quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Ainda mal voltei e já fui para os destaques 🥰

Andei aqui anos e anos e mal vi os destaques, agora que voltei a vir para aqui desabafar, nas vésperas de festejar a primeira década de blog, o Sapo deu-me a honra de me dar um destaque.


 


Muito obrigada,


beijo nessa bunda verdinha de Sapão malandro 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Acabei de dizer isto a um paciente português.

Tenho um paciente português neste momento e sinto que já não consigo fazer a minha profissão noutra língua que não seja o francês... para quem está emigrado ou trabalha com outras línguas isto é um fenómeno muito comum, não é?

Estava a dizer-lhe "começamos começar, ai desculpe enganei-me, costumamos costumar" 


 


O que eu queria dizer "costumamos começar"...   ai emigração, deste-me muita coisa e tiraste-me outras tantas, o português correcto foi uma delas 


 


Beijo na bunda 

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Eles comem medos ao pequeno-almoço.

Ando a tentar não ver notícias porque sinto que o mundo está a desmoronar. Bem tento ser otimista, mas sinto que este planeta está a ficar sem ponta por onde se lhe pegue. Ou então, é alguém que "manda nisto" que quer que acreditemos nesta situação desesperada para alimentar os seus próprios interesses com os nossos medos?? Hmmmm...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Insónias.

Tenho tido outra vez muitas insónias... Até me questiono se algum dia me livrei completamente delas... Acho que são para a vida toda. É injusto, porque eu só queria dormir mais de 8h seguidas, pelo menos uma vez por semana! Será pedir muito??? 

domingo, 1 de dezembro de 2024

Ponto da situação.

Eu já fui a amiga negativa, já tive uma visão muito mais negra da vida. Vocês sabem! Vocês, meus fieis leitores, acompanharam algumas situações, neste blog que deixei um pouco abandonado. Penso várias vezes em vir limpar o pó aqui ao quartinho desarrumado, fazer a cama de lavado, deixar os cortinados e os tapetes ao sol, acender uma velinha de cheiro, e voltar a fazer disto casa. Penso mas não ajo. No entanto, de forma surpreendente, e contra todas as expectativas que já tive de desistir disto, hoje decidi que vinha cá, nem que fosse só dizer um olá.


Quero voltar a fazer crónicas, sobre vários assuntos, tal e qual um Bruno Nogueira, que tanto adoro e ouço o podcast religiosamente, excepto aquele detalhe em que não tenho piroca, tenho mamas (poucas), sou solteira e sem filhos, e não sou uma comediante de renome. Gostava  de ter sido, talvez noutra vida nasça alguém com menos aversão à exposição pública, alguém que cresça numa capital, e que tenha acesso a outras oportunidades para se tornar uma artista.


Ainda assim, no meio do caos que foi a minha adolescência, consegui aceder a certos privilégios e tornar-me em alguém que até tem algumas coisas para contar. Entre voltas e voltinhas, entre percalços, sonhos e desistências, vim parar a Paris. Em julho abri o meu negócio próprio aqui, e está tudo a correr bem, mais do que bem. Desculpem não ter contado aqui, podem chicotear-me à vontade (eu até gosto), é só que estava tão cagada de medo que não contei a quase ninguém que não é do meu círculo próximo, construí tudo nas sombras, o meu objectivo era que fosse eu a ver a luz e esconder-me num buraco escuro se tudo fosse c'os porcos, investi muito. Tive uma mini fase de depressão quando comecei, achei que não ia ter pacientes, e eles foram chegando, um a um, e em 3 semanas enchi agenda.


Que fucking abençoada que és desarrumada, alguns vão dizer; mas sei que tenho trabalhado como um cão ao longo dos anos, prescindi de muitos projectos pessoas (projecto maternidade a ir pelo cano, à medida que os anos passam e escrevo este texto). Ouço os ovários a secar, mas ninguém quer saber, descobri enquanto montava os móveis todos do meu gabinete sozinha, que ninguém quer saber, nascemos sozinhos, completamente à mercê da boa vontade de quem queira cuidar da nossa versão mais bebé e indefesa, crescemos sozinhos, e morremos ainda mais sozinhos.


pessoas_idosas.pngFonte: pixabay


Cheguei a uma conclusão sobre a minha vida, a de que mais vale eu tentar fazer o melhor que posso para tornar esta vida numa que valha a pena ser vivida, e acreditem, não parece, mas quando digo isto já não estou depressiva, já nem estou sequer triste ou ansiosa, tenho só tentado ver a vida de forma cada vez mais pragmática e estóica. E esta merda ajudou-me. Percebi que me preocupava com muitas merdinhas que daqui a uns anos não vão ter importância nenhuma. Estas filosofias que tenho tentado seguir, ajudaram-me imenso a enfrentar os meus demónios... demónios esses que percebi em parte de onde vêm, mas isso é assunto para outros posts. 


Outra coisa que me ajudou a mudar completamente de visão sobre a vida: comecei a trabalhar em part-time num lar de idosos. E se há um conselho que vos posso dar, bem sei que não sou pessoa cuja vida dê vontade de seguir os meus conselhos, mas façam o que eu digo e não o que eu faço: todos os velhotes do lar me dizem que a vida passou demasiado rápido e que todas as preocupações que tiveram hoje não têm importância nenhuma.


 


E com este conselho tirado do cu, me despeço.


Beijo na bunda 
da vossa eterna dESarrumada


 


 

sexta-feira, 8 de março de 2024

A última vez que tive um one night stand.

Tenho tido muitos assuntos "para esquecer", um deles é o meu último one night stand. Foi no inverno do covid, lá para finais de 2020, andava a dormir com um gajo que tinha namorada, eu ia a casa dele quando a namorada tinha saído para ir ter com amigas, e ele estava todo stressadinho porque a namorada podia chegar a qualquer momento. Quando me ligava estava quase sempre bêbado ou de ressaca.


Lembro-me daquele domingo de manhã, a primeira vez, recebi uma mensagem dele a dizer "a minha namorada foi para o brunch com umas amigas, vem cá ter". E foi literalmente a primeira vez que o vi na vida, só andávamos a falar pelo Tinder. Morávamos a 5 minutos a pé um do outro, no 18ème arrondissement de Paris, e eu estava cá fora ao frio, a um fucking domingo de manhã, não havia ninguém na rua, e ele veio buscar-me cá em baixo, agora percebo porque não me quis dar o código do prédio, e chegando ao apartamento dele vi, fotos da namorada, tudo bem decorado e limpo, notava-se pelo aspecto dele que, certamente, não era ele que decorava ou limpava a casa.


Fodemos no sofá, mas o gajo estava, para além de ressacado, com tanto sentimento de culpa que só dizia "ai, se a minha namorada se esqueceu de alguma coisa e aparece aí de repente, estou morto, é o fim". Eu na altura estava-me a cagar, hoje apercebo-me dos perigos desta merda de ser uma "amante"... ao longo dos anos fui-me apercebendo que esses perigos podem ir desde o simples "ser metida na rua toda nua" ao "levar com uma gaja em fúria em cima de mim pronta para a porrada". Este tipo de histórias podem acabar muito mal, brinquei.


Ele não se veio, nem conseguiu manter a erecção mais do que uns 10 minutos. Eu também não me vim. Foi merdoso na verdade, mas na altura estava tão cheia de adrenalina que me achei a maior da minha aldeia. Tão parvinha nesta época, valha-me Nossa Senhora dos pitos aos saltos. Amén.


 


Mas aprendi algumas lições inestimáveis, como por exemplo:


 


1) trair é super fácil.
Ele chegou a estar comigo, literalmente a chupar-lhe a pila de joelhos, enquanto mandava sms à namorada. Numa noite apareceu lá em casa às 3h da manhã, enquanto estava numa saída com os amigos, apanhou um uber, foi-me foder praí durante 1h30, e depois saiu a correr para voltar a ir ter com os amigos. A namorada nunca ia desconfiar.


 


2) os homens protegem-se uns aos outros
Obviamente, os amigos dele sabiam que ele saiu da beira deles para ir "pinar uma gaja do Tinder", e acham  que algum deles vai contar à namorada de 7 anos do infiel??? Claro que não, eles provavelmente fazem ou farão o mesmo, e também precisam de protecção nesses momentos.


 


3) trair é mau, mas só se fores apanhado
O gajo não tinha sentimento nenhum de culpa, ele só não queria era ser apanhado. Isto já diz tudo sobre a mente masculina, e humana, porque também há mulheres assim, claro...


 


4) foder com gajos que estão bêbados é super nojento
Esta fala por si, aquele cheiro a bafo de álcool por cima de mim, sentir asco com cada vai e vem que trás a respiração dele em cima de mim, que recordação dos infernos... E o cheiro da transpiração de alguém que bebeu??? Hell to the no! Dégueulasse. Vómito.


 


5) acho que qualquer homem trai se tiver oportunidade para isso
Sinto que desde essa altura de vida loka, em que dormi com homens solteiros, mas também alguns a namorar ou casados, e apercebendo-me do ponto 1 e 3, acho que não há homem que escape à vontade de trair, excepto se não tiver oferta ou tiver preguiça de gerir mentiras e ocultações. Trair exige uma boa memória, sinto que há gente que só não trai porque depois não ia conseguir manter as mentiras.


 


E hoje era isto que precisava de despejar aqui antes de ir dormir. Este regresso à blog-terapia tem-me feito bem. Tinha genuinamente saudades de vir aqui falar com vocês, meus desarrumados mais lindos!


 


Beijo na bunda, 
da sempre vossa,
a dESarrumada

domingo, 3 de março de 2024

Se o sonho não é teu, não o faças.


 


Lembram-se do ex de 2020, o francês, que queria ser pai mais do que tudo? Pois é, ele juntou-se de novo com a ex (aliás nunca deixou de falar com ela enquanto estava comigo na verdade), tiveram um bebé que tem exactamente o nome que ele queria, Léon, ele sonhava com o seu "petit Léon", e eu sentia algo extremamente desconfortável, eu sentia que ele não procurava uma mulher para amar, ele queria basicamente um veículo, um útero, que lhe permitisse ser pai.


E antes que digam que eu imaginei isto, eu vou justificar. Porque já sei que desde o 2o ano de blog, tenho uns "haters de estimação" que gostam de me enviar mensagens a chamar-me de paranóica e mimada, por isso decidi já antecipar em cada post, o tipo de merdas que essas pessoas podem imaginar que eu estou a viver.


Então é assim, calha da actual dele ser uma YouTuber/instagrammer de Marketing digital, relativamente conhecida aqui em França... Isso significa o quê ? Que ela conta a vida pessoal dela nas redes sociais. Contou a gravidez, contou o parto, contou o pós parto. Qual não é o meu espanto quando vi que ela participou num Podcast sobre o "arrependimento materno"!!! E foda-se, não é que ela diz exactamente tudo que eu pensei que ia sofrer se tivesse continuado com esse meu ex? Ela arrependeu-se de ter um filho, e deu montes de argumentos sobre esse arrependimento, e 80% deles relacionados com o pai do filho, o meu ex.


É, eu fico sempre naquela dúvida se as mulheres se arrependem mesmo do acto de ter filhos, ou se "só" se arrependem de "ter tido um filho com este badamerda específico"... Ainda estou para descobrir isto tudo, mas uma coisa eu sei, quando uma mulher decide ter um filho, tem que manter sempre ali in the back of her mind, a possibilidade nua e crua, de que pode vir a ter que ser ela a abdicar de mais coisas que o pai, em prol da criança, e que, infelizmente, pode até acontecer do homem bazar durante a gravidez, após o parto, anos depois, em qualquer momento, na verdade, sem nenhuma consequência em termos de perda de liberdade para ele.


Por isso meninas, se quiserem filhos façam-no por vocês, e não para agradar a outras pessoas, porque, na maior parte das vezes, ser mãe não é de todo o mesmo que ser pai. 
E sim, vão levar com este tema frequentemente por aqui, get used to it.


 


Beijinhos na bunda 💋

Hoje estou positiva

Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...