segunda-feira, 27 de julho de 2020

18 dias.

Estou há exactamente 18 dias sem vir aqui. Não porque não tivesse vontade, porque tinha, muita, mas porque não sabia o que escrever.


Muita coisa aconteceu entretanto. O trabalho voltou a carburar como antigamente, tenho trabalhado mais do que antes do confinamento, muito mais, mas nem dou por isso, porque mudei de horários, estou a trabalhar das 8h às 18h. Por isso quando saio do trabalho ainda está de dia. E que bem que sabe... a França tem esta coisa incrível de ter dias intermináveis no verão. Às 23h ainda é de dia, o que dá aquela impressão de se aproveitar um bocado mais a vida durante a semana.


 


Decidi não ir a Portugal no verão... por motivos vários: não me apetece enfiar-me de máscara num avião, para isso já basta sair de casa às 7 da manhã com ela posta e voltar às 20h ainda com máscara na fuça (não é a mesma, eu troco-a, calma, não me batam!), e porque os meus pais moram numa vila pequenita lá na Serra. Imaginem que eu chego e 2 semanas depois aquilo transformou-se em cluster e uma centena de velhotes morrem por minha culpa??? Eu sei que a malta da Serra a comer queijo, chanfana e beber vinho como bebe, é rija que se farta, mas... mas... e se...??? Andamos numa época de muitas incertezas, prefiro jogar pelo seguro. Fico em França, e já gozo. 


 


Com o Titi as coisas andam bem! Muito bem mesmo! Mas ali no início de Junho tivemos uma crise... ele mentiu-me, para poder ir beber café com a ex. Disse-me que estava com outro grupo de amigos, só que não estava. Eu descobri, passei-me, saí de casa dele a correr enquanto ele me pedia desculpas a chorar, depois gritei-lhe "vai-te foder" em francês, no meio da rua, às 22h da noite.. Liguei para uma amiga enquanto estava no tram a voltar para casa. Yah, eu sei, estão a ver aquela pessoa que está nos transportes públicos ao telefone, a gritar a plenos pulmões todos os detalhes da vida pessoal dela enquanto chora baba e ranho? Pois. Eu fui essa pessoa. Acho que, mais tarde ou mais cedo, acabamos sempre por ser essa pessoa.


E depois percebemos que não temos controlo emocional nenhum. E que a nossa capacidade mental de resolução de problemas é equivalente à de uma adolescente de 15 anos. E isso dói. Ai se dói.


Ficámos sem falar 5 dias. Ele insistiu para nos voltarmos a ver porque queria explicar a história. Jurou a pé juntos que não dormia com ela, que há mais de 4 anos que não se passa nada entre eles, mas que ficaram amigos, e que a considera a melhor amiga dele. E que não pode deixar de falar com ela só porque conheceu alguém novo, que basicamente não lhe posso pedir isso... E que ficou com medo de me contar que ia estar com ela porque tinha receio da minha reação, por isso escolheu a hipótese mais cobarde para resolver um problema, a mentira. E pediu-me desculpa, e disse que não voltava a mentir-me nunca mais. Em contrapartida eu fiquei de aceitar essa amizade, e pedi-lhe para me apresentar a moça. Ainda não aconteceu... mas vamos lá ver, vai ser super estranho conhecer a ex do meu namorado... mas tenho que lidar com isso... afinal, todos temos um passado, não é?


Alguns deixam tudo lá atrás, outros não.


No que me toca a mim, seja o que o destino quiser. Na pior das hipóteses descubro que foi um erro confiar nele outra vez, na melhor das hipóteses, não deitei tudo a perder com um rapaz com o qual me sinto bem, e dei-me uma oportunidade de ser feliz. É indo e vendo...


 


 


Beijo na bunda! 

6 comentários:

  1. Controla o ciume, desarrumada
    É um desgaste!
    Beijos.⚘

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    1. Podes crer! Consome-te a ti e ao outro que tem que inventar mentiras para te acalmar... (óbvio que não é a escolha mais correcta, a mentira, mas os ciúmes são um monstro que contamina a relação em ambos os lados...)

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  2. Já percebeste que a tua vida dava um bom guião de cinema? Beijinho

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  3. Só gostava de saber de que Serra estás a falar e de que vila.

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