Gostava de ter ficado acordada por vários motivos, motivos bem mais interessantes do que este. Após vários telefonemas para o meu segundo "paizinho" - colega de trabalho que já percebe bué destas coisas de emigração e o carago, e que tem sido um verdadeiro anjo da guarda - lá consegui comprar o bilhete do meu primeiro voo de ida desde que aqui estou... agora só falta comprar o bilhete de regresso.
Mas esse malandro, admito, vai custar-me mais um pedacinho de coração.
Sobre estas coisas da distância, isto parece que vai ser muito fácil quando saímos a primeira vez, mas já me avisaram que custa mais quando voltamos a segunda vez. E cada vez vai custando mais... ter a família longe custa, mas não me sentir realizada profissionalmente estava a custar mais... afinal, sou jovem e tenho sangue na guelra, quero viver tudo que tenho para viver!
Bilhetes de regresso, odeio-vos tanto.
E daí talvez não, depende daquilo para onde queres regressar. Trabalho mal pago, ameaças de desemprego constante, falta de valorização profissional? Não, obrigada. Vou só ali emigrar um bocadinho e já volto.
"Os bilhetes de regresso são um conceito subjectivo: regresso é quando vais, ou quando voltas? Qual o verdadeiro sentido do regresso? Regressas quando vais ter com a tua família ou quando voltas à terra que te deu oportunidades?"
Sem comentários:
Enviar um comentário