terça-feira, 31 de julho de 2018

Nada(r).

Hoje fui à piscina com a H., como todas as terças-feiras. Normalmente vou lá e dou umas voltas, poucas, depois fico lá num canto a fazer exercícios das pernas e abdominais agarrada à beira da piscina. Costumo dar o meu dinheiro ali por mal empregue... se não fosse o jacuzzi nem metia lá os pés. Acabo sempre no jacuzzi e fico para lá a cozer naquela água quente. O bom do jacuzzi é que uma pessoa pode dar um pum discreto e ninguém dá conta. 


 


Hoje foi diferente. Hoje PRECISAVA de nadar, sentir-me a flutuar na água, gastar energias. Esquecer tudo, meter a cabeça debaixo de água e ouvir o vazio. Engraçado que quando estamos com a cabeça debaixo de água o silêncio é quase meditativo. E a sensação de falta de ar é algo que me deixa eufórica. Tenho uma tara com isto, e um medo imenso de morrer afogada. É como uma pessoa ter vertigens e atração pelo vazio em simultâneo. 


 


Nadei, nadei, nadei e no final não havia mais nada para pensar.

4 comentários:

  1. O exercicio e principalmente a agua faznos bem lavanos a alma o pensamento , se precisares de um ombro amigo passa pelo blog acredita posso nao saber tudo mas compreendote bem

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  2. "e no final não havia mais nada para pensar."
    Ajudou a limpar arestas soltas :) serviu para o bem :)

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  3. Olá, já não nado há uns meses, mas é um exercício que faz o mesmo por mim. Deixa-me sempre um bocadinho fora da realidade. E isso, de vez em quando, só faz bem.

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