quinta-feira, 14 de maio de 2015

Jasus, que tédio esta cena do Bullying

Meninos, esta história do bullying já mete um bocado de nojo, não?

Já sei que vão haver pessoas a querer dar-me duas cachaporras na nuca depois de dizer isto, mas ora aí vai. Não acho correcto espalharem a cara das miúdas que bateram no miúdo ao deus dará. Tudo bem que elas não agiram bem, acho bem que sejam castigadas de alguma forma, mas expô-las publicamente, sabendo que há por aí muito maluquinho capaz de usar as mais variadas desculpas para fazer mal a crianças? Epah, não.


 


E pronto, a desarrumada quis meter-se um bocadinho nas notícias da actualidade e deu nisto. Façam com a minha opinião o que quiserem.

14 comentários:

  1. Eu prefiro dar-lhes um bom par de estalos, um bom castigo e... terminaram-se as divulgações e algumas divagações.
    Quando a educação especial correspondia aos meus sonhos e alguns destes casos surgiam, curiosamente nos quais creio nunca ter dado pares de estalos mas a juventude tem vindo a piorar, era de suma importância confiarem no prof. "fixe" (e com fixe não estou a dizer o que deixa fazer tudo, como dá para notar). Aquela referência na escola com a qual sabiam poder desabafar. Juntava os intervenientes e levava-os a expulsar todos os fantasmas. Por vezes, era necessário recorrer ao contexto turma, outros à família mas nem sempre. Depois fazia-os pensar no futuro: "quero ficar com esta imagem associada a mim?", "não estarei a dar demasiada importância a coisas pouco relevantes?". E pronto. Claro que demora tempo. Requer a colaboração de pais, professores e colegas. Mas é tão bom quando se consegue. E às vezes, também se manda um dar um murro numa ou noutra, para saber o que é bom. Chocados? Pouco me importa. Essa coisa de bullying parece tão recente não é? Então por que dele terei sido vítima? E nunca soube andar à porrada. Raios. Aliás, o Marquês, num curto post escreveu maravilhosamente bem a este respeito. Como diretor de turma, já tive que mostrar o outro mundo. O mundo onde crianças trabalham, são violentadas, pessoas são queimadas,... Foi trabalho de 1 ano letivo, no qual não posso deixar de agradecer a colaboração dos restantes professores. Sofri. Mas aquela turma que quando vi, pela 1.ª vez, saltava nas cadeiras e mesas e os socos no nariz pareciam algo tão comum quanto eu comer chocolate, nunca me envergonhou numa visita de estudo (e foram muitas), aprendeu a dizer obrigado, a cumprimentar, comer com talheres e boca fechada e a ser uma das mais respeitadas da escola. No 6.º ano, problemas não deu e... foi a 3.ª melhor no exame de matemática, apesar de eu ter faltado 1 mês, dado uma intervenção cirúrgica. Se disser que os adorei, pode parecer de louco mas... é verdade. Apenas de um nada consegui.

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  2. Eu não reli o que escrevi. Se tiver erros de qualquer ordem, ignorem. Escrevi com emoção!

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  3. Eu acho que ninguém pensa no fulcral. Que tipo de pais e de educação é que elas tiveram para ficar assim. Em que meio é que viveram. São duas "crianças" que com isto tudo vão ficar com a vida meio arruinada. Espero que consigam dar a volta.

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  4. "Juntava os intervenientes e levava-os a expulsar todos os fantasmas. Por vezes, era necessário recorrer ao contexto turma, outros à família mas nem sempre. Depois fazia-os pensar no futuro: "quero ficar com esta imagem associada a mim?", "não estarei a dar demasiada importância a coisas pouco relevantes?". E pronto." Esta parte pareceu-me ser uma das mais fundamentais, e muitas vezes esquecida.

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  5. Não se preocupe Paulo! Boas leituras!

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  6. Meio arruinada? Eu diria antes BASTANTE arruinada. Tanto hype em volta desta situação, para quê? Para evitar que outros façam o mesmo? Há por aí miúdos tão sedentos de atenção, que até este tipo de atenção negativa lhes parece bem.

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  7. Obrigado. Eu reajo muito intuição. Sigo o coração e... tem resultado. Claro que às vezes também erro, quando perco a cabeça. Mas quando tal acontece, eis as causas: excesso de trabalho e escola ou profs que não colaboram.

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  8. Vão ficar mais revoltadas. Como forma de reação, irão procurar destacar-se ainda mais. Acontece que, no ano que decorreu até à publicação deste vídeo, até já podiam ter mudado a forma de estar. Ou seja, o trabalho feito foi completamente desfeito e o que de "mau" (revolta) nelas havia, acentuou-se. O mesmo se passa com a vítima: a vergonha, o ser apontado, ...
    Como é que o youtube, tão esquisito com erotismo ou direitos de autor, não vigia este tipo de publicações, apagando-as de imediato?

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  9. Desarrumada, concordo em pleno contigo! Resolver Bullying com bullying não é solução! Andarem a partilhar a cara das miúdas com frases convidativas à violência, não é solução.
    Primeiro, ninguém se pode esquecer que apesar de tudo, são crianças. Precisam de muita coisa. Apoio, educação, acompanhamento...Tudo menos a cara delas estampada num qualquer cartaz por esse país fora com a frase "PROCURA-SE! VIVO OU MORTO". Pois na realidade é isso que está a acontecer. E isso é a mesma coisa que dizer #JesuisCharlie, mas depois criticar violentamente este ou aquele por dizerem publicamente o que pensam.

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  10. Continuo a achar que deviam ser punidas de alguma forma, tipo trabalho comunitário ou algo do género... mas serem completamente enxovalhadas desta forma não.

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  11. Eles até podem apagar, mas antes de o fazer já alguém copiou o video e postou-o mais umas dez vezes... e por aí fora...

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  12. É verdade. E passam de tlm em tlm como faziam uns miúdos da minha direção de turma com filmes porno. LOL
    Bem, mas esses aos menos estavam na fase da descoberta. Entre ver mamas e o que nem entendem muito bem, mas que acabamos por falar em cn e formação cívica e violência gratuita, escusado será dizer o que prefiro. Podem chover críticas pois estou-me nas tintas. Como lhes digo: "todos temos mamas". Ou "todos fomos feitos assim, com mais ou menos ginástica". E logo os envergonho. Adoro os meus pequenos adolescentes.

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  13. Esses ao menos usavam o telemóvel para coisas mais agradáveis. E ver umas maminhas nunca fez mal a ninguém.

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