quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Luzes a bater nos olhos.

Hoje anunciaram o fecho dos clubs/discotecas por aqui, e a proibição de dançar em bares e restaurantes. É 1H30 da manhã, e eu a ouvir esta música, a curtir milhões e a lembrar-me dos tempos da Universidade em que dançava alcoolizada, até às 7h da manhã, completamente hipnotizada pelas luzes da discoteca a bater nos olhos... era uma sensação excelente, de liberdade como raramente senti. Depois ia para casa com o meu namorado da época que era alto taradão e fodíamos até às 10h, horinha de dormir, normalmente atè às 17h. Eram bons tempos que nunca esquecerei. Eram fins de semana de loucura e pouca responsabilidade, era livre e nem sabia, apesar de tudo isso ter sido feito com dinheiro dos meus pais - eu não trabalhei para pagar os estudos - foi a minha última época de verdadeira liberdade, depois disso foi sempre a bolir, a trabalhar que nem uma moura. Para quê? Enfim. Se algum Universitário por este mundo fora já perdeu alguma (ou várias) noites deste tipo, por causa da pandemia, saibam que o meu coração está com vocês. Mesmo. Ninguém devia ser amputado desta forma da sua experiência universitária... bem sei que "tem que ser", bem sei que se fosse uma guerra era bem pior, ou uma catástrofe natural, mas enfim, tantas experiências que se perderam. Eu, por exemplo, já festejei 2 aniversários seguidos sozinha em casa, um deles foram os 30, em que gostava de ter feito alta festa de arromba, mas não, foi passado sozinha, com amigos no zoom, e acho que não vai haver duas sem três, 2022 vai pelo mesmo caminho. Um minuto de silêncio a nós. Oremos irmões. Beijo na bunda 


 



 

6 comentários:

  1. Epá ó dESarrumada, que grande som que eu não conhecia! Excelente house, adoro a batida. Adoro os ritmos! Entra direitinha para a playlist!
    Quanto ao suminho do post… dei o meu cowabunga na viagem de finalistas do liceu, curti milhões a faculdade, sem estar agarrado a namoradas mas quase sempre bem acompanhado, depois dei outro cowabunga quando saí de casa dos papás, mas já a trabalhar portanto não pôde ser tão louco como o primeiro. Mas entendo-te. Há coisas que devem ser vividas. E a melhor coisa de se estudar na universidade é a possibilidade de durante 3, 4 ou mesmo mais anos se poder ser “livre” de uma forma diferente, mais adulta mas igualmente responsável!

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  2. bons tempos de universidade não foi assim há tanto tempo, vá quase uns 3 para mim, mas parece que já foi há uma eternidade...
    E uma pessoa vai em erasmus a pensar que vai ter uma experiência, covid chega e pronto uma pessoa já só conhece a bélgica e o mundo após a experiência de covid

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  3. é uma catástrofe natural eu vivo com a minha mãe de 76 anos. celebramos uma com a outra. se vivesse sozinha, seriam aniversários sem amigos. e num deles completei meio século. preza as videoconferências e quem se junta a ti do outro lado da linha. they are keepers beijinhos e dias felizes

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  4. Música deste. Calibre só nos carros de choque 1 vez por ano... Não desanimes tanto a tua vida já era uma merda pré covid. Calma nunca melhor

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