terça-feira, 31 de março de 2020

A história do fim do mundo que nunca contarei aos meus filhos!


Epah, até estava tudo mais ou menos bem. Não era tão bom como os anos 90, que para mim foram anos sem preocupações nenhumas, e os teus avós sempre me disseram que foi a melhor década da vida deles, e correspondeu à década dos 20 anos deles, por isso não me admira que tenha sido espectacular. Toda a gente merecia ter uma boa década para passar os seus vintes.


Ora bem, no início dos meus 20 anos foi a crise em Portugal. Uma merda, só se ouvia falar nisso, e na Troika, e na austeridade, e nos sacrifícios, foram tempos fodidos. Tirei o curso com a ideia (e o desejo de emigrar). E emigrei. 


Depois, tive ali 5 aninhos de emigração mais-ou-menos, era feliz, mas podia ter sido melhor sabem? Tinha uma doença mental para tratar. A ansiedade, já ouviram falar? No início vivi aquilo tudo com bastante ansiedade mas a coisa lá foi melhorando, uma pessoa até ia ouvindo falar de fome no mundo, da poluição, havia ali uma tipa, a Greta, que era marada dos cornos, mas até tinha razão numas cenas... Falava-se de guerras em países distantes, mas nada de especial, nada que nos afectasse muito enquanto europeus. Ah, quase me esquecia, houve aquela situação dos refugiados que partiram a Grécia toda e fizeram mais umas cenas noutros países, mais uns quantos naufrágios no mar Mediterrâneo, mas nada de especial, uma pessoa ouvia isso nas notícias mas depois voltava tudo ao normal, sabem como é, futebol, Eurovisão, jogos Olímpicos, a Carolina Deslandes que fez uma música a falar de racismo, umas estátuas que aparecerem com lágrimas azuis no Porto, uns cidadãos de Lisboa que reclamaram das rendas demasiado altas. Nada de mais, a vida corria como sempre a conhecemos.


Tranquilo. 


Mas escutem, no ano em que decidi que ia deixar de ter ansiedade e arriscar mais, mudar radicalmente de vida, pumbas, um chinês decidiu fazer uma sandes de Pangolim e apanhou um vírus que infectou o mundo todo. 


E foi assim que toda aquela merda que vocês aprenderam nos livros de história começou.



 


coronavirus_fim_do_mundo.jpg


 


 



 

A história do fim do mundo que nunca contarei aos meus filhos!


Epah, até estava tudo mais ou menos bem. Não era tão bom como os anos 90, que para mim foram anos sem preocupações nenhumas, e os teus avós sempre me disseram que foi a melhor década da vida deles, e correspondeu à década dos 20 anos deles, por isso não me admira que tenha sido espectacular. Toda a gente merecia ter uma boa década para passar os seus vintes.


Ora bem, no início dos meus 20 anos foi a crise em Portugal. Uma merda, só se ouvia falar nisso, e na Troika, e na austeridade, e nos sacrifícios, foram tempos fodidos. Tirei o curso com a ideia (e o desejo de emigrar). E emigrei. 


Depois, tive ali 5 aninhos de emigração mais-ou-menos, era feliz, mas podia ter sido melhor sabem? Tinha uma doença mental para tratar. A ansiedade, já ouviram falar? No início vivi aquilo tudo com bastante ansiedade mas a coisa lá foi melhorando, uma pessoa até ia ouvindo falar de fome no mundo, da poluição, havia ali uma tipa, a Greta, que era marada dos cornos, mas até tinha razão numas cenas... Falava-se de guerras em países distantes, mas nada de especial, nada que nos afectasse muito enquanto europeus. Ah, quase me esquecia, houve aquela situação dos refugiados que partiram a Grécia toda e fizeram mais umas cenas noutros países, mais uns quantos naufrágios no mar Mediterrâneo, mas nada de especial, uma pessoa ouvia isso nas notícias mas depois voltava tudo ao normal, sabem como é, futebol, Eurovisão, jogos Olímpicos, a Carolina Deslandes que fez uma música a falar de racismo, umas estátuas que aparecerem com lágrimas azuis no Porto, uns cidadãos de Lisboa que reclamaram das rendas demasiado altas. Nada de mais, a vida corria como sempre a conhecemos.


Tranquilo. 


Mas escutem, no ano em que decidi que ia deixar de ter ansiedade e arriscar mais, mudar radicalmente de vida, pumbas, um chinês decidiu fazer uma sandes de Pangolim e apanhou um vírus que infectou o mundo todo. 


E foi assim que toda aquela merda que vocês aprenderam nos livros de história começou.



 


coronavirus_fim_do_mundo.jpg


 


 



 

segunda-feira, 30 de março de 2020

Aprendi.

Aprendi que quando estou na semana antes do período tenho que ter mais compaixão por mim própria. Aprendi que a produtividade baixa e está tudo bem. Aprendi que é uma altura de olhar para dentro. Aprendi que às vezes ficar a ver um filme é muito mais produtivo do que tentar trabalhar ou estudar. E apesar de neste momento não estar tudo bem lá fora - e no mundo em geral - dentro de mim estou cada vez mais em paz.

Aprendi.

Aprendi que quando estou na semana antes do período tenho que ter mais compaixão por mim própria. Aprendi que a produtividade baixa e está tudo bem. Aprendi que é uma altura de olhar para dentro. Aprendi que às vezes ficar a ver um filme é muito mais produtivo do que tentar trabalhar ou estudar. E apesar de neste momento não estar tudo bem lá fora - e no mundo em geral - dentro de mim estou cada vez mais em paz.

domingo, 29 de março de 2020

Decisões das 2h da manhã.

Ando-me a deitar extremamente tarde, e o meu cérebro já começa a acusar a falta de contacto humano e com o exterior. Por isso, vou partilhar aqui uma decisão que tomei, mas com um grande disclaimer, posso vir a mudar de ideias no fim do isolamento social: Quero participar na meia maratona de Paris. Em Setembro. Possível ou não?

Decisões das 2h da manhã.

Ando-me a deitar extremamente tarde, e o meu cérebro já começa a acusar a falta de contacto humano e com o exterior. Por isso, vou partilhar aqui uma decisão que tomei, mas com um grande disclaimer, posso vir a mudar de ideias no fim do isolamento social: Quero participar na meia maratona de Paris. Em Setembro. Possível ou não?

sábado, 28 de março de 2020

Sono. Tanto sono.

Com o isolamento social passei de dormir 5h por noite a dormir 10h todos os dias.... Pareço uma ursa em hibernação.... Gorda, peluda e roncadora. 

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...