quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O tal.

Parece que já o conheço desde sempre. A verdade é que quando olho para as fotos das nossas mães grávidas lado a lado, fico com a prova física de que já o conhecia desde o início da vida.


Aquele primeiro amor de infância. Aquele primeiro beijo atrás do arbusto, enquanto jogávamos às escondidas. A primeira desilusão quando ele mudou de cidade.


Com ele é fácil falar. É fácil combinar chamadas no Skype. É fácil confiar. Não sinto aquela necessidade parva de saber a toda a hora o que ele está a fazer. E o mais engraçado é que não sei porquê... estarei apaixonada? Já? Ou será que sempre foi ele O tal?


 


Ai dESarrumada, deixa de ser sonhadora...


 


A única coisa que posso ter a certeza é do que senti quando o vi no verão, depois de alguns anos de ausência, vê-lo ali, nas festas da terrinha onde brincámos, foi como se o tempo nunca tivesse passado, foi como se ele tivesse uma espécie de aura iluminada à volta dele. Foi como se o mundo incessante que existe na minha cabeça parasse para o olhar.  


Ele tem um magnetismo que me atrai de uma forma que não consigo explicar. Anseio as próximas férias. Quero ter a certeza de que tudo isto que sinto é real.


Quatro semanas e dou um saltinho a Lisboa. Até lá vou tentando acalmar o coração.

4 comentários:

  1. Tens de parar de reencontrar amigos de infância com quem sempre falaste e de quem sempre gostaste, senão qualquer dia só tens amigos aí no Desterro, pá!

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  2. Por acaso estive imensos anos sem falar com este moço! E isso de sempre gostar pode ser subjectivo... Ter carinho por alguém porque já se gostou quando se é pequeno, pode ajudar a "reavivar" a chama muito mais facilmente... ou não?
    Não percebi a parte de só ficar com amigos no "desterro"? :x

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  3. Não és tu que dizes que moras no fim do mundo e que estás aí desterrada? :p

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  4. Ai que lindo tenho saudades de sentir isso.

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