quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A desgraça dos outros.

Sobre este tema tinha tanto para dizer, mas queria só deixar aqui duas situações que me aconteceram recentemente e que de uma forma ou doutra me fizeram rir.


 


Uma doente minha disse-me que está farta que as pessoas que a vêm visitar lhe digam o quanto ela está doente e que lhe falem sobre outras pessoas doentes. Diz-me ela: "Se eu estivesse boa e os convidasse para ir a minha casa inventariam uma desculpa qualquer, mas agora que estou mal estão aqui todas as horas das visitas a chatear o meu descanso e ainda por cima só falam de assuntos tristes".


Isto fez-me pensar numa coisa que o meu pai me diz muitas vezes "há amigos que só aparecem quando estás pior que eles". 


 


A outra situação também aconteceu no trabalho, a recepcionista do sítio onde trabalho, que é uma lambona do pior, estava nos vestiários a trocar de roupa 15 minutos antes da hora de saída dela (isto quando não se vai trocar 30 minutos antes da hora do fecho e baza deixando a recepção sem ninguém ainda em horas de visitas). Eis que, sem eu lhe perguntar nada, ela me diz o seguinte:


Ela: "Sabes eu estou cansada disto, já não tenho 22 anos como quando entrei aqui. Tenho 56, e só me dão a reforma aos 62!"
Eu: "Por acaso também comecei a trabalhar aqui com 23, agora já tenho 26."
Ela: "E também pensas ficar aqui até aos 56 anos?"


 


Eu fiquei com esta cara:


 



 


 Mal ela imagina que eu anseio todos os dias pelo dia em que me possa ir embora deste merdier.


 


Definição de "merdier" aqui.

2 comentários:

  1. Que simpática.
    Detesto gente dessa. Detesto!

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  2. E planos para mudares? É que é muito fácil acomodarmos-nos e quando damos por ela os anos já passaram e estamos a trocar de roupa no balneário com uma hora de antecedência enquanto deixamos o trabalho em auto-running!

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