sábado, 15 de abril de 2017

Acho que às vezes sou muito drástica...

 


Como o título deste post já diz, acho que às vezes sou muito drástica nas minhas decisões. Sobretudo no que toca a relações profissionais e de amizade.


 


Neste caso refiro-me a oscilar constantemente entre ser alguém que só vê qualidades no outro passando imediatamente a "amar" a pessoa, ou só ver defeitos, não reconhecer qualidades e passar a não "suportar" a pessoa, a pontos de querer cortar a relação pela raiz.


 


Ando a sentir isto com uma amiga, que é também colega de trabalho. Sempre tivemos maneiras de pensar diferentes, mas sinto que ultimamente este meu sentimento piorou desde que ela teve um filho (sim, já falei nela aqui, é a moça que me ofereceu um alho-porro no Natal!)


Estou naquela fase em que tudo que ela diz me irrita, sobem-me aqui uns arrepios na espinha e só tenho vontade de lhe responder torto. Controlo-me como é óbvio, também não sou nenhum animal.


 


Aqui é que surge o meu "problema interno" - um de muitos by the way - admito que quando alguém pensa de uma forma completamente diferente de mim torno-me em alguém pouco flexível, e não consigo ter tolerância, inteligência emocional, presença de espírito ou como lhe queiram chamar, suficiente para aguentar a personalidade da outra pessoa.


 


Já acabei muitas amizades por causa disto. E é chato, muito chato. Sinto que se tivesse tentado compreender mais um pouco, se tivesse tentado meter-me nos sapatos do outro a coisa até podia ter corrido melhor. Acabo por ficar a sentir que a culpa foi inteiramente minha... mas a verdade, digam-me se estiver errada, é que quando há um afastamento a culpa é dos dois, certo? Se eu deixar de falar tanto e se o outro não me procurar, é porque provavelmente também estava à espera do corte, não é?


O facto das pessoas de quem me afasto nunca virem tentar falar comigo acaba por validar a minha atitude de cortar completamente... mas é difícil livrar-me da dúvida... e se tivesse tentado mais um pouco? E se tivesse enviado aquele convite ou feito aquele telefonema?


 


Só dúvidas, só insegurança.


 


Resumindo, este post é para vos dizer que isto das relações inter-pessoais é um assunto que me faz sofrer imenso e gostava de saber a vossa opinião. Sinto que não sei lidar com pessoas, ainda pior se forem muitas e principalmente se o meu grupo de amigos começar a aumentar e todas as pessoas se conhecerem... Não sei lidar com grupos, pronto. E não sei como reagir quando há uma pessoa do grupo que, pelo menos na minha cabeça, parece desestabilizar toda a dinâmica dos acontecimentos... sejam eles uma viagem, um fim de semana algures ou até simplesmente organizar um jantar em casa de alguém. Quando todos querem azul e há alguém que quer (constantemente) amarelo, já é o suficiente para eu ferver cá por dentro e ficar com vontade de mandar todos os planos para o ar.


 


Mas a vida é isto. E só porque estou a ferver por dentro não posso mandar uma pessoa para a merda, pois não? "Só" porque ela pensa de forma diferente... "Só" porque tem outra visão da vida.


 


Por isso decidi que vou calar-me, vou aguentar o que quer que seja que a próxima viagem juntas reserve e depois logo se vê. Será que crescer é isto? Ou é simplesmente ser parva?


 

6 comentários:

  1. Lamento mas não posso ajudar-te. Também sou um pouco assim.

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  2. É crescer! É ter personalidade! Força, porque por vezes não são os outros que nos irritam, somos nós que internamente estamos em estado bomba relógio!!! Oh se sei o que isso é! E aprendi (cresci), por isso acontecer-te-á o mesmo!! :) beijinhooo

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  3. Ai, espero que esteja a crescer!!! Inteligência emocional precisa-se, urgentemente!

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  4. Poças Lynce, pensei que vinhas aqui salvar-me do meu mundinho pequenino e fazer-me ver a felicidade no outro lado do horizonte... too much? Ok, eu calo-me.

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  5. Oh querida, lamento, mas neste caso não posso ajudar-te mesmo! Sorry!

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  6. Passei por isso ano e meio, entretanto a vida tem tratado de nos afastar (gráçá Deus)

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