terça-feira, 4 de julho de 2017

Redes sociais.

Nos últimos anos, talvez três, tenho andado a viciar-me gradualmente em tudo que é redes sociais. Acho que esta situação piorou bastante desde que emigrei. A solidão fez-me recorrer às redes sociais como um "aconchego", uma forma de ver o que os amigos estão a fazer e o que tem acontecido por lá... 


 


Mas a verdade é que esta situação me tem feito mais mal do que bem. Uso abusivamente de tudo que seja redes sociais, na falsa esperança de que isso me aproxime de alguém, mas a verdade é que só me tem afastado da pessoa mais importante da minha vida: EU. 


 


Passo a explicar... antes de ser tão dependente de redes sociais eu era aquele "bichinho" solitário que adorava ler, desenhar, pintar, inventar histórias, ir para a rua simplesmente passear e olhar para a natureza. Hoje em dia já não sou assim. Dou por mim a entrar numa espiral diária de comparações, a tentar tirar uma boa foto para o Instagram, a só fazer coisas que possa mostrar nas redes sociais, talvez numa tentativa de mostrar aos que estão no Bali ou em Ibiza, que eu cá também tenho uma vida interessante. Nos raros dias em que pego num livro ou começo a desenhar qualquer coisa fico com aquela sensação de ter uma vida miserável e solitária, que podia estar a fazer algo de espectacular, como eles, aqueles que estão ali no stories ou no daily vlog


 


Não me sinto nada satisfeita com a vida que tenho levado.Sinto-me desconectada de mim mesma, sinto-me perdida dentro de mim. Deito-me sempre tarde porque fico a fazer scroll down até às duas da manhã ou a ver vídeos no Youtube... mas eu sei perfeitamente (ou acho que sei!) que se não estivesse tão desorganizada conseguiria fazer as coisas que me interessam em horários decentes, até porque não chego a casa assim tão tarde como isso. Costumo estar em casa por volta das 18h... O que me anda a bloquear então??? Porque não consigo ser mais produtiva?


 


Vou continuar nesta introspecção à espera de uma solução milagrosa. Mas a verdade é que já cortei um pouco no uso das aplicações do telemóvel... para tentar reduzir aos poucos esta dependência. Isto não é uma tentativa de ser hipster e dizer "ai, as redes sociais são uma porcaria, vou desistir de vez", não, isto é só um grito para mim própria, um grito de "PÁRA, RESPIRA E NÃO TE PERCAS". Quero voltar a ser quem era antes, não é pedir muito pois não? 


 

20 comentários:

  1. A verdade é que com o tempo que passamos online nos esquecemos da vida real!
    Já fui mais dependente, mas ainda passou muito tempo, sobretudo no facebook!
    Eterno Sonhador

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    1. Pois, eu até consegui diminuir o Facebook felizmente! Mas o Instagram e o Youtube, oh céus... perco-me tanto!

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  2. O importante é não te perderes e perceberes o que te faz bem e o que te afasta de ti. Eu percebi que o facebook não me trazia nada de bom. Que as pessoas que gosto e qu gostam de mim estão à distância de um telefone ou sms.
    E a história de termos 576 pessoas a desejar-nos parabéns foi a gota de água. Prefiro receber 10 chamadas nesse dia...

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    1. Tens tanta razão!! Muitos dos que me desejam parabéns já não me falam há anos e se me virem na rua só dizem "bom dia" e siga viagem xD

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  3. Não é, de todo, pedir muito. Mas é verdade que as redes sociais nos sugam aos poucos. Tens de voltar a fazer o que gostas e os passeios para apreciar o que te rodeia devem ser ótimos para isso. Beijocas

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  4. Quando estive desempregada obriguei-me a ficar um mês sem facebook, a única rede social que tinha. Estava como tu, semi-deprimida, usava as redes sociais para me comprar com os outros. Percebi que não estava certo e fiz um corte radical, durante um mês deixei me de redes sociais e até hoje nunca mais voltei a ser 'tão' viciada e como tu dizes, arranjei tempo para outras coisas boas :D

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  5. Compreensível o que diz, ainda mais estando noutro país. Ajudar os outros seja de que forma for é excelente e faz dirimir esses vazios. Muita força para si. Ter a noção de que essa dependência existe é "meio caminho andado" ...
    Saudações Jazzística.

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  6. O "vício" vem daí mesmo. Daquele momento em que te sentes mais "sozinha" e tentas buscar nas redes sociais algo que te "complete".
    Concordo com o que dizes, aos poucos suga-nos a vida para além das redes sociais. o melhor é encontrar um balanço entre os mesmos. Não consigo deixar por completo, mas tem que se controlar. Tenho dias em que me distancio mais, outros nem por isso. Quando os meus dias são preenchidos de tal forma que nem me deram tempo de visitar as redes sociais é que se tem mais noção disso.

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  7. Disciplinei-me com as redes sociais. Agora só ao sábado e domingo. E às vezes já nem isso.
    É que estava com saudades de mim.

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  8. Acho que neste momento todos estamos um pouco assim. Mas há uma solução que, para mim, funciona: se eu não consigo a bem, consigo a... menos bem... . Não sei se já ponderaste essa ideia, mas tenta simplesmente eliminar isso da tua vida, desinstalando essas aplicações. Eu estou numa fase muito semelhante à tua, mas eu tenho a questão de gerir uma empresa que precisa desse tipo de ligação à rede. O meu "vício" é o Instagram, mas já me tenho vindo a disciplinar para parar com as redes e os telemóveis, porque sinto precisamente o que me dizes - cada vez mais desligada de mim. Revejo-me MUITO no que escreveste e compreendo, por isso, bem o que dizes. E que tal se te unires a alguém nesse propósito? E criares limites, impondo horários para isso? Tira a espontaneidade, é certo, mas a contrapartida seria muito mais positiva, não concordas?

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  9. Sou daquelas pessoas que não sabe nada da vida dos vizinhos. Que se ouvir alguém a discutir na rua, não vai espreitar.
    A vida dos outros sempre me passou ao lado; cada um na sua. Estou sempre disponível para quem precisar, mas não meto o nariz onde não sou chamada.
    O meu "problema" nem são as redes sociais - embora há dias me tenha passado da bolinha por causa dos não assuntos em loop discutidos à exaustão no me feed, em que os argumentos nem o nome de tal isso tinham... (e falei sobre isso no blog)

    O meu problema é a informação, os noticiários. Queixo-me, remexo-me chamo-lhes nomes, ao mesmo tempo acho que fazem o que têm de fazer porque têm de preencher um canal 24/7 com notícias, e isso leva à repetição à exaustão de assuntos, reportagens... mas é o canto da sereia. TENHO de saber o que se passa, como se viesse daí mal ao mundo se eu não souber as últimas... ele é a SIC Noticias a abrir por defeito na tv, ele são os alertas do Expresso, ele é o jornal em papel, o Expresso diário (digital)...

    Quanto às redes sociais, não "desamiguei" ninguém, no FB, mas deixei de seguir muita gente. Filtrei as minhas partilhas para menos de 10% dos meus amigos. O Instagram é atualizado quando "me dá na telha"- e faço-o para mim, volta e meia revejo-o de uma ponta a outra como se fosse um álbum de fotos. Twitter, não gosto; tenho uma conta ligada ao Bloglovin e é só para isso. Pintrest, adoro. You Tube, só "de ano a ano" ... jogava Farmville 2 e até isso larguei.

    Se me custa? Nadinha.

    O telemóvel fica muitas vezes (demais, segundo o meu marido e o meu filho) em casa.

    Tenho uma filha em Londres. Há sete anos. Que também é desapegada das redes sociais ('tá no ADN) e um filho que quer, segundo o próprio, reduzir a sua "pegada digital" ao mais próximo de nada.

    E o marido não tem conta em NENHUMA rede social.

    - é pá, somos tão bad ass, eheheheheh

    B'jinhos grandes!

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  10. Junta te ao clube eu este tenho decidi que tenho que fazer um voltar às origens para me encontrar de novo, uma espécie de reset.

    E sou como tu, ainda falei disso hoje também, eu gosto de tanta coisa e depois quero fazer tudo mas nunca consigo. E passo mais tempo no Pinterest a ver coisas para fazer do que propriamente a faze las.

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  11. Entendo-te perfeitamente e não acho que estejas a pedir muito, acho que deste o primeiro passo ao reconheceres a dependência, agora é controlares.
    As redes sociais têm coisas boas e más, cada pessoa deve gerir a sua utilização de acordo com o que considera bom para si.
    Sem dúvida que uma das piores consequências são as comparações, não é uma questão de inveja, é uma questão de derrotismo, quando aparentemente todos levam uma vida feliz, se estamos fragilizados ou sozinhos, sentimos que estamos a falhar, o que nos deixa ainda mais tristes.
    Devemos sempre lembrar-nos que as pessoas só publicam as coisas boas, não existem vidas perfeitas e devemos eliminar as pessoas que nos querem à força fazer acreditar nisso. Porque existem, e são mais do que imaginamos.
    Concentra-te em ti e nas coisas que gostas de fazer e tenta utilizar o tempo livre que tens para te conectares com as pessoas pessoalmente, tenho a certeza que conseguirás ter colegas e amigos em qualquer parte do mundo, basta que tenhas disponibilidade para isso.
    Os amigos que deixaste em Portugal cá continuarão, mas se estiveres sempre a pensar neles não terás tempo para outros.
    Força, tenho a certeza que encontrarás um equilíbrio entre o real e o virtual.
    Beijinho

    (Desculpa o testamento.)

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  12. Compreendo e reconheço-me nas suas palavras.
    Foi por isso que implementei a regra do apagão digital às 21h00 + instalei um bloqueador de páginas mais problemáticas. Não vou dizer que cumpro sempre, porque estaria a mentir, mas tem-me ajudado muito.
    Claro que não resolve tudo, mas ajuda a controlar impulsos. No mínimo, relembra-nos dos nossos objectivos.

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  13. Eu não sou muito de redes sociais, mas se queremos receber um feed-back às nossas ideias, acabamos por também ter de responder às expectativas de quem publica.
    Sinto que de facto, este falso comunicar e conviver, nos ocupa imenso tempo e que quando dá-mos por ela, o dia passou e o pouco tempo que temos livre, foi muito mal aproveitado.
    Quando digo aproveitado, refiro-me a atividades pessoas como ler, etc., porque também reduzi muito o meu tempo de leitura com as redes sociais e também com as operadoras por cabo que nos oferecem milhentos canais dos quais só gostamos de ver meia dúzia e que repetem os mesmos programas milhentas vezes, mas nos deixam presos ao écran na expectativa do que poderá vir a seguir que nos extasie nas próximas horas.
    Como em tudo, chega o momento em que fazemos escolhas. De tudo o que tenho, o que me interessa e o que me faz mais feliz?

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  14. Os adultos ainda conseguem perceber o seu vício... o problema é que as crianças estão a viciar-se nestas novas redes sociais cada vez mais cedo....

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  15. Ia dizer-te que padeço do mesmo mal. É uma epidemia. Por vezes, dou por mim a olhar à minha volta num café, numa esplanada, num restaurante e toda a gente, invariavelmente, está de olhos num pedaço de tecnologia.
    Acho que todos precisamos de nos desconectar disto. Já dizia alguém, algures, que vida é tudo aquilo que acontece quando desligas a televisão, o computador, deixas o telemóvel em casa e sais! Simplesmente, sais, contemplas, conversas, partilhas, ris...
    Um beijinho

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  16. Olá.
    Escrevendo este texto, tem consciência de que as redes sociais não valem o seu tempo de antena para lhes mostrar o que faz , onde está, a vida que tem e não quer ter.
    Isso já é muito bom.
    Já passei por isso, até ao momento que , no caso do FB, decidi que este não me trazia nada de especial que melhorasse a minha vida e mostrar aos outros as minhas viagens, as minhas saídas, com quem estive, fui, não eram , de todo, significativos.
    Então, decidi passar por lá quando fosse necessário e/ou me apetecesse.
    Fico 7 a 10 dias sem lá ir. Não me faz falta .
    O instagram tem outro significado porque, como alguém disse num dos comentários a este post, funciona como um álbum .
    Não se arrependa de cortar com algumas redes sociais.
    Reconheço, também que, por vezes, perco muito tempo no pc, mas no meu caso, é a ler blogs com vida, com sentido, de pessoas que me parecem ser fiáveis e interessantes para manter a comunicação que todos gostamos.
    O seu blog não é excepção.
    Continue por cá, mas esqueça as fotografias de fazer inveja aos outros.
    Não merecem.




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  17. tás certa, continua, tambem com a introspeçao, mesmo se esta for só fumaça.

    E nem de proposito (fumaça ) : uma coisa será certa, pois nao é publico que pessoas tivessem abandonado o tabaco aos bocadinhos, reduzindo gradualmente.

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Hoje é um dia bom, só queria deixar isto aqui para me lembrar de que há momentos sem ansiedade, é aproveitar enquanto duram e lembrar-me que...