Dei por mim a ter que adoptar um novo lema de vida e aplicá-lo a todos os campos da minha vida. Enquanto for divertido, é o lema.
E em que posso aplicar este lema perguntam vocês? Eu faço a lista exaustiva e aproveito para vos meter a par das minhas andanças:
Ponto 1: na minha última viagem a Portugal comecei a namorar (oficialmente) com o Plutónio-man, sim, já tinhamos falado sobre isso numa das nossas chamadas por Skype, mas falar sobre o assunto cara-a-cara teve outro impacto para mim. As coisas têm corrido super bem, no início ainda tínhamos um ou outro desentendimento mas ultimamente temos estado em sintonia a maior parte do tempo. O que é óptimo quando se tem 1800km de distância pelo meio.
Qual será o resultado disto? Não sei. Mas vou continuar... enquanto for divertido. E a verdade é que me divirto mesmo com ele, quer juntos quer à distância (temos trocas de mensagens que não lembram a ninguém!). É verdade que o contacto físico faz muita falta, mas enquanto gostar tanto dele não me consigo livrar da peste.
Ponto 2: a emigração. Quem me segue sabe que estou a trabalhar em França. Decidi sair de Portugal porque não estava contente com as condições de trabalho (recibos verdes, pressão desmesurada para atingir objectivos ridículos, 12h de trabalho por dia e outras coisas do estilo), mas "pelo menos" tinha trabalho a tempo inteiro disseram-me algumas pessoas... estive-me a lixar para isso. Na altura estava na fossa, ou procurava algo melhor ou caía numa depressão grave. A psicóloga que me seguiu na altura foi um amor e se algum dia ler isto: obrigada Sofia.
Eu saí para procurar uma evolução pessoal, profissional e monetária que em Portugal não iria conseguir tão depressa. Se tenho saudades da família? Sim. Se tenho saudades do clima e da boa vida de Portugal? Sim. Se as condições de trabalho e a forma de pensar das pessoas no geral me deixam saudades? Não, nem pensar. Será que vou continuar em França? Sim, enquanto for divertido e desafiante vou. E a verdade é que me tenho superado todos os dias, desenrascar-me sozinha noutro país: check. Aprender uma nova língua praticamente do zero: check. Se o meu colega de trabalho imbecil podia ir pastar cocó? Podia. Mas sem ele isto não tinha sido a mesma coisa. Uma pessoa até se diverte com as figuras dele.
E era isto que queria partilhar com vocês meus caros. De vez em quando lá me sai um post sério para variar.
Beijinhos na bunda!
Gostei imenso. Fiquei a saber um pouco mais sobre ti, e concordo plenamente com o teu lema. O mais importante é estares bem e sentires-te feliz! Enquanto isso acontecer, tudo bem!
ResponderEliminarPrimeiro quero dar-te os parabéns por teres arriscado e saído de uma "zona de conforto" aos olhos de muitos, tal como dizes que te diziam "tinha trabalho a tempo inteiro". Ir para outro país não é nada mas nada fácil. Tudo é diferente e normalmente as pessoas quando vão de férias a uma cidade nova, acham que seria fácil viver lá. Mas não é assim. A língua é diferente. Cultura. Gastronomia. Clima. Enfim, tudo. As pessoas são diferentes.
ResponderEliminarE muitas vezes começar do zero é muito duro.
As saudades apertam muito.
E tu fizeste isso tudo... Parabéns.
É preciso coragem.
Agora de facto a melhor parte é divertires-te com tudo o que possas.
Há sempre uma forma de ver as coisas que nos faça achar graça... nem que seja de nós próprios!
Bonheur sempre! :-)
Acho que essa tua lei do enquanto for divertido é muito boa, eu propria devia adota-la, dava jeito.
ResponderEliminarMesmo, desde que estejamos tranquilos com aquilo que somos e aquilo em que nos estamos a tornar :)
ResponderEliminarEconomista, obrigada pelo seu texto! Também já esteve em França? :)
ResponderEliminarEntão adopta :) depois diz como corre :)
ResponderEliminarRespeito que tenhas ido para França, afinal de contas, é a terra europeia de oportunidades. Quantos... mas quantos tugas não foram para França nas décadas de 50 e 60 e hoje já estão cá reformados, felizes da vida? Quantos!?
ResponderEliminarAcho que sim, acho que fizeste bem. Eu próprio já estive aí em França, em 2014, e vi que a vida aí é muito melhor, mas neste momento, não posso mesmo sair de Portugal.
A vida de deficiente é muito diferente da vida de uma pessoa dita "normal"! Requer mais cuidados. E eu, na qualidade de deficiente físico, preciso desses cuidados. Não posso ir à toa, para uma empresa qualquer, assim sem mais nem menos.
Por isso, tenho de contentar-me a ficar-me por cá,... até ver!
Para finalizar, espero que tu, dEsarrumada, estejas bem em França.
Beijinhos.
Obrigada blogger, é sempre bom receber apoio assim! Quanto à tua situação... se algum dia precisares de alguma coisa diz! beijinhos
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