé Manel passou a noite toda a brexitar. 


 


*****


 


Estão a ver aquela amiga que quer mudar de discoteca às 3h da manhã e quando chegam cá fora ela não faz ideia para onde ir a seguir e a discoteca de onde vieram já não vos aceita de volta?


 


Frase utilizada neste contexto: A Maria Constança brexitou bué ontem à noite. Por causa dela acabamos a noite no tasco todos ressacados a comer pão com chouriço.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Mudanças!

Cometi uma loucura. Já devem ter percebido pelos últimos posts que me despedi de onde estava a trabalhar e que andava à procura da próxima oportunidade.


 


Assim de mansinho vi a oportunidade surgir, mas não queria vê - la. Pensei que ia a Paris só para um congresso, acompanhada por uma antiga colega de formação. Lembram-se daquela formação que fiz em 2017, paga pelo meu empregador, e que me fez assinar aqui por dois anos? Pois. Nessa formação conheci pessoas muito interessantes, com os mesmos gostos e ambições profissionais que eu.


 


E há 2 semanas, fui a Paris a um congresso com uma delas e ela disse-me que andava à procura de alguém. E que o pai dela tem um estúdio em Montmartre para alugar.


Perguntou se queria ir trabalhar com ela. E ficar no estúdio do pai dela. 


Disse que sim.


Sem pensar duas vezes.


Isto nem parecem coisas minhas.


As dúvidas só vieram depois. 


Foi assim quando vim para França  disse que sim e só depois pensei. E não me arrependo. Uma parte de mim sabe que só faço as coisas se não pensar muito nelas. Como se uma força invisível me puxasse naquele momento a dizer que sim. 


 


Disse que sim sem hesitar. E isso significa que apesar dos medos todos há uma parte de mim que quer fazer isto. Que quer passar por esta experiência. Seja ela boa ou com muitas aprendizagens.


 


Sem saber o que virá depois. Agora é Paris. Cidade do amor e de luz. E dos Coletes Amarelos! E de muitas mudanças na minha vida.


 


Vou passar do campo profundo para a cidade... Grande! Vou perder 30 metros quadrados de espaço. Onde vou meter a tralha? Está na hora de me livrar de muitos pesos antigos.


Para ganhar outras coisas. Diferentes... 


 


Vamos arriscar? Bora! 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...